Notas iniciais
Yo!! Gomen pela enorme demora, mas como esse é o último eu queria fazer um bônus ótimo e não +/-, como ficou o fim da fic - pelo menos eu achei isso -.
Em fim, eu gostei de escrever esse bônus, me diverti escrevendo, e espero que vocês também gostem.
Quem quiser, leia a nota final *---*
Obs: Colocarei no as fotos d Kushina, do marido dela e claro, da filha do Gaara e da Ino, é só clicarem em cima, do Kei já está no fim do capítulo *se abana*
Quem fez os risquinhos no Kei e pintou o cabelo da filha do Gaara foi a Sardinhas Coqueiro, obrigada viu? õ/

Mal posso acreditar como o tempo passou rápido. Ainda lembro-me de quando nossa filha, Kushina era apenas um bebezinho recém nascido que vivia dando trabalho para a Hinata e eu só olhando sem saber o que fazer com Kei no colo.

Até hoje ainda me lembro da surpresa quando nossos filhos nasceram. Nunca imaginei que o outro bebezinho seria um garotão, na verdade eu pensava que fosse ser outra garota. Não posso negar, fiquei extremamente feliz quando vi que teríamos um casal de gêmeos que não seriam do mesmo sexo, afinal eu sempre quis ser pai de um garotão.

Queria um filho homem para ensinar a ele tudo o que eu sabia. Ensinar ele a bater quando alguém viesse para cima dele, não queria meu filho fugindo não, mas claro que a Hina soube que eu estava tentando ensinar meu filhão a não fugir nunca de uma boa luta, isso quando ele já tinha nove anos.

Para mim, era nessa idade que era para se ensinar esses tipos de coisas. Também queria um meninão correndo por nossa casa alegremente, enquanto fazia bagunça. Certo, nessa parte quem sempre tinha que arrumar tudo era a Hina, mas depois eu que tive que começar a arrumar toda a bagunça do Kei.



Não posso mentir que também não fiquei feliz por ter uma menina, a única coisa que não me alegrava muito, era o fato de que quando ela crescesse ficaria rodeada de gaviões e nem eu ou o Kei, poderíamos sair do lado dela, se não algum engraçadinho faria a festa. Definitivamente, nenhum rapaz tocaria em minha filha.


– Naruto? – Hinata chamou-me, me tirando de minhas lembranças de anos atrás.


–Sim? – olhei para ela com um sorriso aberto ao qual ela me retribuiu na mesma intensidade.

– Kushina está quase pronta, amor. – sussurrou com a voz entrecortada, enquanto apertava minhas mãos com um pouco de força. Era natural que minha mulher estivesse nervosa, afinal nossa pequena filhinha, nosso bebezinho, iria se casar. Morar com o marido, nos deixando para trás, arrisco até a dizer que mal se lembraria de nos, seus pobres pais.

Eu e Hinata sentiríamos muita falta da nossa pequena filha amada. Quem eu estou querendo enganar? Ela vai fazer uma baita falta a todos nós. Não vai ser mais a mesma coisa quando chegarmos em casa, passarmos em frente ao quarto dela e ele estar vazio.

Acho que eu também vou sentir um vazio em meu coração. Mas estou feliz por minha pequena estar se casando com um homem que a ame do jeito que ela é, sem querer tirar ou acrescentar algo nela. Além do mais, que tipo de pai eu seria se não estivesse feliz, pela alegria dela? Kushina esbanjava sorrisos para todos os lados quando embarcou no Del Luxe.

E sim, voltamos para cá, na verdade sempre passamos nossas férias aqui. Eu e Kyo até viramos bons amigos, sempre que eu e minha família embarcamos, ele e Shino sempre vêm nos recepcionar exibindo enormes sorrisos.

Kyo se deu muito bem em sua vida amorosa também, ele e Megume se entenderam logo, eles ainda estão noivos e sem data marcada para o casório, mas quando esses dois finalmente decidirem quando será a data do casamento, eu a Hina, o Kei, e Kushina – tentarei arrastar ela para viajar conosco também, férias em família -, iremos aparecer sem falta. Esses dois se tornaram pessoas muito especiais, tanto para a Hina, como para mim.

