O Viajante De Animes
39 Cap 39
Notas iniciais
Xx---Rina---xX
Eu acordei de manha com alguém me apertando. Eu dei um sorriso. Willian ainda dormia ao meu lado. Eu me virei para ele.
Ele dormia tranquilamente. Eu ri e passei a mão pelo cabelo dele. Ele se mexeu levemente ao toque de minha mão. Eu cheguei mais perto dele e senti algo raspando em minha perna. Eu puxei o cobertor e vi do que se tratava.
“Mas já?! E olha que ele ta dormindo...”
Eu teria que me acostumar com aquilo.
Willian – A onde você ta olhando?
Eu tomei um susto e olhei para cima, Willian tinha um sorriso no rosto.
Rina – Err, nada não!
Willian – Sei. Você tinha um olhar pervertido ha dez segundos atrás!
Rina – Não tinha não!
Ele riu e me beijou. Um beijo cheio de paixão que eu retribui. Ele agarrou minha cintura.
Willian – Bom dia amor...
Sussurrou ele no meu ouvido, aquilo me fez dar um largo sorriso.
Rina – Bom dia amor!
Eu dei outro beijo nele. Ele foi até minha orelha e a mordeu de leve. Ele passou a mão pela minha barriga e foi descendo lentamente. Aquilo me arrepiou toda.
Rina – Se controle!
Ele riu e lambeu meu pescoço, dando uma mordida de leve. Eu gemi.
Willian – Jamais...
Xxx
Rina – Ah... Esse dia vai ser horrível...
Willian – Por que?
Eu me aconcheguei no peito dele.
Rina – Vou ter que te apresentar ao meu pai hoje.
Ele ficou fazendo carinho na minha cabeça com a mão.
Willian – Ah, ao menos ele já conhece o futuro genro.
Eu dei uma risada.
Rina – Nossa, meu pai me mataria se soubesse que estamos juntos.
Ele riu.
Willian – Fico imaginando o que aconteceria se ele entrasse pela porta agora e visse a gente assim.
Rina – Nem diga isso! Se ele vê a gente assim iria acontecer uma tragédia!
Falei me levantando e dando um beijo nele.
Rina – Sabe Willian, você pode me dizer algo?
Willian – O que?
Rina – Você disse que quase se matou uma vez... Era verdade?
Ele ficou calado. Comecei a me arrepender de ter perguntado aquilo.
Rina – Desculpa, perguntei algo que não devia...
Willian – Não... Ta tudo bem. Eu... Eu queria contar isso para alguém mesmo... Foi dois anos antes de você chegar na minha sala de aula. Eu não tinha nenhum amigo de verdade. Eu tinha chegado ao limite da solidão. Eu não agüentava mais... Isso somado aos problemas que eu tinha em casa com a minha família, quase me fizeram enlouquecer. Meu irmão não queria nada da vida e estava andando com as pessoas erradas... Minha mãe estava depressiva por causa de meu irmão e por causa de minha avó... Minha mãe geralmente chegava em casa gritando...
Rina – Nossa...
Willian – Uma tarde eu estava chorando agarrado ao meu travesseiro, eu comecei a gritar de frustração. Eu já não agüentava mais viver. Tinha chegado ao meu limite humano... Eu fui chorando até a minha cozinha peguei uma faca e coloquei no meu pescoço e me cortei.
Eu olhei assustada para ele, ele estava serio e tinha um olhar pesaroso.
Willian – Mas eu parei...
Rina – Parou?
Willian – Por medo... Por que doía... Eu não queria morrer. Deveria haver um modo de sair daquela condição. E acima de tudo por que doía. Pode não parecer, mas eu tenho medo da dor...
Ele riu em seguida.
Willian – Uma semana depois daquilo eu conheci uma garota no meu curso de inglês. Era a... Daniela.
Rina – Daniela? Quem ela era?
Willian – Minha primeira namorada.
Agora eu escutava mais atentamente ainda a historia dele.
Willian – Ela gostava de... como é mesmo o nome?... Ah, sertanejo. Eu odiava, mas ela era bonita e gentil. Ela vivia dizendo que eu precisava parar de usar tanta roupa preta. Graças a ela eu consegui me recuperar daquele meu estado...
