O Viajante De Animes
49 Cap 9 Second Season
Notas iniciais
Serena – Eu não acredito...
Yzuma – Sem essa...
Eu e Temari fomos nos aproximando das duas, elas me olhavam com olhares espantados. Uma delas deixou cair a vassoura quando paramos na frente delas. A julgar pela aparência elas deveriam ter quase a mesma idade que eu. Porém meus olhos caíram novamente naquela garota com o cabelo grande...
“De onde eu conheço ela?... Esses olhos me lembram alguém...”
Temari – O que vocês duas estão fazendo? Não falei para limparem a casa?
Serena – É que...
Yzuma – A gente...
Temari – Mas o que há com vocês duas? Parecem que viram um fantasma... Ah, é mesmo, essa aqui é a Haruno Sakura.
Sakura – Prazer em conhece-las!
Falei dando um sorriso.
Serena – E-eu sou a Serena, prazer em conhecer!
Yzuma – E eu sou a Yzuma!
A tal Serena se aproximou de min, e cutucou meu braço. Eu recuei, principalmente porque aquilo foi estranho.
Serena – Meu deus... Ela é de verdade... Ela é realmente a Sakura!
“O que?”
Yzuma – Ai eu não acredito!
Ambas as duas tinham olhares brilhantes. Foi quando eu finalmente reparei nas roupas delas. Eram bem estranhas, mas nem tanto. Lembravam muito as de um certo alguém.
Sakura – Ta bom... Eu estou confusa...
Temari colocou a mão na cintura.
Temari – Não liga não Sakura... E vocês duas? Deixaram a Yume sozinha?!
Elas ainda me olhavam toda hora, estava ficando bem irritante e desconfortável aquilo.
Serena – Ah, ela já é grandinha!
Temari suspirou.
Temari – Baka... Anda, vamos entrar eu trouxe comida.
Serena – Eba! Mas espera... Sakura, quer entrar??
Eu pisquei surpresa.
Sakura – Ah, que isso! Não quero incomodar!
Na verdade eu não queria entrar na casa delas. Elas eram bem estranhas.
Yzuma – Sem essa! Vem!
Falou a outra me puxando pela mão. Eu não tive nem como dizer que não. Olhei para Temari em busca de ajuda, mas ela parecia estar se divertindo.
“Maldita...”
Juntas nós entramos na casa. Eu já tinha ido na casa do Willian e da Rina uma vez, e parecia que nada havia mudado. A musica havia parado, e na sala havia outra garota, mas essa estava em uma cadeira de rodas e tinha um pano na mão. Ela olhou pra min surpresa.
Temari – Yume-san, essa é a Haruno Sakura. Sakura, essa é a Yume.
Sakura – Prazer em conhece-la!
Yume – Igualmente!
O resto da noite foi seguindo em uma conversa pra lá de estranha. As três garotas não paravam de me olhar o tempo todo, uma delas a tal Yzuma ficou olhando o meu cabelo e perguntou.
Yzuma – Sakura-san, seu cabelo é rosa natural ou você pinta!?
Sakura – Ah? Meu cabelo? Ah, é que eu...
Temari – Bom! O jantar tá pronto!
Enquanto comíamos na mesa, eu fiquei prestando atenção nas garotas. A tal Yzuma era engraçada, mas tinha momentos em que ela ficava bem seria, a Yume parecia seria, mas nem tanto assim. E a Serena... Ela era a piadista. Mas prestando bem atenção ela era uma pessoa muito legal, mas o que mais me dava inveja nela era aquele cabelo lindo e aqueles... Seios grandes... Eu suspirei.
“Por que eu? Até minha mãe tem seios médios... Por que os meus são assim?”
Decidi tirar essa historia a limpo e passar uma noite pesquisando a respeito. Tsunade-sama deveria ter um pergaminho ou algo assim escondido...
Serena – Tem algo no meu rosto Sakura-san? Voce ta me olhando com uma cara esquisita!