Com um suspiro nervoso começo a olhar pela porta pela qual minha filha sairia a qualquer momento.

Confesso que estou começando a ficar levemente irritado e um pouco nervoso com a demora da minha filha. Porque mulheres sempre demoram a se arrumarem? Quando me casei com a Hina, ela também demorou. Quando ela chegou atrasada soltei o ar com mais calma, afinal eu já estava pensando que ela havia desistido de se casar comigo e tinha me abandonado. Sorte que eu estava errado.

Ao meu lado apenas se encontravam minha mulher e meu filho de braços cruzados e com seu terno escuro. Nossos amigos já nos esperavam no lugar onde seria o casamento. Gaara, Ino, a filha deles, Kyo, Shino, Megume, Sasuke, Sakura, meus sobrinhos, meu pai, Hanabi, Konohamaru, Neji, Tenten, Itachi, Hiashi, e mais um monte de pessoas, todos eles estavam aqui para assistirem o casamento da minha bela filha.

– Porque eu e mamãe não podemos ir à frente e você fica esperando a Kushina sair, pai? – Kei perguntou-me, seu cenho levemente franzido. Às vezes esqueço-me que meu filho é meio impaciente, para ele deveria estar sendo tortura aguentar essa demora toda, quero ver quando ele for se casar, como será.

– Amor, eu vou ver se está tudo bem com nossa filha e Kei, espere aqui, iremos todos juntos para o casamento de sua irmã. – Hinata respondeu a ele por mim. Antes de segurar o vestido para correr até o quarto em que Kushina se trocava.

Kei revirou os olhos, enquanto se sentava ao chão sem se importar se sujaria a calça social que usava ou não. Esse desmazelado e descuidado era meu filho, afinal. Apenas não o repreendo, pois foi ele quem pagou pelo terno e por sua calça e se ele quer estragar o que comprou com o próprio dinheiro, não posso fazer nada.

– Pai, você sabe como odeio ter que esperar, principalmente a Kushina que demora décadas. – meu filho começou a dialogar assim que o silêncio se instalou entre nós.

– Eu sei. Mas é o casamento dela, de um desconto, pelo menos só dessa vez.... É o grande dia dela e quem sabe quando veremos ela de novo? – perguntei levemente chateado ao me lembrar sobre aquele fato, porém eu não demonstraria que estava triste por minha pequena se casar, ela ficaria magoada também se visse isso. Eu tenho que pensar na felicidade dela e não ser egoísta.

– Eu vou sentir falta daquela baka. – ele resmungou meio contrariado. Às vezes imagino se Kei não é filho do Sasuke, certas atitudes dele me lembram aquele teme.

– Não precisa xingar sua irmã, Kei. – repreendi como se ele ainda fosse um adolescente. Ele já era um adulto, não precisava mais disso, sabia se o que faz que é certo ou errado. Não precisava mais de um ‘’velho’’ chato o dando sermões a toda hora.

– Acho que me acostumei a me referir a ela desse modo ‘’carinhoso’’. – riu com humor ao se lembrar como ele e sua irmã se tratavam com aqueles apelidos tão ‘’amáveis’’.

....


– Filha? – perguntei batendo de leve na porta. Será que ela estava muito nervosa e com medo por estar se casando? Afinal, casamento é algo sério, não é brincadeira, apesar de que ela sabe isso. Minha Kushina é uma mulher muito inteligente e decidida, apesar de ser um pouco tímida, ela sabe o que quer.


– Mãe? Pode entrar. – escutei a voz dela murmurar de dentro do quarto.


Adentrei o quarto olhando para ela admirada. Ela estava simplesmente maravilhosa. Seus cabelos estavam presos em um coque muito bem feito, com uma leve maquiagem no rosto. Seu vestido era longo e decotado a frente e atrás, deixando as costas da minha filha totalmente expostas, assim como seus braços. O vestido podia ser simples, porém ela estava uma verdadeira deusa. Arrisco a dizer que nessa barco nenhuma outra mulher seria tão linda quanto ela.


