O Viajante De Animes
55 Cap 15 Second Season
Notas iniciais
Eu acordei de manhã e olhei em volta, meu quarto estava vazio...
Rias – Ohayo!
Eu olhei subitamente para o lado e vi Rias deitada sem nenhuma roupa na minha cama. Eu me sentei na cama.
Serena – Rias! Como...
Rias – Eu não estava conseguindo dormir a noite e resolvi deitar com você! Afinal você é meu travesseiro!
Falou ela com um sorriso, mas na verdade eu estava olhando mais para os seios dela... As asas dela estavam abertas.
Rias – Que coisa, odeio quando isso acontece!
Falou ela fechando as asas.
Serena – Ei... Rias, como está o Issei?
Rias – O Issei? Bom... Ele tem progredido muito como demônio. Ele vai se tornar um demônio muito forte um dia.
Serena – Tenho inveja dele.
Ela me deu um sorriso e chegou mais perto de mim, me deixando meio nervosa.
Rias – Por que?
Serena – Ter uma garota como você por perto todos os dias...
Ela se deitou no meu colo, ela parecia não se importar pelo fato de estar sem roupa alguma. Eu fiquei passando a mão pelo seu cabelo vermelho.
Rias – Está com inveja do meu servo? Baka...
Ela colocou sua mão no meu rosto.
Rias – Não precisa ter inveja nenhuma. Afinal, estou bem aqui.
Aquilo me arrancou um suspiro.
Serena – Você não existe... Ou melhor, é o sonho de qualquer um...
Rias – Agradeço o elogio!
Serena – Você não sabe o que as pessoas do meu mundo fariam para te ver... Sentir o toque de sua pele...
Ela me deu um sorriso tão sereno que eu subitamente parei de falar.
Rias – E o que você faria por mim?
Serena – Tudo.
Rias – Cuidado para Rina não te escutar dizendo isso.
Comentou ela com uma risadinha.
Serena – Por que? Ela sabe que amo todas vocês. Afinal vocês são as minhas razões de viver.
Rias – Você não tem nenhum objetivo?
Serena – Eu tenho sonhos, isso sim. Mas não preciso muito deles afinal.
Rias – Oh? Por que?
Eu dei um sorriso.
Serena – Por que estou conversando com um sonho agora. Um belo sonho, acho que o melhor que já tive.
Rias – Baka, não seja tão exagerada!
Eu fiquei deitada com ela por mais um tempo em silencio.
Rias – Acho que a gente deveria se levantar.
Serena – Sim...
Ela se levantou e foi para o banheiro, logo eu comecei a escutar o som da banheira se enchendo. Eu fiquei deitada por mais um tempo até eu decidir entrar na banheira junto dela. Ela ficou observando meu corpo.
Rias – Então seu corpo ainda tem partes masculinas? Que estranho...
Serena – Ah eu prefiro não ficar dando muita atenção a isso.
Ela riu.
Rias – Se quer saber você ficou muito bonita assim!
Eu me abaixei um pouco mais na banheira.
Serena – Sabe Rias... Você tem alguma dieta especial ou coisa assim?
Ela ficou me olhando estranho.
Rias – Ah? Por que a pergunta?
Serena – É por que... Eles são enormes...
Falei apontando para os seios dela. Ela riu.
Rias – Está com inveja?
Serena – Ah... Um pouco...
Rias – Rina me perguntou alguma coisa parecida com isso ontem!
Serena – Mesmo? Mas ela não precisa de seios grandes...
Rias – E por que você precisaria?
Eu pensei por uns instantes.
Serena – Nessa você me pegou... Não sei dizer... Acho que é alguma tara minha... Ou vaidade...
Ela chegou perto de mim.
Rias – Então você gosta de seios grandes?
Serena – Ah... Um pouco...
“Se com um pouco você quer dizer muito...”
Ela ficou de frente para mim e se sentou no meu colo, coisa que me fez ficar tonta.
Rias – Ainda temos algum tempo... Quer fazer algo divertido?... Você ta chorando?!
Serena – Gomen, não sabia que você iria falar algo tão bonito assim de repente! Eu quero sim.
Rias – Sinceramente... Você e o Issei se parecem demais...
Falou ela com um suspiro.
“Bom... Imagino o por que...”
Xx
Ministro – E essas são as ordens de vocês duas.
Estávamos eu e Esdeath em uma mesa, almoçando com o Ministro. Na parte da manha Esdeath cumpriu sua promessa e nós duas fomos...”interrogar” a mulher da sala de tortura.
Ministro – Essa rebelião que está acontecendo no norte é muito impertinente, o imperador quer que ela cesse imediatamente. E vocês duas darão conta disso facilmente!
Ele mastigava um pedaço de carne... Aquilo estava me deixando nervosa. O jeito que ele mastigava parecendo um animal. Percebi que Esdeath ignorava isso muito bem.
Esdeath – Numa Seika?Hum... Vamos ver se ele me oferece um bom desafio... O herói do norte...
Eu ri.
Serena – Oh? E eu não sou um desafio?
