O amor começa
11 Deixar ser feliz
Notas iniciais
Pov. Juca
Ernestina tinha acabado de nos chamar para jantar, então estendi minha mão a Pata, e ela a segurou. Fomos caminhando de mãos dadas até a cozinha. Acho que agora sei de quem estou gostando (Pov. Autora: acho que não preciso nem dizer quem é), como não fui perceber antes? Quando chegamos a cozinha, todos os olhares se voltaram para nós. Acho que era pelo fato de termos vindo de mão dadas. Ficamos super envergonhados, por isso ela logo soltou minha, e foi se sentar ao lado de Mili, e eu fui para junto dos meninos.
– O que aconteceu entre vocês dois? – Mosca me interrogou. Por que será que ele queria saber?
– Nada, só estávamos conversando, e viemos juntos jantar- respondi.
– Não sei se você sabia Juca, mas o Mosca é irmão da Pata- agora estava tudo explicado- Não vai fazer nada com a irmã dele- falou Binho.
Pov. Autora
Como Duda já estava lá, resolveu ficar para o jantar. Sentou-se ao lado de Bia, e jantaram juntos. Juca de vez em quando, olhava para Pata, e ela também olhava para ele. Mas Juca sempre desviava o olhar, quando percebia a presença de Mosca, que só queria proteger a irmã. Mili e Mosca já estavam mais próximos, e cada vez mais a paixão aumentava. Cris percebeu o clima entre eles, e ficou triste por interromper a felicidade da amiga.
Pov. Mili
Logo após o jantar, fui para o quarto, escrever alguma coisa, pois precisava liberar meus pensamentos. Depois de um tempo, Cris entrou com uma cara triste, e sentou-se ao meu lado.
– O que foi Cris? – perguntei me virando para ela.
– É que eu preciso falar com você, Mili- o que poderá ser?
– Eu já sei que você e o Mosca se amam, e não quero que vocês fiquem separados por minha causa- quando ela falou isso fiquei paralisada, não acredito que ela sabia.
– Como assim? – me fiz de desentendida.
– Não precisa disso Mili, eu já sei de tudo.
– Cris eu...
– Não precisa dizer mais nada, apenas seja feliz com o Mosca.
Logo após dizer isso, ela saiu do quarto, me deixando sozinha. Agora eu já posso ser feliz com quem eu amo. Ele vai ficar tão feliz com a notícia.
Pov. Binho
Ana. Essa era a palavra que não saia da minha cabeça. Meus pensamentos a pertenciam, e era só ela que eu queria do meu lado. A noite se passou, e amanheceu uma quarta-feira bem fria, com um tempo nublado. Acordei no mesmo horário para ir ao colégio, me levantei, fiz as necessidades, e desci para tomar café. Encontrei adivinha quem, a Ana. Ela estava linda, e quando me viu, soltou um sorriso radiante. Ela estava toda agasalhada, acho que estava com frio.
– Oi Aninha, tá com frio? – falei me aproximando.
– Estou sim, está bem frio- toda agasalhada, se esquentando com as mãos, era como ela estava.
– Oh, vem cá- falei abraçando-a. Senti aquele corpo frio ao meu, queria ficar assim para sempre. Ainda no abraço, virei meu rosto ao dela, e fui me aproximando. Ela olhou no fundo dos meus olhos, e eu nos seus. Em poucos segundos, meus lábios estavam colados aos seus. Mesmo estando frio, seus lábios quentes e macios me esquentavam. Já tinha beijado a Tati naquele jogo, mas não me importei com ele, pois esse foi o melhor beijo que já dei (Pov. Autora: até parece que ele já deu muitos beijos).
– Binho...
– Desculpe Ana, eu não deveria ter te beijado, mas é que...
– Não fala mais nada- logo após dizer aquilo, ela me beijou. Não pensei em mais nada, apenas aproveitei aquele momento.
Pov. Ana
Nunca pensei que meu primeiro beijo seria com o Binho. Naquele dia frio, seu beijo me esquentou. Foi calmo, sensível, romântico, ou seja, perfeito. Quando ele acabou de me beijar, não me aguentei, o beijei de novo. Completamente apaixonada. Era como eu estava. Para mim o Binho sempre foi um menino qualquer, mas nós crescemos, e fomos ficando mais maduros. Desde o dia que o ajudei, ele me olhava de um jeito diferente. Agora, acho que sei o porquê disso.
Continua...
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