O amor começa
18 Quem é ?
Notas iniciais
Pov. Autora
Já era hora do jantar, e a esta altura do campeonato, todos já sabiam do que havia acontecido entre Ana, Binho e Thiago. Não se ouvia nem um “Ai” na cozinha, todos comia em silêncio. Ninguém se pronunciou, então Chico perguntou:
– O que aconteceu hoje, vocês estão muito calados?
– Nada não Chico, só estamos com fome- Mili respondeu.
Depois disso, o jantar continuou um silêncio total, e assim continuou o resto da noite.
No outro dia, todas acordaram com o apito de Ernestina buzinando em seus ouvidos. Alguns acordaram como sempre, mas para outros, o clima estava pesado.
No quarto dos meninos, o silencia era perturbador. Não se ouviam palavras, apenas o vento que soprava em seus ouvidos. Binho olhava para Thiago de um jeito ameaçador, como se fosse engoli-lo vivo.
Todos foram para escola, como o de costume. As aulas foram chatas e entediantes como sempre.
Pov. Vivi
Hoje o dia amanheceu tenso lá no orfanato. A mudez era tamanha, que parecia que todos nós tínhamos problemas na fala.
Fomos para a escola, e quando chegou o intervalo, fiquei em um banco pensando.
Nem liguei muito para a história dos três pirralhos, pois só pensava em Mathias. Imagina como seria a próxima vez que nos veríamos. Mal o conhecia, e já confiava nele como um amigo, ou talvez até mais. Fui interrompida dos meus pensamentos, quando uma voz perturbadora chacoalhava minhas ideias.
– Vivi, Vivi, você tá ai? – Cris me chamada de um jeito... Cortou minhas ideias.
– Que foi Cris? O que aconteceu? — perguntei.
– Nada, mas é que você parecia estar em um universo paralelo- não acredito que ela me chamou para nada.
– Num o que? E você ainda me chama para nada. Poxa.
– Desculpa... Mas o que se passava nessa cabecinha? – começou as perguntas.
– É que eu estava pensando em um menino que conheci- se ela o visse... iria pirar.
– Serio? Onde?
– É verdade, o conheci no dia em que fui à praça- ótimo dia.
– Qual é o nome dele? – ela parecia toda animadinha.
– Mathias, qualquer dia te apresento.
– Tem certeza que ele não é.... sei lá, mal intencionado.
– Isso eu não sei, mas eu acho que não. Vou pedir para ele ir lá no orfanato, pra gente conversar- a conversa estava muito interessante, mas tivemos que voltar para a sala, pois o intervalo tivera acabado.
– Melhor irmos- falou Cris.
– Verdade, vamos.
E assim fizemos, voltamos para nossas respectivas salas.
Pov. Tati
Cheguei da escola super cansada, precisava dormir. Primeiro almocei, pois também estava com fome. Assim que acabei subi, esbarrei em Thiago, a pessoa que eu menos queria ver nesse momento. Depois de tudo o que ele fez com a Ana, não queria velo nem pintado de ouro.
– Será que dá pra olhar por onde anda? – ele disse. Mais que abusado!
– Eu é que digo. Dá licença?
– Deixa de ser assim. Parece que ninguém quer falar comigo- e ele ainda não saber porque?
– Também, você beijos a Ana. Sabia muito bem que ela gosta do Binho.
– Mas ela deixou.
– É claro que não. Será que você não tem respeito por ninguém? – eu já estava irritada.
– Ah me poupe Tati. Sai da frente- ele saiu me esbarrando- mais que idiota.
Pov. Thiago
Será que ninguém me entende. Acho que não, pois nem eu consigo fazer isso. Porque que eu fui beijar a Ana? Porque? Ninguém sabe o como estou arrependido de ter feito isso. Fui realmente um idiota. Agora ninguém vai quer mais falar comigo. O que eu faço meu Deus?
Continua...
Fale com o autor