Esdeath – Pelo que vi de seus poderes você não sabe o que faz.
Serena – ... Quer lutar?
Ministro – Já chega! Guardem essa energia para os rebeldes do norte.
Eu e Esdeath nos levantamos da cadeira.
Esdeath – Vou partir imediatamente. Vou levar um tropa com 200 homens comigo.
Ministro – Muito bem. Essas tropas podem ser divididas entre você e a shogun Uchiha. 100 para cada uma?
Esdeath me olhou com desprezo.
Esdeath – Sabe comandar... general?
“Não...”
Serena – Sim. Conquistaremos o norte rapidamente Ministro.
Ministro – Oh! Fico muito contente com isso!
E Deixamos ele comendo enquanto saiamos da sala.
Esdeath – Vou mandar alguém selar nossos cavalos... Espero que esteja pronta em meia hora.
Serena – Não se preocupe. Em relação ao seus homens... Pode ficar com os 200.
Ela me olhou curiosa.
Esdeath – Oh?
Serena – Só vou precisar de uma das minhas servas. Ela vai dar conta dessa rebelião.
Esdeath – Tem tanta confiança assim nela?
Serena – Sim. Ela é... Uma serva e tanto.
Falei me distanciando dela e me encaminhando para o quarto de Reynalle. Assim que cheguei eu a encontrei vestida novamente com o fraque de mordomo e ajeitando talheres, de prata, em sua maioria facas.
Reynalle – My lord! Eu estava me preparando para a partida.
Serena – Oh? Como soube?
Ela deu um sorriso e ajeitou os óculos.
Reynalle – Noticias correm, e quem tem audição apurada de um Demônio, como eu, consegue escutar algumas coisas.
Serena – Então já sabe que vai ir comigo.
Ela guardou as facas dentro de seu fraque* ( Fraque = É uma roupa que geralmente mordomos usam ). No entanto ela ficou alguns segundos parados e de dentro de sua roupa ela tirou um anel.
Reynalle – Isso é um presente para você my lord. Esse anel era de Ciel Phantomhive antes dele se tornar um demônio. Ele deixou sua mansão vazia então eu o peguei... Achei que era digno do senhor...
Serena – O anel de Ciel Phantomhive... Muito bem... Ah Reynalle, por favor me chame de My Lady. As pessoas podem não entender muito bem.
Ela se curvou para mim colocando a mão no peito.
Reynalle – Yes my lady.
E logo em seguida ela tomou minha mão esquerda a onde ela colocou o anel de Ciel em meu polegar por cima de minha luva branca. Tinha ficado justinho.
Serena – Perfect. Vamos agora Reynalle, antes que aquela vira-lata da Esdeath comesse a ficar nervosa.
Reynalle deu um sorriso.
Reynalle – Yes my lady. Você gosta dela não é mesmo?
Perguntou ela enquanto saímos do quarto e íamos para a entrada do palácio.
Serena – Sim. Ela vai ser uma serva perfeita para mim.
Reynalle – Entendo... Contudo...
Ela subitamente parou e me agarrou pela cintura, ela manteve o olhar fixo em mim. Eu olhei para os lados, o corredor estava vazio.
Reynalle – Espero que você não esqueça de mim...
Falou ela descendo a mão pela minha barriga e parando um pouco abaixo de minha saia.
Serena – Jamais. Você é minha primeira serva.
Ela pareceu mais tranquila com aquilo e voltou a andar agora com um sorriso no rosto. Assim que chegamos na entrada do palácio Esdeath estava me esperando, ela estava montada em um cavalo branco e havia mais dois cavalos ali perto.
Esdeath – Esta atrasada!
Serena – Não é você que está muito adiantada?!
Ela me olhou com raiva, eu me divertia com aquilo.
Esdeath – Ande logo, quanto mais rápido chegarmos lá, mais posso me divertir.
Eu tive um pouco de dificuldade de montar em meu cavalo, pelo justo fato de minha farda ser uma minissaia curta. Assim que subi eu sabia que qualquer um que reparasse bem poderia ver minha calcinha. Atrás de mim eu vi Reynalle montada no outro cavalo, ela olhava em um relógio de bolso.
Reynalle – Vamos?
Nós três fomos galopando pela cidade rapidamente.
Esdeath – Minhas tropas me esperam na cidade do norte. Eles já fizeram o cerco.
Serena – Muito bem shogun. Talvez eu até faça outro elogio seu ao ministro!
Esdeath – Tsc... Você é um empecilho...
Serena – E já você é um amor de pessoa!
Xxx
Assim que chegamos no norte eu me encolhi, o frio ali era absurdo embora eu gostasse de frio. Os soldados observavam nós três passando com avido interesse. Nos encaminhamos até uma tenda a onde deixamos nossos cavalos na porta para entrar. Lá dentro encontramos o capitão das forças ali presentes e alguns oficiais menores. Eles olhavam para uma mesa a onde havia um mapa.
Capitão – Esdeath shogun! Uchiha Shogun! Sejam bem vindas.
