Notas iniciais
Oiii amores, nossa tantos reviews no capitulo anterior até me emocionei *.* Muito obrigada gente e como prometido respondi todos né? hehe

Bom, pessoal não me matem viu hauhhua Eu havia prometido que revelario o mistério a cerca do aborto de Bella neste capitulo, mas nao dá pra explicar o passado pela metade por isso resolvi contar tudo pra vocês desde quando Edward foi roubado no hospital até o dia em que Bella abortou o bebê e o por que, assim ficará melhor para entenderem tudo ok? Então quando esses capitulos do passado acabarem volto lá pros dias atuais mostrando se ela contará tudo ao Edward ou não.

Espero que gostem do capitulo, boa leitura o/

Los Angeles – Califórnia vinte dois anos atrás...

Betânia dirigia calmamente o Kia de Anna que havia pego emprestado. O trânsito não estava ruim e felizmente o endereço que havia dado na empresa quando foi contratada era falso. Tirou a peruca loira e jogou no banco traseiro, respirou fundo e limpou as gotas de suor que se formaram em sua testa. O bebê estava quieto, dormia tranquilamente no banco passageiro, ele era muito pequeno mas ainda sim bonito. Estacionou o pequeno carro em um prédio velho e antigo onde morava com sua amiga. Desceu rapidamente e pegou o bebê aninhando-o em seus braços. Ele devia estar com frio, aquela manta era fina demais, mas naquele momento fora a única coisa que dava pra pegar. O porteiro do prédio era um homem de quase cinqüenta anos, estava sentado no balcão fumando um cigarro, ele não se importava com o que os moradores faziam desde que o pagassem bem, tanto é que ele nem olhou para ela quando caminhou pelo hall de entrada em direção ao elevador velho e barulhento. Subiu até o apartamento enfio as chaves no trinco girando-o e abrindo a porta que rangeu. Ela morreria se qualquer um da empresa sonhasse que ela morava naquele lugar velho e acabado. Para todos eles, Betânia era filha de diplomatas ingleses e morava na zona nobre. Mas, a grande verdade era que o salário que Carlisle lhe pagava mal dava pra cobrir as despesas com as roupas caras que ela precisava comprar para manter as aparências.

Anna estava sentada no sofá dando de mamar para seu filho recém nascido. Olhou espantada para ela quando a viu naqueles trajes.

-Betânia o que é isso? Por que está vestida de enfermeira?

-É uma longa história – Ela respondeu colocando o bebê cuidadosamente na cama em seguida pegou uma mala jogando algumas roupas de Anna dentro.

-Que merda você fez dessa vez? Isso é um bebê? Betânia você roubou uma criança?

-Sim – Ela gargalhou – É o filho do Carlisle, acabou de nascer e agora é meu.

-Você não pode fazer isso!

-Claro que posso e já fiz!

-A polícia de Los Angeles inteira deve estar atrás de você.

-Por isso pegarei meus documentos verdadeiros.

-Você enlouqueceu de vez!

-Cala a boca Anna! Eu te ajudei a mudar de vida, te dei de comer quando estava com fome e te tirei da prostituição. Graças a mim você não precisa mais viver naquela vida então não me julgue.

-Eu sou muito grata a você Betânia, mas concordar com um seqüestro é contra meus princípios.

-Carlisle era pra ser meu... Meu entendeu? Já que aquele desgraçado preferiu a outra eu ficarei com o filho dele para mim.

-O que pretende fazer?

-Vou embora.

-Pra onde?

-Não sei. Las Vegas talvez.

-Acha que conseguirá atravessar o estado com um bebê recém nascido?

-Por isso o registrarei.

-Não faça isso. Devolva essa criança!

-Ele é meu filho agora – Ela encarou Anna – Assim como Johnny é seu.

-Por favor, não faça essa loucura.

-Eu vou embora Anna, não tem mais jeito. Você pode ficar com minhas roupas, não vou poder usá-las, mas levarei as suas e também o carro.

-Meu carro?

-Eu te dei de presente lembra? Agora preciso dele.

-Mas, como farei...

-Anna, por favor, não discuta comigo.

-Tudo bem.

-Preciso ir – Ela pegou o bebê com uma das mãos e a mala com a outra – Confio em você Anna, por favor nunca conte nada a ninguém.