– Estou um pouco nervosa. – ela se sentou na cama apertando as mãos e eu me sentei ao lado dela.


– É normal ficar assim, ainda mais no dia do seu casamento. – Kushina abaixou a cabeça mordendo de leve os lábios. Parecia querer dizer algo.


– E-eu n-não sei se vou aguentar ficar longe de você, do papai e do ero do Kei. – percebi que sua voz estava trêmula, ela estava se segurando para não chorar. Abracei meu bebê com força, tentando passar conforto para ela.


– Você está casando filha, e não se mudando de estado ou pais e você sabe que o Kei não gosta de ser chamado assim. – falei tentando parecer forte. Eu tinha que me segurar, não queria me desmanchar em lágrimas bem em frente a ela. Era uma alegria muito grande ver esse dia chegar. Sei que sentirei falta de quando ela ainda morava conosco, porém eu sabia que mais cedo ou mais tarde esse dia chegaria, assim como ainda vai chegar para meu filho.


– Mas ele é um ero mãe, ele tem que aceitar a verdade. – riu ainda abraçada comigo. Estava visivelmente mais calma. – Eu sei que ainda iremos morar na mesma cidade, mas vai ser estranho acordar e não ver o papai e você na cozinha, enquanto o Kei se arruma apressado para ir trabalhar, derrubando várias coisas pelo caminho. – nesse momento rimos ainda mais, absortas em lembranças. Realmente, seria diferente sem minha filha conosco.


...


De longe vi minha esposa e filha se aproximarem sorridentes, instintivamente também abri um sorriso feliz por ver que as duas mulheres da minha vida estavam alegres. Kei que estava ao meu lado resmungou algo antes de se aproximar das duas.


– Demorou, baka. – dirigiu-se a irmã dele que fez uma careta para ele.


– Não reclama, seu ero. – retribuiu risonha. Essa era minha filha.


Ela parou ao meu lado e segurou em meu braço, recomeçando a andar junto comigo, enquanto Kei e a Hina, andavam atrás de nós.


O casamento aconteceria na beira da piscina. Não havia tanta gente, então nossos convidados cabiam confortavelmente sentados de costas para a piscina e de frente para onde o padre e o noivo já se encontravam.


Quando os músicos nos viram, começaram a tocar, enquanto todas as cabeças se viravam em nossa direção, nesse momento a Hinata e o Kei, já estavam devidamente sentados em seus lugares.


Eu andava junto com minha Kushina, extremamente lerdo, queria prolongar mais aquele momento em que a tinha perto de mim.


– Pai, sei que você não gosta muito do Takaya, mas não precisa torturar meu noivo com essa demora. – falou risonha. Eu arqueei as sobrancelhas quando ouvi o que ela disse. Como assim eu não gostava muito daquele ‘’garoto’’? Tudo bem, pode ser que eu tenha passado essa impressão quando nos conhecemos, mas eu fiquei com ciúmes da minha filha. Sou um pai ciumento, oras!


– Mas eu gosto dele. – falei. Não mentiria para minha filha. O noivo dela me agradava e muito, acho que ela não poderia ter escolhido melhor.


– Ele tem um pouco de medo de você. – confidenciou em voz baixa, para que nenhum dos convidados pelos quais passávamos, conseguissem escutar.


– E por quê? – indaguei sem realmente entender o motivo dessa vez.


– Ele diz que você sempre olha para ele com um olhar irritado.


– Então ele tem medo de mim? – perguntei com um sorriso no rosto. Era bom mesmo aquele garoto ter medo, assim não ousaria machucar nunca minha bonequinha.


– Sim, mas não diga que contei isso para você. – pediu com a voz ainda baixa.


– Claro. – falei rápido, pois já estávamos chegando onde o noivo dela estava.