Esdeath passou direto por eles e ficou olhando o mapa por alguns minutos. Eu passei pelo capitão e fiz o mesmo, a cidade, pelo visto era grande e reforçada. Quase impenetrável.
Serena – Gostei. Isso parece ser um desafio interessante.
Esdeath – Não use roubar meu divertimento. Você vai ficar aqui.
Falou ela me olhando feio.
Serena – Você não tem autoridade sobre mim.
Ela riu.
Esdeath – Muito bem, pode ir então, mas não terá nenhuma de minhas tropas.
Serena – Eu nunca quis.
Reynalle entrou em cena carregando uma cadeira de veludo que parecia bem confortável. Ela indicou a cadeira para mim.
Reynalle – My lady.
Eu dei um sorriso e me sentei nela, confortável mesmo.
Reynalle – Se você não se importar eu vou preparar um chá. Prefere Ceilão ou chá preto?
Eu pensei por um tempo, eu nunca havia tomado chá de Ceilão antes.
Serena – Ceilão.
Reynalle – E deseja algo para comer?
Serena – Sim, faça o que for melhor para você.
Eu vi Esdeath rindo.
Esdeath – Chá? Sua serva me parece fraca.
Serena – Ela faz o que é mandada. Não importa o que seja.
Reynalle foi em direção da Esdeath e se curvou.
Esdeath – Sou a serva da Lady Uchiha.
O capitão da guarda finalmente parece ter se aborrecido com o que estava acontecendo ali.
Capitão – Não há tempo para isso! Esses rebeldes mantêm armadilhas espalhadas pelos muros da cidade do qual nós não podemos passar e ainda por cima...
Serena – Capitão! Isso te aborrece tanto assim?
Ele ficou irado de raiva. Esdeath estava apenas observando agora.
Serena – Reynalle! Quero que você destrua cada uma dessas armadilhas que incomodam tanto assim o Capitão.
Ela se curvou na minha frente com um sorriso. (Musica )
Reynalle – My lady pelo que vi no mapa cada parte da cidade possui uma armadilha diferente, e podem existir inúmeras delas...
Eu olhei fixamente para Reynalle e puxei minha luva esquerda de modo que ela visse o selo do contrato assim como todos ali.
Serena – Vai descumprir o contrato?
Ela riu.
Reynalle – Nunca. Eu vivo apenas para ser sua serva my lady e cumpro todas as suas ordens não importa quais sejam. Se você me ordenasse eu poderia pessoalmente acabar com esses ratinhos da cidade.
Serena – Não. Afinal a Esdeath Shogun disse que quer se divertir não é mesmo? Eu também quero. Apenas destrua essas armadilhas e mate quem estiver em seu caminho. Isso é uma ordem.
E o selo do contrato brilhou em minha mão.
Reynalle – Yes my lady...Porem devo servir seu chá nesse momento?
Serena – Sim, afinal estou com fome.
Reynalle saiu da tenda para preparar meu chá, enquanto isso todos me olhavam por ali. Ficaram algum tempo discutindo algumas coisas sozinhos até o capitão vir falar comigo.
Capitão – É serio que você vai manda-la sozinha para a cidade?! Não tem medo que ela morra?
Eu dei uma gargalhada e vi Esdeath se sentando em uma cadeira idêntica a minha.
Serena – Minha serva... É imortal... e acima disso, ela é um demônio.
Um silencio obscuro preencheu a tenda. Esdeath riu desacreditada.
Esdeath – Um demônio. E que preço você teve que pagar?
Perguntou ela com um sorriso, que respondi igualmente.
Serena – Minha alma será dela no dia em que eu morrer. Porem eu já expliquei a ela que não posso morrer, mas mesmo assim ela quis me servir..
Esdeath – Não pode morrer?
Reynalle entrou nesse momento na tenda carregando uma bandeja coberta, que ao tirar revelou um bule de chá e pelo que parecia um tipo de pão doce. Ela serviu o chá para mim em uma xícara.
Reynalle – Aproveite my lady.
Serena – Arigatou Reynalle... Como eu ia dizendo eu não posso morrer. Sou imortal.
A cara que a Esdeath fez de surpresa foi incrível, assim como a dos oficiais ali presentes, que agora cochichavam. Eu ativei meu modo vampiro e olhei para Esdeath.
Serena – Eu sou uma vampira. Não morro... Vou pendurar eternamente até que algum dia eu me canse dessa vida.
Esdeath ficou seria enquanto eu tome um gole de chá. Delicioso.
Esdeath – Quantos anos você tem?
Serena – Ora! Essa é uma pergunta indelicada para uma garota!
Ela ficou me encarando pensativa.
“Ah mentir um pouquinho não tem problema.”
Serena – Mas saiba, tenho idade o suficiente para ser sua avó.
A cara que ela fez de espanto foi impagável. Eu lembraria daquilo para sempre.
Esdeath – N-não pode ser...
Serena – Brincadeirinha! Ainda sou bem nova. Interessou-se por mim agora?
Ela se virou para o lado evitando me olhar.
Reynalle – My lady, vou cumprir sua ordem agora.
