— Quer ajuda? – se ofereceu prontamente um desconhecido a me ajudar a tirar alguns quadros do meio da rua, pois o caminhão de entrega disse que só poderia tirar eles de dentro do caminhão e que eu teria que carregá-los. Eu já estava meio furiosa quando isso aconteceu afinal Sasori e Deidara tinham ido ao banco e até agora não tinham dado nem sinal de vida.

— Quero – falei tirando uma mexa do meu cabelo de frente do olho. Já estava suada e cansada de carregar peso, ainda faltavam cinco quadros.

— É um pecado deixar uma moça tão bonita carregando peso. – ele disse jogando charme, olhando bem ele era bonito e tava me dando mole.

— Também acho – concordei e depois mandei ele carregar os quadros. Ele o fez de bom grado e depois de terminar ele me convidou para sair.

— Agora que o serviço foi feito que tal você aceitar almoçar comigo? – propôs

— Desculpe, mas hoje eu vou almoçar bem mais tarde. Tenho muitas coisas pra resolver na galeria.

— É sua a galeria?- perguntou

— Minha e de dois sócios. – sorri

— Belo negocio, meu nome é Nagato e o seu? – disse estendendo a mão

— Konan – sorri e apertei a mão dele.

— Encantado em conhecê-la Konan. – beijou minha mão lentamente sinceramente senti um arrepio

— O que você está fazendo aqui? – Era Sasori que havia acabado de chegar.

— Hã? – perguntei confusa

— Não to falando com você Konan. To falando com o Nagato. – Sasori disse impaciente como sempre

— Vocês se conhecem? – perguntei confusa

— Sim – eles disseram ao mesmo tempo

— Uau, eu e a Konan estamos boiando. Explique-nos Sasori – disse Deidara

— Nagato é meu irmão caçula. Ele veio me fazer uma visita. – Sasori disse como se ele não tivesse gostado nenhum pouco da presença do irmão.

— Você nunca nos disse que tinha um irmão – disse Deidara já se pondo ao meu lado e colocando a mão envolta da minha cintura, acho que ele fez isso por notar os olhares de Nagato em minha direção.

— Vocês nunca me perguntaram – deu um meio sorriso tentando desviar nossa atenção do olhar dele que tinha alguma coisa. Sasori estava estranho, mais sombrio do que era realmente.

— Pensava que sabíamos de tudo sobre você Sasori – falei

— Konan querida, não leve isso para o lado pessoal. Eu só não falei da existência do meu irmão, pois não era necessário.

— Ele gosta de me renegar – disse Nagato com um sorriso brincalhão nos lábios. Ele parecia querer provocar Sasori

— Vamos entrar, quero falar com você em particular – Sasori deu essa ordem e entrou. Em seguida Nagato foi atrás dele. Ficamos apenas Deidara e eu.

— Sasori está estranho – disse a Deidara

— O ruivo enfezado sempre foi estranho – disse normalmente

— Ele sempre foi reservado, não estranho. É o jeito do Sasori ser mais calado, impaciente e severo.

— O que me preocupa não é a forma que o Sasori agiu agora e sim o irmãozinho dele. – Deidara falou pensativo. Ele havia visto em Nagato uma ameaça.

— O que tem o Nagato? – perguntei

— Ele te olhava de um jeito que não gosto. Como se ele quisesse possuir você. Não gostei. Além disso, o jeito do Sasori com ele é algo estranho também.

— ta co ciúme do Nagato comigo é? – brinquei e ele apenas sorriu

— E se estiver? Não posso? – ele foi se aproximando, ia me beijar, mas virei o rosto e o beijo pegou na bochecha

— pode. Mas controle-se. – sorri

[...]

— O que veio fazer aqui? – Estava com raiva, afinal meu querido irmãozinho nem ao menos me avisou que viria. Conversávamos a portas fechadas, pois não queria que ninguém nos ouvisse nem nos interrompesse.

— Uma visita já disse. – Nagato mexia no porta-lápis em cima da mesa

— Você nunca me visitou na vida.

— Pois é, mas pra tudo tem uma primeira vez não acha? – disse debochado

— O que quer? – fui direto

— Um lar. Uma casa. Comida na mesa. Conforto.

— Você está tentando me culpar de você nunca ter tido uma família?

— Sim. Desde que os nossos pais morreram; eu fui para um colégio interno na suíça e você ficou com tudo.

— Eu fui emancipado pra tomar conta do que é nosso. Você era pequeno eu não ia saber te educar, por isso paguei seu colégio pra ele fazer isso por mim.

— Eu tinha 12 anos e você 17. O que custava ficar comigo?

— Você ia me atrapalhar.

— Eu ainda sou um estorvo? – a voz era de indignação

— Não. Não é mais. O que você quer? – repeti a pergunta – Seja objetivo.

— Quero morar com você, que você me sustente.

— Você vai ter que trabalhar, afinal tem 25 anos. Se formou em que?

— Não me formei.

— Ma seu paguei a sua faculdade.

— Errado, você pagou a faculdade de um menino pobre que eu conheci que não tinha como pagar a faculdade.

— Você quis dizer que eu joguei nosso dinheiro no lixo?

— Não, quero dizer que você fez uma boa ação.

— Você está me deixando nervoso.

— Que bom, era exatamente isso que eu queria – ele saiu e me deixou falando sozinho.

— Aonde você vai?

