O Vingador de um Passado Perdido
3 Capítulo 3 - Uma Nova Aliada!
Notas iniciais
Ezreal já estava exausto da caminhada, ele nem tinha cruzado a metade do caminho, e já estava anoitecendo, os uivos de lobos estava mais assustador do que parecia realmente ser. A fome, o cansaço e o medo já estavam tomando conta por completo do seu ser, procurava por alguma espécie de caverna ou algum teto que pudesse abrigá-lo da chuva que ficava mais forte a cada minuto que passara. Após alguns minutos de caminhada, no alto de umas pedras, Ezreal avistou uma espécie de buraco entre as rochas, aparentava ser uma caverna bem aconchegante para passar a noite, aproximou-se da abertura, mas quando pretendia escalá-la, uma espécie de gemido lhe chamou a atenção, o jovem explorador procurou pelo gemido, que estava afinando cada vez mais, parecendo mais um choramingado, a voz era fina e sedutora. Ezreal abriu passagem entre os matos, se deparando imediatamente com uma criatura familiar, era uma bela mulher, mas alguns traços eram anormais, ela tinha um par de orelhas e nove caudas bastante semelhantes à de raposas, seu pelo era branco, liso e macio, a jovem mulher-raposa estava bastante ferida, tinha tiros nas duas pernas e no braço esquerdo, sua expressão era medonha, Ezreal não sabia se ela estava sentindo dor ou alegria, ela ao mesmo tempo ria e chorava, alguns metros atrás, vários gritos se aproximavam, eram no mínimo 30 homens armados com espingardas ou tridentes, outros seguravam tochas e redes de caça, todos corriam na direção da jovem raposa, que ria bastante enquanto corria, ela parecia estar se divertindo com aquela louca caçada, suas feridas se curavam rapidamente diante dos olhos do loiro, os buracos de tiro na pele da mulher, rapidamente se fechavam, assim como seus arranhões e cortes, fazendo a jovem raposa esboçar um sorriso malicioso.
Ezreal a olhava bastante confuso, enquanto o sorriso feminino com presas caninas, abria-se cada vez mais, a jovem raposa o puxou firmemente pelo pulso, era incrível a velocidade que ela corria, Ezreal foi levado praticamente voando, ele mal acompanhava-a.
–Hey!! O-o que está fazendo? — Ezreal dizia, tentando liberar seu pulso das mãos dela.
A mulher pulou facilmente pelas pedras e adentrou na caverna onde Ezreal estava se dirigindo a momentos antes. O explorador abriu a boca para dizer algo, mas a jovem pôs seu dedo indicador nos lábios do garoto, observando os caçadores do lado de fora.
–Haha, isso foi bastante divertido! — A raposa novamente ria, enfim relaxando as costas na parede da caverna.
–V-você é louca? Por que diabos tinham tantos homens correndo atrás de você com armas? — O garoto dizia, retirando cuidadosamente o dedo da jovem de seus lábios.
–Hahaha! São caçadores! — A raposa continuava rindo.
–Mas soque? Tá adaí? V-você é... mista. — O loiro dizia, coçando a nuca, ele realmente não sabia como explicar.
A jovem raposa deu um meio sorriso.
–Fala sério, esses humanos machos me dão nojo, eles caçam animais por diversão, não dão a mínima se são como eu ou não, eu vi um deles caçando até o Renekton um dias desses, além do mais eles não queriam só me matar, se é que me entende... — Os olhos da mulher eram brilhantes e dourados, pareciam uma espécie de lanterna na noite, destacavam-se bastante na escuridão.
–Mas nem todos os homens são assim. — Ezreal dizia, desviando o olhar hipnotizante da jovem.
–Mas por que você está aqui? — Ahri dizia, alisando o pelo de umas de suas caudas.
–É uma longa história, o que eu posso dizer é que meu destino é Noxus.
–Mas por que pretende ir para um lugar tão perigoso?
