O amor é cego
12 Irmão
— Quer ajuda? – se ofereceu prontamente um desconhecido a me ajudar a tirar alguns quadros do meio da rua, pois o caminhão de entrega disse que só poderia tirar eles de dentro do caminhão e que eu teria que carregá-los. Eu já estava meio furiosa quando isso aconteceu afinal Sasori e Deidara tinham ido ao banco e até agora não tinham dado nem sinal de vida.
— Quero – falei tirando uma mexa do meu cabelo de frente do olho. Já estava suada e cansada de carregar peso, ainda faltavam cinco quadros.— É um pecado deixar uma moça tão bonita carregando peso. – ele disse jogando charme, olhando bem ele era bonito e tava me dando mole.— Também acho – concordei e depois mandei ele carregar os quadros. Ele o fez de bom grado e depois de terminar ele me convidou para sair.— Agora que o serviço foi feito que tal você aceitar almoçar comigo? – propôs— Desculpe, mas hoje eu vou almoçar bem mais tarde. Tenho muitas coisas pra resolver na galeria.— É sua a galeria?- perguntou— Minha e de dois sócios. – sorri— Belo negocio, meu nome é Nagato e o seu? – disse estendendo a mão— Konan – sorri e apertei a mão dele.— Encantado em conhecê-la Konan. – beijou minha mão lentamente sinceramente senti um arrepio— O que você está fazendo aqui? – Era Sasori que havia acabado de chegar.— Hã? – perguntei confusa— Não to falando com você Konan. To falando com o Nagato. – Sasori disse impaciente como sempre— Vocês se conhecem? – perguntei confusa— Sim – eles disseram ao mesmo tempo— Uau, eu e a Konan estamos boiando. Explique-nos Sasori – disse Deidara— Nagato é meu irmão caçula. Ele veio me fazer uma visita. – Sasori disse como se ele não tivesse gostado nenhum pouco da presença do irmão.— Você nunca nos disse que tinha um irmão – disse Deidara já se pondo ao meu lado e colocando a mão envolta da minha cintura, acho que ele fez isso por notar os olhares de Nagato em minha direção.— Vocês nunca me perguntaram – deu um meio sorriso tentando desviar nossa atenção do olhar dele que tinha alguma coisa. Sasori estava estranho, mais sombrio do que era realmente.— Pensava que sabíamos de tudo sobre você Sasori – falei— Konan querida, não leve isso para o lado pessoal. Eu só não falei da existência do meu irmão, pois não era necessário.— Ele gosta de me renegar – disse Nagato com um sorriso brincalhão nos lábios. Ele parecia querer provocar Sasori— Vamos entrar, quero falar com você em particular – Sasori deu essa ordem e entrou. Em seguida Nagato foi atrás dele. Ficamos apenas Deidara e eu.— Sasori está estranho – disse a Deidara— O ruivo enfezado sempre foi estranho – disse normalmente— Ele sempre foi reservado, não estranho. É o jeito do Sasori ser mais calado, impaciente e severo.— O que me preocupa não é a forma que o Sasori agiu agora e sim o irmãozinho dele. – Deidara falou pensativo. Ele havia visto em Nagato uma ameaça.— O que tem o Nagato? – perguntei— Ele te olhava de um jeito que não gosto. Como se ele quisesse possuir você. Não gostei. Além disso, o jeito do Sasori com ele é algo estranho também. — ta co ciúme do Nagato comigo é? – brinquei e ele apenas sorriu— E se estiver? Não posso? – ele foi se aproximando, ia me beijar, mas virei o rosto e o beijo pegou na bochecha— pode. Mas controle-se. – sorri[...]— O que veio fazer aqui? – Estava com raiva, afinal meu querido irmãozinho nem ao menos me avisou que viria. Conversávamos a portas fechadas, pois não queria que ninguém nos ouvisse nem nos interrompesse.— Uma visita já disse. – Nagato mexia no porta-lápis em cima da mesa— Você nunca me visitou na vida.— Pois é, mas pra tudo tem uma primeira vez não acha? – disse debochado— O que quer? – fui direto— Um lar. Uma casa. Comida na mesa. Conforto.— Você está tentando me culpar de você nunca ter tido uma família?— Sim. Desde que os nossos pais morreram; eu fui para um colégio interno na suíça e você ficou com tudo.— Eu fui emancipado pra tomar conta do que é nosso. Você era pequeno eu não ia saber te educar, por isso paguei seu colégio pra ele fazer isso por mim. — Eu tinha 12 anos e você 17. O que custava ficar comigo?— Você ia me atrapalhar.— Eu ainda sou um estorvo? – a voz era de indignação— Não. Não é mais. O que você quer? – repeti a pergunta – Seja objetivo.— Quero morar com você, que você me sustente.— Você vai ter que trabalhar, afinal tem 25 anos. Se formou em que?— Não me formei.— Ma seu paguei a sua faculdade. — Errado, você pagou a faculdade de um menino pobre que eu conheci que não tinha como pagar a faculdade.— Você quis dizer que eu joguei nosso dinheiro no lixo?— Não, quero dizer que você fez uma boa ação.— Você está me deixando nervoso.— Que bom, era exatamente isso que eu queria – ele saiu e me deixou falando sozinho.— Aonde você vai?— Vou pro seu carro, se acalme e depois me leve pro seu, quer dizer, NOSSO apartamento. – deu um sorriso falso[...]— Ta tudo bem? – Konan me perguntou preocupada