Falou ela alegre enquanto comia ramen.
Sakura – Ah, não é nada!
Ela fez uma cara estranhamente sedutora que me assustou.
Serena – Você estava olhando meus peitos por acaso?
Temari se engasgou com o ramen, Yzuma e Yume ficaram se olhando e depois fitaram a Serena que tinha um sorriso. Eu fiquei sem ter onde enfiar a cara.
Serena – É só brincadeira!
Yzuma – Que tipo de brincadeira foi essa por acaso?!
Yume – Tenha modos a mesa Serena!
Temari – Não acredito que voce disse isso Serena.
Serena – Ah, qual foi! Vai dizer que você não tem peitos?
Temari – Já chega!
Serena riu e ficou me olhando, ela me dava medo algumas vezes.
Serena – Sabe de uma coisa Sakura?
Sakura – O- o que?
Ela fez novamente aquela cara de sedutora, junto com uma voz para completar.
Serena – Sua testa é tão grande e charmosa, que tenho vontade de beija-la...
Primeiramente fiquei sem reação, depois meu rosto ardeu de vergonha.
Yzuma – Se é loca garota?!
Serena – Ah! Eu tava querendo dizer isso a um tempinho já!
“Não é possível... Só duas pessoas já me disseram isso...”
Depois de comer ficamos conversando mais um tempo e eu fui embora com a cabeça a mil. Eu fui direto para casa, eu tinha que pensar. A ruas estavam pouco movimentadas, apesar da guerra já ter acabado. Mas assim era melhor, as pessoa geralmente me distraiam.
Sasuke – Sakura?
Eu ergui a cabeça distraída, eu nem havia reparado que era o Sasuke-kun. Ele estava com sua usual roupa dos uchiha. Eu dei um sorriso, quem não daria?
Sakura – Sasuke-kun! O que faz aqui?
Sasuke – Andando. Só isso. E você?
Expliquei para ele onde eu estava. Ele não ficou feliz em saber que eu havia estado na casa antiga do Willian ( e com razão, visto que o Willian matou o Sasuke...).
Sasuke – Entendo... Vou ver essas tais garotas.
Sakura – Não faça nada demais com elas sim?!
Sasuke – Vou apenas conversar.
E ele saiu andando. Droga, como eu odiava quando ele fazia isso e me deixava sozinha. Mas eu tinha que admitir que isso era um charme... Continuei andando para casa com humor renovado, pensando na pessoa que eu gostava.
Xx---Rina---xX
“Otimo... Tudo certo...”
Terminei de me vestir apropriadamente. Eu usava aquela mesma roupa... Será que Willian gostaria? Claro que sim...
Eu selei minhas coisas em um Kuchyose no Jutsu. Tudo certo. Eu dei uma olhada no meu quarto, estava tudo arrumado. Eu tinha consciência de que se eu saísse teria de ter certeza do que estava fazendo. Mas valia e muito a pena. Prendi meu cinto com a bolsa de shurikens e kunais e fui na direção da janela.
“Bom... Até mais Heaven...”
E pulei da janela o mais silenciosamente o possível. Ao cair no chão eu sai correndo. Eu preferia não usar magia dentro de casa, evitaria deixar rastros. Na minha corrida noturna, eu peguei impulso e pulei em cima de uma casa. O ar da noite batia contra o meu rosto, era uma noite maravilhosa para uma fuga.
Eu continuei correndo pelos telhados, até chegar nos campos. Assim que cheguei perto da arvore onde eu geralmente fico eu parei para tomar um folego. Seria a ultima vez em algum tempo que eu veria Heaven. Apreciei a vista por um minuto e fiz a magia de transporte. Assim que eu sumi por dentro dela eu fechei os olhos.
Quando eu os abri, me vi parada no terraço da antiga casa do Willian. Eu não podia me demorar ali. A magia naquele mundo era estranhamente bloqueada... Eu olhei em um relógio no meu bolso. 21:56. Ele deveria estar dormindo a essa hora...