Eu ri baixinho.
“Andando por ai de preto é?...”
Dei um beliscão no braço dele.
Rina – Então ela era bonita?!
Ele riu.
Willian – Claro, mas você ganha dela brincando!
Rina – Hum! Acho bom!
Willian – Um dia enquanto eu estava ficando com ela em uma praça, ela encontrou com uma amiga e deixou o celular comigo. Enquanto as duas conversavam alegremente, o celular dela vibrou. Eu peguei e li uma mensagem. Nela dizia algo assim... “No lugar de sempre as 17:30 por que minha mãe...”. Eu tenho que admitir que aquela mensagem me deixou curioso. Assim que deu a hora de ela ir embora, eu a segui de longe e vi ela parando na porta de um colégio. E de lá saiu um garoto nojento, como já não bastasse eles ficarem na porta do colégio, ele era um puto de um funkeiro. Meia hora depois passou um carro tocando aquela merda de funk e os dois entraram nele...
Rina – Você não tem muita habilidade em escolher namoradas.
Ele me olhou com um belo sorriso.
Willian – Mas acho que finalmente tive sorte sabe...
Meu rosto corou. Eu subi um pouco mais a coberta.
Rina – Mas e ai? E a sua ex?
Willian – Ah, depois daquilo eu apaguei o numero dela. Ela ficou tentando me ligar e eu finalmente atendi. E quando eu atendi ela perguntou o por que eu estava fazendo aquilo e eu terminei com ela. Aposto que ela falou por ai que foi ela que terminou... Ela até mesmo parou de fazer o curso de inglês, afinal ela era horrível mesmo...
Ficamos em silencio por um tempo, mas eu resolvi falar.
Rina – Sei... Mas acho que nunca fiquei tão desesperada assim sabe... Ao ponto de querer tirar minha própria vida. Depois daquela lembrança em que o Kirito me larga, as coisas só pioraram pro meu lado. Eu não conversava com mais ninguém direito, meu orgulho idiota não deixava... Eu comecei a ir mal na escola, meu mau humor era diário e para piorar o Kirito andava por ai todo sorridente. Eu olhava ele de longe sabe? Mas apenas olhava... Não que eu sentisse ciúmes dele com os amigos, mas... É que ele era o único amigo que eu tinha, mesmo ele sendo tratado por mim daquele jeito horrível...
Ao lembrar daquilo eu agarrei meu cabelo e puxei dando um gritinho. Willian riu.
Willian – Acho que nosso passado condena a gente...
Eu concordei e me acalmei.
Rina – Bom... Ai eu comecei a pensar nos meus atos. No meu modo de ser. Um dia eu acordei e me olhei naquele espelho e me olhei. Eu vi uma garota ridícula e mimada. Eu senti nojo de mim mesma, e acredite eu vomitei. E depois eu chorei, por que não importava o quanto eu vomitasse eu passasse mal, ninguém tava nem ai pra mim. Eu era odiosa. Meu pai era um psicopata fissurado. Minha irmã praticamente fingia que eu não existia, sem contar o fato que meu pai prefere mil vezes ela do que mim. E minha mãe já havia morrido...
Willian me olhou curioso.
Willian – Seu passado é bem doloroso.
Rina – Sim... Acho que sim. Fiquei uma semana em casa depois de vomitar naquele dia. Quando eu voltei ao colégio os professores se assustaram com a minha aparência. Me disseram que eu parecia anêmica. Na verdade eu nem tinha comido muita coisa. Mas eles não disseram muita coisa, tinham medo de mim. Eu comecei a ver por onde eu devia começar a reparar meus erros. Eu me esforcei e comecei a ser educada com todos. Mas a minha aparência não me ajudava muito sabe?
Willian – Você ainda não comia direito?
Rina – Não, e foi por isso que ganhei o apelido de defundo daquela vadia da Teresa. Ela enchia o meu saco 24 horas por dia. No colégio ela andava com algumas garotas que se achavam.
Eu ri baixinho me lembrando daquela época.
Rina – Mas foi meio que naquela época que comecei a ver coisas que realmente valiam a pena.
Willian – O que?