–Preciso falar com uma psicopata. — O jovem revirou os olhos, a mulher apenas ergueu uma sobrancelha.
–Está falando da Lâmina Sinistra? Por que você precisa falar com ela? Pelo que eu sei, vocês não são muito chegados...
–Longe de sermos, falar com aquela garota é como falar com um animal e... -O jovem deu uma olhada para Ahri, ela deu um leve risinho. — M-me desculpe, não entenda errado eu...
–Continue... — A mulher-raposa o olhava sarcasticamente, era engraçado como o garoto loiro era tímido.
–N-não... deixa pra lá. — O garoto puxou um cobertor da mochila, era bastante peludo e quente, a raposa olhava o objeto com curiosidade.
–Isso parece gostoso.
–É-é um cobertor... ele serve pra esquentar nosso corpo.
Ahri riu.
–Eu sei o que é, não sou burra. Apenas nunca vi um tão peludo.
–Me-me desculpe, você quer experimentar? — O jovem disse retirando o cobertor de cima de si, enquanto a garota afirmava com a cabeça.
A jovem cobriu-se com o tecido, encolhendo-se na parede, ela lentamente fechou os olhos e adormeceu. Ezreal ficou confuso, "E-ela dormiu? eu disse pra ela experimentar não usar. Droga!" , mas logo a mulher levantou-se, esfregando os olhos.
–É tão gostoso, posso usá-lo hoje? — Ahri dizia, esfregando-se no cobertor.
–M-mas está muito frio para eu ficar sem nada... — O loiro esfregava os braços, tentando esquentar-se.
–Vamos fazer o seguinte, você me deixa dormir com isso hoje, que eu te empresto uma coisa mais macia e quentinha. Tudo bem?
–E o que seria, por que você não usa se é melhor?
–Por que esse tecido é novo pra mim, eu gosto de usar coisas novas.
–Tudo bem, use-o a vontade.
–Chegue mais perto. — Ela dizia, puxando o garoto para mais próximo de si.
–O-o que... — O jovem estava vermelho.
–Tudo bem, só aproxime-se. — Ahri dizia, sorrindo.
Ezreal sentou-se ao seu lado, eles praticamente estavam colados, o loiro estava completamente vermelho, enquanto a jovem ria do garoto, ela lentamente pôs suas caldas em torno do jovem, cobrindo o corpo inteiro de Ezreal.
–Nossa, é tão quente e macio. — Confortou-se mais, deitando no chão.
A jovem apenas assentiu com a cabeça, depois de alguns minutos os dois adormeceram.
O jovem explorador acordou cedo, o sol mal tinha nascido, lembrou-se da noite passada, abriu mais os olhos à procura da jovem, que não estava na caverna. Ezreal ficou alguns minutos sentado, ainda sonolento, mas ouviu passos do lado de fora, o loiro rapidamente posicionou seu pulso para a entrada do abrigo, preparando-se para qualquer tipo de ataque, mas tudo o que viu, foi a jovem raposa na porta da caverna, completamente molhada e segurando uma cesta feita de folhas de bananeira com diversos peixes dentro, ela deu um meio sorriso após o jovem abaixar a mão.
–Eu trouxe comida. – Ahri disse, sorrindo.
–N-não precisava desse trabalho todo sozinha, eu podia ter ajudado.
–Não, ta tudo bem, eu sempre acordo cedo pra caçar peixes, por mais que tenha uma forma “humana”, continuo com meus costumes e extintos de raposa bem aguçados. – A jovem disse, entregando a cesta para o loiro, que pôs a mão no nariz, com uma expressão de nojo.
–Não sei o que é pior, o cheiro do peixe ou o cheiro de raposa molhada. – Disse rindo.
–Hey! – Ahri deu um tapa leve na testa do garoto. – Vou tomar um banho, frite os peixes que você quiser, mas os meus podem deixar cru.
