O amor custa caro
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Sei que já estão de saco cheio dessa Bella boboca, mas logo ela irá mudar e essa pobre moça do interior será apenas uma vaga lembrança, então aturem-na por mais um tempinho. Queria muito que a fic chegasse na fase que desejo, mas preciso ir com calma pois preciso explicar muitas coisas antes.
Tudo irá mudar quando Bella cometer um homicidio O.O
Quem ela irá matar?
Por que irá matar?
Quando irá matar?
Será homicidio doloso ou culposo?
Isso vocês saberão se continuarem lendo, vai demorar chegar nessa parte então tenham paciencia pois quando a fic mudar de fase as coisas ficarão pesadas hehe. Bjks e boa leitura o/
Esme caminhou até Edward e tomou seu rosto entre as mãos. Olhou-o no fundo dos olhos enquanto acariciava sua face suavemente. Edward sentiu um aperto no peito ao ver o quanto sua expressão era triste, como se um vazio enorme estive dominando a alma daquela pobre mulher. Esme o abraçou enterrando o rosto no corpo robusto e forte. Chorou um choro descontrolado e desesperado...
-Meu filho... Enzo, você voltou para mim.
-Sim mãe – Ele disse afagando os cabelos sedosos – Estou aqui e nunca mais iremos nos separar...
2 horas antes...
-Vai mesmo embora – Tânia perguntou.
-Claro – Ele bebeu um gole – Não há mais nada para fazer aqui.
-Tem certeza Edward? Digo, não vai ser a primeira festa em que terá que levar Isabella. Não pode deixa- la estragar seus eventos sociais.
-Estragar? – Ele a fitou com raiva – Isabella é minha esposa, jamais volte a repetir um absurdo desses.
-Nunca conversou com ela sobre... Sobre o fato de nem sempre poder levá-la as festas?
-Isso não é verdade.
-Claro que é – Ela respirou fundo – Edward, eu sou sua agente. Meu trabalho é cuidar de sua profissão. Entenda que em breve você desfilará por todas as passarelas do país, precisa entender que escândalos não são bem vindos.
-Vou conversar com ela.
-Procure alguma coisa que ela possa fazer, sei la uma aula de natação, dança, atletismo qualquer coisa que a mantenha ocupada.
-Bella é minha esposa não um bichinho de estimação que levamos ao pet shop quando queremos sair!
-Você quem sabe – Ela deu de ombros – Só não venha chorar para mim se sua carreira for para o brejo.
Tânia saiu rebolando, já estava meio alterada por causa do álcool. Edward suspirou e pegou mais uma taça de champanhe de um dos garçons. Por incrível que pareça aquele lugar não lhe causava o constrangimento que pensara que sentiria, pelo contrário estava muito a vontade.
-Boa noite – Uma mulher muito bonita disse se aproximando dele.
-Boa noite – Ele respondeu sem emoção.
-É uma bela festa.
-Pois é.
-Você é o novo modelo da Angels não é?
-Sim sou eu. Edward Masen – Ele estendeu a mão – Prazer.
-O prazer é todo meu, sou Christine.
-Trabalha na agencia também?
-Começarei amanhã.
-Então também é uma nova contratada.
-Não, sou uma transferida – Ela sorriu – Vim de Paris.
-Como assim transferida?
-Bom, esse é o mundo da moda meu caro. Raramente ficamos muito tempo em uma agencia, logo eles nos vendem ou trocam para outras agencias e assim sucessivamente.
-Como mercadoria?
-Somos mercadorias, mas mercadorias muito bem pagas — Ela levantou a taça e deu um gole.
-Entendi tipo jogadores de futebol?
-Exatamente. Quando entrará para as passarelas?
-No final desse mês.
-Tão prematuro?
-Carlisle, meu chefe quero dizer nosso chefe é um pouco exigente.
-Falando mal de mim pelas costas Masen? – Carlisle disse em tom de brincadeira caminhando até eles – Olá Christine.
-Carlisle, cada dia mais jovem e belo – Ela estendeu a mão para ele.