-Jamais trairia você amiga... Espero que um dia tome juízo.

-Quero que olhe na ultima gaveta da estante. Tem um presente lá pra você, se um dia você ou Johnny precisarem de alguma coisa pode usá-lo. Acho que já expliquei a você onde consegui e nunca se sabe o dia de amanhã. Não hesite em usá-lo quando for preciso Anna, custe o que custar.

-Betânia...

-Psiuuu – Ela sorriu para a amiga – Cuide-se, eu amo vocês dois.

-Tome cuidado e boa sorte.

Betânia suspirou e saiu sem olhar para trás. Por dias Anna não teve noticias, somente uma única vez ela ligara de algum lugar do Texas dizendo que havia conseguido um emprego de garçonete, tinha trocado a placa do carro e estava morando no Kia junto com o bebê, Anna ficou se perguntando como ela havia conseguido atravessar o estado, mas não era de se surpreender, Betânia sempre fora muito esperta, ela também havia contado que um dos clientes da lanchonete trabalhava no cartório e conseguira uma permissão para que ela registrasse a criança. E foi naquela tarde exatamente como combinado que Betânia dirigiu o Kia em direção ao cartório da pequena cidade de Dallas. Ela olhou-se no retrovisor central e sorriu, estava irreconhecível mesmo que Carlisle Cullen quisesse encontrá-la seria impossível. Lembrou-se de quando viajava com o pequeno bebê em seu banco carona, parou em um posto de gasolina em algum lugar bem longe da Califórnia e comprou uma tinta de cabelo preta e tingiu os cabelos ruivos. Também comprou uma tesoura e o cortou bem na altura do queixo o próximo passou foi ir até uma ótica e comprar lentes de contatos pretas para esconder as orbes azuis. Engordou uns dois quilos em uma semana com doses extras de carboidrato e por fim as roupas humildes e simples de Anna. Às vezes também usava óculos para disfarçar ainda mais o rosto, a esta altura sua cara estava estampada em várias páginas e noticiários policiais. Mas, assim que registrasse o menino iria embora para o México onde jamais os encontrariam.

-Chegamos bebê – Ela disse carinhosamente ao menino que mordia a mãozinha – A mamãe enfim vai te dar uma certidão de nascimento. É agora somos parentes oficiais. Noite passada fiquei pensando muito em um nome para você meu amor e então decidi que lhe darei o nome do meu falecido pai. Edward, você se chamará Edward Masen.

Betânia saiu do cartório com a certidão em mãos, pensando em como uma boa transa poderia abrir as portas mais facilmente. Ainda lembrava das noites em que se deitara com o homem que a ajudara registrar o bebê. Ele também tinha um segredo que ela conhecia muito bem, havia matado um homem e escondia isso de todo mundo, num momento de bebedeira e desabafo acabou contando tudo a ela enquanto a mesma repetia “Tudo bem, eu guardo seu segredo se você guardar o meu” E assim fizeram um pacto, claro que ela teria de lhe proporcionar boas noites de sexo, mas essa parte nem era tão ruim assim.

Os dias se passaram e o bebê Edward completou um ano de idade. Betânia ainda trabalhava na pequena lanchonete, mas o menino não ficava mais dormindo o dia inteiro dentro do carro como antigamente sendo assim ela era obrigada a levá-lo para o trabalho. Sempre forrava um dos reservados do banheiro com um cobertor e o deixava lá brincando com um ursinho de pelúcia. De hora em hora deixava o serviço para vê-lo e dar de comer, até que o patrão descobriu o que ela fazia e a demitiu.

-Tudo bem Edward – Ela disse sorrindo ao bebê – Já era hora de sairmos dessa espelunca não acha?

E então ligou o carro e saiu daquele lugar. O pouco dinheiro que ela havia juntado estava acabando, morar em um carro era bem difícil e complicado ainda mais com um bebê tão pequeno, mas Edward era sua maior felicidade, um pedacinho de seu grande amor. Ele era tão filho dela como dele e não havia ninguém no mundo que pudesse dizer o contrário. As vezes era estranho quando as pessoas a chamavam de Joane, viveu tanto tempo com os falsos documentos de Betânia Cliff que até se esquecera que seu nome verdadeiro era Joane Masen. Os motivos que a levaram a adquirir uma falsa identidade foram os mesmos que a levaram sair do interior de New Hampshire: Fugir das garras de seu violento ex namorado que tentou matá-la.

