O amor do rei
1 Capítulo 1
Notas iniciais
A floresta negra estava mais assustadora do que o costume,furtivamente uma sombra humana foi até os portões de Mirkwood, o reino elfico e afastado do poderoso rei Thranduil. Delicadamente um pequeno embrulho foi deixado nos portões do reino, e da mesma forma que havia surgido ,o humano sumiu na escuridão da floresta.
Um choro agudo de criança tirou Eldir da sua concentrada guarda, o jovem elfo foi até o canto escondido entre a folhagem e encontrou um bebê humano.Muito pequenino e delicado como uma pequena flor,o pegou nos braços e sem saber o que fazer trouxe o pequeno embrulho para dentro do reino de Thranduil. Eldir levou a criança humana até seu comandante:
—-Senhor ,olhe o que foi deixado em nosso portão,uma criança humana!
—-Como assim Eldir? -- Disse o comandante Havenir
—-Eu ouvi um choro de bebê,mais não vi quem o deixou,também não sei a quanto tempo estava sozinho.
—-Temos que comunicar ao rei, essa criança tem que voltar a sua gente,temos que encontrar o responsável por ele!
O comandante Havenir pegou a criança nos braços e se dirigiu para a sala do rei,para solucionar o problema o mais rápido possível,se bem conhecia seu rei,ele mandaria entregar o bebê imediatamente na aldeia dos homens.
—-Preciso e uma audiência com o rei,com urgência. --Foi categórico o comandante.
—-Sim comandante.-- respondeu o soldado a porta do quarto real.
O bebê começou a chorar desesperadamente,seus gritos ecoaram pelo corredor do palácio, e o comanadante com ele nos braços sem saber o que fazer,não tinha contato com crianças,fossem elficas ou humanas,não sabia como calar a criança.
—-Que barulho infernal é esse? --ouviu-se a voz do rei -- Oque está havendo aqui comandante?
—-Majestade,essa criança foi deixada em nossos portões,não sabemos quem á abandonou,e porque logo aqui em seu reino--o bebe continuava a berrar cada vez mais alto,ficando vermelho entre os trapos que estava enrolado.
O rei cautelosamente se aproximou da trouxinha que estava nos braços do comandante,e a observou , --pequenina,muito pequenina--, pensou , a pele pálida, os cabelo escuros, os olhinhos amendoados,mais uma força muito grande pelo volume estridente do seu choro,-- Leve a criança humana até as curandeiras, alimentem-na e coloquem uma roupa quente,depois mande um mensageiro a cidade dos homens,encontrem o responsável pelo bebê e o levem de volta.
—- Sim meu senhor.
Thranduil viu seu comandante sair e ficou pensativo, quem poderia ter deixado uma criança em sua porta e porque? O último bebe com que tivera contato era seu filho Legolas, que já tinha mais de oitocentos anos,o quê não era nada para os elfos,mais para os humanos e o início e o fim de algumas civilizações ,o tempo passava muito diferente para as duas raças,o que ele não sabia se era uma vantagem,ou uma maldição para os elfos. Ficou curioso,o que era raríssimo acontecer,e foi até o salão das curandeiras para observar mais o bebê.
—- Meu senhor Thranduil,-- disse as elfas quase em em conjunto-- Em que podemos servi-lo?
—-A criança humana, onde está? --nem bem terminou a frase e já ouvia os gritos do bebê-- A algo errado?
—- Não conseguimos acalma-lá, já a banhamos ,mais ela recusa a mamar, e deve estar com fome,pobrezinha!
O rei se aproximou da elfo que a segurava-- É uma menina?
—-Sim meu senhor.
Thranduil se aproximou e sem saber porque pegou-a nos braços e a olhou profundamente nos olhos, a menininha o encarou e se aquietou, o rei pegou a pequena mamadeira e colocou em sua boquinha que avidamente sugou o leite, continuou a observá-la com interesse e viu uma pequena cicatriz em sua mãozinha,uma marca em meia lua.
—- Meu senhor,quer que eu a pegue?
—- Não,ela fica comigo até estar tranquila,quero que os pais humanos dela sejam encontrados e trazidos a mim,se os homens não cuidam dos seus, pagaram o preço pelo abandono!
O poderoso e belo rei , se sentou em uma cadeira e ninou a pequenina em seus braços, sentindo um calor em seu coração que a muito tempo não sentia,não sabia explicar o que era, mais esta criança era especial para ele, mesmo sem saber de onde viera.
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