O amor custa caro
26 Capítulo 5- ( 2ª TEMPORADA)
Notas iniciais
Obrigada por todos os comnetários vcs são demais...
Bjs e boa leitura o/
Um motel qualquer em algum lugar de Saint Louis – 21 anos atrás
Deitada na cama com apenas um fino lençol cobrindo seu corpo totalmente nu Renée observou Charlie terminando de vestir a roupa. Os músculos tencionados de suas costas a deixavam perplexa, nunca em toda vida havia conhecido um homem tão charmoso e lindo como ele.
-Por que fica me observando? – Ele disse catando a camisa do chão e vestindo-a.
-Estou te admirando – Ela sorriu – Por que já vai amor?
-Tenho que pegar o avião. Cecília está me esperando.
-Esse seu divórcio está demorando mais tempo do que imaginei – Renée disse sentando-se na cama fazendo um bico.
-Tenha paciência querida – Ele disse a acariciou seu rosto – Logo poderemos ficar juntos.
-Essa semana passou tão rápido – Ela suspirou – Devia inventar mais viagens de trabalho desse tipo assim poderíamos passar mais tempo longe da Califórnia.
-Também acho – Respondeu calçando os sapatos – Mas, Cecília controla todos os meus passos é impossível despistá-la.
-Quando vamos nos ver novamente?
-Em breve – Ele disse pegando a carteira enfiando-a no bolso – Seu vôo de volta à Califórnia sairá amanhã cedo.
-Por que não podemos voltar juntos?
-Questão de segurança Renée nós já conversamos sobre isso. Estou em um momento decisivo nos investimentos para a Crystal Clothes e se tudo der certo em breve será a maior marca de roupas de toda a história.
-Por isso ainda não se divorciou – Ela falou cruzando os braços.
-Cecília e eu nos casamos há um ano e meio é complicado...
-Ela tem dinheiro – Renée sorriu sem animo – Está te ajudando fundar sua empresa.
-O motivo não é esse – Ele suspirou – Você também é rica Renée.
-O dinheiro é da minha mãe e ela sabe sobre nosso caso, jamais aceitaria nossa união e já prometeu me deserdar se não terminássemos.
-Vou dar um jeito nessa situação eu prometo.
-Por que promete coisas que não vai cumprir?
-Renée – Ele falou se exaltando – Você sabia que eu era casado quando os conhecemos naquele show e isso não te impediu de transar comigo no banco de trás do meu carro!
-Era diferente naquele tempo – Ela o encarou desesperada – Eu só queria diversão e te achei super gato, mas agora... Agora eu te amo Charlie quero me casar com você!
-Eu já disse que vou resolver isso! Agora eu preciso realmente ir embora.
-Vai – Ela falou já chorando – Corra para os braços de sua mulherzinha idiota!
-Nós já discutimos essa relação há tanto tempo e você nunca se cansa de voltar no mesmo assunto! Droga eu já estou cansado disso!
-O que quer dizer? – Ela se colocou de pé num pulo enrolando-se no lençol.
-Que estou cansado dessa ladainha! De um lado é Cecília me perturbando e do outro é você!
-Ah é? Então por que não me deixa? – Ela quase gritou.
-Acho que é uma boa ideia – Ele disse indo para a porta.
-Não Charlie – Renée gritou indo atrás dele – Não pode me deixar!
-Por que não? – Ele perguntou virando-se para encará-la.
-Porque – Ela falou tocando a barriga – Eu estou grávida.
Atualmente...
Amélia encarava o pai espantada. A terrível verdade ecoando em seus ouvidos deixando-a atordoada. Bella apertou a mão da irmã na esperança de confortá-la, sem duvidas aquilo era muito mais doloroso para Amélia do que para ela já que desde que nasceu não havia conhecido a família.
-Isso não é verdade – Ela falou desesperada – Minha mãe não era uma qualquer!
-Não foi isso que eu quis dizer – Charlie falou — Renée era mesmo minha amante, mas isso não significava que ela era uma qualquer!
-O que aconteceu depois que ela te contou que estava grávida? – Bella perguntou fazendo o pai a olhar de modo angustiado.
-Eu fiquei em choque... Um filho era algo totalmente fora dos nossos planos naquele momento. Mas, eu não a abandonei eu havia decidido deixar Cecília e me casar com Renée. Porém quando voltei daquela viagem à Saint Louis percebi que o que vivi com ela era apenas paixão... Eu adorava a companhia dela, a sua alegria, mas era só isso. Quem eu realmente amava era minha esposa. Eu não queria ser covarde com Renée, mas não tive outra opção...
-Como assim? – Amélia perguntou perplexa.
-Conte a elas como você destruiu a vida da minha filha seu crápula – Dolores falou irritada.
-Cecília descobriu minha traição e quis a separação e foi nesse momento que descobri o quanto eu a amava. Implorei seu perdão e ela me aceitou de volta com a condição de que eu nunca mais encontrasse Renée de novo.
