O amigo secreto
1 Escolhendo o presente
Notas iniciais
Patrícia estava na cozinha de sua casa, lendo um livro de receitas e tentando cozinhar ao mesmo tempo. Estava tão distraída que nem viu sua amiga, Paulina, entrar.
– Ai você pega dois ovos e...– dizia ela, com dois ovos na mão
– PATRICIA!– Paulina diz, entrando
Patricia se assusta e sem querer, os derruba.
– Seus pais me disseram que você estava na cozinha e... nossa! O que você tá fazendo?– ela pergunta, ao vê-la coberta de farinha
– O que você acha? A droga do presente do amigo secreto da faculdade. Combinamos que tinha que ser um trabalho manual, então, decidi fazer um bolo recheado! Pena que não tenho o menor dom pra cozinhar, tá ficando horrível– explicou– ai, e se não me engano, lá se vão os últimos ovos que tinha aqui em casa!
– Ai, Patrícia, é sobre isso que eu vim falar!– Paulina se lembrou– eu não tenho a menor ideia do que fazer pro meu amigo secreto!
– Você não pediu ajuda pra Paola? Ela é super criativa com essas coisas!
– Criativa até demais. Tenho até medo do que o amigo secreto dela vai ganhar...– disse
– Bom, você tem razão. A Paola adora tirar sarro dos outros... ah, mas sei lá... tem mil coisas...
– É que eu tirei uma pessoa super complicada, e difícil de agradar.... ai meu Deus, com tanta gente na sala eu tirei justo ele... vou contar só pra você, é o Carlos Daniel!– ela falou
– AI NÃO, NÃO PODE SER, NÃO! DIZ QUE VOCÊ TÁ BRINCANDO?– ela gritou
– Não estou não. Tirei justamente meu ex-namorado!– ela bufou
– Não é isso! É que eu tinha esperança que você tivesse me tirado! Agora meu nome deve estar nas mãos da louca da Estefhanie, ou da chata da Leda, ou até na mão do Willy... ai ele me zoa desde o início da faculdade. Odeio aquele playboy metido!
– Ai Patricia, ainda tem o Rodrigo pra te tirar. Para um pouco de pensar no seu presente e me ajuda, por favor! O que eu dou de presente pro Carlos Daniel? Sabe que ainda gosto dele!
– E não deveria gostar!
– Ai, eu sei! Ele foi um grosso, prepotente! Mas meu coração é trouxa demais!
– Lembro do dia que você disse que estava gostando dele!– ela riu– você parecia uma gaga quando ia falar com ele!
– Lembro– riu– nunca gostei de ninguém como gosto dele!
– É eu sei! Você se mantem virgem até hoje pro dia em que se casar com ele!– riu
– Patrícia!– repreendeu– e depois, eu nem sei se vamos nos casar um dia. Aliás, não sei nem se vamos voltar a nos falar civilizadamente sem brigar!
– Quem sabe... em um momento tudo pode mudar!
– Tá mas, voltando, o que eu dou de presente pra ele?
– Que tal uma boneca inflável? Ele ia se divertir bastante com ela!– riu
– Para com isso, Patricia! Parece até que estou falando com a Paola!
– Tá, tá. Parei! Pode ser uma carta de amor?
– Sem essa, Patricia. Vai me ajudar sim ou não?
– Uma caixa de bombom também é uma forma boa de expressar seus sentimentos!– continuou a brincar
– AIIII! JÁ VI QUE VOCÊ NÃO PODE ME AJUDAR! TUDO BEM, VOLTE PRO SEU BOLO! ATÉ DEPOIS!– disse, batendo a porta atrás de si
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