Assim que chegamos em frente a ele e o padre, soltei meio relutante minha filha. Olhei para o Takaya e disse em voz baixa antes de me afastar para me sentar ao lado da minha família:


– Cuide bem dela. – e sai de lá caminhando com orgulho, não sem antes escutar o rapaz me responder, dizendo que cuidaria muito bem dela, caso contrário, eu poderia acabar com ele. Isso me agradava, não negaria isso.


Quando o padre começou a falar, todos olhavam atentamente a tudo, assim como escutavam, tirando apenas uma pessoa: Kei. Ele estava sentado ao meu lado e resmungava a todo o momento, perguntando que horas aquilo tudo acabaria.


– Vai acabar logo. – menti. Ainda faltava muita coisa para ser dita e ouvida. Como por exemplo, todo aquele discurso que com certeza o padre faria.


Escutei meu garoto suspirar ao lado impaciente. Pelo menos ele estava aguentando as pontas pela irmã. Apesar dele ser cabeça dura, eu sei que ele ama a irmã e também sabe que aquele é um dia especial para ela.


Após o enorme discurso do padre ter acabado, minha filha e o noivo, começaram a fazerem suas juras de amor e após isso mais falação.


E quando em fim, chegou à parte do: Sim, aceito ser sua esposa na alegria e na tristeza... Nessa hora senti um aperto no coração. Naquele momento, em fim eu perderia minha ‘’menininha’’ para outro homem que cuidaria muito bem dela. Ali a realidade se tornava presente, me alertando que aquilo não era um ‘’sonho’’.


Ao meu outro lado, Hinata já começava a chorar, mais especificamente quando Kushina aceitou Takaya como seu legítimo marido. Instintivamente abracei minha morena pelos ombros tentando ampará-la, de soslaio olhei para Kei, ele não chorava, mas em sua expressão eu podia ver que ele também estava de certa forma triste pela ‘’perda’’da irmã, ele sempre foi um irmão muito ciumento e agora deveria estar pensando a mesma coisa que eu: Perderia sua preciosa irmã para outro homem. Assim como ela não necessitaria mais tanto de nós, apenas de um, que seria o marido dela. Apesar disso, meu filhão, também parecia estar contente naquele momento por nossa pequena, nem resmungando mais ele estava.


...


Fazia apenas uma hora que a festa de casamento de minha filha havia começado. O bolo ainda estava intacto, e eu apenas me perguntando quando ele seria cortado para ser degustado finalmente. Porque só olhar já não estava mais dando.


– Pai, sei que a atração visual entre você e o bolo foi instantânea, mas acho melhor parar de olhar ou vão pensar que você é um guloso. – Kei comentou meio irônico, trazendo minha atenção para ele. Dei um cascudo na cabeça loira dele e em resposta ganhei outro. Adivinhem de quem? Sim, dela mesmo.


– Não faz isso com ele Naruto. – Hinata falou brava. Droga! Tinha esquecido que ela veria eu dando um cascudo em meu filho. E que força minha mulher tinha, ela não tinha dó de mim. Em Kei minha força não foi ‘’tão grande’’ assim.


– Mas foi fraco. – me defendi.


– Não foi não. – ele resmungou ao meu lado. A Hinata acreditou nele, mas em seu tom de voz, eu percebi muito bem que ele mentia. Olhei com um olhar mortal para meu filho e só de me fitar, ele percebeu o que eu queria dizer com isso; Diga mais alguma coisa e pode-se considerar estéril para o resto da vida. – Foi fraco sim. – apressou-se a corrigir, antes de se calar com medo de que pudesse dizer mais alguma coisa ‘’errada’’.


– Hinata, minha sobrinha estava linda demais. – Hanabi comentou se aproximando de nossa mesa. Ela e Konohamaru estavam juntos, apesar de ter sido bem demorado isso acontecer, já que eram dois cabeças duras.


– E ai caras? – Konohamaru perguntou para eu e meu filho, enquanto a namorada dele conversava animadamente com minha esposa. Ele se sentou ao lado de Hanabi, a nossa frente.


