O amor não tira férias
2 Tour
Notas iniciais
— Boa tarde, caros passageiros. Me chamo Megumi e vou acompanhá-los. Serei a guia de vocês por hoje.
A mulher vestia um uniforme laranja, composto por uma saia curta. Uma blusa que deixava seus seios apertados e os sapatos com um pequeno salto.
Ela parecia uma laranja ambulante. Quem quer que fosse a pessoa que escolheu o uniforme da coitada tinha um péssimo gosto para cores.
— Antes de começar a tour pelo navio, alguém tem alguma dúvida? – Megumi indagou após um breve silêncio.
— Eu tenho. – Megumi deu sinal para a passageira de cabelos clarinhos fazer a pergunta. – Por que esse laranja tão berrante?
Essa era uma pergunta que eu já estava me coçando para fazer também. Ainda bem que não fui a única que ficou espantada com o tom berrante da cor.
— Bem... – ela fez uma expressão sem graça e tossiu um pouco antes de responder. – É a cor predileta do capitão. Ele escolheu as cores e os modelos de nossos uniformes.– Megumi explicou, dando a entender de quem era a culpa por parecer uma laranja ambulante.
Esse capitão deve ser horroroso. Duvido que seja capaz de saber se vestir bem. Que horror!
— Alguém tem mais perguntas? – Megumi estava com um sorriso simpático em seus lábios. Percebendo que mais ninguém se manifestaria, começou a nos guiar, mostrando tudo que havia no navio.
Megumi iniciou a tour pelo lado de fora. Vimos a enorme piscina, totalmente bem cuidada, em volta dela haviam inúmeras espreguiçadeiras, com guarda-sóis ao lado e pequenas mesinhas.
Fiquei maravilhada com a bela piscina. Confesso que fiquei morrendo de vontade de pular logo nela.
Em cima da grande piscina havia pequenos quiosques e mini barzinhos, além de lugares para sentar. Megumi nos deixou dar uma boa olhada no local. Após um tempo voltou a nos chamar para segui-lá. Ainda na parte de fora, a guia mostrou as lojinhas que ficavam pelo caminho.
Do lado de dentro do navio havia um enorme saguão e algumas recepcionistas que pareciam ser bem simpáticas. Atrás do saguão havia um grande restaurante.
O restaurante era belíssimo. Algumas pessoas almoçavam despreocupadamente. Pelo o que pude perceber, estava tendo um show ao vivo dentro do lugar.
Incrível! Comer com musica ao vivo seria perfeito.
Subimos vários lances de escadas até chegar à parte de cima do navio. Esse era o lugar onde nossos quartos ficavam.
Fiquei chocada com o número de quartos. Era até impossível tentar contar a quantidade.
Saímos da direção em que ficavam os quartos e prosseguimos até chegar à um lugar feito especialmente para bailes e festas.
Só posso estar sonhando. Esse cruzeiro é um máximo. Realmente fiz uma ótima escolha ao decidir vir pra cá. Agora posso aproveitar meus dezenove anos recém completados.
Ainda bem que estou solteira! Quem sabe não encontro alguém interessante por aqui?
Tenho certeza de que essas serão as melhores férias da minha vida. Vim aqui com um dilema e irei segui-lo, não importa o que aconteça. Irei aproveitar intensamente, aventurando-me sem me importar com mais nada.
Olhei para o enorme salão de festas e vi Megumi. Ela falava algo que nem me preocupei em escutar. Já estava cansada de tanto ouvi-lá.
Também estava cansada da viagem de avião, cansada pela noite mal dormida dentro do pequeno cubículo de metal. Mal consegui pregar os olhos a noite toda.
Quando a tour acabar, vou dar uma cochilada. Só não posso esquecer de desfazer as malas após acordar. Também gostaria de dar uma explorada no navio.
Olho para o meu celular. Ainda são dez horas da manhã. O sol está bem forte. Espero que o dia continue quente depois do meu cochilo. Preciso aproveitar aquela piscina logo.
— Daqui a uma hora nos encontramos aqui novamente. Aproveitem esse tempo para descansar. Nossa última parada vai ser para todos conhecerem nosso amado capitão. Creio que gostarão de conhecê-lo.
Finalmente vamos conhecer o capitão. Este que possui um péssimo gosto para cores e que deve ser horrível. Aposto que o tal de Naruto é um tribufu. Não espero ver grandes coisas vindo de uma pessoa como ele.
— Ele deve ser horrível! – sussurrei, rindo, com a mão na boca para abafar o som.
— Ele é maravilhoso, senhorita! Quando conhecer o capitão verá que o que lhe digo é verdade. – parei de rir ao ouvir a voz dela.
Droga! Devia ter falado mais baixo, assim quem sabe Megumi não teria escutado.
— Você é caidinha por ele? Por isso está defendendo? – perguntei, na intenção de fazê-la corar, o que não deu muito certo. Seu rosto continuou normal, assim como seu sorriso simpático.
— Não se engane só porque o capitão tem um gosto... Peculiar! Isso não quer dizer nada, senhorita. – Megumi finalizou, com uma piscada e saiu me deixando sozinha.
Será que o que ela disse é verdade? De qualquer forma, daqui a uma hora vou descobrir se a Megumi disse a verdade.
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