–C-certo. – O garoto ficou um pouco vermelho. – Hey espere! Eu queria te agradecer, por me fazer companhia ontem, é muito mais tranqüilo dormir com um amigo, do que solitário nessa floresta.
–Não foi nada. – A jovem riu, dirigindo-se para a cachoeira.
Galio sobrevoava agora o Rio Serpentina de acordo com o mapa, faltavam ainda bastantes quilômetros, ele andava pensativo, ele teria de plantar aquele dispositivo daqui a 3 dias, logo após as criaturas devorarem Lux e Ezreal. Galio odiava o pensamento cruel de Swain, ele realmente pretendia somente usar as criaturas da Ilha das Sombras para seu benefício e depois descartá-la assim der repente?! Sem mais nem menos?! Era uma pena, mas Galio não podia fazer nada a respeito, ele tinha de seguir as ordens de Swain, torcendo para que Jericho estivesse falando a verdade sobre reviver Durand, e caso o contrário, cortaria a cabeça daquele velho no mesmo instante.
Ezreal já tinha fritado os peixes, mas estava incomodado, não que se preocupasse muito com Ahri ou ele não soubesse que ela podia se cuidar sozinha, mas ela ainda não tinha dado nenhum sinal de vida até o momento, o jovem resolveu ir para a cachoeira, à procura da raposa.
–Ahri? Ahri você está aqui? AHRII!! – O jovem chamava-a pelo nome diversas vezes, mas o som que recebeu em resposta foi rosnados de trás da moita, aparecendo 5 cães de caça, e saindo seguidamente um por um os trinta caçadores da noite passada, cercando o jovem loiro, suas expressões eram de nojo.
–Que droga é só um moleque! Achei que era mais uma gostosa pra me divertir! – Um homem barrigudo, com um boné surrado cor vermelha e barba mal-feita, que aparentava ser o líder, aproximou-se.
–Você, o que você fez com a minha amiga seu monte de bosta?! – Ezreal enfureceu-se.
–Sua amiga?! Ah! Ta falando dessa aqui?! – O caçador estalou os dedos, e dentro de uma gaiola anormal, que piscava em um tom de azul claro, estava Ahri, desacordada, amarrada e amordaçada, tratada como um simples animal.
–Você está louco?! Solte-a agora seu porco de merda! – O jovem cerrava os dentes e apertava o punho, tentando descontar sua enorme raiva.
–Idiota, ela é sua namoradinha pra você ta preocupado assim?! Ela é nossa!
–Ela não é sua seu gordo inútil! Se você tem dó da sua alma, solte-a imediatamente, e talvez eu deixe metade do seu corpo vivo!
–Hahahahahahaha! N-não me faça rir garoto! Vou te matar rapidinho! Depois que eu brincar bastante com ela, vou pendurar essas lindas orelhinhas na minha lareira. – O homem ria, lambendo as orelhas pontudas e peludas da jovem desacordada.
Ezreal enfureceu-se ainda mais, esses homens davam nojo, Ahri não era nada mais que uma amiga, mas o jovem explorador não permitiria tal abuso e aproveitamento daqueles homens nojentos, o jovem rapidamente disparou uma magia de sua arma presa em seu pulso, um disparo místico brilhante e perigoso, acertou tão rápido 3 inimigos que os homens caíram na hora com queimaduras no tronco do corpo, Ezreal lançou mais um disparo, dessa vez no homem de boné, que desviou do tiro, acertando um colega atrás dele, os homens rapidamente se organizaram novamente, partindo pra cima de Ezreal, que incrivelmente rápido, tele portou-se em uma distância segura de lançar sua magia mais poderosa, ergueu seus braços, e de seu arco místico que triplicou-se de tamanho, apareceu um poder enorme, a última coisa que o caçador gordo de boné ouviu foi: BARRAGEM INCENDIÁRIA!