-São seus belos olhos minha cara – Ele respondeu beijando-a.
-Estava conhecendo seu novo modelo. Bela escolha, o mercado francês ficaria encantado com ele. Edward tem a típica beleza européia.
-E você Christine, está preparada para nossa maratona no Brasil?
-Estou encantada. Quando recebi a noticia de que a Angels de Nova Iorque precisava de mim para o São Paulo Fashion Week não pensei duas vezes.
-Christine é uma modelo independente Edward, ela não tem agente.
-Subi esses árduos degraus sozinha. Quem é seu agente na Angels Edward?
-Tânia Denalli.
-A Denalli? Não é a agente do James Uley?
-Ele foi demitido.
-Ah – Ela revirou os olhos – Isso é uma pena. James era tão bom...
-E problemático.
-Sei – Ela sorriu – Mas, quem nesse mundo da moda não é problemático Carlisle?
-Tem razão.
-Soube que a coleção de outono da Crystal Clothes está um arraso.
-Sim, Esme está trabalhando duro.
-E Charlie? Também estará presente no SFW?
-Não, ele precisa organizar os projetos de primavera. Mas, em breve Amélia virá trabalhar conosco.
-Sim, a filha dele. Não a vemos desde que Charlie se mudou para Paris, ela ainda era uma criança. Suponho que deve estar muito bonita.
-Edward – Jacob interrompeu a conversa – Preciso falar com você.
-Tudo bem, com licença.
-Oi Jacob – Christine disse bebendo um gole do champanhe.
-E ai – Ele respondeu de mau gosto – Vamos até a piscina Edward?
-ok.
Os dois atravessaram a festa e foram para o jardim, perto da piscina. Jacob parou em frente a ele e cruzou os braços.
-Então o que quer? – Edward perguntou.
-É sobre a Isa.
-O que tem ela?
-Você não está tendo nenhuma ideia errada sobre ela está?
-Seja mais específico.
-Tudo bem – Jacob revirou os olhos – Só quero deixar claro que ela e eu somos apenas amigos. Nada mais.
-Não acho certo que fique andando com ela por ai.
-Edward... Você está no inicio de sua carreira, precisa entender que muitas vezes ela estará sozinha. Viu o que aconteceu hoje quando pela primeira vez precisou deixá-la por conta própria? O vestido da Portinalli nem poderá mais ser apresentado no desfile. A Isabella não tem família e o único amigo dela sou eu, portanto peço que não negue isso a ela.
-Jacob – Ele suspirou – Eu entendo que esteja preocupado... Na verdade eu tenho medo que Bella se decepcione com esse mundo. Ela sempre foi tímida e retraída, não quero que perca essa inocência pura e se magoe. Vocês podem sim ser amigos, a única coisa que peço é que não a deixe deslumbrada demais.
-Não farei isso... Pelo contrário, acho que Bella é bem grandinha para decidir o que quer da vida.
-Bom, se é só isso nossa conversa está encerrada.
Edward caminhou de volta para a festa. Estava começando a ficar zonzo, era melhor maneirar a bebida.
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Alice entrou no quarto abraçada a Bella que ainda chorava descontroladamente. Ajudou-a sentar na cama e foi até o banheiro pegar uns lenços de papel.
-Bella, precisa se acalmar... – Ela gritou lá de dentro.
-Não Alice... Eu quero morrer!
-Não diga uma bobagem dessas! – Alice caminhou até ela e estendeu os lenços.
-Obrigada.
-Bella, não pode ficar aqui a noite inteira. Precisa se recompor.
-Alice eu estraguei o lançamento de um vestido de duzentos mil dólares! Como posso descer lá e enfrentar seu pai... O chefe do meu marido – Ela começou a chorar novamente – Droga, eu sempre estrago tudo!
-Não se preocupe com isso. Aposto que a essa altura eles nem lembram mais de você.
-Até parece.
-Pode ter certeza que sim. Essa gente não tem nada na cabeça.
-Essa... Gente?