Eu fiquei animada, eu queria falar aquilo a alguém há muito tempo.
Rina – Tem uma biblioteca antiga no meu colégio. Muito antiga. Poucas pessoas vão lá. Eu a descobri depois de seguir uma garota da minha turma. Todos diziam que ela devia ser um fantasma por que ela nunca dizia nada e parecia invisível. Eu resolvi tirar a historia a limpo e a segui até a biblioteca escondida. Eu até tentei conversar com ela, mas... Ela já tinha amigos por lá...
Willian – Então você gostava de ler?
Rina – Ainda gosto. Eu comecei a me vestir toda de preto sabe? Isso te lembra alguém?
Ele riu.
Willian – Acho que sim!
Rina – Pois bem. Eu ouvia as pessoas comentando sabe? Kirito me disse que elas se perguntando o que “Rina-sama” fazia andando por ai lendo livros e andando de preto. Então...
Willian – Então?
Eu suspirei.
Rina – As pessoas começaram a me zoar pra valer. Eu não ligava. Nunca liguei. Quando eu andava distraída pelos corredores do colégio lendo um livro, geralmente tinha um babaca pra derrubar meu livro. Mas não passava disso. Sabe qual era um dos meus livros preferidos?
Willian – Como fazer ramen?
Rina – Baka! Claro que não! Um chamado controlando suas emoções e obtendo a vitoria.
Willian – Incrível, ele não é sobre ramen!
Eu ri e dei um tapinha nele.
Rina – Baka! Pode rir, mas aprendi muita coisa incrível com ele. Uma delas é disfarçar e controlar o que sente. Em um belo dia, eu estava no refeitório lendo meu livro sentada sozinha enquanto comia, umas garotas chegaram para mim no meio delas estava a minha querida Teresa-chan. Elas começaram a me zoar na frente do colégio inteiro. Nunca foi tão humilhada na minha vida. Adivinha o que eu fiz?
Willian – Provavelmente matou todas e jogou os corpos em um rio se te conheço bem.
Eu ri, ele tinha essa facilidade de me fazer rir.
Xx---Rina--- Flashback---xX
“Finalmente!”
Ao tocar o sino, eu sai da sala rapidamente, as pessoas andavam conversando o tempo todo. Eu fui ao banheiro antes de ir para o refeitório. Assim que cheguei lá eu puxei um pequeno estojo de maquiagem. Por mais que eu estivesse mudada eu não conseguia perder essa mania de ser vaidosa. Assim que terminei e obtive um resultado satisfeito eu guardei tudo e sai do banheiro indo para o refeitório. Eu puxei meu livro do bolso do vestido (apenas filhos de nobres podiam usar vestidos no colégio.) (Vestido da Rina) e sai lendo ele pelo corredor a fora. Era como diziam. Não há amigo melhor que um livro.
Assim que cheguei ao refeitório eu fiz uma cara de desgosto. O som das pessoas conversando alto era irritante.
“Não sei como eu agüentava isso...”
Eu andei sem emoção até a onde eu poderia escolher o que comer. Peguei um bolo e um suco de laranja. Ao pegar tudo eu fui para o meu lugar aonde eu sempre me sentava. A pior coisa que tem é você ser o único em pé em um lugar lotado de gente sentada. É como se a gente sentisse que todo mundo ta olhando a gente. Eu fui rapidamente para a minha mesa. A mesa não era realmente minha, mas eu havia tomado posse dela. Ela ficava no cantão do refeitório, junto das pessoas mais pobres que estudavam no colégio.
“Pelo menos ninguém me incomoda aqui... Na verdade seria bom ter um amigo ou dois para conversar...”
Pensei me sentando. Eu comi rapidamente meu lanche e voltei para o meu livro, ainda faltava muito tempo para a volta das aulas. Eu comecei a ansiar por elas desde que mudei. Os professores até me elogiavam com sorrisos sinceros nos rostos. Eu gostava de aprender coisas novas. Ao menos os professores conversavam comigo de vez em quando.
Foi quando eu começo a escutar das mesas vizinhas algumas exclamações. Eu olhei para trás e vi cinco garotas de vestidos de cores diferentes vindo em minha direção. No meio delas estava Teresa. Eu suspirei e me preparei para escutar. Elas vieram em minha direção. Claro. A que parecia ser a líder delas se pos a frente e ficou me encarando.