Logo após aquilo, trinta cadáveres estavam deitados, fora alguns cães de caça também, Ezreal enfim relaxou os músculos, correu na direção da gaiola com luzes azuis, que estava trancada com 3 cadeados, o jovem loiro não perdeu tempo, apontou o relógio para um dos cadeados, mas logo após o disparo, nada aconteceu, o cadeado continuava intacto, assim como a jaula, Ezreal tentou mais uma vez, e novamente o mesmo resultado apareceu-se, enfim entendeu o motivo, “Essa jaula não é uma jaula simples, essas luzes azuis são equipamentos avançados, é contra feitiços! Qualquer feitiço é anulado pelas grades. Merda! Se for assim, nem que eu espere a Ahri acordar não irá adiantar, as habilidades dela também são magias arcanas. Eu precisaria de no mínimo, mais uma pessoa com força bruta o suficiente, para me ajudar a quebrar essas grades na porrada!”
Ezreal carregou a gaiola nas costas, o peso da jaula com o peso de Ahri juntos, era bem difícil de carregar, mas mesmo assim carregava-a nas costas, pra sua sorte, achou um local próximo, não era uma das grandes cidades-estados, era apenas uma simples espécie de aldeia, devia ter entre 30 ou 40 habitantes no máximo. Um grupo de homens estava conversando próximo do jovem, Ezreal não queria arranjar mais problemas caso fossem caçadores, colocou do melhor jeito possível, seu casaco em cima das orelhas e caudas de Ahri, deixando-a parecida com uma pessoa normal, tirando as marcas de bigodes em seu rosto que infelizmente não tinha jeito de tampar. Aproximou-se mais do grupo.
–Com licença senhores, eu preciso de uma ajuda aqui, minha amiga foi ham... Confundida e colocaram ela dentro dessa jaula, podem me ajudar a quebrá-la?
–Por que eles não ti deram a chave rapaz? – Um deles perguntou.
–Eles sumiram, procurei-os por todos os cantos, mas não avistei ninguém.
–Ela está dormindo né? Ou ta morta? – Outro se aproximou analisando-a mais.
–Ta só dormindo moço, podem ajudá-la?
–Claro sem problemas. – Os homens pegaram emprestado de alguns dos moradores, martelos e machados.
Após diversas bordoadas, marteladas e machadadas na jaula, ela finalmente quebrou-se, assim como o equipamento “Anti-Magia”. Ezreal pegou-a e apoiou-a nos ombros, fazendo o casaco marrom que tampava suas partes de raposa, aparecerem para os homens que se assustaram.
–M-me desculpe, ela não vai machucá-los, por favor não ataquem! – O jovem dizia, botando cuidadosamente a jovem inconsciente no chão.
–Q-que diabos é isso? É uma fantasia?
–N-não senhor, por favor, nos deixem ir, prometo que não causaremos nenhum problema! Meu destino é bem longe daqui.
Um dos homens relaxou e aproximou-se da jovem.
–Na verdade não estou impressionado, já vi tantas criaturas diferentes por aqui, mas nunca vi uma tão linda. – O homem dizia, passando o dedo no pelo branco da orelha da mulher . – Aonde você pretende ir que é tão longe assim?
Ezreal hesitou, mas os caras tinham ajudado a sua amiga, o mínimo que ele poderia era responder a pergunta.
–Noxus, estou em uma missão.
–Tudo bem, eu vou lhe emprestar minha carroça e meu cavalo mais rápido.
–M-mas por que está me ajudando assim? Cavalos e carroças não são uma coisa que pode ir distribuindo pra qualquer um!
–Você me parece uma boa pessoa, só me prometa que um dia vai devolvê-las...
–Pode deixar!
Ezreal não sabia se levava Ahri com ele, ele nem sabia ao menos se ela queria ir ou não. “Dane-se, eu salvei ela, ela me deve um favor.” o loiro botou-a na carroça e direcionou-se para Noxus.
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