Notas iniciais
Damas e cavalheiros, os apresento o décimo sétimo capítulo da épica saga dos três escolhidos e uma coruja dragão! Aproveitem a leitura, como sempre, DEIXEM SUAS CRÍTICAS. Procurei ser mais poético nesse, hehe. Não sei se sucedi, espero que sim, mas de qualquer jeito, aproveitem! ( De novo). Obrigado pelo feedback, realmente eu aprecio muito isso! É algo crucial na vida de qualquer escritor, seja profissional ou de fics, como eu.

Os primeiros dez andares eram pouco interessantes, apenas lugares cheios de portas. Foi a partir do décimo primeiro andar que nós começamos a ver os tais corpos dos Snozmen. Grande parte estava sem a cabeça, outros estavam sem nenhum membro. Era evidente que o demônio não apenas matava, mais torturava os pobres Snozmen até que não aguentassem mais.

Eu estava contente com minha nova forma, apesar de minhas armas terem desaparecido, provavelmente ficando na loja de roupas. Mas enfim, as Unihacks já eram o suficiente, e, eu suponho, que aqui na dimensão espiritual não se precisa usar as poções, afinal, já estou no mundo espiritual! Mary ainda estava com seu rifle, por algum motivo. Já Jeff estava na mesma situação que eu estava: Sem armas. Porém ele também dominava as Unihacks, e tinha um físico bem mais musculoso do que o meu.

Finalmente chegamos ao andar 20, perto de onde dizem que o demônio habita. O design das salas havia mudado, ao invés de ser um largo espaço aberto com dezenas de portas, era uma espécie de labirinto. Apesar de não ser muito complexo, ainda era irritante ter de andar por todo aquele andar procurando a saída, e mais irritante era o fato de todos os andares serem diferentes, tendo assim de descobrir novos caminhos.

Chegamos ao andar 25, onde a suposta criatura caçava. Havia diversos corpos na entrada, apesar de isso não ser algo novo. O miasma era horrível. Andamos pela sala, procurando a saída. Não estávamos nem um pouco dispostos a lutar com a besta.

Sniff...moço...me tire daqui! Ele podei voltar a qualquer momento!-Disse uma voz infantil.

Tentei a localizar, olhando para os lados, mas não consegui. Ninguém a via, era como se fosse um fantasma. Fiquei confuso com a situação, até que Jeff me chamou:

Zach!

Virei-me e a vi, uma criança Snozman. Estava segurando um ursinho de pelúcia, que estava coberto com suas lágrimas de desespero. Apesar de chegar ao topo da torre e falar com Owlazar ser meu objetivo, senti que devia a ajudar. Pra ser sincero, creio que seria a coisa certa independente da situação, afinal, era um ser desprotegido e frágil deixado para morrer nas garras de uma feroz besta.

Jeff estendeu-lhe a mão. Apesar de parecer um pouco rude de vez em quando, ele era no fundo uma boa pessoa, coberta sobre um manto que escondia sua verdadeira natureza.

Não há o que temer agora, iremos lhe levar para Owlazar.- Assegurou Jeff.

Você...você é...–Gaguejou a menina.

...um grande trouxa!

O que parecia ser apenas um ser inofensivo e frágil se tornou uma besta repugnante e sanguinária em poucos segundos, revelando sua verdadeira face. Rasgando a pele da pobre e indefesa criança saia um horrível ser, esguio e negro que se escondia dentro da pobre menina. Sua pele aparentava ter sido queimada, tinha cabeça de bode e pés de pássaro. Narinas bufantes e pequenas asas de morcego eram outras características daquela criatura, além de seus olhos flamejantes que olhavam diretamente em minha alma, dedos longos e um cheiro nauseante.

Ora, ora. Vejamos o que temos aqui. Suas almas tem um cheiro de dar água na boca! Vocês devem ser os escolhidos, ouvi falar de vocês através de alguns guardas, que acabaram em meu estômago depois. Escolhidos ou não, eu não deixarei nenhum escapar, mwahahah! Sintam a ira de Belze!