Fui até a beirada do terraço e pulei para o nível do chão. A casa dele estava com as luzes apagadas. Eu parei para observar a casa dele. Era bem diferente... Não era muito bonita, e tinha um portão cinza na entrada. Eu ia abrir o portão mas reparei que nele havia um cartaz. Me aproximei e o li cuidadosamente.
“Ah não...”
Willian Ferreira/ Serena Ferreira
Desaparecido(a) desde 12/07/2014
POR FAVOR SE VOCE A VER AVISE A FAMILIA, ESTAMOS DESESPERADOS.
E embaixo havia duas fotos. Uma do Willian, e outra a de uma garota. Eu suspirei.
“Maldito seja aquele pessoal de Heaven... Mudaram ele por completo...”
??? – Pois não??
Eu olhei para trás e vi uma mulher me olhando, ela tinha um olhar cansado. Ela deveria ter uns 50 anos. Ela tinha um cabelo negro crespo até na altura dos ombros, e usava roupas brancas, quase que como as de um medico. Na mão ela tinha vários livros. Eu fiquei meio sem jeito.
Rina – É que... bem... É sua filha?
Perguntei apontando para o cartaz. Ele concordou com a cabeça.
??? – Sim é ela... Ah, desculpa. Meu nome é Claudia, e você?
Rina – Meu nome é Rina!
Claudia – Você conhece minha filha de algum lugar?
Perguntou ela com uma voz cheia de emoção. Aquilo me surpreendeu, e eu fiquei envergonhada.
Rina – Bom... É que... Eu conheci sim.
Claudia – E você sabe onde ela está?!
Falou ela alterando a voz.
Rina – Não, na verdade fiquei sabendo agora que ela estava desaparecida...
Claudia ficou mais triste.
Claudia – Não só ela, como a amiga dela Yzuma, e outra desapareceram... Não ficou sabendo do incidente do colégio?!
“Yzuma?!”
Rina – Incidente?
Ela parecia incomodada, até desconfortável.
Claudia – É que... Ah pelo amor de deus quer entrar na casa? Estou chegando cansada da faculdade e estou louca pra tirar esse sapato!
Aquilo inesperadamente me fez rir, agora eu sabia de onde vinha aquele dom de fazer as pessoas rirem do Willian.
Rina – Claro, se não for incomodar a senhora de...
Claudia – Senhora, pelo amor de deus não repita isso! Não passo dos 40 ainda! Senhorita esta bom pra min!
Eu ri de novo enquanto acompanhava ela. Mas achei estranho o fato dela nem sequer ligar de uma estranha como eu entrar na casa dela. Assim que entramos ,ela me levou para uma cozinha, não era grande, mas era bem confortável. Ela me ofereceu algumas coisas mas tudo que eu aceitei foi um copo de agua.
Rina – Obrigada!
E então ela me contou um historia de que mais de 200 alunos do colégio dela haviam morrido por causa de outros alunos e alguma coisa que apareceu e queimou um monte de prédios ao redor.
Rina – E eles tem alguma descrição do que poderia ser?
Ela riu.
Claudia – Me disseram que foi literalmente um Dragão. Absurdo né?
Eu concordei com a cabeça enquanto pensava.
“Um dragão talvez?... Por que desconfio que Lighting tenha algo a ver com isso?”
Claudia – Bom... E você? Conhece minha filha de onde?
Perguntou ela descontraída. Perguntei-me se ela estava realmente preocupada com Willian. Minha cara deve ter me entregado, pois ela riu.
Claudia – Sei o que você está pensando. Como uma mãe como eu pode não ficar preocupada? Bom, a verdade é que eu estou. E muito. Mas eu não posso fazer muita coisa, a policia vai achar minha filha e as outras garotas. Tenho certeza disso.
Rina – Isso deve ser horrível...
