O Viajante De Animes
53 Cap 13 second Season
Notas iniciais
O ar fresco entrou pelos meus pulmões e eu olhei em volta. Uma grande floresta se estendia ao meu redor, mas olhando bem eu já conseguia enxergar uma estrada mais ao norte. Yuno e Rina estavam ao meu lado olhando em volta.
Rina – Ah, que droga... Não acredito que tô aqui de novo!
Serena – Calma Rina... A gente só veio aqui pela promessa que eu fiz a Kelly.
Yuno – A tal mulher? Você falou dela um vez.
Serena – Falei? Bom... Vamos indo então.
Nós saímos da floresta e fomos seguindo a estrada, a caminhada não era tao entediante assim, havia muita coisa para se olhar por ali. Eu olhei para Yuno e reparei que ela estava meio pálida.
Serena – Yuno, ta tudo bem com você?!
Yuno – Estou sim... Só não aguento esse sol...
O sol não estava tão forte assim, mas eu notei do que se trava e cheguei mais perto dela, coisa que Rina não gostou e falei em seu ouvido.
Serena – Há quantos dias você não se... Bom... “Alimenta”?
Ela balançou a cabeça.
Yuno – Bom... Você sabe que eu não gosto de fazer aquilo... Acho que já fez uma semana...
Serena – Nossa Yuno... Voce não deveria ficar assim! Vamos fazer o seguinte, descansamos em algum lugar até você se recuperar.
Yuno – Não! Eu posso continuar... Eu quero continuar!
Eu não gostei daquilo mas continuamos. Pelo que julguei ao meio dia nós paramos em um rio próximo da estrada para comer algo.
Rina – Bom... O que vamos comer? Alguém trouxe comida?
Serena – Eeeerrr... Yuno?
Yuno – Eu não. Não achei que precisaria de algo assim!
Eu olhei para ambas e suspirei.
Serena – Tudo bem então... Eu vou caçar algo. Vocês podem fazer uma fogueira?
Ambas concordaram com a cabeça enquanto eu voltava para a floresta.
“Agora é só me lembrar das lições daquele dragão...”
Eu já havia esquecido muitas das coisas que ele havia falado... Mas continuei andando pela floresta, eu parei ao escutar um som estranho a minha esquerda perto de alguns arbustos e peguei uma kunai. Logo depois escutei um baixo rugido e das folhas dos arbustos um urso enorme sugiu.
“Um urso!”
Eu dei um sorriso e fiquei circundando o urso, que ficou me encarando. Ele rugiu de novo mas dessa vez mais alto e veio para cima de mim. Eu pulei por cima dele e atirei a kunai entre o vão desprotegido do pescoço dele. Ele rugiu de novo mas dessa vez recuou um pouco.
Serena – Chidori!
O jutsu fez um barulho enorme comparado ao silencio que estava no momento. O urso ao ver aquilo recuou e estava pronto para fugir dali, mas eu fui bem mais rápido e pulei novamente por cima dele e cravei minha mão na ferida já aberta no pescoço dele, o urso dei um ultimo rugido de agonia e caiu no chão morto. Eu olhei o corpo dele e soltei um assovio.
Serena – Pois é... Achou que ia me almoçar e se ferrou né? Requiescat in pace.
Falei baixinho com um sorriso. Eu peguei o urso e o joguei por cima do ombro, o que era difícil pois era enorme o urso. Eu soltei um gemido de dor quando uma das garras da pata dele me arranhou no braço e sai carregando ele pelo caminho que vim.
“Bom... Eu não sei como cozinhar um urso, elas vão ter que se virar...”
Eu segui caminhando com o urso nos meus ombros de volta para o acampamento e encontrei Yuno e Rina debaixo de um arvore. Yuno estava descansando com os olhos fechados deitada no chão e Rina estava com dois gravetos na mão eu uma cara de nervosa olhando para uma pilha de madeira.
Eu me aproximei com um sorriso e Rina apontou para o Urso com uma careta.
Rina – Quero ver como você vai cozinhar isso numa fogueirinha dessas.
