Notas iniciais
Oi meus amores, eu adoro tanto vocês que resolvi fazer post duplo hoje hehe Este capitulo esclarecerá o que houve com Bella, não detalhei muito pra não ser aquela coisa violenta e nojenta ok? Então está mais resumido. Sei que fugiu um pouco da trama inicial da fic, mas eu precisava postar essas coisas sobre o passado senão vcs não entenderiam alguns assuntos do futuro hehe Aqui falarei um pouco mais sobre a vida de Edward e Bella antes de Tânia aparecer com aquela proposta.

No próximo voltarei ao dias atuais, espero que gostem qualquer duvida é so me perguntar ok? Bjks e boa leitura ^^

Ps: Não dá tempo de revisar então vai assim mesmo, desculpe os erros se tiver algum... bjim

O pequeno Edward cresceu e se tornou uma criança de onze anos problemática e encrenqueira. Sempre fora um menino espontâneo alegre e divertido, porém não aceitava desaforo de ninguém e esta sua atitude sempre o deixava no meio das confusões. Fora transferido de orfanato várias vezes sempre pelos mesmo motivo: Brigas, que também era motivo de nunca ser adotado. Então quando sua ficha já estava mais suja que poleiro de galinha fora decidido que ele seria mandado de um orfanato em uma cidade de New Jersey chamada Newark para o interior de New Hampshire em um orfanato mais simples e rigoroso no qual permaneceria até os dezoito anos.

Enquanto a assistente social incumbida de fazer a transferência dirigia a van preta tranquilamente pela rodovia, Edward olhou por sua janela observando a paisagem agrícola e a vasta quantidade de árvores que aquele lugar possuía.

-Está gostando de New Hampshire Edward? – Ela perguntou simpaticamente – Já estamos perto do orfanato, você morará aqui. Infelizmente os orfanatos maiores não te aceitam mais então acho melhor se comportar nesse novo ok? Não quero ter de levá-lo para o reformatório.

-Não vejo a hora de fazer dezoito anos e não ter mais de passar por isso.

-A maioridade pode não ser tão prazerosa assim querido.

-Estamos longe? – Ele perguntou suspirando.

-Não – Ela sorriu – Na verdade já chegamos.

A assistente estacionou o carro em frente a uma casa grande, não tanto quanto as outras que Edward já vira, mas até que era grandinha. Os dois desceram e ele respirou fundo pedindo a Deus que não arrumasse encrenca naquele novo lugar, caso contrário seria mandado para o reformatório. A bela moça que se chamava Sophia caminhou ao lado dele até a sala do diretor do orfanato, um homem velho e barrigudo que adorava maltratar os pobres meninos que eram mandados para lá. Sophia se encarregou de acertar os tramites legais e se despediu de Edward com um beijo no rosto. Ela era legal, quem dera o tivesse adotado.

O menino recebeu um uniforme velho: Uma camisa branca com o símbolo do orfanato, uma calça cinza desbotada e tênis pretos estragados. O orfanato era muito cheio, havia muita criança para poucas acomodações. Quando chovia eles precisavam afastar as beliches para longe das goteiras e se amontoarem no cantinho do dormitório. O frio era a pior parte, tudo que possuíam para se cobrir era uma manta fedida e rala que mal cobria o corpo inteiro. A comida era escassa, apenas pão seco e leite, as vezes nem leite tinham, algumas crianças até ficavam doentes devida à má alimentação. Diferente dos outros orfanatos Edward não criou encrenca com ninguém, pelo contrário ele acabou protegendo e cuidando dos meninos menores. Todos ali precisavam cuidar um do outro caso contrario não sobreviveriam. Então um belo dia um menino chamado Thomas chegara no orfanato e os problemas começaram. Ele batia nos meninos menores e agredia as meninas e foi assim que ele conheceu Bella, uma menininha magrinha e franzina que não tinha sobrenome. Edward estava há seis meses no orfanato e nunca a tinha notado talvez porque ela sempre fora muito reservada e na dela. Era hora do recreio e todos brincavam no pátio, o menino Thomas agarrou o braço de Isabella e começou maltratá-la, aquilo era demais para ele. Edward se meteu em uma briga que lhe rendeu um castigo no quartinho escuro e sujo nos fundos do orfanato, mas valeu a pena ao sair. Isabella o agradeceu e a partir daquele momento os dois se tornaram um só até o dia em que se casaram.

Ambos tinham dezoito anos e os primeiros meses de casamento foram mais tranqüilos, conseguiram um emprego em uma fazenda aos arredores, perto de um vilarejo e construíram uma cabana em um pedaço de terra que o patrão lhes havia concedido. Edward trabalhava nas plantações e na colheita, o que ganhava mal dava para a comida e por muitas vezes viu Isabella passar fome. As vezes fingia que não queria comer só para deixá-la com toda a comida. Mas, a situação só tendeu a piorar... Quanto mais o tempo passava mais difícil a situação ficava. Por um lado a burguesia aumentava seus lucros devido as reformas do governo e por outro o proletariado se tornava cada dia mais dependente e decadente de estrutura monetária. Edward sempre fora muito revoltado com a situação em que vivia ao contrário de Bella que parecia estar feliz desde que Edward estivesse com ela. Os anos se passaram e os dois continuaram a enfrentar as dificuldades que viviam constantemente. O patrão resolvera investir na indústria açucareira visando ter mais lucros, porém suas tentativas sempre eram falhas fazendo com que seus empregados tivessem o salário reduzido.