Claudia – Sim. Realmente é... Eu mal durmo a noite, ainda mais agora que comecei a fazer essa faculdade... Mas me diga o que perguntei.
“Será que devo?... Ah não importa!”
Eu dei um sorriso.
Rina – Eu sou a namorada dela!
Ela primeiro ficou com a boca aberta, mas logo deu um sorriso. O sorriso dela me lembrava muito o do Willian.
Claudia – É serio?! Bom... Eu desconfiava que seria assim, visto que ele era um rapaz... Mas não achava que seria com uma garota tão bonita assim!
Eu dei uma risada sem graça.
“Ah! Já conquistei a sogrinha!”
Rina – Que isso! Nem sou bonita!
Claudia – Ah! Pare de graça garota! Parece eu quando tinha sua idade! Mas espera... Você sabia que ele era... bom... Homem antes?
Rina – Sim... Ele me contou.
Ficamos conversando bastante até dar onze horas da noite.
Claudia – Nossa olha essa hora... Acho que voce deveria ir para casa! Sua mae pode ficar preocupada!
Aquilo me deu uma pontadinha de dor, afinal eu não tenho mãe.
Rina – Ah, claro! Mas será que eu posso pedir uma coisa antes?!
Ela me olhou curiosa.
Claudia – Claro, o que?
Rina – Eu posso dar uma olhada no quarto dela... Dele??
Ela ficou com o olhar bem triste mas confirmou com a cabeça. Ela me levou a um pequeno quarto, nele havia uma cama de solteiro e um guarda roupas. E uma mesinha com vários objetos em cima dela. Era um quarto bem humilde.
Claudia – Isso é tudo que eu tenho agora...
Falou ela com a voz chorosa. Eu fiquei sem graça e continuei olhando o quarto e me deparei olhando um sobretudo da Akatsuki em cima da mesinha. Eu fui até lá e dei uma olhada nele...
“ Droga, como eu sou burra! Eu deveria ter ido em Konoha primeiro! Mesmo se ele não estiver lá eu posso até mesmo pedir a ajuda das garotas! Que droga! Mas e quanto a ela? Não posso deixar a mãe dele sofrendo tanto assim...”
Bom, eu tinha que tomar uma decisão e rápido. Eu poderia leva-la comigo, mas ai eu não sabia se o Willian aprovaria...
Eu dei uma olhada para trás e vi a Claudia limpando o rosto vermelho.
“Eu não vou deixa-la aqui.”
Rina – Senhora... Eu acho que sei a onde sua filha está.
Ela me olhou assombrada, e veio em minha direção, ela agarrou ambos meus braços.
Claudia – ONDE? ME DIZ!
Eu suspirei.
Rina – Será melhor se você sentar na cama. A historia é grande.
Ela e eu nos sentamos na cama, e eu narrei a historia do Willian de Skyrim até Konoha. Ela me olhava com um que de absurdo, mas era compreensível. Assim que terminei ela cruzou os braços.
Claudia – Você deve ta achando que eu sou alguma idiota mesmo. Que historia ridícula! Meu filho nunca ficou desaparecido por tanto tempo.
Rina – Minha raça tem meios para isso senhora. Conseguimos alterar memorias, estender a vida de algumas pessoas a ponto de nem notarem que envelhecem...
Claudia – Ah! Sua raça! Nossa estou abismada! Que mais quer me contar? Espero que não seja sobre um alien, por que eu vi um semana passada.
Falou ela brincando, eu ergui a voz.
Rina – Não estou brincando! É serio! Se quiser eu te provo!
Claudia – Ah claro! Por favor!
Falou ela rindo ainda mais. Eu tirei meu anel do bolso, o de transformação e fique de pé. Claudia me observava com um olhar de brincalhona. Coloque minhas coisas em cima da cama e coloquei o anel. Enquanto eu me transformava, eu escutei um grito ao meu lado.