O demônio havia de alguma forma atravessado a parede a nossa esquerda, desaparecendo. Pedi para que Jeff e Mary ficassem alerta, pois não podíamos saber quando ela iria atacar. Minha nova forma tinha a característica de ter mais agilidade, além de unhas altamente afiadas, dignas de um felino majestoso como o puma!

Deixe me ver... Azanius Chronum! Hihihihih!- Invocou o demônio.

Ao ouvir aquele demônio invocando uma Unihack, tratei de agir rápido. Envolvi Jeff e Mary com um escudo protetor que invoquei através de Halterium Armadilum Hige. Por último me envolvi, esperando o demônio dar seu golpe. Segundos se passaram, mas nós não havíamos sentido nada. Talvez nem todas as magias de Vazachor sejam ofensivas... Meu pensamento foi interrompido pela resposta vinda do ser.

Mawhahwhaha! Zach, diga-me. Você se lembra da vez que chutou aquele Caninus e o deixou para morrer no açougueiro, vomitando até dar seu último suspiro? Não se lembra? Como assim não se lembra? Tenho certeza que ele lembra! E Mary! Mary Wolfhent, que nome mais elegante! Às vezes eu gostaria de ter um sobrenome. Voltando ao assunto. Lembra-se da vez que ignorou o pobre homem que havia sido despejado como lixo no abismo para servir como comida de Caninus? Ele não era escolhido, mas ainda sim tinha alma! Jeff! Jeffrey Descerul! Que nome mais estranho, se eu tivesse que escolher entre ter o seu sobrenome e não ter nenhum, eu escolheria a segunda alternativa! Enfim, lembra-se da vez, haha, foi engraçado. Que tal aquele Ghan-Hraktori atacou sua esquadra, matando todos! O mais engraçado foi o fato de você não ter feito nada! Eles sofreram nas mãos, ou melhor, tentáculos, daquele monstro! Foram devorados, um por um. Que tipo de soldado é você? São vocês que são os grandes heróis? Ha! Vocês chegam a ser piores do que os seus inimigos!

Foi apenas o que disse, ficou calado por alguns minutos, até nossas barreiras baixarem. O silêncio prevaleceu por um bom tempo, até que ouvi um latido. Era similar ao dos Caninus, porém parecia fraco. Também ouvimos o som de algo se rastejar, junto com outro de algo pontiagudo se arrastando no chão.

Mas que...– Reagiu Mary, a primeira a ver a cena completamente grotesca que o demônio havia armado. Corpos... Um Caninus, com a boca cheia de sangue e vômito, se arrastando pelo chão, com um olhar triste e desmotivado, diferente do olhar intimidante que os Caninus costumam fazer. Também havia um homem, usando roupa militar. Estava sem um braço, com uma metade da cabeça completamente devorada, de onde seu cérebro e crânio podiam ser vistos, jorrando litros de sangue. Em seu lado esquerdo havia três Hagos, dois com peitoral e um sem, que possuíam feridas severas peculiares e distintas: O primeiro estava sem as duas pernas, rastejando no chão com suas duas mãos, que também estavam medianamente feridas. O segundo estava sem o antebraço da direita, restando apenas um osso exposto e carne podre. O terceiro era o mais peculiar: Não usava peitoral, tendo seu torso perfurado e cortado das mais diversas maneiras. Seu pulmão, coração e um rim estavam à amostra. Sua cabeça havia sido danificada severamente, com grande parte do cérebro à amostra, junto com o crânio. Um de seus olhos estava pendurado em sua face por uma pequena quantidade de carne, que estranhamente não caia.

Os corpos foram em nossa direção, deixando trilhas de sangue e vômito para trás. Seus olhares indicavam sofrimento, tristeza e melancolia, mas em nenhum momento indicaram vingança ou raiva. Eu pensei em usar as Unihacks, mas não achei que seria certo... ou quem sabe isso seja apenas uma ilusão!

Ilusão ou não, Jeff e Mary se recusavam a atacar, mesmo eu afirmando que aquilo não era real.

Não Zach, eu não posso! Eu matei esse homem e não posso negar isso!

Desculpe-me Zach, mas um soldado que abandona um soldado não pode ser denominado com um soldado! E ainda mais um que abandona vários!