-É, essas pessoas só vêem nas nossas festas para aparecerem nas revistas e colunas sociais, pouco importa o que acontece ou deixa de acontecer conosco.
-Tem razão Alice, com vocês da família. Eu sou apenas a esposa de um dos modelos.
-Melhor ainda. Depois que eu cuidar de você e... Tirar essa papagaiada que fez na cara eles nem a reconhecerão.
-Ficou tão feio assim?
-Ai Bella – Ela suspirou – Ficou horrível, mas não se preocupe Alice Cullen está aqui para salvá-la.
-Só você mesma pra tentar me convencer a descer lá!
-Vamos ver – Ela disse vasculhando a penteadeira – Primeiro iremos tirar essa tentativa horrenda de maquiagem e em seguida iremos vesti-la com um lindo vestido Prada.
Alice iniciou sua sessão de restauração de beleza e em menos de vinte minutos Bella estava pronta. Vestia um vestido de seda verde esmeralda, um bolero preto e sapatilhas. Ela olhou-se no espelho e sorriu feliz com o resultado. Alice também sorriu aplaudindo a si mesma. As duas saíram do quarto de mãos dadas e desceram as escadas.
Bella apertou os olhos torcendo para que ninguém a notasse, estava muito constrangida e envergonhada, mas felizmente todos pareciam dispersos à ela, como se nem existisse. Alice deu uma piscadela dizendo “ Eu não disse?” e então saiu deixando Bella sozinha. Ela vagou timidamente pelo salão lotado de gente procurando algum canto para se esconder até Edward decidir ir embora, não queria cometer mais nenhuma gafe, ela já o envergonhara demais naquela noite.
-Está perdida senhorita?
Ela virou e deu de cara com Jacob sorrindo de braços cruzados. Só agora ela reparara em como seu amigo estava bonito naquela roupa elegante.
-Oi Jake.
-Vejo que Alice fez um bom trabalho está linda hein.
-Obrigada, você também.
-Procurando o Edward?
-É.
-Acho que ele está falando com uns repórteres.
-Ah.
-Ele está roubando meu brilho estou começando a ficar com ciúmes.
-Ah qual é Jake – Bella gargalhou – Até parece que você não foi muito assediado esta noite.
-Hmm – Ele deu de ombros – Ninguém que me interessasse.
-Sério? Nenhuma?
-Na verdade eu gamei na Gisele Bucchen pena que ela é casada. A maioria das garotas interessantes são casadas.
Bella pensou por um segundo que ele estava falando dela, mas então o olhar de Jacob voltado para o outro lado do salão tirou essa ideia absurda de sua cabeça. Ele olhava intensamente para uma mulher muito bonita do outro lado do salão abraçada há um homem bem mais velho do que ela.
-Acho que preciso de uma bebida – Ele disse ainda encarando o casal.
-É ela não é? – Bella perguntou também analisando os dois.
-Ela o que? – Jacob desviou os olhos e a encarou.
-A mulher que você amava.
-Por que acha isso?
-É só olhar para sua cara de decepção.
-O nome dela é Christine – Ele disse pegando uma taça de champanhe do garçom – Nos conhecemos quando ela veio à Nova Iorque fazer uma temporada de desfiles.
-E o que aconteceu?
-Eu a pedi em casamento, mas ela me deixou por aquele roteirista de Hollywood.
-Sinto muito Jake...
-Estou bem. Já superei.
Bella sorriu com a falsa afirmação. Jacob bebeu todo o champanhe em um só gole enquanto encarava o casal com ódio. Ela suspirou e ficou se perguntando como estaria sua casinha em New Hampshire, se já havia sido destruída ou se continuava inteira. De qualquer modo eles precisavam de uma segunda alternativa caso Edward não prosperasse em sua carreira.
-Posso saber seu nome moça linda – Edward disse abraçando-a por trás.
-Oi amor – Ela sorriu – Como sabia que era eu? E se fosse outra?
-Conheço muito bem minha mulher principalmente...