Eu concordei com a cabeça e a fiquei observando sair da tenda ajeitando seus óculos. Eu mordi o pão doce, delicioso.
“Epa, como ela fez esse pão tão rápido?”
Eu ri de minha própria pergunta.
“Por que ela é uma serva e tanto...”
Xx--- Reynalle ---Xx
Eu olhei em meu relógio. 19:39 da noite... Eu estava sentada em um dos telhados de uma das casas inimigas. Nevava de leve, mas nada que me incomodasse mais... Hoje em dia pouca coisa me incomodava.
“Queria ficar perto da Serena...”
Isso sim me incomodava, ela queria recrutar a Esdeath para o clã de Assassinos, mas... Ela gostava de ficar perto dela. Eu tinha certeza que a umas épocas atrás, quando eu e ela tínhamos nos conhecidos, ela era assim comigo também... Eu fechei os olhos...
“Ah... Aqueles dias... Aqueles dias em que era apenas eu e ela...”
Eu me lembrei da minha primeira vez... No banho com ela... Um sorriso ficou estampado em meu rosto. Aquela sensação... O jeito carinhoso como ela havia me tratado... Eu, sua primeira serva.
“Hoje em dia ela tem as outras... Apenas me tornei mais uma...”.
Pensei amarga. Aquilo magoava... Com Rina eu até entendia os sentimentos de meu mestre, afinal se não fosse Rina, eu jamais teria o conhecido... Eu gostava da Rina, apesar de disputarmos a mesma pessoa... Mas agora? Ele tinha outras. E mais uma estava a caminho de se tornar uma de nós.
Eu abri meus olhos e fiquei olhando o céu. Não dava para ver nada devido a neve... Mas as estrelas ainda estavam lá. Com elas eu poderia contar... Não com um deus que me abandonou, abandonou minha raça... Um deus que só escolhe favoritos para serem salvos.
“Ele me da nojo...”
Um deus tinha que ser alguém que cuida das pessoas e dos seres... Um que traga paz para todas as raças. Porem o deus dos religiosos, o de meu mundo era uma piada. Guerras aconteciam e ele não fazia nada. Apenas observava... Não movia um dedo ao ver ambos seus servos como seus adoradores sofrendo.
“Oh... Exatamente como ele...”
A imagem de Hyodou Issei na igreja, segurando Asia Argento apareceu em minha mente. Na justa hora em que ele, que um dia fora humano, um bom humano que nunca havia cometido pecados graves... Pedindo misericórdia a deus pela amiga morta. Essa era a prova de que deus era ridículo... Deixara uma garota inocente morrer, uma garota que simplesmente fora considerada herege por ter feito a bondade de curar um demônio.
“Garota que eu mesma matei... E tentei roubar a Sacred Gear...”
Pensei amarga. Mas não era hora para refletir tais coisas, eu tinha uma missão e tinha que cumpri-la. Era a ordem absoluta de meu mestre. Eu ajeitei minhas luvas e meus óculos no rosto.
Reynalle – Transformar dia em noite... Agua em areia... Preto em branco... Essa, é a serva dos Uchiha.
“Acho melhor pensar em uma frase mais original... Aposto que Claude Faustus não ia gostar de saber que eu copiei a frase dele!”
Pensei com um sorriso.
Eu me levantei, minha visão aguçada já me entregou a primeira armadilha. Laminas presas na entrada da cidade, para que caíssem em cima dos soldados. Um perigo realmente. Haviam dois guardas cuidando , eles estavam com lanças e os rostos cobertos por mascaras. Rápida como a noite eu me deixei levar pelas sombras, um, dois ,três saltos e eu já estava atrás do primeiro guarda, enquanto seu amigo estava distraído olhando para cima. Puxei uma das minhas facas de meu arsenal, herdado de Sebastian Michaelis, assim como um conjunto de facas de ouro, pertencente ao meu segundo professor Claude Faustus. A faca entrou facilmente na nuca do guarda, ele caiu morto no chão fazendo um baque pesado. O outro guarda ao ver aquilo ficou sem reação, coisa que me deu tempo de atirar uma de minhas facas entre seus olhos. Ele também caiu no chão, o que me deu tempo de recuperar minha faca e desmontar cuidadosamente a armadilha.
Minha noite foi bem agitada, depois daquilo encontrei mais três armadilhas muito bem feitas, coisa que iria atrapalhar bastante nosso exército. Eu olhava para uma casa em especial, onde guardas se escondiam para atacar um dos nossos oficiais. Eu me aproximei da casa com cuidado e fiquei em baixo da janela.
??? – Muito bem, já decoraram o plano?!
??? – Sim senhor!
??? – Não acredito que aquela puta da Esdeath está aqui presente... Se fosse apenas os soldados nós daríamos conta.
??? – Senhor, e quanto a nossa rota de fuga?
“Rota de fuga? Isso não é bom.”
??? – já tem alguns dos nossos cuidando da saída. Se tudo der errado ao menos vamos conseguir recuar e pensar em um meio de retomar nossa cidade. Lembrem-se de dizer as tropas para entrarem nesse armário aqui e pegarem uma tocha...
