O amor é cego

18 Inconveniente


— Eu preciso da sua ajuda Itachi – Ino me pedia com a voz melosa durante nosso jantar num restaurante japonês. Tudo que eu queria era levá-la para a cama, mas ela sempre dificultava as coisas tocando sempre no nome do Sasuke e no tal filme que ela queria gravar.

— Como eu posso te ajudar?

— Já disse convencendo o Sasuke a fazer meu filme. – ela exibia o decote pra mim de propósito

— Ele já disse não Ino. Não vou forçar meu irmão a fazer um filme seu, aliás, eu nem teria como fazer isso.

— Nem por mim? – ela fez beicinho e eu me derreti. Tava carente depois do fora da Konan.

— Por você eu faria qualquer coisa minha linda, mas não depende mim entende?

— Uma pena, porque aí você também não vai conseguir o que quer.

— Então eu vou pedir a conta e te deixo aqui. – fui grosso

— Cadê a gentileza de me levar pra casa?

— essa gentileza você só ganhava se fosse pro motel comigo, não quer, então vá fazer cú doce pra outro – me revoltei, paguei a conta e deixei ela choramingando lá. Comigo ela não brincava mais; me atiçava e depois apagava o fogo. Tava cansado disso já. Devia ter chamado a Karin ela sempre cedia.

[...]

— Itachi vá atender a porta – gritei do meu quarto, mas como ninguém me respondeu obviamente ele não estava em casa. Desci a escada e abri a porta, foi aí que me surpreendi, era Ino.

— O que está fazendo aqui?

— Oi Sasuke, vim te fazer uma visita. – o sorriso era colgate e como sempre o decote era grande demais.

— Você não foi jantar com o meu irmão ontem?

— Fui e é sobre isso que eu vim falar com você – fingiu choro

— O que ele fez? – perguntei e de repente ela se jogou em cima de mim, pediu pra entrar na casa e depois se sentou no sofá chorando.

— Ele me levou pra jantar com a intenção de me levar pra cama e como eu não quis ele me disse coisas horríveis e me deixou lá sozinha.

— Meu irmão é um idiota Ino, mas você sabe que ele é assim. Por que aceitou?

— Porque eu pensava que ele pudesse ser legal comigo e me ajudar a te convencer a fazer o meu filme.

— Eu já te disse mais de um milhão de vezes que eu não vou fazer seu filme.

— por quê? – chorou

— Porque não é minha praia fazer documentário sobre cantoras famosas com menos de cinco anos de carreira Ino. Olha me procura pra fazer esse filme quando você tiver 50 anos de carreira e muita história. Até lá me esquece tudo bem? E quanto ao meu irmão, fique longe dele.

— Tudo bem – secou as lágrimas e fingiu estar conformada

— Agora vá embora – abri a porta e de supetão ela me beijou. Eu fiquei paralisado e depois a afastei. Só que quando dei por mim na minha frente estavam Sakura, Hinata e Naruto.

— Atrapalhamos? – Naruto perguntou não entendendo nada

— Acho que sim – Hinata falou com um tom de raiva

— O que houve? – Sakura perguntou também não entendendo o que estava acontecendo

— Acho melhor eu ir – Ino disse e escapuliu

— Mulher? – a voz de Sakura parecer perceber o que estava acontecendo ali

— Eu posso explicar – fui logo avisando

— É melhor mesmo cara – Naruto falou puxando Hinata e Sakura para dentro do apartamento, pois nenhuma das duas queria entrar mais.

— Vocês entenderam tudo errado – fui dizendo

— Errado? Eu sei muito bem o que eu vi – disse Hinata que estava tomando as dores de Sakura

— O que você viu Hinata? – Sakura perguntou já não agüentando mais o mistério. A única coisa que ela sabia era que tinha mulher no meio.

— Eu vi o seu namorado sendo beijado por aquela Ino – disse raivosa

— Mas eu tenho certeza absoluta que ele tem uma belíssima explicação pra isso – Naruto se adiantou

— Tenho mesmo – logo emendei para que Sakura não começasse a me julgar

— Fale – ordenou. Sua voz era dura.