Teresa – Que coitadinha... Não é Valkyria-sama?
Valkyria. Loira, cabelo cacheado, parecia uma princesa de contos de fada. Uma ova.
Valkyria – Teresa, não zoe muito dela senão ela vai ficar nervosinha!
Eu ignorei elas e me levantei, eu não iria ficar escutando aqueles projetos de piranha falarem.
Eu passei calmamente por elas, mas uma delas me segurou no braço.
Garota – Calma ai princesinha!
Eu não liguei, permaneci calma, mesmo enquanto elas falavam mal de mim, me xingavam, e diziam coisas horrorosas. Eu lutei contra mim mesma e permaneci calma. Todos ao redor me olhavam. Eu me soltei do braço da garota e fiz meu caminho para fora do refeitório. Foi quando alguém me segurou novamente pelo braço.
Valkyria – Aonde você ta indo em?!
Eu me soltei do braço dela, eu deixei meu livro cair no chão sem querer. Quando eu fui pegar ele a Valkyria o pegou.
Valkyria – Olha só! Um livro de controle da raiva! Você já devia saber que você precisa mesmo é de uma vacina e não de um livro!
As amigas dela riam, as pessoas ao meu redor não diziam nada, apenas observavam. Afinal, elas não podiam fazer nada, os mais pobres não deveriam nunca se meter com os nobres. Era coisa de tradição.
E então ela o fez. Pegou o meu livro por duas pontas e rasgou pagina por pagina...
“Desgraçada...!”
Eu praticamente voei no pescoço dela e a esganei. As amigas dela não faziam nada, eu rasguei o rosto dela com as minhas unhas, minha raiva naquele momento não tinha limites. Ela tentava se soltar, mas não conseguia. Algumas pessoas gritavam e eu continuei a rasgar ela do mesmo modo que ela havia feito com o meu livro.
Kirito – RINA!!
Eu olhei para trás e um garoto veio correndo em minha direção. Ele me segurou por trás, eu gritava tentando me soltar. Eu segurei no rosto dele e cravei minhas unhas nele. Eu pude ouvir ele gritando, mas ele não me soltou, continuou me arrastando até para fora do refeitório, assim que saímos de lá ele me soltou.
Kirito – Mas o que deu em você?! Simplesmente atacando ela assim do nada?!
Me esforcei do fundo do meu coração para não xingar ele de algo pior.
Rina – Seu burro! Você não sabe de nada. Então vê se não me enche!
E eu sai andando, mas ele me segurou.
Kirito – Eu sei muito bem que elas queriam te fazer mal! Mas isso não era motivo para você bater nela!
Eu não resisti e deu um soco na cara dele. Ele ficou com a mão no rosto, surpreso.
Rina – Não aja como se cuidasse de min. Elas rasgaram meu livro. Ela pediu por aquilo.
Kirito – E você não podia ter comprado outro?!
Rina – Seu... Não tenho palavras para te descrever. Espera tem uma sim. Covarde.
Ele me olhou confuso.
Kirito – O que?
Rina – Não da pra correr de uma briga sempre. Se eu corresse ali, ela iria me encher o saco pelo resto da vida. Não se trata de dinheiro.
Kirito – Mas...
Rina – Mas nada! Não preciso de sua ajuda. Continue correndo dos problemas.
Ele me olhou friamente.
Kirito – Achei que você tinha mudado.
Rina – E mudei. Mas voltei a ser o que era no momento em que aquela garota estragou meu livro. Eu era como ela, mas não sou mais.
E sai andando.
“Preciso pensar um pouco...”
Eu fiz meu caminho até a biblioteca, ao menos lá eu poderia pensar. Assim que cheguei lá eu fui para o meu cantinho escuro. Era uma mesinha com pouca iluminação, mas se você queria paz ali era o lugar certo. Não havia mais ninguém na sala. Eu me deitei na mesa. Valkyria iria até a diretoria e falaria o que eu havia feito. Eu levaria uma bronca daquelas, mas não teria muito efeito. Elas não poderiam chamar meu pai no colégio.