??? – Esdeath... senhor?
??? – Nunca ouviu falar dela?! Meu deus soldado...
??? – Ainda sou novo senhor...
O sujeito suspirou, eu conseguia ouvir até mesmo seu coração batendo. Tal eram as mudanças feitas por Claude em meus sentidos e corpo.
??? – Vou para o palácio. Venha recruta, vou te contar quem é Esdeath. Afinal se eu não te contar amanha é capaz de você achar que ela é apenas uma qualquer...
Eu pulei rapidamente para dentro da casa, me deixando com seis guardas para dar um fim. Eles estavam distraídos demais para me notar, afinal eu sou um demônio. Um deles acendeu um cigarro e fez a infelicidade de olhar na direção da janela. Ele me olhou assustado e estava prestes a gritar, eu corri até ele puxando uma faca de meu fraque, acertando a garganta dele em cheio. Para meu azar o corpo dele fez um barulho muito alto ao cair, coisa que alertou os outros guardas que estavam na casa. Os cinco restantes apareceram no cômodo, para minha sorte nenhum deles usava armas de fogo, apenas espadas. Dois deles vieram confiantes para cima de mim, quando a espada do primeiro estava caindo em direção a minha cabeça eu me inclinei para o lado, deixando ela passar sem resistência, tanto que eu consegui escutar o assovio da lamina. Eu aproveitei o tempo em que ele ainda se recuperava do ataque e meu braço passou pelo seu pescoço tão rápido, e ele nem deve ter percebido quando quebrei seu pescoço. Porem logo depois disso eu tiver que me abaixar pois a espada do segundo guarda passou pela minha cabeça. Enquanto eu me abaixava eu tomei impulso no chão da casa e dei um soco certeiro em sei coração. O homem deu um grito horrível e começou a babar antes de cair no chão.
Guarda – Quem é você?!
Perguntou um dos três guardas que estava ali. Eu dei um sorriso simpático para ele.
Reynalle – Eu sou uma simples serva dos Uchiha.
Depois de lidar com os guardas eu terminei meu trabalho primário de desativar as armadilhas, assim como voltei aquela casa e limpei o túnel, bloqueando a saída. Eu olhei no relógio, já era quase 06:27 da manhã. Eu estava voltando para o acampamento, afinal eu estava ligeiramente exausta e já tinha terminado minha missão.
“E agora como uma boa cachorrinha que fui, aposto que a Serena vai me elogiar e passar a mão na minha cabeça por eu ter feito tudo direitinho.”
Pensei amarga, enquanto pulava aquele muro altíssimo da cidade em um salto de fé, para cair sem sentir nenhum impacto no chão coberto de neve...
Eu tinha certeza de que Serena ainda deveria estar dormindo. Eu andei pelo acampamento ignorando olhares e ou mesmo cantadas à parte dos guardas. Porem eu parei um guarda que passava na minha frente.
Reynalle – Você sabe me dizer a onde se encontra a Uchiha shogun?
Ele me indicou uma tenda a onde haviam dois guardas de prontidão. Assim que entrei eu a vi deitada em uma cama, dormindo tranquilamente com a coberta até o pescoço. Eu me aproximei dela com o intuito de acorda-la, mas parei assim que puxei sua coberta. Ela vestia uma lingerie vermelha. Os seios dela não ficavam a mostra mas o decote era bem convidativo... E eu puxei mais um pouco a coberta. Eu fiquei meio sem graça... Afinal... Ele estava duro. A calcinha que ela usava era vermelha e parecia não caber o que tinha ali dentro, coisa que me fez ficar com um desejo de tirar aquela calcinha apertada com minha boca... eu dei um sorriso e tirei meu fraque e meus sapatos.
“Ah não vai fazer mal eu me deitar aqui um pouco!”
Xx--- Rina ---xX
Eu olhei entediada pela janela do meu quarto, o sol entrava por ela de um jeito que incomodava minha vista. Eu leia um livro que tinha achado em minha mesa de cabeceira, mas ele era horrível.
“Ah... O que a Serena ta fazendo?... Ah quer saber, vou dar uma volta...”
Eu me levantei da cama e fui me arrumar. Assim que julguei estar vestida apropriadamente eu sai do meu quarto, encontrando dois guardas conversando pelo corredor.
Guarda — ... e se quer saber um terço deles eram guardas! Maldito Zank...
Guarda – É... É esse tipo de coisa que me da vontade de sair da guarda... É um trabalho arriscado... Ainda mais com tantos rebeldes por ai... E agora com esse maldito carrasco Zank...
Eles pararam de falar assim que me viram e fizeram um breve continência.
Guarda – Tenete Rina!
Rina – Bom dia pra vocês.
Assim que eles foram embora eu fiquei animada.