-Então você a deixou...
-Sim – Ele suspirou – Algum tempo depois Renée descobriu que estava grávida de gêmeos e que as crianças eram duas meninas. Eu fiquei radiante de alegria, mas ela não queria que eu tivesse contato com vocês.
-Foi então que a megera da Cecília entrou em cena – Dolores falou indignada – Conte o que sua amada esposa fez Charlie.
-Cecília não podia ter filhos e ela pediu que eu ficasse com uma de vocês e assim a criaríamos como nossa. Fiz um acordo com Renée, disse à ela que uma das meninas seria minha e a outra dela. Mas ela não aceitou. Disse que não ia separar vocês duas e não ia ficar longe jamais. Então assim que vocês nasceram Cecília conseguiu uma ordem judicial que me desse a guarda de uma das meninas. Mesmo indignada Renée foi obrigada a abrir mão de uma de vocês e então foi embora para procurar a mãe.
-Estão vendo – Dolores falou amargurada – Esse monstro destruiu a vida da minha filha!
-Eu destrui? – Ele riu nervoso se colocando de pé – Por que não conta sua participação na historia sua bruxa? Por que não revela às suas netas o que fez com a mãe delas?
-Cale-se – Ela falou pondo-se de pé – Não se atreva.
-O que ele está dizendo vovó? – Amélia falou encarando a mulher – O que você fez com a minha mãe?
-Essa senhora que você tanto ama Amélia expulsou a própria filha da casa dela com uma criança recém nascida nos braços!
-Isso é verdade vovó?
-Claro que é verdade – Charlie falou – Conte a elas que Renée chegou na sua casa com Isabella nos braços totalmente arrasada e você a expulsou como se fosse um cachorro sardento! Eu errei com Renée e me arrependo disso todos os dias, mas a única culpada por ela ter sumido com problemas psicológicos foi você! Naquele momento ela estava ferida, magoada e desesperada. Só precisava da mãe dela e você negou isso a ela... Você terminou o que eu comecei!
Massachusetts 21 anos atrás...
A chuva caia forte lá fora e Renée observava a agua que corria pela janela do onibus. A pequena menina que ainda não tinha nome dormia tranquilamente em seus braços singela e inocente. A jovem de apenas dezenove anos tinha todo um futuro pela frente. Estudava em uma das melhores faculdades da Califórnia e em breve seria um advogada de sucesso. Era filha unica de uma mulher poderosa da Nova Inglaterra e seu pai havia morrindo pouco tempo depois que ela nascera deixando toda a fortuna nas mãos da mãe. Tudo parecia perfeito até o dia em que conheceu o jovem Charlie Swan, um homem charmoso e inteligente que por acaso estava assistindo ao mesmo show que ela. Os dois acabaram transando naquela mesma noite e tornando-se amantes tempos depois. Ele prometera se divorcia e casar-se com ela, mas assim que Renée engravidou ele voltou para a esposa e ainda lhe tomou uma das filhas. O coração da jovem não podia ter ficado mais despedaçado e por isso decidiria procurar a mãe.
Dolores era um mulher de pulso firme, mas amava a filha de todo coração e foi isso que fez com que Renée criasse coragem e voltasse para Massachusetts para procurar sua ajuda. Mesmo conhecendo o genio forte de sua mãe. Dolores já tinha consciencia que Renée se envolvera com um homem casado na Califórnia e tinha jurado que se o romance prosseguisse a jovem seria deserdada, pois para ela integridade e moral estava acima de qualquer coisa. Mas, ainda havia uma esperança no fundo do coração da jovem mãe. Tinha certeza que no instante em que Dolores colocasse os olhos na neta ela as receberia de todo o coração. Mas, não foi bem assim que aconteceu.
Renée chegou à casa da mãe no findar da tarde. A chuva já tinha cessado e apenas uma garoa fina caia do céu. Assim que tocou a campainha uma das empregadas veio correndo atender. Renée entrou na casa rapidamente para tirar a menina da friagem.
-Boa tarde – Ela falou para a empregada que olhava confusa para a menina em seus braços.
-B-Boa tarde senhorita Renée.
-Mamãe está? – Ela perguntou correndo os olhos pela casa.
-Sim lá no escritório. Quer que eu a chame?
-Por favor – Ela sorriu cansada – Estarei esperando na sala de visitas.
-Tudo bem.
A empregada subiu as escadas enquanto Renée se encaminhava para a sala de estar. A nenem se revirou em seu colo dando um leve bocejo.
-Mamãe está aqui meu amor – Ela disse e beijou-lhe a testinha – Vai ficar tudo bem.
-Renée – Ela ouviu a voz da mãe se aproximando da sala – Filha onde está?
-Aqui mãe – Ela falou de volta.
A senhora elegante entrou na sala sorrindo, mas o sorriso dissipou-se de seus lábios assim que os olhos pousaram na criança nos braços da filha.
-O que faz com esse bebê Renée?