Jacob pigarreou interrompendo o que ele ia dizer. Edward sorriu e puxou Bella para mais perto de si.
-Agora que seu príncipe chegou vou deixá-la com ele. Preciso arrumar uma companhia antes que faça uma loucura – Jacob disse saindo.
-O que deu nele?
-Sei la – Bella deu de ombros e virou-se para Edward – Jacob não é muito normal.
-É impressão minha ou a loucura que ele mencionou se trata de Christine?
-Você a conhece?
-Nos conhecemos há pouco ela veio trabalhar na Angels.
-Nossa o Jake vai pirar quando descobrir.
-Percebi um clima estranho entre eles, mas não fazia ideia da razão.
-Ela deu um pé nele.
-Jura? – Edward gargalhou – Bem feito.
-Amor – Bella deu um tapa em seu ombro – Não fale assim do meu amigo coitado!
-Ah Bells, Jacob é um metido. Uma vez na vida precisava quebrar a cara.
-Como foi com os repórteres?
-O de sempre.
-Mais mentiras?
-Bella eu não quero brigar ok? Então vamos deixar aquela matéria pra lá.
-Tudo bem – Ela suspirou – Será que poderíamos ir para casa?
-Claro eu estava pensando nisso. Ainda mais quando a vi assim tão linda.
Edward a puxou para si dando lhe um beijo calmo.
-Hei pessoal se quiserem um quarto tem um lá em cima.
Emmett disse recebendo um tapa seco na cabeça de Rosalie que sorriu pedindo desculpas.
-Tudo bem Rose – Edward disse – Já me acostumei com as brincadeiras do Emm.
-Estamos indo para nossa festa de verdade querem vir?
-Festa de verdade?
-Claro, essa aqui é só fachada. Coisas de família, imprensa e tals. Alugamos uma boate incrível, só os mais chegados irão.
-Ah não sei Emm.
-Vamos Ed vai ser legal. Bella precisa se divertir não é? – Ele lançou um olhar de cachorro pidão para ela.
-Eu aceito – Ela respondeu sorrindo.
-Beleza. Quem manda são as mulheres meu amigo.
-Tudo bem Emm, vamos à festa.
-Legal, mas antes poderia ir falar com a minha mãe? Ela estava te procurando, disse que precisava conversar com você.
-Claro onde ela está?
-No quarto do Enzo – Alice disse enquanto chegava – Ficou lá quase a festa inteira.
-Será que devo...
-Pode ir Edward, ela não se importa.
-Tudo bem.
-Eu cuido da Bella – Alice a pegou pela mão – Vamos esperá-lo no carro.
-Ok.
-É o ultimo quarto do corredor à direita – Alice gritou enquanto saia.
Edward subiu as escadas e andou pelo corredor, que por sinal era imenso. Então parou em frente à uma porta branca com uma plaquinha dizendo “Enzo”, girou a maçaneta e viu Esme sentada em uma cadeirinha de balanço.
-Pode entrar Edward – Ela disse acariciando um ursinho de pelúcia.
Ele entrou hesitante e fechou a porta. O quarto era lindo, muito grande e bem decorado. As paredes eram azuis com desenhos e um berço branco estava no centro. Vários brinquedos bem organizados no chão, uma poltrona perto da janela, uma cortina branca com desenhos de urso azul e uma cômoda branca com várias coisas de bebê: Escovinha, xampu, condicionador, saboneteira , lenços umedecidos.
-Olá Esme – Ele disse após analisar bem o quarto – Queria falar comigo?
-Sim Edward – Ela levantou e caminhou até ele – Eu estou tão envergonhada pelo que a Valentina fez com sua esposa.
-Não se preocupe com isso ela já está bem.
-Eu realmente sinto muito.
-Você não teve culpa Esme.
-Bom, era isso – Ela sorriu fracamente e olhou para o ursinho em sua mão – Falta pouco para o aniversário dele... Meu filhinho, sinto tanta falta dele.
-Alice me contou o que houve com ele.
-Sinto que falta um pedaço do meu coração. Algo me diz que ele ainda está vivo.