— A Ino aqui pra reclamar comigo que o Itachi ontem tratou ela mal e aproveitou para pedir mais uma vez que eu gravasse o filme dela. Eu disse não e aí mandei ela embora aí na porta acho que como tentativa desesperada ela me beijou e vocês chegaram. Por favor, não pensem errado de mim. – Hinata e Sakura me olhavam com uma cara de não estarem acreditando muito no que eu estava falando

— Meninas, o Sasuke NUNCA deu trela pra essa mulher na vida, então porque logo quando ele está namorando a mulher que ele ama e está todo feliz ia querer alguma coisa com aquela bruxa? – Naruto me deu uma força

— Pode ser – Disse Hinata já se convencendo, mas Sakura ainda pensava

— Mas a gente tava brigado, pode ter sido que ele caiu em tentação – foi direta

— Eu só quero você Sakura – me sentei ao lado dela no sofá e a abracei forte

— Eu acho que posso acreditar nisso – finalmente sorriu

— Claro que pode. Me perdoa por ter ficado com ciúmes do Kiba?

— Sim e eu vim aqui porque eu também exagero falando sempre do Kiba. Afinal se você ficasse me falando das suas conquistas do passado eu também morreria de ciúmes – confessou aquilo ficando envergonhada

— Eu te amo – a beijei por um momento e logo em seguida Naruto nos interrompeu

— HELLOOOO! Seus amigos também estão presentes aqui e eu não curto muito ficar de vela – disse chamando atenção, mas nós o ignoramos e voltamos a nos beijar

— Naruto, deixa de ser besta e me beija também. Deixa eles em paz – então Naruto atendeu ao pedido de Hinata e os dois casais se beijaram.

[...]

— Seu irmão não vai embora daqui? – perguntei a Sasori enquanto ele checava seus e-mails

— Por que você quer que ele vá embora? Está te incomodando? – arqueou uma sobrancelha

— Está. Ele está muito próximo da Konan e eu não gosto disso.

— AH por causa dos seus ciúmes eu tenho que deixar meu irmão desempregado? Você não se garante não Deidara? – me provocou

— Claro que eu me garanto, mas não quero seu irmãozinho azarando minha futura namorada.

— desde quando você e a Konan namoram?

— A gente ainda não namora mais é questão de tempo – cruzei os braços

— Você repete isso desde a faculdade. – revirou o olho entediado e voltou sua atenção para o computador

— E um dia vai virar realidade. Ela gosta de mim – choraminguei

— Ela gosta de você como gosta de mim, somos todos amigos. Você que fica fantasiando que ela quer mais alguma coisa.

— Você acha que ela está apaixonada pelo seu irmão?

— Não sei. Nunca vi os dois muito próximos e o Nagato não me fala sobre ela.

— Eu já peguei os dois bem próximos.

— Você acha que a Konan ia querer o infantil do meu irmão? A Konan não se meteria numa roubada dessas. Meu irmão não serve pra ela. Se eu fosse você me preocupava com o Itachi, ele vive cercando a Konan e por mais que ela diga que já é página virada ela sempre dá atenção demais pra ele.

— Pior é que você está certo.

— Pois é. E quer outro conselho?

— Sim – falei interessado em que o Sasori me diria

— pare de pensar em mulher e volte ao trabalho. Você tem 3 esculturas pra terminar nas próximas horas e tempo é dinheiro caso você tenha se esquecido.

— Você nunca esquece que além de meu amigo é meu sócio?

— Não. Eu gosto de lembrar que mando nisso daqui, além disso, você sempre fala que a sua arte é melhor que a minha então vá provar isso.

— Claro que a minha arte é melhor. Suas marionetes não são nada.

— Minha marionete continua sendo a obra mais vendida dessa galeria.

— Pare de jogar isso na minha cara, seu chato – dei língua e saí de lá. Sasori sempre implicava comigo. A verdade era que pra ele eu era seu irmão, até mais que Nagato, afinal eu passei muito mais tempo com ele do que o próprio irmão.