— estaria melhor se o meu irmão não tivesse aparecido.— Vocês não se dão bem? – perguntou Deidara— Eu não vejo meu irmão há alguns anos pra falar a verdade. Fui pego de surpresa.— espero que vocês se acertem. – desejou Konan sincera— eu também – então ouvi a buzina do meu carro e gritei – JÁ VOU— Acho que eu já sei da onde vem todo aquele ódio por esperar, vem de família – Deidara sussurrou— Eu ouvi – gritei antes de entrar no carro.[...]— Sasuke, já está na hora de você sair desse quarto – Itachi batia na minha porta— Pode entrar aqui, mas eu não vou sair – falei me afundando no meu edredom— Por que isso hein? Ela é só mais uma mulher e convenhamos ela veio com defeito – ele falou sentando na beira da minha cama e a minha vontade foi de socá-lo, pois ele estava sendo idiota— Você nunca amou ninguém? – perguntei para tentar fazê-lo me entender— Já. A Konan.— Bem, seu amor pela Konan é muito problemático, você talvez não entenda como me sinto. — Como você se sente?— Sinto como se ela fosse tão importante quanto o ar, a água ou as alimentações. A Sakura é praticamente um elemento vital para a minha vida. Ela encheu a minha rotina de alegria, desde que a conheci minha prioridade virou ela, nem no filme eu pensei tanto e olha que ele vai ser lançado logo, mas agora minha mente só quer saber como a Sakura está se ela está pensando em mim. – relatei— Você pensa que eu sou insensível não é?— Mas você não é? Você sempre demonstrou não gostar de ninguém mais a não ser de você mesmo.— Eu não gosto de demonstrar fraqueza Sasuke. Você sabe que eu te amo né? – fiz que sim com a cabeça – então eu te amo e mesmo assim não fico dizendo isso toda hora, nem sendo meloso o tempo todo. A mesma coisa com a Konan, eu a amo, mas não preciso dizer isso o tempo todo. Mas isso não quer dizer que eu não me sinta do mesmo jeito que você.— Você se sente assim com relação à Konan?— Vou te contar um segredo. Vai ficar entre nós ta?— Ta – falei ansioso, não era todo dia que meu irmão parecia ser um homem normal e não o idiota canalha de sempre.— Quando a Konan terminou nosso noivado eu senti que ia morrer. Eu fui infiel a ela, porque pensava que ela nunca ia descobrir, que eu nunca ia perdê-la, ela junto de mim era uma certeza. Mas eu me enganei, eu podia perdê-la e perdi. Então eu virei o canalha como você diz. Não quero me comprometer com ninguém.— Você sofreu?— Sofri, mas passou.— Você ainda a quer de volta?— Eu posso até querer, mas ela não. Eu até acho que ela tem um caso com o Deidara.— Que coisa...— É. Mas diferente de mim você não é um canalha, você mentiu por um motivo e ama a Sakura de uma forma que eu nunca vi ninguém gostar de alguém desse jeito, então vá atrás dela. Se explique.— Eu vou me explicar, espero que ela me perdoe.— Ela seria uma burra se não perdoasse.— Mano, você também deveria lutar pela Konan já que ela foi tão importante. – fui até a porta – eu acho que ela ainda gosta de você.— Não sei — pensa nisso – saí e peguei meu carro, a Sakura ia me ouvir de qualquer jeito.[...]— Você também me traiu Naruto. Como não pode me dizer que ele era o seu amigo? – Sakura me culpava e o pior é que ela estava certa.— Ele gostou de você desde que te viu pela primeira vez, ele só queria se aproximar. – tentei me justificar— Por que ele mentiu? – os olhos dela imploravam alguma explicação— Ele já foi muito machucado pela vida. Ele tinha medo de se envolver de cara. — Eu me envolvi mesmo com medo.— Por isso ele decidiu te contar, ele não quer te perder.— Mas já perdeu – disse irredutível – agora vá embora. – Ela mandou então saí do quarto. Na sala Hinata me esperava com uma xícara de café.— Quer um café? – ofereceu— Não, obrigado. Acho que já vou, Sakura não quer ouvir ninguém.— Não vá. Sabe, ela está magoada, com o passar do tempo ela vai entender e aceitar as explicações tanto suas quanto do seu amigo.— Eu espero que sim, pois não quero perder a amizade dela nem o meu amigo quer perdê-la.— O Sasuke a ama mesmo?— Ama. Meu amigo está completamente apaixonado por ela. Eu torço pra eles se acertarem, fazem um belo casal.— Eu também acho.— E você Hinata? Namora? – perguntei e de repente ela ficou vermelha— N-Não – ela gaguejou, era tão linda— Que homens burros, eu não deixaria tão bela dama me escapar – tentei por em prática um pouco do charme que Sasuke me ensinara para conquistar garotas. — A gente podia sair – ela ficou muito vermelha e completou a frase – como amigos— Eu adoraria – sorri e a campainha tocou. Uma pena porque atrapalhou o inicio de alguma coisa que estava rolando entre mim e Hinata.— Sasuke – a voz de Hinata parecia surpresa— Olá, eu vim falar com a Sakura...
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