Serena – Que alias ainda nem ta acesa!
Ela deu um berro de raiva e jogou os dois gravetos longe, fazendo Yuno acordar se espreguiçando.
Yuno – Hua... Já voltou Serena-chan... Um Urso?!
Eu joguei o urso no chão e cheguei perto de Rina.
Rina – Você tem natureza de fogo, faz um foguinho ai, ou faz igual daquela vez que a gente ainda não se conhecia bem...
Rina ficou olhando para o urso e se encostou apoiando a cabeça nele, achei aquilo hilário. E logo comecei a escutar alguns roncos baixos.
Serena – Yol!
Gritei e a fogueira começou a pegar fogo. Rina bocejou ali perto e Yuno se aproximou de mim.
Yuno – Ta... Mas como a gente vai comer um urso?!
Serena – Ah... Eu não sei...
??? – Olha só o que temos aqui! As amiguinhas estão perdidas?!
Eu olhei para minha direita e três caras estavam de pé nos olhando com sorrisos. Um deles tinha um machado grande nas costas e os outros dois estavam com espadas em punho e avançando em nossa direção, todos sem exceção usavam roupas pretas pelo corpo. Rina olhou para eles desanimada.
Yuno – Serena...
Rina – Que saco... Voces duas cuidem disso sim...
E dito isso ela voltou a cochilar.
??? – Que tal darem o que vocês tiverem de valor pra gente? E quem sabe vocês saem vivas!
Gritou o cara do machado se aproximando de Yuno.
“Ah, eu não faria isso...”
O cara colocou a mão no ombro da Yuno, e ela muito mais rápida do que ele poderia ver, sacou uma faca e cortou a mão dele. Ele não teve tempo de gritar pois Yuno logo cortou sua cabeça fora e o corpo dele caiu no chão logo depois de sua cabeça.
??? – Randall!!!
??? – Voces duas!...
Ambos os dois avançaram em nossa direção, eu saquei a gunbai uchiha das costas e esperei, um deles ficou com a Yuno e o outro fez o erro de me atacar. A espada dele parou fazendo um barulho metálico na gunbai.
??? – Há! Quer lutar com essa coisa enorme?!
Eu dei um breve sorriso.
Serena – Uchihagaeshi!
O sujeito foi jogado para trás a uma velocidade tão rápida que eu só notei onde ele estava quando já tinha batido em uma arvore e morrido. Ao olhar para o lado eu vi Yuno cheirando o cadaver do ultimo bandido, notei os olhos vermelhos dela e também ativei meu modo vampiro.
Serena – Otimo! Almoço para você Yuno!
Yuno – Posso mesmo? Voce não vai querer?
Serena – Não se preocupa! Vou pegar o corpo daquele outro cara.
Falei me dirigindo ao cara morto perto das arvores. Eu examinei o corpo dele e reparei que ele tinha algum dinheiro, mas era o bastante para dar o que comer a Rina quando ela acordasse. Fora isso ele só tinha uma faca, a espada e um cordão com um símbolo estranho. Eu o coloquei por cima do ombro e o carreguei de volta para a fogueira onde encontrei Yuno beijando mortalmente o pescoço do homem, pelo modo a como ela o estava fazendo, era obvio que estava morta de fome de sangue.
Serena – Vai com calma Yuno! Ele não vai fugir.
Yuno largou o pescoço dele e me deu um sorriso sanguinário com aqueles dentes pontudos.
Yuno – Não vai mesmo.
Eu dei um sorrisinho e ataquei o meu almoço. E novamente ao cravar meus dentes no pescoço o sujeito eu senti aquele prazer... O cheiro... O gosto... A sensação que dava... E pincipalmente o prazer que dava... Será que eu nunca havia notado aquilo antes ao tomar o sangue de alguém?...
Eu dei um sorriso.
Xx
Depois de ter terminado por ali, Yuno e eu escodemos os corpos em algumas arvores e voltamos para Rina, que agora estava acordada e de pé. Ela nos olhava feio.
Rina – Vocês vampiros me dão arrepios...