Claudia – AH! QUE ISSO?! SAI DEMONIO!
Eu olhei para trás e a vi em cima da cama com um olhar assombrado e dando gritinhos histéricos. Eu dei uma risada.
Rina – Agora acredita em min?
Claudia – EU ACREDITO! MAS O QUE È VOCE??
Eu retirei o anel da minha patinha e voltei ao meu normal, um pouco afetada pela repentina transformação. Claudia pareceu relaxar e se sentou na cama com um olhar nervoso.
Rina – Bom... É como eu falei, nossa raça tem meios para isso.
Claudia – E você sabe a onde está minha filha?! Sabe??
Rina – Bom... Provavelmente.
Claudia – Onde??
“ih... Isso vai ser complicado...”
Eu suspirei. Eu ja tinha trabalho a fazer.
Xx—Willian/ Serena ---xX
Acordei suando.
Aquilo já tinha passado de ser normal a muito tempo. Eu me encolhi na cama e puxei o cobertor para cobrir a cabeça e deixei as lagrimas caírem. Por que eu chorava? Pelo mesmo motivo da noite anterior. O Pesadelo. Aquele mesmo pesadelo que vinha me atormentando desde quando cheguei a Konoha. Sempre a mesma coisa, as pessoas morrendo na minha frente. Me culpando. Me amaldiçoando. Algumas apareciam com as cabeças cheias de furos e sangrando. Aquilo estava longe de ser um sonho comum.
Eu puxei o cobertor e olhei as horas no despertador. 3:58... Eu pensei em Itachi.
“Será que ele também tinha pesadelos ao dormir?... Depois de ter matado toda sua família... Como ele aguentava?”
Eu sabia que tinha que aguentar de alguma forma. Eu passei a mão por minha testa, ela estava quente, e minhas mãos suavam. Me levantei sem animação e peguei minha toalha, fui direto para o banheiro.
Deixei a agua cair sobre minha cabeça. Aquilo me deixava com medo, mas não me impediu de sorrir. Eu estava em um anime. Eu estava no meu anime favorito. Eu havia conhecido Haruno Sakura, e havia vislumbrado de longe Uzumaki Naruto. A agua quente logo foi me acalmando e fui passando a mão pelo meu cabelo.
“Agora que estou em um anime, qual é meu objetivo? Posso fazer o que eu quiser... Apesar de que já me disseram que eu devia recuperar minhas memorias... Posso matar... Posso dominar... Já me disseram que eu era uma Uchiha... Mas será que tenho a linhagem no sangue?”
Eu só saberia fazendo um teste de DNA junto com o Sasuke. Aquela ideia me divertiu.
“ Acho que só vou descobrir quando meu filho nascer. E se ele tiver um sharingan ai ta beleza.”
Eu era uma Uchiha. Aquilo me fazia rir. Eu era poderosa. Eu podia fazer o que quisesse.
“ Vou realizar cada um dos meu desejos... Sejam eles bons ou ruins. Será que consigo ser mais forte que o Madara?”
As vezes em quanto eu assistia um Anime, eu pensava “ Ah, o que aconteceria se o Madara aparecesse ali e matasse todos?”, era uma ideia que me arrepiava. Quando eu via os caras maus dos animes eu pensava. “ Se eu estivesse lá e com um sharingan eu torturaria esse infeliz... Eu destruiria tudo... Usaria o rinnegan de Nagato para acabar com tudo...”
A ideia de invocar um meteoro, como Madara fez era esplendida. Abri os olhos e passei novamente a mão pelo cabelo.
“Acho que to ficando louca. Já to pensando em matar e dominar!”
Mas por que não afinal? Eu sempre havia pensado nisso... Todos sem exceção, todos os personagens eram fortes e eu uma humana fraca... Eu sentia inveja... Muita inveja de todos eles, mas ao mesmo tempo medo. Eles poderiam me matar mais rápido que um batimento cardíaco. O que aconteceria se isso mudasse? Se eu me tornasse mais poderosa que todos eles... Eu ri de novo.