Eu achava que aquilo era apenas um simples remorso, mas estava longe de ser simples. Mary se ajoelhou, com um olhar triste em seu rosto coberto de lágrimas. Apesar de não estar na sua forma humana eu podia reconhecer um olhar triste. Ela puxou sua Sniper e mirou em sua cabeça. Estava querendo se suicidar!

Os meus reflexos de puma me ajudaram muito na situação! Chutei a arma com toda minha força e agilidade, fazendo com que fosse para bem longe de Mary! Ela ainda estava com aquela melancolia na face, e dizia que seria inútil desarma-la. Ao ver a cena, Jeff levantou-se e percebeu a gravidade da situação. Mary estava rastejando em direção ao corpo do homem que havia matado.

Eu tentei impedi-la, mas a solução veio de outra pessoa:

Halterium Paras Hige!– Invocou Jeff, fazendo com que Mary ficasse imobilizada completamente.

Você vai ficar ai de castigo! Pense no que fez! Zach, vamos chutar o traseiro de bode desse demônio!

Esse é o Jeff que conheci há duas horas atrás....

Tratamos de eliminar o corpo do homem primeiro, pois era o que estava próximo de Mary. Depois eliminamos o Caninus e os três Hagos, tudo tão facilmente. A magia era puramente psicológica, e como eu só tenho Serene como amiga e Jeff é um soldado disciplinado, fomos resistentes a esse feitiço. Sendo sincero, eu ficaria mais triste ao me lembrar no dia em que Serene pegou chuva do que me lembrar daquele Caninus! Eu não sei se isso é um problema, mas se for irei resolvê-lo depois.

Mwahahah! Vocês tem uma mente forte! Quero ver o físico agora, hahahawhahwa!

Belze surgiu no centro da sala, onde estava Mary. Ela gesticulou de maneira complexa, falando palavras estranhas em outra língua. Os muros da sala começaram a contorcer, assim como o teto e o piso. Fomos teleportados para uma larga sala em um lugar desconhecidos. Não havia nada nela além de mim e Jeff, cercados por muros negros sem fim. De repente um grande rugido distorcido podia ser ouvido, seguido de uma grande explosão no centro da sala. Saindo do fogaréu infernal e da fumaça uma figura cinzenta ia a nossa direção. Sua face continha olhos amarelos, brilhantes, circulares e sem expressão alguma. Não havia boca ou nariz, apenas os olhos que me encaravam de forma macabra.

Tinha pelos bagunçados por todo corpo, principalmente na face. Corpo esguio, com braços longos e pernas longas. Seus dedos eram curtos, sem unhas. Tinha um chifre reto e vermelho em sua cabeça. Apesar de magra, tinha uma aparência ameaçadora e macabra.

Olhe para a face de Belze. Olhe para a face do medo.

Foi tudo o que disse. Não era aquela criatura brincalhona e sarcástica, era um ser bruto, frio e aterrorizante. Preparei minhas melhores Unihacks, e junto com Jeff, assumi uma posição defensiva, esperando a criatura se aproximar. Mas algo me dizia que eu não devia atacar, ou defender, e sim, correr. Eu não sei de onde isso vinha, mas assegurei que não tomasse conta de minhas ações.

Notas finais
E que venha a luta épica! Acalme-se Zach, ao menos não é um dinossauro robótico! Enfim, espero que tenham gostado do capítulo, pus um pouco mais de esforço nesse, mas é claro, sempre há como melhorar! Obrigado pelo feedback, e nos vemos no próximo capítulo! Infelizmente, toda história tem fim, exceto Castlevania, onde ressuscitam o Dracula mais de 800 MIL VEZES E NINGUÉM PROCURA QUEIMAR O CORPO, OU SEI LÁ, MANDAR PRA NÁRNIA, enfim, irei escrever mais histórias depois dessa, que também vão incluir elementos que essa tem, como ação, momentos SAI DE PERTO DESSA GAROTA, VAI JÁ VIRAR O EXÚ e é claro, corujas! Muitas delas ^_^. Enfim, se quiser ver as outras histórias é só ir no meu perfil, que irão evoluindo conforme eu for escrevendo e ganhando mais experiência na área. Enfim, até o próximo capítulo!