Eu dei uma risadinha.
Serena – Tem medo de min?
Ela me olhou bem nos olhos e deu um sorrisinho.
Rina – Deveria?
Eu e ela ficamos nos olhando por um tempo. Notei Yuno ficando incomodada com aquilo.
Yuno – Vamos logo!
Falou ela me puxando pelo braço de volta para a estrada com um bico. Atrás de mim escutei Rina rindo.
Rina – Espera! Mas e o Urso?
Serena – Ah, deixa ele ai. Depois compro algo para você comer.
O dia se seguia tranquilamente conforme caminhávamos, até encontrarmos uma placa.
“Rorikstead >>”
“Oh! Justamente o lugar que eu estou procurando!”
Serena – É por aqui mesmo. Bom trabalho com o portal Rina!
Rina – Enquanto eu tava em Heaven aprendi a centrar melhor minhas habilidades. Contudo agradeço o elogio! Mas... a gente poderia andar mais rapidinho?
Yuno – Por que?
Rina – Bom... Eu to morrendo de fome...
E dito isso eu juro ter escutado o estomago dela fazer um som bem esquisito. Ela ficou com o rosto vermelho e o virou.
Serena – Não devemos estar longe...
Xxx
...
...
...
Yuno – Mas... O que houve aqui?
Eu olhei em volta, não tinha erro deveria ser ali. Naquele lugar haviam um monte de casas queimadas, algumas ainda estavam de pé, vários guardas com roupas imperais estavam com arcos na mão e espadas na cintura, as pessoas daquele vilarejo estavam assustadas ou com olhares desconfiados.
A medida que avançávamos na vila, as pessoas nos olhavam estranho, sem duvida por causa das nossas roupas. Algumas cochichavam, algumas crianças ficaram nos olhando e rindo.
Havia uma construção com uma placa de bar.
Rina – Muito bem, onde vamos agora?
Parou Rina lançando um olhar serio ao seu redor.
Serena – Por aqui.
E segui na direção do bar. Assim que entrei a porta deu uma leve rangida e notei que haviam varias pessoas dentro dele e que quase imediatamente elas começaram a nos olhar.
“Ta bom isso é estranho...”
Havia uma mesa não muito distante de nós, no qual eu me sentei junto com Yuno e Rina.
Rina – O que fazemos primeiro? Procuramos a Kelly?
Falou ela baixinho.
Serena – Sim... Eu não quero ficar nesse lugar muito tempo mesmo...
Yuno – O que vai fazer então?
Eu me levantei da cadeira.
Serena – Ver o que as pessoas sabem.
Dito isso eu andei um pouco pelo lugar, as pessoas ficavam me olhando muito. Eu tentei ignora-las e segui meu caminho até perto de uma fogueira a onde havia algumas cadeiras. Havia um cara sentado em uma delas, eu me sentei ao seu lado e ele ficou me olhando, ele tinha certo cheiro de álcool...
??? – Obviamente você não é daqui. O que veio fazer nessa vila??
Serena – Sou eu quem faço as perguntas aqui amigo. O que aconteceu pra essa vila estar nesse estado?
Ele resmungou algo e pegou uma garrafa de vinho do qual ficou bebendo antes de responder.
??? – Dragões! Esse malditos... Parecem que esses ratos voadores não tem outra coisa pra fazer sabe? Aparecem aqui indiscriminadamente e tentam nos comer assim! Mas o império já esta dando um jeito nisso...
Serena – Mas não é só isso né?
??? – Claro que não madame! Deixa eu te falar uma coisinha! O problema não é só os dragões queimarem tudo... Ah não! O problema é quem deveria cuidar deles... Esse malditos guardas imperiais abusam de nossa boa vontade... Ainda bem que a Kelly e o Remi estão de olho neles...
Serena – Oh? E se eu dissesse que estou disposta a ajudar vocês com o problema dos dragões?
??? – Ah minha madame! Você seria uma benção dada por talos, seria sim!
Serena – Então devo falar com essa Kelly? Onde ela está?