“Encher os corações deles de desespero... Sempre foi meu sonho.”
Eu fechei meus olhos.
“E ele não mudará. Vou mostrar a eles meu poder. Meu poder de Uchiha. Meu poder de vampiro. Não importa... Esse é meu sonho.”
Meu coração parecia até mais leve com aquele pensamento. Me arrepiei com um sorriso ao pensar nas expressões das pessoas ao me verem. Medo em seus olhares.
Willian – Encher seus corações e mentes com desespero...
Aquilo saiu bem estranho de minha boca, mas me deu certo alivio. Era como um corredor que antes estava escuro, mas agora com uma luz no final. Meu sonho que eu guardava nas profundezas de meu ser. Dar medo a aqueles que uma vez já fizeram isso comigo.
Eu saiu do banho, ainda estava muito cedo e ninguém havia acordado. Eu sai do banheiro secando meu cabelo e fui para meu quarto, ainda era apenas 4:20. Eu não conseguiria dormir de novo e resolvi dar uma volta. Eu coloquei uma calça que ganhei da Temari, uma ninja, ela era confortável e dava para realizar exercícios físicos com ela. Eu coloquei um par de sandálias ninjas e uma blusa preta. Eu abri o armário e peguei uma blusa preta que tinha um capuz com bico de águia. Peguei meu celular e meu fone de ouvido em cima da mesa de cabeceira ( comentei que eles estavam no bolso da minha calça?!). Eu olhei para minha Hidden blade em cima da mesa e a prendi sobre o braço esquerdo. Eu não planejava usa-la mas era melhor prevenir em um mundo a onde uma pessoa poderia te matar fazendo apenas alguns selos de mão.
Deixei o capuz cair sobre meu rosto e coloquei o cabelo por dentro da blusa para não me atrapalhar, eu sai de casa sem fazer barulho, eu não queria acordar ninguém. Eu já conhecia Konoha pelo anime, mas nunca havia parado para olhar em volta dela. Eu só sabia que tinha um monte de arvores e caminhos.
Eu caminhei pelas ruas desertas da cidade em direção ao grande portão. A lua ainda se erguia alta no céu.
Todas as lojas sem exceção estavam fechadas. Eu apenas via um ninja ou outro de vez em quando. Em algum lugar um cachorro latiu eu olhei para os lados preocupada, mas não vi ninguém.
Willian – Droga...
Assim que estava perto dos portões de konoha, eu pude olhar a cabine de vigia que estava com os luzes apagadas. Um ninja estava tirando um ótimo cochilo dentro dela, ao ver aquilo eu dei um sorriso. Me perguntei que sonho ele estaria tendo agora.
Passei ao lado dele tentando não fazer barulho e sai da cidade assim que fui me distanciando eu respirei o ar puro da manha. Eu nunca havia sentido um ar tão perfeito assim. Peguei o celular no meu bolso e o fone. Uma caminhada para começar bem o dia, embora eu não fosse o tipo de pessoa que fizesse muitos exercícios físicos. ( Musica)
Sim. Esse é o antigo tema do Sasuke, na época que quando ele fez o chidori eu realmente achei que era um golpe realmente forte.
Fiz minha caminhada olhando a paisagem noturna, a natureza ali era abundante e bela. Eu caminhei por mais um tempo e olhei para trás. Konoha estava um pouco distante, mas eu ainda conseguia ver a cidade facilmente.
Decidi colocar uma musica mais animada, o dia já estava amanhecendo e eu queria correr. Afinal o que a gente mais vê em um anime é definitivamente alguém na musica de abertura correndo.
