O amor começa
29 Quando vai ser?
Notas iniciais
Pov. Vivi
Depois de todo o ocorrido nesses dias, o clima aqui no orfanato está bem melhor. Hoje é domingo, então acordamos cedo para aproveitar o dia. Estava na sala, junto com a Mili e a Pata, quando Carol pergunta:
– Meninas, onde os outros estão?
– Não sei Carol – Mili respondeu.
– Devem estar por aí – complementei.
– Podem chama-los para mim. Por favor – pediu.
– Claro Carol – respondemos em um uníssono.
Depois de procurarmos todo mundo por todo o orfanato, finalmente voltamos para a sala, ver o que Carol queria.
– Bom gente, eu sei que esses dias foram meio conturbados, e que só agora as coisas melhoraram. Então, eu queria saber se vocês iriam querer uma festinha?
O que festa? Claro.
– Não precisa nem perguntar Carol. É claro que queremos.
– Isso mesmo – Thiago se pronunciou.
– Quando vai ser? – perguntou Mosca.
– Hoje mesmo.
Depois de saber que teríamos uma festa, ficamos todos bem animados. Falavam de como seria, sobre isso e aquilo.
– Calma gente – Carol veio acalmar. – Se vocês realmente querem a festa, vão ter que ajudar na organização. Então vamos começar.
– Vamos! – respondemos em um uníssono.
Lembrei! Eu posso chamar o Mathias para vir à festa. Essa seria uma oportunidade de conversar melhor como ele. Vou perguntar para a Carol.
– Carol, eu posso convidar um amigo? – indaguei.
– Claro minha princesa – respondeu.
Pronto! Agora é só ligar para ele, e ver se pode vir.
Pov. Tati
Estou muito ansiosa. Já faz um tempo que não me divirto assim.
Corremos contra o tempo para tentar deixar tudo pronto. O Chico preparava a comida, outros faziam a decoração e outros ajudavam no que precisasse. Já estava quase tudo pronto, só faltavam ajustes finais.
Estava arrumando algumas coisas, quando alguém esbarra sem mim, e faz quase tudo ir por água abaixo.
– Desculpa Tati! Foi mal, é que... Eu caí – era Thiago.
– Sério? Nem percebi que você caiu – falei com ironia.
– Credo Tati. Não precisava.
– Tá bom. Já está tudo pronto? – perguntei.
– Sim, já acabamos tudo.
– Que bom... Pois é – falei.
– É – sabe quando o assunto acaba.
– Sabe Thiago, antes eu achava que você era muito chato e... Bom, acho que me enganei. Você nem é tão chato assim.
– Nem? Ah não gostei – ele falou tirando graça com a minha cara.
– É, nem. Por que mesmo que eu tenho mudado de opinião, você continua chatinho.
– Olha quem fala, você é super legal né – olha a ironia.
– E você é um idiota.
– Eu sou? – eu afirmei com a cabeça. – Você vai ver quem é idiota – ele foi se aproximando de mim rapidamente, até me assustei. Quando ele já estava bem próximo, pensei que iria me beijar, mas não. Começou a me fazer cócegas.
– Para Thiago! – falei rindo. Ele não parou. – Minha barriga já está doendo – agora ele parou. Fingi estar com dor e ele ficou preocupado, foi então que também o fiz cócegas.
– Tati, olha a infantilidade – olha quem fala. – Para! – falou rindo.
De repente ele me puxou pela cintura e me deixou próxima ao seu corpo.
– Será que dá...? – falei não completando a frase. Ele olhou como estávamos e rapidamente me soltou.
– Eu já vou. Ver se tem mais alguma coisa pra fazer. Bom, tchau.
– Tchau – falei olhando para ele enquanto estava indo embora.
Continua...
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