– Yo. – Kei saudou com um sorriso animado no rosto. Pilantra! Comigo ele não ficava com aquele tipo de sorrisinho.


– A vida de solteirão continua boa, Kei? – perguntou e eu apenas prestava atenção na conversa dos dois sem nada dizer.


– Claro, aproveitar enquanto ainda posso. Porque se aparecer alguém que me interesse, você sabe. Não vou mais poder ficar com qualquer uma e sim com apenas uma mulher. – respondeu dando de ombros. É, meu filho não era do tipo romântico e muito menos de uma mulher só apenas. Ele ainda estava na fase de ser mulherengo, mesmo com seus 22 anos, ao contrário de mim, que nunca fui assim.


E assim a conversa se seguiu, às vezes eu me intrometia e opinava em algo e depois voltava a me calar. Os assuntos daqueles dois não me agradavam muito. Já começava a ficar tarde e eu já estava morrendo de tédio ali, esquecido por todos: Por minha mulher, por meu primo, minha cunhada e até mesmo por meu filho.


A minha sorte foi que, finalmente Kushina decidiu cortar o bolo. Todos se aglomeraram para verem esse momento e até mesmo para receberem logo um pedaço. Eu, claro, fiquei bem a frente. Queria ser um dos primeiros a receber minha fatia.


Kushina quando me viu ali, sorriu e me entregou dois pedaços, um para Hinata e outro para mim. Voltei para a mesa com as duas fatias do bolo e entreguei um para minha morena. Os outros que estavam conosco e que não haviam recebido o pedaço deles, esperaram a multidão esfomeada se dispersar para se levantarem para irem logo após.


Enquanto eu comia, tentava procurar meu filho com os olhos. Onde aquele encrenqueiro deveria estar? Logo desisti de procurar aquele moleque, quando escutei minha filha vir a nossa mesa para se despedir, alegando que estava cansada e ela e o marido iriam ‘’descansar’’. Eu sabia muito bem o que aconteceria quando os dois estivessem a sós e sinceramente, preferia nem pensar nisso, pois começava a me enojar ao pensar em minha filha sendo tocada por um homem que agora era seu marido.


Depois que Kushina ‘’fugiu’’ da festa com o marido, Kei apareceu na mesa, os cabelos estavam levemente despenteados e seus lábios vermelhos, parecia que estava com batom na boca. E as roupas... Não preciso nem dizer que estavam amassadas. Ah, moleque! Em plena festa de casamento da irmã, se atracando com alguma parente do Takaya, aposto.


Olhei para ele acusador, enquanto ele deu de ombros e voltou a conversar com Konohamaru.

...


Já era tarde quando Hinata e eu saímos, Hanabi, Konohamaru e Kei, ainda continuaram lá por mais tempo. Gaara e Ino saíram junto conosco, eu e ele fomos conversando, enquanto as duas mulheres iam atrás de nos papeando.


Em um momento, escutei sem querer a Hinata dizer que Kei deveria ter ficado com alguém, pelo estado em que chegara à mesa e o mais estranho foi Ino dizer a mesma coisa da filha dela, que por sinal também havia ficado na festa.


– Gaara ficou uma fera quando viu ela chegar daquele jeito. O batom vermelho que ela usava já nem se encontrava na boca dela mais. – eu escutava a conversa atentamente, enquanto conversava com Gaara também. Queria tirar minha conclusão, sozinho sobre isso. Para minha sorte, ele não pareceu ter escutado que meu filho aparentemente havia ficado com a bonequinha dele.


– Será que o Kei e ela...? – Hinata perguntou, deixando o resto da pergunta nas estrelinhas. Ino deve ter dado de ombros, já que não escutei ela dizer algo.


...


Dei graças a Kami assim que tirei os sapatos e me joguei naquela cama macia. Estava tão cansado, esgotado e levemente entediado por ter sido praticamente ignorado por minha família nas horas em que fiquei na festa da minha filha.


– Amor. – Hinata engatinhou por cima de mim maliciosamente. Ela ainda não estava esgotada? Eu estava tão cansado e ela ainda tinha disposição?


