O amor nos une
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Sara ouvia um barulho, pequeno, baixinho mas que incomodava, tentou se ajeitar, ficar numa posição melhor pra continuar dormindo, mas levou um belo susto quando seu celular tocou, levantou e abriu os olhos rapidamente para atender.
SS: Alô.
GG: Sara? Tô aqui na porta, pode abrir?
SS: Claro, desculpe!
Quando Sara abriu a porta, seu coração acelerou, tinha se preparado pra dar a notícia, ensaiou muitas vezes, o que dizer e como dizer. Mas não valeu de nada, todos as palavras fugiram da sua cabeça, tanto que nem o cumprimentou nem deu espaço para que ele entrasse.
GG: Sara? Ta tudo bem? Posso entrar?
SS: AH. Desculpe.
Se afastou da porta para que ele pudesse entrar. Fechou a porta e disse para Grissom se sentar, ficar á vontade.
GG: Você está bem? Ta pálida?
SS: Eu estou bem...
GG: Toquei a campanhia por um tempo, pensei que não estava em casa.
Agora sei o que era aquele barulho chato... — pensou Sara.
Meio sem graça respondeu:
SS: Eu estava durmindo.
GG: Desculpe por te acordar, devia ter ligado antes de vim...
SS: Tudo bem Gil, não se preocupe.....
O clima estava estranho, pesado, nenhum dos dois sabia como agir direito, era a primeira vez que ficavam sozinhos depois do fim do relacionamento.
Sara caminhou e ficou em pé na frente de Grissom.
SS: Aceita uma água ou suco?
GG: Não obrigada, na verdade estou bem curioso, o que tem pra me falar?
Sara por um tempo gelou, enfim chegou a hora, respirou fundo, sentou ao lado de Grissom no sofá e sem que pudesse pensar duas vezes, ouviu as palavras sair de sua boca.
SS: Gil, eu estou grávida.
Grissom ficou parado, com a boca meia aberta, pronto para responder, mas nenhum som saiu de sua boca. Sabia que o assunto seria sério, mas nunca imaginou a possibilidade de uma gravidez.
Sentiu sua mão suar, seu coração acelerar, não conseguia pensar direto, se sentia feliz! Seria Pai!
Sara ficou preocupada, se sentiu mal por falar assim, de uma vez, sem nenhuma delicadeza, mas no fundo se sentiu mais leve.
SS: Gil, você ta bem? Pelo amor de Deus me fala alguma coisa.
GG: Como assim grávida Sara? — perguntou piscando devagar e pausadamente.
Sara riu, sem querer, sabia que ele estava meio atordoado, mas que pergunta era essa?
SS: Como assim Gil? Você sabe, eu e você, quando estavamos juntos......
Grissom riu, e pegou no braço de Sara, como um sinal para que ela parasse com aquela explicação.
GG: Eu sei, Sara — Disse entre gargalhadas- Pergunta mais sem noção essa...
SS: É...
Os sorrisos foram se cessando, e um silencio mortal se instalou pelo apartamento, cada um com seus próprios pensamentos, ficaram assim por uns minutos, ate que Sara quebra o silêncio.
SS: E agora? — Pergunta com um tom de preocupação.
GG: Vamos ter esse filho! Vamos cuidar dele juntos, quero ser um pai presente na vida dele, a pesar de não estarmos mais juntos...
SS: Obrigada Gil, me sinto tão bem ao ouvir isso, não sei o que faria sem o seu apoio. E sei o quanto é ruim crescer sem um pai...
A conversa ficou sombria, aquele assunto deixava Sara triste, e Grissom não queria ela triste, afinal a grande notícia trazia muita felicidade para a vida deles.
Grissom rapidamente muda de assunto:
GG: Já contou pra alguém? Meus Deus! nem acredito! Eu vou ser PAI! — diz sorrindo, colocando a mão na cabeça.
Sara sorri e responde — Você foi o primeiro a saber.
GG: Temos que comemorar, marcar com nossos amigos, quero estar com você quando contar.
Estava tão feliz que quis a abraçar e dar-lhe um grande beijo, mas a respeitava, decidiram que seriam só amigos, e teve que se segurar.
A grande notícia reacendeu os sentimentos das duas partes, mas escolhas já haviam sido feitas, decidiram que não ficariam mais juntos. Iriam se doar ao filho, ser pais presentes, mas apenas isso. Nada mais que isso...
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