Notas iniciais
Oi gente, aqui estou postando mais um capítulo. Espero que gostem =)

Pov. Pata

Já faz um tempo que estou presa aqui no beco. Ninguém me achou ainda. Já está noite, e estou mais preocupada.

O paçoca saiu e ainda não voltou.

– Patinha! Vou vai pagar pelo o que o Mosca fez – ela faltou apertando meu braço. Começou a me desamarrar, e depois me puxou.

– Larga ela! – falou Mosca. Naquela hora me senti aliviada.

– Você pensa que é quem pra mandar em mim? – perguntou paçoca me jogando no chão.

Mosca e Rafa começaram a bater no paçoca. Juca veio correndo me levantar. Abracei-o como nunca fiz antes, bem forte. Mergulhei em lagrimas naquele momento, e aquela deveria ser a hora de dizer a verdade.

– Juca... – falei soluçando de tanto chorar. – Eu...

– Calma Pata. Já passou – falou Juca me abraçando e acariciando meus cabelos. – Está tudo bem, eu estou aqui.

– Juca, eu quero te... – falei um pouco mais calma, mais ainda chorando.

– Não precisa me dizer nada. Se acalma – falou me olhando e acariciando meu rosto.

– Lembra que eu disse que gostava de alguém... – falei.

– Lembro sim, mas... – não o deixei falar.

– Eu te amo! Sei que esse não é o momento mais apropriado pra dizer isso, mas eu te amo – falei emocionada. Também vi algumas lágrimas em seus olhos. – Desde que nos tornamos amigos eu sabia que você era especial. Sempre ficou no meu lado, me apoiando, e ajudando. Não sei se você gosta de outra pessoa, mas eu gosto de você – não me segurei, comecei a chorar.

Ele apenas me abraçou e chorou junto comigo. Mosca e Rafa que estavam ali presentes, ficaram observando a cena.

– Eu sempre achei que você gostasse de outra pessoa, e por isso, nunca falei o que sinto por você. Eu não sou bom com palavras, mas a única coisa que posso te dizer é... – ele pausou a fala e deixou uma lágrima escorrer pelo seu rosto. – Eu te amo!

Não falei nada, apenas fiquei olhando para aqueles olhos. Então, ele veio se aproximando de mim, colocou suas mãos em meu rosto, e eu apoiei minhas mãos em seu peito. Aproximou seus lábios cada vez mais perto dos meus. Tirou uma de suas mãos de meu rosto e pôs na minha cintura, enquanto eu rodeava minhas mãos em seu pescoço. Não demorou muito para sentir seus lábios, em um doce beijo. Era meu primeiro beijo, por isso, não sabia muito bem como agir. Ele foi me beijando delicadamente, sem pressa, apenas me fazendo sentir um friozinho na barriga. Sua língua rodeava minha boca, procurando conhecer cada espaço detalhadamente. Isso ainda era novidade para mim, mas tentei fazer o mesmo. Acho que ele gostou, pois me puxou um pouco mais. Lembrei que o Mosca e o Rafa ainda estavam ali, e fiquei morrendo de vergonha.

Assim que o beijo acabou ficamos nos olhando, ainda bem próximos.

– Acho melhor nos irmos – falou Rafa interrompendo aquele momento.

– Cuida bem da minha irmã – falou Moca. – O Rafa tem razão, vamos logo, antes que o paçoca acorde- falou apontando para ele que estava desmaiado no chão.

– Vamos – falei. Fui ao orfanato junto com o Juca de mãos dados. Que fofo!

Pov. Autora

Todos no orfanato estavam muito preocupados com a Pata, já tinham chamado até a polícia, que já estava fazendo um interrogatório.

– Gente, cadê o Mosca, o Rafa e o Juca? – perguntou Tati preocupada.

– Devem estar pó aí – disse Cris.

– Acho que não. Já faz um tempo que eles não aparecem – falou Bia que estava ao lado de Duda (ele foi para o orfanato assim que soube do ocorrido).

– Ai Meu Deus. Agora são quatro desaparecidos.

No mesmo momento em que disse isso, os quatro aparecem pela porta.

– Pata! Meninos! Fiquei tão preocupada – disse Carol correndo para abraça-los.

E assim se seguiu o resto da noite. As perguntas pareciam não acabar mais. Assim que os polícias foram embora, todos tomaram banho e foram jantar. Dava pra ver os sorrisos no rosto de Pata, e também no de Juca. E a noite se seguiu, e eles foram dormir.

Continua...

Notas finais
Gostaram ? Comentem. Quem achou fofo Juta? EuEuEu (não reparem na minha loucura). Até logo, beijos !