Edward começou a chorar no banco traseiro avisando que estava com fome. Ela suspirou e parou em um drive tur do Mcdonalds e comprou um Mac lanche feliz, o brinde era um boneco do Shrek ao qual Edward se apegou instantaneamente. Àquela não era uma alimentação saudável para uma criança, mas no momento era a única coisa que poderia oferecer a ele.

Os dois continuaram viajando e morando no carro durante meses então o motor do Kia pifou perto de um ponto de ônibus. Betânia esmurrou o volante e xingou o carro por horas e então olhou para trás encontrando os olhos espantados de Edward. Sorriu para ele tentando mostrar firmeza.

-Quem precisa de um carro velho desses não é meu amor? Agora vamos viajar em algo maior.

Ela pegou a mochila no porta malas com as poucas coisas que os dois tinham e em seguida tirou Edward do banco traseiro pegando-o no colo. Jogou a mochila nas costas e junto com o menino caminhou para o ponto de ônibus. Ficaram parados ali durante horas e nenhum ônibus apareceu. No final do dia quando o sol já se punha no horizonte rochoso de Marshall um carro preto luxuoso parou e o vidro fumê se abaixou. La dentro um homem de meia idade sorriu para Betânia e ofereceu-lhe uma carona. Ela sorriu de volta e assentiu, Colocou Edward no banco de trás e se sentou ao lado do homem na frente.

-E então – Ele puxou assunto – Para onde estão indo?

-Sinceramente não sei.

-Estou indo para Iowa.

-Parece bom para mim – Ela respondeu simpática.

-Ótimo – Ele sorriu correndo os olhos pelo corpo dela.

Então o homem seguiu viagem sempre perguntado coisa para ela, por que estava viajando sozinha em um carro com um menino tão pequeno, quem era o pai dele, de onde ela havia vindo e coisas do tipo, é claro que em todas as vezes ela mentiu. Chegaram ao condado de Iowa ao anoitecer, o homem estacionou o carro em frente a um hotel muito bonito perto do aeroporto. Betânia já sabia o que ele pretendia e na verdade nem se importava muito com isso. Os dois desceram e o homem até foi gentil pegando Edward no colo levando-o para dentro do hotel. Ele pegara uma suíte bonita e bem decorada, o menino foi levado pela própria Betânia para o banheiro onde ela fizera uma cama improvisada com alguns cobertores e travesseiros ninando-o até que pegasse no sono. Saiu de fininho e fechou a porta, o homem que não quis dizer o nome estava nu deitado na cama. Ele até que era bonito, tinha um corpo forte e uma aparecia elegante, provavelmente era um político casado e importante. Não seria um trabalho tão árduo para ela, até que o homem lhe deu muito prazer naquela noite e ela também dera a ele. Tanto que assim que terminaram de transar pela quarta vez o homem se vestiu e deixou algumas notas de cem dólares no criado mudo, o suficiente para pagar duas noites naquele hotel para ela e o pequeno menino. Ela se despediu dele com um selinho e então o homem se foi jogando o terno nos ombros. Ele fora muito gentil ao contrário dos outros.

Com o dinheiro que seus clientes lhe davam conseguiu se hospedar em um hotel barato, não era nada comparado a aquele outro, mas pelo menos poderia ter um teto. Edward sempre ficava no quarto a noite, Betânia nunca saia antes de alimentá-lo e sem que ele pegasse no sono. Para sua sorte ele era um anjiinho, dormia a noite inteira e quase não chorava. Assim que se certificasse que ele estava dormindo ela saia e ia para frente do hotel com uma minissaia e um top rosa. Alguém sempre parava e ela se abaixava na janela e perguntava sorridente “O que posso fazer por você querido?” E assim foi durante meses até Edward completar dois anos. Betânia comprara um bolo pequeno e acendeu duas velas para ele assoprar, comeram tudo e em assim que ele dormiu ela foi para o trabalho. Era uma noite fria, tanto que teve de usar uma jaqueta preta de couro por cima do top para espantar um pouco do frio. Também calçou botas que iam até as coxas. Nenhum carro parecia que iria parar naquela noite, mas quando ela pensara em desistir um volvo vermelho parou e um jovem muito bonito a chamou. Ele era simpático e atraente ela podia dizer assim. Disse que queria levá-la a um motel mais confortável, ela acabou aceitando. Ele dirigiu por horas até chegar em um lugar bonito com uma placa vermelha e reluzente.