Eu sai animada do palácio, sinceramente quase todos os dias se resumiam a ficar sentada sem fazer nada... O sol estava até bem forte para o dia, mas eu não liguei geralmente era assim mesmo. Eu pensava enquanto andava pela cidade, havia alguns dias que eu escutava falar desse Zank, ele era um carrasco que havia ficado maluco e que antes de desaparecer ele roubou uma farda imperial. E pelo que eu entendia cada uma dessas fardas tinham um poder incrível...
Eu observei as pessoas que andavam ao meu lado, a maioria delas pareciam ser nobres... Com uma breve exceção de um mendigo deitado no chão, perto de uma arvore. Ele era um homem na casa dos 40 anos de idade.
“Triste...”
Eu continuei andando, parecia que depois daquilo eu comecei a notar as varias falhas na cidade, porem ao passar perto de um beco, vi dois garotos incomodando uma garotinha que não deveria ter mais de 11 anos enrolada a um cobertor. Eu fui me aproximando daquela cena.
Garotos — ... Meu pai disse que vocês são umas pragas!
A garota não disse nada, mas ao que parecia, se encheu de medo ao me ver. Os garotos, que deveriam ter uns 15 anos pararam e me encararam.
Garoto – O que foi?! Não ta vendo que a gente ta ocupado?!
Rina – O que estão fazendo com essa garotinha não é nenhum pouco legal.
Garoto – Ah?! Vai defender esses imundos agora?!
Pensei por um breve momento se eu deveria matar ele.
“Acho que ele e o amigo dele não farão falta...”
Eu olhei para a garotinha sentada no chão, agora que cheguei mais perto eu notei seus olhos de cor azul que seu cabelo preto escondia. Ela evitou me olhar nos olhos e ao tentar se mexer parecia ter sentido dor no braço.
Rina – Ei... Eles te machucaram? Quebraram seu braço?
Ela não respondeu, mas o olhar dela já dizia tudo.
Eu cheguei perto dela e coloquei minha mão em sua cabeça com um sorriso.
Rina – Você quer que eu mate algum deles?
Observei repentinamente os garotos se entreolhando. A garota me olhou assustada.
Garoto – Voce não pode fazer isso, meu pai é o conde...
Rina – E dai? Não vai ter nenhuma testemunha... Vai ser apenas uma infelicidade.
Falei puxando uma kunai de meu bolso. Ele não parecia assustado, e nem o amigo dele.
Rina – Muito bem. Vou matar os dois.
Garoto – Quero ver você...
O primeiro teve sua garganta cortada antes de terminar a frase, ele caiu no chão segurando a própria garganta. O segundo ao ver aquilo ameaçou gritar de medo, mas eu rapidamente segurei minha mão contra a boca dele.
Rina – Xiuu... Você já está morto. Mortos não gritam.
Ele começou a chorar, mas aquilo era pouco para me comover. Eu coloquei minha kunai em seu pescoço e fui abrindo lentamente um buraco nele, coisa que fez ele urrar. Eu deixei o sangue caindo por algum tempo e enfiei mais a kunai, ele caiu no chão da mesma forma que o outro garoto.
Eu voltei minha atenção a garota, que agora me olhava assustada e estava chorando. No entanto ela não se moveu. Foi quando eu percebi que ela não conseguia. Eu me aproximei dela devagar, ela fechou os olhos como se esperasse algo.
“Ela precisa de tratamento...”
Como uma ninja medica, eu jamais deixaria uma pessoa nessas condições. Eu a peguei no colo, com um impulso eu consegui alcançar um telhado de uma casa, correr pelos telhados era bem mais rápido que ir pelas ruas. A garotinha observava tudo com um expressão de espanto, mas não dizia nada, algo que achei estranho... Depois de um tempo eu olhei ela novamente e percebi que ela tinha dormido.
Assim que chegue no palácio eu fui para meu quarto, mas parei na cozinha para pegar algumas coisas.
Ao entrar em meu quarto eu vi Isabella sentada em minha cama junto de Rias. Elas me olharam e olharam a garota que eu carregava.
Rias – Rina-san? Quem é essa garotinha?
Rina – Eu não sei... Mas ela precisa de cuidados médicos.
Isabela – Mas você obviamente não saiu daqui por isso. Onde você foi?
Eu fiz um bico enquanto colocava a garota na cama.
Rina – Vai ficar cuidando da minha vida agora?!
Isabela – Ao menos você poderia ter me chamado pra ir junto!
Rias – Que droga... Serena sai assim e deixa a gente aqui sem ter o que fazer.
Falou ela observando a garota em cima da cama.
Isabela – E pra variar ainda vai com a Reynalle... Se ele soubesse escolher tinha me chamado...
Eu olhei feio para Isabella enquanto examinava as feridas da garotinha. A coisa estava bem feia para ela.
Rias – O que quis dizer com aquilo Isabela? Por ele chamaria justo você?!
Isabela – Por nada! Um dia ele vai perceber que precisa mesmo é de min...
Rina – EU OUVI ISSO! A namorada dele aqui sou eu!
Rias – Rina, é obvio que isso não significa nada pra gente. A concorrência não diminui por causa disso.
Falou ela com um alegre sorriso.
“Malditas... Não. A culpada disso é a Serena!”