-É a sua neta mãe... Ela ainda não tem um nome então eu pensei...
-Espere ai – A mulher sorriu sarcástica – Está brincando comigo não é? Como assim minha neta?
-Mãe — Renée suspirou – Esse tempo que fiquei sem visitá-la foi porque estava escondendo a gravidez... Me desculpe eu... eu...
-Cale-se – Dolores colocou a mão no peito e arfou – Você se tornou uma mãe solteira? Aos dezenove anos Renée? Quem é o pai dessa criança?
-Charlie – Renée sussurrou de cabeça baixa.
-Aquele homem casado? – Dolores arregalou os olhos – Além de se tornar amante daquele homem ainda engravidou dele?
-Mamãe eu...
-Eu te avisei para se afastar dele...
-Por favor me desculpe eu não sei o que fazer... Estou tão assustada, Charlie já não quer mais nada comigo e... e só me resta a senhora mãe.
-Não sou mais sua mãe – Ela falou imponente – Apartir de agora Renée você é uma bastarda como essa criança em seus braços!
-Não – Ela sussurrou já em prantos – Eu não tenho mais ninguém além da senhora!
-Eu avisei que se me desobedecesse e não acabasse com esse romance absurdo eu lhe deserdaria! Fora da minha casa Renée e leve essa bastarda com você!
-Mãe...
-Eu não sou sua mãe – Dolores gritou – Fora daqui agora!
Renée arfou e apertou a bebê em seus braços, devido aos gritos histéricos de Dolores ela havia acordado e agora chorava. Sem discutir se encaminhou para a porta, mas antes lançou um olhar de mágoa e tristeza para a mãe que se mantinha firme em sua decisão.
Sozinha e sem ninguém a quem recorrer Renée pegou um onibus qualquer e viajou sem rumo para algum lugar. Quando a paisagem se tornou verde e robusta ela soube que estava em New Hampshire. Sua cabeça estava confusa e ela não sabia ao certo o que fazer... Não tinha dinheiro e a bebê chorava o tempo inteiro. Assim que desembarcou andou por várias horas pela cidade totalmente desorientada. Ainda não podia acreditar que as duas pessoas que ela mais amava na vida havia lhe virado as costas. Seu cérebro parecia não raciocinar mais com tantos problemas. Logo uma chuva forte começou a cair do céu, o desespero tomou conta dela quando percebeu que não tinha dinheiro para pagar nem por um quartinho velho, como poderia esconder sua filha da chuva? O frio era cortante e fazia-lhe tremer e apertar a menininha nos braços afim de protêge-la, sentou em um banco de uma praça e ficou ninando a menina para que parasse de chorar, sua mente já não estava ali presente era como se Renée tivesse perdido toda a sanidade que possuia. Algum tempo depois ela se viu dando um beijo no rostinho da filha e a deixando na calçada de uma casa ali perto. Ninguém jamais soube noticias de Renée depois daquele dia. A bebê foi encontrada por um casal que não queria filhos e assim foi levada para o orfanato onde cresceu. Alguns anos mais tarde Dolores soube que a filha estava desaparecida e havia abandonado a menina. Charlie também soube da noticia e junto com Dolores fez uma busca desesperada por Renée e pela menina, mas jamais as encontraram.
Atualmente...
-Eu juro que não quis fazer mal à ela – Dolores falou chorando.
-Como pôde fazer isso? – Amélia perguntou e não sabia se referia-se ao pai ou a avó – Vocês dois são os culpados de tudo!
-Filha... – Charlie disse segurando sua mão, mas ela a soltou bruscamente.
-Não me toque – Ela os olhou com repudio – Eu odeio vocês! Odeio vocês!
Amélia saiu correndo para fora do quarto deixando a avó e o pai chorando desesperados. Bella sentia uma dor tão forte no peito que mal conseguia ficar de pé.
-Como foi a escolha – Ela perguntou a Charlie numa voz baixa e indignada.
-Não entendi – Ele respondeu confuso.
-Quando escolheu uma de nós – Ela riu e balançou a cabeça – Foi aleatório ou simplesmente apontou com o dedo no berçário e escolheu?
-Bella minha filha...
-Eu não sou sua filha – Ela gritou – Eu cresci num orfanato sem familia e é assim que vai ser para sempre!
-Não – Ele a olhou suplicante – Eu sou seu pai... Podemos reparar o tempo perdido!
-Jamais – Ela olhou para ele e em seguida para a avó que chorava – Eu preferia nunca tê-los conhecidos... Vocês são dois monstros!
Bella saiu correndo sem olhar para trás. Sempre imaginou-se encontrando sua familia, para ela esse seria o momento mais feliz da sua vida, mas naquele momento queria que eles nunca tivessem aparecido, queria que tudo não passasse de um pesadelo e jurou a si mesma que Charlie Swan jamais seria chamado de pai por ela... Jamais!
Notas finais
Não esqueçam de comentar hein pessoal? Bjs até o próximo post o/
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