-Você vai conhecer uns amigos meus – Ele disse parando o carro – Vai gostar deles.

-Amigos? – Um gelo subiu por sua espinha.

-Ah qual é, vai me dizer que nunca fez uma suruba?

-Não.

-Pois hoje fará.

-Farei porra nenhuma – Ela respondeu e saiu do carro correndo em direção a estrada.

O homem correu atrás dela puxando-a pelo cabelo. Betânia exalou um grito de dor quando sentiu seu couro cabeludo quase sendo rasgado. O homem a derrubou no chão e ficou por cima dela dando tapas em seu rosto. Então como se estivesse em câmera lenta ela viu uma arma prateada reluzindo na cintura dele... Se ele conseguisse levá-la para dentro do motel seria o fim... Vários homens abusando dela a matariam. Pensou em Edward, seu pequeno Edward dormindo no hotel, como poderia deixá-lo sozinho? Não podia, definitivamente não. Em um ato rápido ou por milagre conseguiu alcançar a arma e puxá-la. Sentiu o metal frio em sua mão e então encostou na têmpora do homem e sem pensar puxou o gatilho.

Quando conseguiu pegar o ônibus que iria para o centro da cidade sentou no ultimo banco, felizmente era a única passageira e assim ninguém notaria sua roupa suja de sangue, nem mesmo o motorista notou. A arma do crime estava enrolada em sua jaqueta aninhada no peito como se fosse um bebê. Ela precisava fugir o mais rápido possível. O ônibus parou e ela desceu correndo indo para o hotel e entrando no quarto. Edward estava acordado o que era estranho. Ela sorriu para ele e então tirou as roupas sujas foi até a lixeira do banheiro e jogou tudo lá. Trocou de roupa e então pegou a mochila e jogou todas as coisas dentro inclusive a arma. Pegou Edward no colo e foi até o balcão onde o dono do hotel ficava.

-Vou embora – Ela disse jogando algumas notas em cima do balcão.

-Ok – Ele respondeu sem interesse.

-Sabe me dizer onde tem um orfanato por aqui?

-Hmmm – Ele coçou o queixo – indo para o sul você encontrará um no final da estrada.

-Obrigada.

E foi assim que Betânia se separou de Edward. Quando o ônibus estacionou em frente a uma imensa casa ela teve certeza de que era o fim. Desceu junto com ele segurando sua mãozinha e tocou a campainha. Uma mulher foi quem a atendeu, sorriu para ela e brincou com Edward. A mulher que se chamava Glória a levou até a diretora, para quem explicou que não podia mais ficar com Edward que precisava muito deixá-lo com alguém. Foi difícil convencê-la, mas nada que o dinheiro não fizesse. Betânia deu tudo que havia juntado durante aquele tempo para a diretora ambiciosa que acabou aceitando ficar com o menino. Quando se preparou para sair, Betânia se abaixou e acariciou o rosto de Edward.

-Você é meu filho, meu meninho querido e eu lamento muito... Muitíssimo.

Edward era muito pequeno para entender o que estava acontecendo. Então não sentiria aquela separação, não tanto quanto ela sentia. Em outra ocasião jamais o teria abandonado, mas agora ela era uma assassina e se fosse presa não poderia mais cuidar dele. Quando cometeu o crime de roubá-lo no hospital fora por amor, mas agora era diferente... Matar alguém era totalmente diferente. Ela até poderia procurar Carlisle e entregar-lhe o menino, mas não daria esse gostinho a ele. Edward era um menino bonito, lindo na verdade logo seria adotado, mas para a família Cullen ele jamais voltaria. Então Betânia saiu do orfanato, pegou um ônibus e sumiu no mundo desde aquele dia o pequeno Edward nunca mais a viu e dali em diante sua vida só tivera sofrimentos. Até o dia em que fora transferido para aquele orfanato onde tudo mudaria completamente...

Notas finais
E ai gostaram? Bjks até o próximo o/