O abraço de um estranho
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Eu havia ficado na casa de Emilly, ela havia insistido muito. Todos estavam tomando café da manhã. E quando digo todos, incluo o tal Jhon. Ele parecia bem menos confiante do que ontem quando deu aquele sorriso sínico pra mim.
Emilly saiu da mesa bem rápido, percebi que ela não comeu quando nada. Ela poderia estar passando mal, ou triste, pode ter algo a ver com o Jhon... São tantas possibilidades.
Recebi um SMS dela para ir ao quarto. Pedi licença e saí da mesa.
" Thomas! Eu preciso da sua ajuda! " — ela diz desesperada.
" O que foi, Emilly? " — perguntei.
" Eu disse uma coisa ao Jhon que pode não te agradar, e te deixar bem bravo. " — ela diz encarando os pés.
" O que você fez? " — Pergunto
" Bom... Ontem o Jhon disse que se arrependeu, é que queria namorar comigo de novo... Mas eu disse a ele que não podia. Eu disse que não podia porque eu iria me casar. " — ela disse fitando o chão.
" Que você iria se casar? " — engoli em seco. Não era possível que ela estava prestes a casar com alguém e não me contou.
" Sim... Disse que iria me casar com você. " — ela sussurrou
" VOCÊ DISSE O QUE? " — praticamente gritei. Eu não podia conter minha felicidade. Mas eu tinha que fingir que estava bravo... Ela não pode nem imaginar que eu tenho sentimentos por ela.
" D-Desculpe-me. " — ela esconde o rosto entre as mãos.
Eu tinha que fazer alguma coisa, e seria agora!
" Vai, para de chorar... Eu te ajudo sim. " — disse muito feliz, mas me conti.
" O-obrigada. " — ela me abraça.
Então desde aquele dia, nós éramos noivos... Só que de mentira.
Iria ser difícil pra mim tê-la por perto como uma noiva de mentira, mas eu estava feliz...
Percebi que Jhon ficou bem mal. E isso me alegrou mais... Estou me sentindo um monstro, mas um monstro com a garota mais bonita do lado.
[...]
Depois de um tempo, eu vi que isso só me deixava mais triste. Só éramos "noivos" quando estávamos perto de alguém. É isso me fez sentir um idiota. Um objeto nas mãos dela. Por isso resolvi ir falar com ela, e terminar com isso de vez!
" Emilly? Posso entrar? " — pergunto batendo na porta.
" Claro Thomas! O que você precisa? " — ela abre a porta.
" Eu quero acabar com essa mentira " — digo logo de uma vez.
" Mentira? "
" Sim. Eu voltarei pra Manhattan. E não quero mais participar da sua mentira. " — digo por fim. Vou até a porta.
" Espera! O que eu vou fazer? " — ela pergunta.
" Fazer? " — o que ela quer dizer com isso?
" Eu não sei o que vou dizer para minha mãe e para o Jhon. " — ela disse.
Sabia. Ela não se importa comigo.
" Invente outra mentira. " — digo e saio do quarto.
" Tchau... " — ela diz, mas eu já tinha saído.
Depois que saí da casa, peguei um ônibus até Manhattan. Voltei ao mesmo hotel. Peguei a mesma chave. E subi ao mesmo quarto.
Bom... Pelo visto, minha rotina monótona, voltou.
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