— Vou pro seu carro, se acalme e depois me leve pro seu, quer dizer, NOSSO apartamento. – deu um sorriso falso

[...]

— Ta tudo bem? – Konan me perguntou preocupada

— estaria melhor se o meu irmão não tivesse aparecido.

— Vocês não se dão bem? – perguntou Deidara

— Eu não vejo meu irmão há alguns anos pra falar a verdade. Fui pego de surpresa.

— espero que vocês se acertem. – desejou Konan sincera

— eu também – então ouvi a buzina do meu carro e gritei – JÁ VOU

— Acho que eu já sei da onde vem todo aquele ódio por esperar, vem de família – Deidara sussurrou

— Eu ouvi – gritei antes de entrar no carro.

[...]

— Sasuke, já está na hora de você sair desse quarto – Itachi batia na minha porta

— Pode entrar aqui, mas eu não vou sair – falei me afundando no meu edredom

— Por que isso hein? Ela é só mais uma mulher e convenhamos ela veio com defeito – ele falou sentando na beira da minha cama e a minha vontade foi de socá-lo, pois ele estava sendo idiota

— Você nunca amou ninguém? – perguntei para tentar fazê-lo me entender

— Já. A Konan.

— Bem, seu amor pela Konan é muito problemático, você talvez não entenda como me sinto.

— Como você se sente?

— Sinto como se ela fosse tão importante quanto o ar, a água ou as alimentações. A Sakura é praticamente um elemento vital para a minha vida. Ela encheu a minha rotina de alegria, desde que a conheci minha prioridade virou ela, nem no filme eu pensei tanto e olha que ele vai ser lançado logo, mas agora minha mente só quer saber como a Sakura está se ela está pensando em mim. – relatei

— Você pensa que eu sou insensível não é?

— Mas você não é? Você sempre demonstrou não gostar de ninguém mais a não ser de você mesmo.

— Eu não gosto de demonstrar fraqueza Sasuke. Você sabe que eu te amo né? – fiz que sim com a cabeça – então eu te amo e mesmo assim não fico dizendo isso toda hora, nem sendo meloso o tempo todo. A mesma coisa com a Konan, eu a amo, mas não preciso dizer isso o tempo todo. Mas isso não quer dizer que eu não me sinta do mesmo jeito que você.

— Você se sente assim com relação à Konan?

— Vou te contar um segredo. Vai ficar entre nós ta?

— Ta – falei ansioso, não era todo dia que meu irmão parecia ser um homem normal e não o idiota canalha de sempre.

— Quando a Konan terminou nosso noivado eu senti que ia morrer. Eu fui infiel a ela, porque pensava que ela nunca ia descobrir, que eu nunca ia perdê-la, ela junto de mim era uma certeza. Mas eu me enganei, eu podia perdê-la e perdi. Então eu virei o canalha como você diz. Não quero me comprometer com ninguém.

— Você sofreu?

— Sofri, mas passou.

— Você ainda a quer de volta?

— Eu posso até querer, mas ela não. Eu até acho que ela tem um caso com o Deidara.

— Que coisa...

— É. Mas diferente de mim você não é um canalha, você mentiu por um motivo e ama a Sakura de uma forma que eu nunca vi ninguém gostar de alguém desse jeito, então vá atrás dela. Se explique.

— Eu vou me explicar, espero que ela me perdoe.

— Ela seria uma burra se não perdoasse.

— Mano, você também deveria lutar pela Konan já que ela foi tão importante. – fui até a porta – eu acho que ela ainda gosta de você.

— Não sei

— pensa nisso – saí e peguei meu carro, a Sakura ia me ouvir de qualquer jeito.

[...]

— Você também me traiu Naruto. Como não pode me dizer que ele era o seu amigo? – Sakura me culpava e o pior é que ela estava certa.

— Ele gostou de você desde que te viu pela primeira vez, ele só queria se aproximar. – tentei me justificar

— Por que ele mentiu? – os olhos dela imploravam alguma explicação

— Ele já foi muito machucado pela vida. Ele tinha medo de se envolver de cara.

— Eu me envolvi mesmo com medo.

— Por isso ele decidiu te contar, ele não quer te perder.

— Mas já perdeu – disse irredutível – agora vá embora. – Ela mandou então saí do quarto. Na sala Hinata me esperava com uma xícara de café.

— Quer um café? – ofereceu

— Não, obrigado. Acho que já vou, Sakura não quer ouvir ninguém.

— Não vá. Sabe, ela está magoada, com o passar do tempo ela vai entender e aceitar as explicações tanto suas quanto do seu amigo.

— Eu espero que sim, pois não quero perder a amizade dela nem o meu amigo quer perdê-la.

— O Sasuke a ama mesmo?

— Ama. Meu amigo está completamente apaixonado por ela. Eu torço pra eles se acertarem, fazem um belo casal.

— Eu também acho.

— E você Hinata? Namora? – perguntei e de repente ela ficou vermelha

— N-Não – ela gaguejou, era tão linda

— Que homens burros, eu não deixaria tão bela dama me escapar – tentei por em prática um pouco do charme que Sasuke me ensinara para conquistar garotas.

— A gente podia sair – ela ficou muito vermelha e completou a frase – como amigos

— Eu adoraria – sorri e a campainha tocou. Uma pena porque atrapalhou o inicio de alguma coisa que estava rolando entre mim e Hinata.

— Sasuke – a voz de Hinata parecia surpresa

— Olá, eu vim falar com a Sakura...