– Estou cansado. – murmurei empurrando- a para a cama de leve, enquanto me virava de costas para ela.


– Está bravo? – sussurrou em meu ouvido. Aquele tom dela ainda me enlouqueceria algum dia.


– Por que estaria? – fingi não saber sobre o que ela falava.


– Por não ter recebido atenção na festa de nossa filha. – assoprou sedutoramente. Engoli em seco. Aquilo era tentação demais.


– Talvez... Mas isso não importa mais. – ainda tentei me fazer de forte, mas não aguentei por muito tempo. Não com ela acariciando meu tórax e se grudando em mim daquele jeito. Aquilo era algo extremamente difícil para que eu conseguisse suportar.


Virei-me em cima dela, começando a beijá-la com carinho, paixão, ternura, luxúria, amor e desejo. Ela gemeu contra meus lábios, enquanto começava a sussurrar e se mexer embaixo de mim:


– Eu te amo, Naruto-kun. – sorri com o sufixo e voltei a beijá-la novamente.


Assim que me separei dei um leve beijo na testa dela.


– Também te amo minha querida. – eu estava excitado e mais acordado que antes naquele momento. Estava perdendo o controle daquele jeito, mas eu precisava parar. Um assunto em particular chamava minha atenção como pai, e eu precisava tirar essa história a limpo. – Kei ficou com a Miyuki na festa? – perguntei sem delongas assim que separei meus lábios dos dela, afinal a ‘’garota’’ com quem ele havia ficado, não era qualquer uma e sim filha de um grande amigo meu, Gaara.

– Desconfio que sim e a Ino também. – confessou meio nervosa. – Mas amor, pode ser que ele goste dela. – tentou remediar a situação, com certeza prevendo que eu daria uma bronca naquele ‘’moleque’’ por mexer com filha de um dos meus amigos, principalmente de Gaara, pai mais ciumento até mesmo do que eu.


– Ah, claro. Goste dela. Você sabe como ele é mulherengo Hina. – olhei nos olhos dela ficando sério. Aquilo não era brincadeira. Se Kei brincasse com os sentimentos de Miyuki, ele iria se ver comigo e com o pai dela, que não era brincadeira não ter que aguentar o Gaara ciumento.


– Ele não é assim. – defendeu-o me empurrando e se sentando na cama. Ela me fuzilava com o olhar. Claro que ela ficaria do lado dele... Hinata não via com quantas mulheres nosso filho saia por semana.


– Hina, amor. Acredite em mim. Nosso filho não é esse santo que você acha que ele é. – defendi meu lado também.


– Ele é um adulto, sabe o que faz. – bradou travando o maxilar.


– Um adulto imaturo. – resmunguei revirando os olhos. – Nessa idade eu já era mais maduro que ele.


– Mas, o Kei... Ele é meu bebê. – cruzou os braços irritada. Ela ficava tão linda daquele jeito.


– Bebê? Ele já tem vinte e dois anos, Hina. Não é mais um bebê e muito menos um adolescente. É um homem adulto, porém imaturo que não sabe o que quer da vida. – falei erguendo um pouco a voz, com a ideia de que talvez assim ela me entendesse melhor. Grande erro.


– Você diz isso só porque ele continua solteiro e ainda não achou a mulher certa. – levantou também a voz. Falei que eu tinha errado ao erguer meu tom de voz.


– Impossível não achar com todas aquelas com quem ele sai. – retruquei sem nem pensar.


– E você acha que é fácil encontrar a mulher certa? Talvez ele esteja explorando as opções dele. – Hinata respondeu. Ai está algo em que não cheguei a pensar, mas isso não justificava o fato de meu filho ser um mulherengo. Isso não me agradava muito.


– Quer saber? Amanhã conversamos sobre isso, quando estivermos mais calmos. Odeio brigar com você. – apartei a ‘’briga’’, me deitando de barriga para cima na cama.


– Desculpa, Naruto-kun. – pediu deitando em cima de mim, dessa vez sem malicia. Como amo essa mulher.