Eu iria falar umas poucas e boas para ela quando voltasse.
Xxxxx
Eu lia um livro quando notei a garotinha acordando novamente. Ela me olhou assustada, mas logo notou que eu tinha curado ela.
Rina – Seu pé esquerdo estava quebrado e sua perna direita também. Assim como seu braço esquerdo. Eu curei o que pude, o resto é com o tempo. Já consegue se mexer bem?
Ela parecia confusa e conseguiu se sentar na cama. Ele olhou para ambas as pernas e ficou balançando elas. Eu apontei para a comida em um prato ao lado da cama junto com uma jarra de agua.
Rina – Com fome?
Ela comia desesperadamente o que podia, o resultado disso foi que ela se engasgou duas vezes eu tive que ajuda-la. Assim que ela terminou de comer eu apontei para ela.
Rina – Você deveria tomar um banho, acha que consegue sozinha?
Ela tentou ficar em pé, mas quase caiu no chão ao por o peso sobre as pernas. Eu tive que segurar ela.
Rina – Muito bem... Eu te ajudo então!
Falei segurando ela no colo novamente. Eu a carreguei até a banheira e a deixei enchendo. Atras de mim a porta se abriu, revelando Mika.
Mika – Yo! Rina-chan!... O que se ta fazendo?
Rina – To ocupada agora! Ve se não amola...
Mika – Ix... Já vi que você ta de mau humor... Em todo caso, tem uma garota querendo falar com você. Ela ta no seu quarto te esperando!
“Uma garota??... Era de esperar... Nunca um cara bonitão...”
Assim que terminei de dar um banho na garota eu a levei para o quarto e a deixei em cima da cama. Ela tinha um olhar de agradecida.
Rina – Ei... Voce não sabe falar?... Ou não consegue?
Ela concordou com a cabeça. Deveria ser a segunda opção.
??? – Como vai Rina-san?
Eu olhei para trás e vi uma das amigas da Serena, Yume me olhando com um sorriso.
Rina – Yume?! Como...
Ela riu se sentando em uma cadeira, ela usava uma capa que atrás estava escrito algo... Por baixo da capa ela usava uma roupa que normalmente os jounins usavam.
Yume – Já sei tudo que se tem pra saber sobre Naruto. Inclusive alguns jutsus... Como por exemplo o Hiraishin no Jutsu do Yondaime Hokage. Você não estranhou uma marca na roupa da Serena?
Eu dei uma risadinha.
Rina – É mesmo... Serena me falou que você é muito fã do Yondaime Hokage. Posso supor que você tem os mesmos jutsus que ele?
Ela concordou com a cabeça. Eu olhei para as pernas dela, não pareciam muito diferentes.
Rina – Suas pernas...
Ela sorriu.
Yume – Tsunade e Sakura me ajudaram muito. Devo a elas. Alias, onde está a nossa Sereninha?
Eu me sentei na beirada da cama.
Rina – Em uma missão...
Yume – Entendo... Entao estamos no Akame Ga Kill? Serena só faz besteira... Achei que ela ia se juntar a Night Raid.
Rina – Os rebeldes?
Yume – Eles são rebeldes sim... Mas são pessoas boas. Espere... Serena foi em uma missão com a Esdeath?
Eu concordei com a cabeça. Yume deu um sorriso enquanto ajeitava seus óculos.
Yume – Quer encontrar os membros da Night Raid hoje?
Rina – Como?!
Yume – Hoje a noite eles devem ir derrotar o carrasco Zank. Podemos lutar com eles. O que você acha? Seria bom você saber com quem vai lutar... Além disso, quero conhecer a Akame.
Rina – Mas... Espera, como você aprendeu as habilidades do Yondaime em tão pouco tempo?
Ela ficou me olhando por um tempo.
Yume – Como assim? Você considera dois anos poucotempo?
Rina – DOIS ANOS?!
Yume – Sim... Voce e Serena estão fora de Konoha já faz dois anos. Por que a pergunta?
Eu tinha uma teoria em mente para aquilo... Mas podia esperar.
“Hum... sai por ai enfrentando rebeldes... É melhor que ficar aqui cuidado dessa garotinha”
Rina – Eu vou sim! Mas espera... Você ainda não falou o que veio fazer aqui.
Yume – Quero me tornar uma viajante também Rina-san. Esse é meu sonho. Agora que tenho força posso realizar esse sonho, com sua ajuda e da Serena.
Rina – Entendo... Pois bem, vamos?
Yume se levantou do sofá decidida, ela puxou algo do bolso, e vi que era uma kunai personalizada. Ela tinha algo escrito nela.
Yume – Guarde isso com você. Talvez precise.
Rina – Ah valeu.
Falei guardando a kunai no meu bolso. Eu olhei para a garotinha em cima da minha cama.
Rina – Descanse ai... Tem comida ali... Amanha vamos ver o que podemos fazer por você.
Ela me olhou cansada e se deitou na cama. Eu dei um sorrisinho.
“Amanhã eu cuido dela...”