Ele olhou em volta, eu consegui notar do meu assento o fedor de vinho vindo dele ainda mais forte. E o sujeito apontou para uma mesa não muito longe da de Rina e Yuno, aonde havia uma mulher loira acompanhada de um homem sem cabelo.
Serena – Fico agradecida.
??? – Nada madame! Foi um prazer!
“Golpe de sorte... Encontrar um cara com a língua solta.”
Eu me encaminhei para a mesa de Rina e Yuno.
Serena – Rina, eles estão bem ali.
Rina – É, eu notei. Vamos lá?
Serena – Espera, fica com isso. Compra algo pra você comer.
Falei entregando o dinheiro a ela.
Serena – Viva, comida!
Eu me levantei novamente da mesa acompanhada de Rina e Yuno e fomos para a mesa da mulher loira, que nos olhou com um desdém estampado na cara. Remi nos olhou curioso, no fundo eu quis rir por eles continuarem a mesma coisa.
Kelly – An? O que foi?
Eu me sentei na cadeira e Rina e Yuno me acompanharam.
“Ah, droga... Isso ta com cara de que não vai ser fácil...”
Kelly – O que foi garota? O gato comeu sua língua?!
Serena – Não... Na verdade não. Mas ele fez outra coisa, na sua bota.
A cara que ela fez foi incrível. Ela havia ficado tão seria que achei que viraria uma estatua.
Kelly – Quem...
Serena – Não se lembra de mim? Sou eu, Willian...
Ao olhos dela se arregalaram. Remi quase deixou cair a caneca que tinha vinho dentro dela.
Kelly – Impossível, Willian é homem e não...
Eu suspirei.
Serena – Quer que eu descreva cada posição que a gente fez quando estávamos dormindo juntos? Se me lembro bem a gente até quebrou a mesinha do monastério...
Kelly – Não pode ser...
Serena – Sim... Sou eu...
Ela fez uma cara de fúria tão horrível que eu cheguei a ficar com medo mesmo. Ela deu um grito e sacou sua espada élfica.
Kelly – FILHO DA PUTA! VOU TE MATAR AGORA!
Remi – Kelly se acalme!
Ela não ligou, e empurrou a mesa que caiu no chão, junto com Remi que foi empurrado da cadeira com um grito. Eu fiquei de pé esperando o ataque e ela veio com tudo para cima, mas quem o bloqueou foi Yuno, que tinha um olhar mortífero no rosto. A faca dela e a espada de Kelly estavam grudadas.
Yuno – Encoste nela e você morre...
Serena – Yamete Yuno... Se ela me quer, deixa ela vim.
Yuno me olhou incerta e a soltou. Kelly apontou sua espada para mim e veio novamente para cima. Eu saquei minha gunbai mais rápido do que ela poderia imaginar e bloqueei sua espada. Ela tinha um olhar feroz.
Serena – Tem certeza que quer lutar comigo?
Ela rugiu.
Kelly – Já te conheço. Te ensinei tudo que sabe.
Eu dei um sorriso para ela.
Serena – Então vamos resolver isso lá fora.
Falei me afastando dela e saindo do bar. Ela não demorou e logo saiu, o sol da tarde brilhava enquanto as pessoas saiam do bar para olhar a briga. Ela saiu furiosa do bar, Rina e Yuno saíram rapidamente e ficaram encostadas em uma casa observando. Ela ficou me encarando com raiva estampada no olhar, Remi logo saiu do bar com seu machado nas costas e a ficou observando com uma cara de desanimo. As pessoas logo ficaram observando fazendo comentários. Logo notei Rina comendo alguma coisa que não dava para eu ver, mas ela estava fazendo uma cara muito kawaii.
??? – Tanta gente pra essa garota irritar e tinha que ser logo a Kelly... Ela ta muito encrencada...
Eu dei um sorriso, acabei por me lembrar de uma musica de um anime que ficaria perfeita ali...
“Dracula... Ou seria Alucard? Hum...”