Escutei o barulho da porta se abrindo. Eu não liguei, afinal uma vez ou outra alguém entrava ali.
Kirito – Rina?
Eu me levantei e olhei desinterresada o garoto parado ali na minha frente.
Rina – O que foi?
Ele olhou em volta antes de falar.
Kirito – Eu nunca vim aqui antes...
Rina – Como chegou aqui?
Kirito – Ah, eu... Te segui até aqui.
Eu levantei da cadeira irritada.
Rina – Por que me seguiu?!
Kirito – Ah, eu... Eu queria te pedir desculpas por aquilo... Acho que sou mesmo um covarde...
Rina – Não diga isso para si mesmo. Você tem que provar para você que eu estava errada, não o contrario.
Ele me olhou com um sorriso sincero. Achei que agora seria uma boa hora de reparar um erro.
Rina – Sabe Kirito... Eu... Eu queria te pedir desculpas por tudo que te fiz nesses últimos anos.
Ele me olhou pasmo.
Rina – Não espero o seu perdão. Mas espero que ao menos aceite as minhas desculpas. Eu agi como uma idiota. Espero que você compreenda...
Eu esperei a reação dele. Ele parecia estranho.
Kirito – Você parece outra pessoa falando.
Eu tentei dar um sorriso, mas sem sucesso.
Rina – Eu me esforço.
Kirito veio em minha direção e me abraçou. Um abraço apertado. Um abraço que eu queria a tanto tempo. Assim que ele me soltou eu olhei nos olhos vermelhos dele, eu corei.
Rina – P-por que fez isso?!
Kirito – Pra saber se você tava falando a verdade. Parece que sim. Eu te perdôo.
Eu fiquei pasma.
Rina – Mas... Simples assim?! Depois de tudo o que eu te fiz?! Depois de toda a humilhação que eu te fiz passar?!
Ele riu.
Kirito – Claro. Sabe por que?
Eu sacudi a cabeça.
Kirito – Por que eu acredito que as pessoas podem mudar. Sei disso por que vi o quanto você mudou nesse tempo.
Eu corei mais.
Kirito – Você ta vermelha. Ta com vergonha!
Rina – Baka! Eu não to!
Ele riu, acabou que eu ri também.
Kirito – Somos amigos de novo, okay?
Rina – Claro! Claro! Mas...
Kirito – Mas o que?
Rina – Acho que você devia continuar andando com os seus amigos. Não seria bom se te vissem junto de min. Pensariam um monte de besteiras.
Ele sorriu e me abraçou de novo.
Kirito – Você realmente ta mudada. Eu vi isso nos seus olhos.
Dessa vez eu também abracei ele, eu deixei umas lagrimas caírem na roupa dele.
Kirito me olhou novamente com aquele sorriso, aquele sorriso me aqueceu de um jeito inexplicável. Ele me olhou de um jeito diferente e foi aproximando o rosto do meu, meu coração foi batendo mais rápido. Assim que os lábios dele encostaram no meu, eu achei que ia derreter. Não era o meu primeiro beijo, mas tinha sido primeiro que tinha me feito sentir aquilo. Eu comecei a ficar tonta, o nosso beijo foi se intensificando mais, Kirito me pegou pela cintura e me prensou na parede, ele tinha um olhar feroz, a respiração dele estava rápida, praticamente igual a minha. Nós nos olhamos novamente antes de nos beijarmos de novo. Ele foi descendo a mão pelas minhas costas até chegar nas minhas nadegas. Eu soltei um gemidinho.
Kirito – Amei esse gemido...
Rina – Baka... Não diga isso!
Ele foi passando a língua pelo meu pescoço, e foi descendo... Aquilo estava maravilhoso. Ele apertou minha bunda, ele estava afobado, eu passei a mão pela barriga dele por debaixo da camisa, que delicia de barriga definida. Eu dei um sorrisinho, ele apertou minha bunda ainda mais forte, ele gemeu, aquilo me deixou arrepiada. Minha mente estava em branco...
Até que a porta se abriu, a gente tomou um susto, e a garota da minha sala entrou. Ela viu a gente com o rosto vermelho e respirando com dificuldade e deu um sorriso.