(Musica)
Eu respirei fundo e alonguei. Assim que terminei eu sai correndo. Mas fui na direção de uma floresta ali perto. Eu eu continuei correndo floresta a dentro e pulei para subir em uma arvore. Eu tentaria parkour agora. O bom daquele lugar era que os galhos das arvores rem grossos e as arvores algumas altas. Eu pulei de um galho para o outro, eu adorei aquela sensação. A de liberdade. Minhas pernas e braços quase que se moviam sozinhos, eram como se eu estivesse acostumada com aquilo a décadas. Eu me movia agachada pelos galhos para manter o equilíbrio.
Eu olhei a frente. Um som de um rio talvez? Eu continuei a minha corrida, meus braços pareciam acostumados a aquilo, aquele esforço físico. Eu fiz bastante força para pular de um galho a outro pois esse era mais longe. Um pouso perfeito e continuei correndo. Era delicioso saber que eu era capaz de fazer aquilo.
Continuei nesse ritmo até parar de frente para uma cachoeira. Do galho a onde eu estava eu consegui ver uma águia parada não muito distante de min. Ela me olhou e piou. Depois do que pareceu ser uns dez segundos vou para longe, o que me deu uma sensação esquisita. Eu era uma assassina, literalmente.
“Já diz Altair... Ser um Assassino é um processo de auto descoberta...”
Eu desci da arvore e fui na cachoeira onde eu bebi um pouco de água e olhei o abismo abaixo de min. Era uma queda alta, mas eu diria que não devia ser mais alta que um prédio de 4 andares. Eu assoviei.
“Talvez eu devesse dar um salto de fé daqui... Já que sou uma Assassina eu devo viver...”
É claro que aquilo era uma ideia absurda. Mas eu realmente fiquei pensando nela demais para ignorar. Eu realmente queria pular dali.
De relance eu olhei para cima e vi a tal águia me rodeando. Tinha certeza que se eu morresse ao menos garantiria o café da manha dela.
“Ah quer saber? Eu vou pular e foda-se...”
Aquilo era loucura. Olhei aquela agua caindo e pensei melhor... Não. Eu queria aquilo por algum motivo, mas não sabia o que. Algo dentro de mim. Eu tinha a certeza que aconteceria algo se eu pulasse dali.
Eu fechei os olhos e acalmei minha respiração. Meu coração batia acelerado.
“Deve ser pelo simples fato de que vou pular de um precipício...”
Eu abri lentamente os olhos, meu coração implorava pela queda a minha frente. Era como um peso no coração que eu tinha que me livrar.
Eu fiquei mais na beirada do precipício ainda. Eu não sabia qual era a profundidade da água abaixo de min e nem se haveria pedras abaixo dela. Era um grande risco de que eu morresse ali. Eu tirei meu celular do bolso e o escondi em um arbusto ali perto.
A águia piou novamente. Tomei aquilo como um incentivo e abri os braços. Eu pularia do mesmo jeito que os Assassinos pulavam. Se eles conseguiam eu também conseguia.
“Meu salto de fé... Espero ter muita fé mesmo, seja lá no que for...”
E pulei. Pulei antes que meu medo tomasse conta de min. No que pareceu ser o momento de minha morte eu escutei algo no fundo. (Aguia )...
...
...
...
O mundo passou tão depressa pelos meus olhos que eu nem tive tempo de ter meu ultimo pensamento. A água gelada bateu em meu rosto e eu afundei no lago. Enquanto eu subia pela beirada do lago eu me joguei no chão e respirei fundo, mas acabei engasgando e tossi terrivelmente.
Assim que parei de tossir eu dei uma risada. Esses Assassinos eram malucos. Literalmente.
Aquilo foi uma experiência única e assustadora. Muito assustadora.
“Ainda bem que mantive meu auto controle...”
Eu dei uma risadinha ao pensar em algo.
“Rina me mataria se soubesse que me joguei de um precipício...”
Aquilo me fez ficar rindo baixinho por um tempo... Aos poucos eu fui parando. E me coloquei sentada.
“Rina...”
Minhas mãos tremiam. Eu me lembrava de Rina agora, eu me lembrava de tudo.
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