Eu abri a janela do meu quarto para que eu e Yume pudéssemos sair por ela. Enquanto íamos correndo pelos telhados eu conversava com Yume. Ela me contou como conheceu Serena e quando ela terminou eu percebi que teria que conversar serio com ela.
Yume – Pare...
Eu parei bruscamente no telhado olhando ao meu redor, mas tudo que eu vi abaixo de min era um garoto que estava...
“Ah que nojento... Por que fazer isso em uma rua?”
Ao meu lado Yume sorria como uma criança.
Yume – Tatsumi... É o nome dele. Ele faz parte da Night Raid.
Rina – Tatsumi... Vou me lembrar.
No outro lado do beco estava um grande cara com uma lamina nada amigável no braço e uma cara de maluco.
Yume – Aquele é o Zank, o carrasco. Vamos!
Fomos seguindo ambos até uma parte vazia da cidade e percebi que ela tinha sido escolhida propositalmente por Zank. Juntas vimos Tatsumi abraçando Zank e logo em seguida dizendo algumas coisas antes de começarem a lutar. Eu imediatamente me sentei no chão e respirei fundo antes de começar a “meditar”. Ao que parecia o tal Zank gostava muito de falar.
Yume – O que você está...
Rina – Juntando energia da natureza.
Yume – Você consegue usar o modo sennin?!
Rina – Xiu! To me concentrando!
“Uns cinco minutos deve dar...”
Por eu ter fechado os olhos eu só escutava o som de metal contra metal na minha frente. Porem algo deve ter acontecido pois uma voz feminina apareceu.
Yume – Akame!
Mais sons de metal se chocando, logo em seguida silencio.
Yume – Um estado de vazio puro... Muito bom...
Um som forte de metal... E um som de chão se quebrando. Minha aparência já estava mudando... Eu conseguia sentir meus sentidos mais apurados. Cheiro de sangue... Cheiro de perfume. Cheiro de muitas coisas. Minha audição mais sensitiva...
Yume – Maquiagem legal essa nos olhos Rina. Ta parecendo uma gata.
Zank — ... Mas é muito injusto lutar contra alguém que tem uma espada que com um corte acaba tudo.
“Pronto...”
Eu abri os olhos e reparei na tal Akame. Igual ao pôster. Inclusive com a espada Murasame que eu escutei falar.
Yume – Pronta Rina? Vou derrotar o Zank, voce pode esperar um pouco? Quero ir sozinha. Quero saber do que sou capaz.
Rina – Poxa... Vai la então..
Xx—Yume – xX
“Agora é minha vez... Todo aquele treino não foi por nada... Não fiz o que tive que fazer por nada... Não me tornei uma criminosa por nada.”
Eu pulei para cima, Os únicos que me notaram chegando foram Akame e Tatsumi. Zank não se virou para trás a tempo de me ver marcando suas costas com o selo.
Zank – Reforços? Akame... Não consegue me matar?!
Akame me olhou estranho junto de Tatsumi.
Akame – Ela não está com a gente. Quem é você?!
Eu puxei minha própria kunai do bolso e fiquei em guarda.
Yume – Eu sou Yume. Não gosto de apelidos... Mas já me deram um. Chamem-me de Raio negro.
Zank – Raio negro? Pela minha farda você não...
Um segundo e na minha mão esquerda estava o Rasengan. E em menos do que isso com meu hiraishin eu já havia o acertado na barriga.
Yume – Rasengan!
Eu observei muito mais que feliz Zank voando para trás enquanto batia em uma parede longe dali. Akame e Tatsumi me observavam cautelosos. Zank se levantou da parede destruída e ficou me olhando por um tempo antes de tentar me atacar. Eu usei o hiraishin mais uma vez e apareci em sua frente, coisa que ele não previu, e cortei o pescoço dele com a minha kunai.
Zank – Ahg...!
Ele caiu no chão se engasgando com o próprio sangue. Eu olhei para onde estava Rina, ela me observava sentada em um telhado, ela realmente parecia uma gata... Eu assoviei e ela logo desceu do telhado para me fazer companhia.
Rina – Mas que droga... Você e a Serena. Duas que adoram se exibir!
Yume – Não dá pra deixar de fazer isso quando a gente sabe que é poderoso...
Eu parei de falar naquele momento, pois meu corpo ficou paralisado. Foi quando uma voz conhecida e desconhecida veio em meus ouvidos.
??? – Eu sou o pássaro de Hermes...
Pausa. Meu coração parecia ter parado naquele instante. Algo de muito ruim estava para acontecer... Eu olhei para o lado, Rina tinha a mesma reação.
??? – Eu devoro minhas próprias asas...
Mais uma pausa... Eu olhei Akame e Tatsumi a minha frente... Era a primeira vez que eu via a espada de Akame tremer em sua mão... Eles tinham olhares de medo evidente, assim como eu tinha. Eles tinham a mesma sensação de que eu tinha... A de que algo terrível iria acontecer.
??? – Para assim me domar...
Eu olhei para o norte. Isso tinha vindo de lá... Justo onde estava Serena agora...
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