Garota – Aprendendo um pouco sobre o corpo?
Ela pegou um livro em uma estante e se sentou para ler com um sorrisinho. Eu fiquei vermelha de vergonha, Kirito também parecia um pouco envergonhado.
Kirito – Bom... Depois a gente se vê Rina.
Rina – Ah, ta tchau!
Ele saiu da sala apressado, eu voltei a me sentar na minha cadeira. Eu precisava tomar um pouco (Muita!) de água e retocar a minha maquiagem, que tinha certeza que tinha borrado. Eu respirei um pouco antes de sair da biblioteca. Antes de sair eu olhei para a garota novamente. Ela me olhou por cima do livro com outro sorriso.
“Ela não vai contar nada... Eu acho”
Antes de sair eu retribui o sorriso.
Xx---Rina--- Fim do Flashback---xX
Willian – Wow. Acho que fiquei excitado com esse final.
Rina – Baka! Bom... Depois daquilo eu e o Kirito continuamos sendo “amigos”... Mas nós paramos de nos agarrar por ai sabe?
Willian – Queria ter tido uma amiga que nem você na minha época de colégio.
Eu pulei em cima dele com um sorriso.
Rina – Não prefere a min?
Ele riu e me beijou.
Willian – Quem você prefere, eu ou o Kirito?
Rina – De corpo? Acho que o Kirito...
Willian – Se quiser eu chamo ele então...
Eu dei um selinho nele.
Rina – Só estou brincando seu baka! Meu coração é seu...
Falei me deitando no peito dele.
Willian – Nossa, me sinto honrado. Pena que meu sogro talvez não aprove isso.
Rina – Acho que ele nunca aprovaria ninguém!
Ficamos deitados por alguns minutos.
Rina – Vamos! Temos que nos levantar!
Ele agarrou minha cintura.
Willian – Me de mil motivos para isso.
Eu dei um sorriso.
Rina – Se você não levantar, não vai tomar banho comigo.
Ele se soltou de mim rapidamente.
Willian – Ótimo motivo. Já to pronto.
Rina – Você nem se vestiu!
Ele me olhou rindo.
Willian – Pra onde a gente vai, não vamos precisar de roupas!
Rina – E se alguma empregada te ver?
Willian – Ela vai ter uma hemorragia nasal e vai desmaiar de felicidade.
Eu me levantei e vesti apenas minha calcinha e meu sutiã. O banheiro ficava de frente para o meu quarto então eu dei uma olhada no corredor. Não tinha ninguém.
Rina – Vou te esperar lá! O banheiro é aqui em frente ao meu quarto!
Eu entrei no banheiro, eu deixei a banheira enchendo. Eu coloquei um monte de espumante dentro dela. Logo ela estava cheio de bolhas.
Willian entrou no banheiro logo depois.
Willian – Esse é o seu banheiro?!
Rina – Sim! Bem legal né?!
Willian – Acho que a casa que eu morava no meu mundo era desse tamanho.
Rina – Nossa, acho que se nos casarmos vamos ter de viver de roubos a bancos. Você não tem dinheiro nenhum!
Ele veio até mim e me abraçou, e logo depois me beijou.
Willian – Sua piscina já ta cheia.
Rina – Isso é uma banheira!
Willian – Uma banheira?!
Eu tirei a minha roupa e entrei dentro dela, estava quentinha e na temperatura certa. Willian entrou em seguida.
Willian – Nossa, me sinto que nem rico.
Eu nadei até chegar nele.
Rina – Espero que goste do banho...
Ele me agarrou com um sorriso.
Willian – Só do banho?
Eu dei outro sorriso enquanto a mão dele descia pelas minhas costas.
Xxx
Rina – É agora...
Falei com Willian. Nos dois já estávamos arrumados.
Willian – Vamos?
Rina – Hai...
Willian – Não fique com essa cara, não é o meu enterro. Embora eu também esteja com medo.
Eu suspirei.
Rina – Vamos então...
Juntos nos fomos caminhando pelos corredores da minha casa. Uma vez ou outra a gente encontrava uma empregada até que encontrei o nosso mordomo. Ele fechou a cara assim que viu Willian.