Na casa grande Isabella trabalhava como empregada doméstica, lavava, passava e cozinhava junto com uma senhora velha e gorda que quase não falava. Era verão em New Hampshire o calor típico daquela época a fazia suar enquanto varria a sala da fazenda, ela acabara de completar vinte anos e a cada dia que passava ficava ainda mais bonita diferente daquela menininha feia e magricela de anos atrás. Bella nunca soube ao certo por que seus pais a abandonaram, ela foi deixada na porta de um casal que a levou para o orfanato. Não tinha nome muito menos registro de quem era, quem lhe deu o nome de Isabella fora uma das professoras do orfanato que já havia morrido. Eles a registraram assim, Isabella apenas isso. Sem sobrenome, sem pais ou avós citados na certidão. Os únicos nomes presentes nela era o da própria Bella e o do juiz. Felizmente Edward a pedira em casamento e lhe concedera seu sobrenome. Ela sentiu um aperto na garganta quando lembrou-se disso, tanto que nem ouviu a voz do patrão chamando-a.

-Isabella – Ele gritou por fim fazendo-a dar um pulo.

-Senhor – Ela disse colocando a mão no peito – Me assustou, o que deseja?

-Preciso que arrume meu quarto. Estou querendo dormir.

-Claro – Ela suspirou e virou-se.

Não era o patrão parado na soleira da porta, era o filho dele. Estava encostado no batente sorrindo com o canto dos lábios. Isabella encarou o chão e saiu da sala em direção ao quarto dele. Começou a faxina rapidamente e estendeu a cama, preparava-se para sair do quarto quando sentiu mãos fortes segurando sua cintura. Pensou em gritar, mas ele tapou sua boca.

-Calada imunda – Ele sussurrou passando a língua em seu ouvido – Você me deixa doidinho sabia?

-Me...Me solta! – Ela sussurrou por entre os dedos...

-Vou te soltar, mas você vai ficar quietinha ouviu? – Ela assentiu.

O homem sorriu e a empurrou na cama encarando-a de cima a baixo. Bella sentiu um gelo subir por sua espinha... Pensou em gritar ou sair correndo, mas ele tirou uma arma da cintura e apontou para ela...

-Tire e a roupa!

Bella sentiu o coração se acelerar suas pernas ficaram moles e o ar pareceu faltar-lhe aos pulmões.

-Você não ouviu? – Ele gritou – Eu mandei você tirar a roupa porra!

Bella percebeu que os olhos dele estavam vermelhos e que ele tremia, sem dúvidas estava drogado. Um medo surpreendente a invadiu, começou a tremer e chorar, queria sair dali... De uma hora para outra sua vida passou a ser controlada por outra pessoa como se não pertencesse mais a ela. O homem era jovem, até bonito, mas lhe dava nojo cada vez que olhava para ela com aqueles olhos vermelhos e mortais.

-Você quer levar um tiro bem na cara? – Ele gritou puxando-a pela perna – Se não fizer o que eu mandei agora também darei um tiro na cabeça daquele seu maridinho!

-Por... Por favor não faça isso – Ela disse gaguejando em meio aos soluços de seu choro.

-Pare de choramingar – Ele respirou fundo – Só faça o que eu mandei ou eu te mato agora!

Bella engoliu o choro e correu para a porta, mas estava trancada forçou o trinco violentamente na vã tentativa de abri-la. O homem gargalhou enquanto ela ainda tentava se livrar do cárcere.

-Por que está fazendo isso? – Ela sussurrou em meio ao choro

-Por que você é gostosa – Ele caminhou até ela e a puxou pelo cabelo jogando-a na cama – E também minha namorada me traiu... E estou a fim de descontar em alguém.

-Você é doente – Ela gritou em meio ao choro!

-Chega de papo – Ele a jogou na cama com violência – Se não quiser morrer agora faça o que eu mandei.

Bella fechou os olhos com força e percebeu que não havia mais jeito. Lentamente tirou a roupa tentando desconectar a mente daquele lugar... E enquanto o homem a violentava pensou em Edward, dos momentos lindos que tivera com ele. Tentou não estar presente naquela cena horrenda e monstruosa. Não doeu tanto quanto ela imaginara, o homem estava mais desesperado do que feroz, mas ainda sim era nojento imaginá-lo dentro dela. Quando o animal finalmente terminara o “serviço” a mandou sair e a ameaçou, qualquer palavra com Edward e os dois morreriam.