-Não pode perder as esperanças Esme.
-Fico imaginando como ele seria hoje em dia. Provavelmente seria um homem assim, bonito que nem você. Poderia estar trabalhando junto com o pai e esse quarto hoje em dia teria a cara dele. A decoração que ele escolhesse.
-Sem duvidas ele seria muito feliz em ter uma mãe como a senhora.
-Edward – Ela fechou os olhos – Sei que o que vou pedir parece loucura... Mas, estou tão desesperada. Eu queria tanto poder abraçar o meu Enzo e dizer lhe o quanto o amo... Será que por um momento, apenas por um momento você poderia fingir que é ele?
Aquilo o pegou de surpresa, como fingir ser um filho desaparecido que acabara de encontrar a mãe? Ele poderia ter negado, mas aquele pedido foi tão sincero e tão desesperado que não teve coragem. Apenas assentiu, Esme caminhou até ele e tomou seu rosto entre as mãos. Olhou-o no fundo dos olhos enquanto acariciava sua face suavemente. Edward sentiu um aperto no peito ao ver o quanto sua expressão era triste, como se um vazio enorme estive dominando a alma daquela pobre mulher. Esme o abraçou enterrando o rosto no corpo robusto e forte. Chorou um choro descontrolado e desesperado...
-Meu filho... Enzo, você voltou para mim.
-Sim mãe – Ele disse afagando os cabelos sedosos – Estou aqui e nunca mais iremos nos separar...
Ficaram abraçados por um longo tempo. Até que ela finalmente se acalmou e se afastou dele caminhando até o berço.
-Sinto muito por isso Edward... Não sei o que me deu... Eu...
-Tudo bem Esme. Não se preocupe com isso.
-Esme – Carlisle disse entrando no quarto – Preciso falar com você.
Pela primeira vez na vida Edward viu o patrão com aquela expressão desesperada. Ele podia jurar que Carlisle estava tremendo, nem sequer notou sua presença no quarto, apenas caminhou até a esposa e segurou sua mão.
-O que houve Carlisle? – Ela perguntou assustada.
-Recebi uma ligação do detetive – Ele respirou fundo – Eles encontraram Betânia.
-Jura? – Esme sorriu limpando os vestígios de lágrimas – Onde ela está? Conseguiram descobrir onde Enzo está? O que disseram Carlisle, podemos vê-lo?
-Esme – Ele segurou as duas mãos da esposa junto ao peito – Eles a encontraram em... Em um cemitério. Betânia morreu há dez anos...
-Não – Ela suspirou e então abraçou Carlisle – Não pode ser... Não!
-Sinto muito meu amor acabou... Ela era nossa ultima esperança, não poderemos mais encontrá-lo...
-Não Carlisle, daremos um jeito... Não podemos desistir!
-Esme, você sabe que eu daria todos os nossos bens para trazê-lo de volta, mas estamos num beco sem saída.
Edward sentiu um nó se formar em sua garganta. Era triste demais vê-los tão desesperados, dois pais sofrendo por um filho que nem chegaram a conhecer. Por um momento enquanto Esme o abraçava daquela maneira chamando-o de filho desejou do fundo do coração que fosse verdade. Que enfim pudesse ter encontrado sua mãe e saber que ela não o abandonara por que quis. Mas, não era verdade... Ele era apenas um garoto órfão do interior abandonado à própria sorte pelos pais que o rejeitaram e não tiveram sequer a decência de se despedir, jamais poderia fazer parte da vida da família Cullen. Ele era um Masen, desprezado e abandonado. Saiu do quarto e fechou a porta, se arrastou pelo corredor ainda ouvindo o choro desesperado de Esme, apesar de odiar Carlisle, ela era uma boa mulher e merecia sua ajuda. Então naquele momento prometeu a si mesmo que se pudesse fazer alguma coisa para ajudar aquela pobre mãe a encontrar seu filho ele ajudaria, embora soubesse que a mesma sorte não poderia sorrir para ele.
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