Eduard – A quanto tempo Rina-sama...
Rina – Oi Eduard. Cadê o papai?
Eduard – Seu pai pediu para mim avisa-la que ele a espera na Arena de viajantes.
Rina – Na arena? Por que?!
Eduard – Simples. O torneio é hoje Rina-sama.
O meu coração quase saltou pela boca.
Rina – Vamos Willian!
Eu sai puxando ele pela mão para fora do castelo.
Willian – Ei espera! Pra onde a gente ta indo!?
Rina – Pra arena! Você vai lutar hoje e agora!
Willian – Ta de brincadeira?! Eu nem tomei café da manhã!
Eu pulei em um telhado e olhei para trás, ele estava me acompanhando. Juntos nós fomos correndo até na direção do colégio. Eu não tinha tempo para me identificar na portaria, eu e Willian pulamos o muro e fomos correndo até na arena.
Willian – A arena fica dentro do seu colégio?!
Rina – É! Que assim todos podem ver!
Juntos nós atravessamos o colégio, logo já podíamos ouvir o barulho de pessoas falando vindo da Arena.
Nos paramos na entrada dela. Um guarda real, vestido com um armadura veio em nossa direção.
Guarda – Rina-sama! Seu pai pediu para levá-la até ele.
Rina – Ta!
Ele nos guiou dentro da Arena, passamos por vários corredores. Ela era reformada, tinha aspecto de antiga por fora, mas por dentro ela havia sido reformada e equipada com varias coisas. O guarda os levou até uma sala que era guardada por mais dois guardas reais.
Nos paramos na porta.
Rina – Ta pronto?
Ele me olhou com um sorriso.
Willian – Estaria se eu tomasse um todynho...
Eu ri e juntos nós entramos na sala. Meu pai e minha irmã estavam sentados em duas cadeiras diferentes. Ambos olharam para trás e me viram, mas olharam principalmente para Willian...
Xx---Willian---xX
“ Cassete, eu to nervoso pra caralho...”
Meu pescoço suava. O tal pai da Rina me olhava com um olhar ridiculamente assassino. Ele tinha uma longa capa vermelha presa ao ombro, mas ele usava um terno negro.Era como se eu fosse o inimigo mortal dele, mas ao lado dele estava uma mulher de cabelo comprido e negro, os olhos também negros. Ela parecia um pouco com a Rina, mas a Rina não tinha o tanto de seios que ela tinha, ela usava um belo vestido vermelho decotado ao extremo. O pai de Rina continuava me encarando friamente...
Rina – Err... Papai, Naty... eu trouxe o Willian.
Ele se levantou da cadeira com um sorriso.
Vincent – Ah, sim. Muito bem minha querida...
Naty – Nossa, Rininha, você não disse que ele era tão bonitinho!
Aquela mulher me olhava com um olhar sedutor. Eu a encarei o mais serio que eu pude. Eu tinha certeza que Rina não deveria estar nem um pouco contente.
Vincent – Eu estive ansioso para te conhecer, Viajante Willian. Devo dizer que estou honrado!
Falou ele com um sorriso perigoso, aquele cara estava me dando medo de verdade. Minha mão ansiava por fazer um chidori e enfiar no peito dele.
Willian – Est honor meus Domine. Eu é que agradeço a oportunidade de poder ver o senhor, aquele que me deu a oportunidade de ter tais poderes.
Falei me curvando, eu tinha que ser educado ao maximo, e nada melhor para puxar o saco de alguém do que falar em latim.
Ele deu uma gargalhada.
Vincent – Você sabe latim! Vocês... humanos... sempre surpreendem. Achei que o latim era uma língua morta em seu mundo.
Ele falou a palavra humano com certo desprezo...
Willian – E é. Mas eu estudei mais a fundo a língua. Sabedoria e conhecimento são as melhores armas.
Ele me deu um sorriso.
Vincent – Ah, ao menos você não é um ignorante. Eu diria que gostei de você. Você parece ser surpreendente.
Ele disse aquilo em um tom que me perguntei se ele estava me comparando a um animal.
Naty – Quem diria... Não são todos que te impressionam, não é papai?