Minha morena logo dormiu. Eu ainda fiquei um tempo acordado pensando em tudo que tinha acontecido até aquele momento, até finalmente eu ceder ao sono.


No dia seguinte, antes que eu fosse conversar com Kei sobre a Miyuki, ele veio até eu. Talvez Hinata tivesse conversado com ele antes. Eu estava preparado para fazer perguntas a ele e se fosse necessário daria uma bela bronca nele, porém o que ele me disse me desarmou completamente.


Na verdade, o que ele me disse, fez com que eu ficasse com a boca escancarada e a cara no chão. Ele havia me pego de surpresa, simplesmente me dizendo que ele e Miyuki estavam juntos há alguns dias, estavam namorando escondidos, mas pretendiam contar logo a nós sobre isso, só não haviam o feito, por causa de Gaara, estavam com medo da reação dele.


E eu como um bom pai, decidi ajudá-los, indo conversar com o Sabaku no Gaara. Achei que seria difícil, mas logo descobri que ele já desconfiava disso também, apesar de não ter dito, ele também escutara a conversa entre Hinata e Ino.


Após passar alguns meses que Kei e Miyuki estavam namorando, Gaara já começava a se acostumar mais, quando os via aos beijos ou abraçados por ai. Apenas para uma coisa ele ainda não estava preparado: Para o casamento da filha que não tardou a chegar

.

Fim.


Entrevista com Naruto.


– Yo! Novamente estamos aqui e dessa vez é a última. – o homem falava por trás da câmera enquanto filmava o loiro sentado no sofá.


– Ainda bem. Imagina se eu tivesse que voltar mais uma vez aqui? – Naruto perguntou em voz alta, porém com humor.


– Engraçadinho. – o homem resmunga. – Temos apenas mais uma pergunta para você Naruto. Essa pergunta foi feita pela, Sardinhas Coqueiro... – antes que ele terminasse de falar o loiro o interrompe.


– Yo, Sardinhas Coqueiro. Muito prazer. Agradeço muito pela honra de você querer saber algo sobre eu. E qual é a pergunta? – pergunta olhando para a câmera.


– Quero saber se vai ficar feliz assim quando souber o que ela perguntou. – o homem sussurra sacana. – Você é bem dotado? – indagou soltando uma risadinha baixa ao ver a cara de espanto do loiro.


– Eu sou sim. – respondeu um pouco corado por causa da pergunta. – A Hinata que o diga. – comenta ainda surpreso.


– Que metido. Até parece. – o homem que estava atrás da câmera resmunga com inveja.


– Quer que eu te prove que é verdade? – assim que vê que o homem diz que sim, Naruto se levanta e se aproxima dele. – Então vou te mostrar. – começa a desabotoar a calça, mas logo para quando vê a cara de assombro do outro. O Uzumaki desandou a rir com aquilo. – Eu estava brincando, calma.


– É m-m-elhor ac-abarmos por aqui. – muito corado o homem fala. Antes que as câmeras se desligassem, Naruto se despede acenando com um enorme sorriso na boca.

Kushina.

Miyuki: https://lh3.googleusercontent.com/-GLG70hdd2I4/T7R7gs80YqI/AAAAAAAAAA0/e2NRMfUGo08/s512/Myuki.png

Takaya.


Kei: \"\"

Notas finais
Bem pessoal, espero que tenham se divertido tanto quando eu me diverti õ/
Quero agradecer a todas e todos que me acompanharam desde o início da minha fanfic até o capítulo final, ou até mesmo até aqui *--*
Só tenho a agradecer a todos. Sério mesmo. Amei cada review, assim como também me diverti com eles. Muito obrigada mesmo porque se não fossem vocês e seus comentários motivadores, quem sabe o que teria sido da fanfic ;x
Realmente estou muito agradecida *-*
Bem, muito obrigada pelo carinho de vocês também. Escever o Amor não tira férias, foi muito divertido e vai me dar saudade de escrever x.x
Até a próxima lindas e lindos õ/
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!