O abismo sem Fim
1 Capítulo 1
No final da guerra devastadora entre a Rússia e os Estados Unidos, no ano 3485, praticamente todos os países ficaram devastados por vários fatores, um deles era a falta de recursos, o outro era a destruição, afinal, ambos os países possuem poderosas bombas nucleares, armas de destruição em massa, impiedosa e catastrófica. Quem ousasse ficar de um lado era rapidamente destruído ou forçado a mudar sua posição no campo de batalha. Muitos países simplesmente optaram (Ou ao menos tentaram) em ficar neutros, porém, foram taxados de covardes e rapidamente atacados por algum dos dois países. Qual o motivo da guerra, você me pergunta? Simples, influência e poder. Essa briga entre os dois não e nenhum pouco recente, como você já deve saber, enfim, eram tiroteios constantes, explosões que poderiam ser ouvidas a quilômetros de distancia. Era um verdadeiro caos.
As tropas estadunidenses invadiram a Rússia e a renderam. Pode parecer muito estranho, sendo que a Rússia tem um exército imenso, porém, o poder nuclear dos Estados Unidos facilitou bastante o trabalho. A Rússia havia sido humilhada pelas tropas americanas.
Em 3987 a paz reinava, era tão calmo. Calmo até demais...
No inverno de 3988, pessoas começaram a desaparecer misteriosamente. Eu me lembro do dia em que meu cachorro desapareceu... Não era como se ele tivesse fugido, ele nunca faria isso, eu sei que não faria. Eu fiquei triste. Muito triste. Ao menos ainda havia minha coruja de estimação. Minha fiel coruja. Serene tinha uma plumagem branca, olhos azuis que se moviam constantemente, acompanhando cada passo que eu dava. Ela ia para onde eu ia, uma companheira leal dotada de reflexos extraordinários e graciosos usados para sua própria defesa e a de seu mestre, que no caso era eu.
Voltando ao assunto. Fiquei sabendo de rumores de que a Rússia era a responsável por esses desaparecimentos e que ela estava usando os sequestrados em para criar armas biológicas vivas. Sim, vivas! Achei tudo isso uma loucura e ri um pouco quando li isso, afinal, não se deve acreditar em tudo que você vê na internet.
Resolvi sair de casa, caminhar por ai sem rumo até eu me cansar e voltar para minha casa. Chamo-me Zachary Axis, moro sozinho na Noruega, 25 anos, alto, pele branca, cabelos bagunçados brancos com um pequeno tom azulado, meu físico não e um dos melhores, porém, não esta entre os piores. Essa e uma boa descrição de mim. Enfim, tenho esse costume de caminhar pelo parque da minha cidade quando não tenho nada pra fazer.
O parque estava vazio, apenas neve, folhas e aquela atmosfera artificial de sempre. Nem uma forma de vida estava naquele lugar a não ser eu e minha fiel companheira, Serene. Depois de andar um pouco me cansei, resolvei me sentar em um banco e ler o meu livro de Vhersk Ziranok, um famoso escritor de 3400, bem antigo, mas bem interessante. Enquanto lia a ficção cientifica, percebi sons vindos de algum lugar que eu não conseguia identificar. Eram chiados grossos e perturbadores. Apenas imagine o som de estática de rádio misturado com o som de uma respiração pesada e constante e você saberá o que eu havia ouvido. Eu obviamente fiquei assustado. Percebi que Serene estava agitada e olhava fixamente para uma árvore. Ela sempre fazia isso quando se sentia ameaçada, e se ela se sentia ameaçada, eu me sentia ameaçado.
Levantei do banco e dei poucos passos corajosos em direção à árvore, mas esses passos foram interrompidos por um vulto negro saltando em alta velocidade para minha esquerda e então desaparecendo tão rápido de meu campo de visão que nem consegui identificar suas características físicas alem de humanoide e negro.
No momento em que me virei eu a vi. Uma visão extremamente assustadora e surreal, uma explosão de medo. Uma criatura humanoide encapuzada, usando uma espécie de manto que cobria todo seu corpo, excluindo sua face. Ai estava o problema, sua face. Era simplesmente aterrorizante. Sua face era exatamente igual à de um corvo, olhos vermelhos, bico de tamanho médio, plumagem negra e de aparência hostil. Eu estava aterrorizado naquele momento, porém, eu sabia que devia agir. Virei-me o mais rápido o possível junto com minha coruja e corri para fora do parque, ou ao menos tentei... Fui surpreendido por uma facada nas minhas costas. Enquanto desmaiava, percebi que havia outras daquelas coisas ao meu redor, me olhando com uma expressão seria. Uma delas pegou uma grande sacola, tenho certeza que não preciso dizer pra que ela seria usada.
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