Vincent – Não mesmo filha, eu estou ansioso pela luta dele. Ele parece ser bem forte... Guarda!
Um guarda entrou na sala e fez uma continência.
Vincent – Leve o Viajante para a sala de espera dele. Rina, se importaria de assistir essa luta comigo e sua irmã?
Ela parecia triste. Muito triste.
Rina – Não papai...
O guarda me acompanhou para fora da sala. Alguma coisa no meu interior me dizia que algo estava errado.
Junto comigo o guarda me levou a uma pequena sala, que tinha comida em cima da mesa e outras coisas. Aquilo me fez dar um sorriso.
Guarda – Você fica aqui vendo as lutas até chamarem seu nome. Quando chamarem eu te acompanho até a Arena.
Dito isso ele saiu da sala. Eu instantaneamente me dirigi a mesa e comi o que eu pude. Enquanto eu estava no sofá comendo um bolo, nas costas da minha mão surge uma esfera vermelha.
Alduin – Como vai parceiro?
Falou ele com desprezo.
Willian – Na verdade eu vou bem. O que você quer falar comigo?
Alduin – Você vai lutar com um monte de caras hoje não vai?
Willian – Talvez...
“Ele ta armando algo...”
Alduin – Se você me der algo, em troca eu posso te dar poder...
Eu ri, eu não daria nada a ele.
Willian – Sinto muito Alduin, mas você perdeu seu tempo. Não vou te dar nada.
Ele riu.
Alduin – Você quem sabe. Estou a disposição para conversar a qualquer momento.
Falou ele e o brilho na minha mão sumiu.
Sephiroth – Ei, Willian.
Eu fechei os olhos surpreso.
Willian – Oi?
Sephiroth – Você me pediu para te lembrar de dizer suas ultimas palavras a mim.
Eu dei uma risada.
Willian – É verdade...
Sephiroth – E então?...
Willian – Bom...Tenho que admitir que eu nunca esperava ser seu herdeiro e tal... E muito menos que eu fosse te ter dentro da minha cabeça. Isso é um saco, mas quer saber?
Sephiroth – O que?
Willian – Aprendi um monte de coisas legais com você. Eu ganhei uma asa. Eu já te contei que antes disso tudo eu era seu fã?
Sephiroth – Não me lembro.
Eu ri.
Willian – Te acho mais foda que aquele Cloud Strife. Isso sim. Acho que vou continuar sendo seu fã até morrer.
Ele riu.
Sephiroth – Não gosto dessas coisas sentimentais. Você é meu fã? Então saia dessa vivo e continue sendo. Só te peço isso. Eu odiaria ser esquecido novamente...
A voz dele foi interrompida por a de um locutor. Eu fui para a janela da sala, era uma ampla janela. Lá fora dava para ver um tipo de palanque montado, em cima dele estava Rina, Naty e o pai de Rina, Vincent. O louctor falou algumas palavras de boas vindas e logo passou a palavra ao pai de Rina.
Vincent – Obrigado a todos pela presença! Novamente aqui estamos reunidos para presenciar mais uma batalha entre humanos escolhidos pelo destino! Já faz quase 20 anos desde o ultimo torneio! E o vencedor dele, Lighting Falyer esta aqui mais um vez para participar!
Dito isso um cara subiu ao palanque. Ao ver aquele cara o meu braço tremeu. (Lighting Falyer)
“Quem é esse cara?! Parece que cada célula do meu corpo quer fugir...”
Ele pareceu olhar diretamente para mim, o meu corpo paralisou...
Não havia som no mundo naquele momento. Era como se... Tristeza pura emanasse dele... Ninguém aplaudia, ninguém dizia nada...
Vincent – Bem, e é com muito prazer que eu anuncia a primeira luta desse torneio!
Eu quase não escutava, nós ainda nos encarávamos... Eu não sabia o que era aquilo.
Alduin – DOVAHKIIN!
Willian – O que?
Falei sem tirar os olhos de Lighting. Ele também parecia estranho.
Alduin – Tem algo errado... Eu... Sinto algo naquele homen...
O tempo parecia andar mais devagar...
Vincent – O viajante nomeado Uchiha Willian contra o nosso campeão Lighting Falye!
Fale com o autor