Depois daquele dia Bella nunca mais vira seu jovem patrão. Parece que ele havia conseguido um emprego em algum lugar da cidade grande. Por dias não conseguiu olhar para Edward, sempre se lembrava do que acontecera. Não queria magoá-lo nem tinha coragem de contar a verdade. Pode até parecer fácil revelar um segredo desse tipo, mas uma mulher que tem sua intimidade e sua honra invadida não consegue quebrar o bloqueio do medo e da vergonha que tomam conta de seu coração e mente. Edward não merecia saber daquela terrível verdade, se ele soubesse poderia cometer uma loucura e sinceramente Bella havia optado por não destruir a vida dele também. Talvez fosse um ato egoísta ou simplesmente amoroso, pois o sofrimento pertencia a ela... Como um segredo do qual se fica sabendo, mas que não se pode comentar com ninguém.

Ela também não conseguia ter intimidades com Edward, toda vez que iniciava qualquer pretensão sexual imediatamente a cena vinha em sua mente lhe causando arrepios e mal estar. Quando as coisas pareciam não poder piorar Bella começou a sentir enjôos constantes e uma fraqueza terrível. Tentou por dias dizer a si mesma que era só um mal estar, mas na verdade sabia realmente do que se tratava e estava morrendo de medo. Foi a um hospital público e demorou horas para conseguir fazer um exame. Uma semana depois recebeu o resultado, estava mesmo grávida e o pior estava de apenas um mês, o tempo exato em que fora estuprada. Se fosse de dois meses correria o risco de ser de Edward, mas um mês era muito pouco. Sem saber o que fazer pensou em revelar a verdade, mas não teve coragem... Um dia estava chorando enquanto lavava louça na fazenda, sim ela teve de continuar trabalhando lá, não havia outra opção, Magnólia a empregada mais velha lhe questionou até arrancar a terrível verdade. Bella precisava desabafar com alguém, estava desesperada. Então a velha senhora lhe indicou uma parteira que tinha bons conhecimentos em ervas que facilitariam um aborto. Bella pensou por um tempo, matar uma criança estava fora de seus princípios, mas aquela criatura que crescia dentro dela era fruto de algo terrível e monstruoso jamais conseguiria olhar para ele sem que sentisse nojo de si mesma e ainda mais se Edward assumisse o papel de pai e foi assim que procurou a tal parteira. Ela orientou Bella a tomar o chá da erva durante três dias, o aborto seria espontâneo e não lhe causaria danos. Mas, essa parte foi uma mentira. Bella estava varrendo seu barraco quando sentiu uma forte dor na barriga, Edward havia chegado naquele momento e se desesperou vendo o sangue escorrendo pelas pernas de sua mulher. Tentaram ir ao hospital, mas não havia vaga. Estava lotado, então Bella sugeriu a parteira contando a Edward que havia descoberto a pouco tempo que estava grávida. Ele a levou até a velha que tirou o resto do bebê morto de dentro dela e então Edward acompanhou a esposa até em casa.

Bella ficou doente por dias e ainda teve de aturar Edward se lamentar pelo bebê que não era dele. Não conseguia mais ter relações com ele, por medo, por vergonha, por receio, por desespero. Eram tantos os motivos que nem podia contar nos dedos. Acabou por sempre dar a desculpa de que não tinham métodos anticoncepcionais e que não queria engravidar naquelas condições, ele sempre era compreensível e aceitava sem questionar.

Existem vários casos de violência contra a mulher e muitas delas não tem coragem de denunciar o agressor por medo da represália do próprio ou até mesmo da família. Muitas se sentem envergonhadas e menos mulher por causa disso, preferem esconder-se do problema ao invés de enfrentá-lo de frente. Muita gente questiona essas mulheres achando que é fácil simplesmente contar tudo e se expor de um modo totalmente vergonhoso. Por isso é tão difícil lidar com pessoas que sofreram esse tipo de abuso. A pior parte é quando resolvem revelar a verdade e esperam a reação de seu companheiro. Ser verdadeiro é uma coisa difícil ainda mais quando o assunto principal é o fato de ter sido estuprada e engravidada por outro homem, e por este motivo Bella ainda estava desesperada enquanto Christine segurava sua mão tentando passar algum tipo de conforto. Mas, naquele momento tudo parecia inútil, a velha desculpa dos anticoncepcionais já não iria funcionar com Edward e cedo ou tarde teria de revelar a verdade sem saber qual seria a reação dele. O medo da rejeição era o que mais lhe atormentava, Edward era um homem honesto, honrado e compreensível, mas até que ponto ele aceitaria aquela noticia? Será que ele a compreenderia ou a rejeitaria? E foi essa dúvida que fez Bella tomar uma decisão...

Notas finais
Gostaram? Vale mais recomendações? Obbaaaa estamos em 81 leitoras que emoção *.*

E ai qual será a decisão de Bella? Hmmm posto em breve bjks e até mais o/