Notei kelly vindo em minha direção com uma expressão furiosa no rosto, deixei estar e saquei minha gunbai das costas. Ela continuou vindo assim mesmo e logo a espada dela se chocou com a minha gunbai com um som metálico.
Serena – Calma Kelly, eu não quero te ferir. E mesmo assim não foi você que falou pra nunca deixar as emoções dominarem em um combate?
Ela me fitou com ódio no olhar, ela tinha uma força incrível, se eu ainda estivesse na época de Skyrim, eu jamais seria forte o suficiente para encarar ela... se eu não usasse meus poderes de dragonborn é claro.
Serena – Entao que seja... Não vou me segurar também... Uchihagaeshi!
Ela foi jogada para trás a vários metros a frente, consegui ver ela tossindo ao se levantar.
Eu coloquei minha gunbai nas costas e saquei uma kunai, coisa que fez ela dar um sorriso. Eu corri até ela mais rápido do que ela foi capaz de acompanhar e comecei uma sessão de ataques. Ela mal conseguia erguer a espada para se defender a tempo, eu aumentei ainda mais a velocidade, eu a cortei no rosto duas vezes e me distanciei um pouco.
Kelly – Uma adaga? Isso é coisa de assassino. Te ensinar a lutar foi perca de tempo.
Eu dei um sorriso e guardei a kunai.
Serena – Entao vou usar minhas mãos.
Falei me colocando em uma posição de luta e dei uns breves pulinhos. Ela ao ver aquilo não guardou a espada, mas parecia ter ficado mais confiante na vitória. Eu fui indo na direção dela devagar...
“Não vou pegar leve com você querida...”
Ela tentou me dar uma estocada com a espada, mas eu desviei dando uma ligeira volta para a esquerda e peguei o braço dela com a espada e o imobilizei. Ela ficou tentando se soltar, mas eu ri da cara dela, o que foi seguido de um som maravilhoso de osso se partindo e a seguir um grito horrível. Ela deixou cair a espada no chão e deixei que ela recuasse. Ela ficou gemendo de dor e me olhando...
Serena – Eu vim aqui cumprir minha promessa Kelly. Queria você goste ou não.
Kelly – Você nos deixou!
Gemeu ela de onde estava, agora segurando o próprio braço. As pessoas observavam aquilo curiosas.
Serena – Você...
Guarda – DRAGÕES!!! ELES VOLTARAM!
Gritou um guarda correndo pela vila. As pessoas começaram a gritar, alguns pegaram armas e outros foram se esconder. Eu corri para o lado de Rina e Yuno e ficamos esperando no centro da vila de onde conseguíamos ver dois dragões de cor marrom no céu.
Guarda – ASSUMAM SUAS POSIÇOES! ARQUEIROS!
Rina – Vamos lá Serena?! Yuno?!
Serena – Já terminou de comer?
Rina – Ah, era pouca coisa!
Juntas nós subimos em um telhado da casa mais alta que encontramos e esperamos, notando que os dois dragões se aproximavam. Eu abri minha asa e fui de encontro ao primeiro dragão. Ele parecia surpreso pelo fato de eu possuir uma asa, mas nada que o impedisse muito. Eu tirei a gunbai das costas no momento em que o bicho já estava preparando algo.
Dragão – Yol Tor Shul!
Mas em vez de ser um jato de fogo tudo que saiu da boca dele foi uma enorme bola de fogo.
Serena – Uchihagaeshi!
O poder foi devolvido ao dragão assim que atingiu a gunbai, coisa que fez ele dar um rugido de agonia.
Dragão – Fos los Dar?! O que foi isso?!
Eu fui para trás do dragão e me segurei em suas costas, ele ficou se remexendo para eu perder o equilíbrio e cair, coisa que nem de longe funcionou.
Serena – Chidori!
Eu enfiei minha mão no pescoço do dragão que alias era duro, mas consegui rasgar as escamas. O dragão não conseguiu se manter no ar e foi caindo no chão. Eu me levantei e continuei rasgando ainda mais e puxei meu braço para fora dele, o que fez espirrar sangue em mim. Eu deixei o dragão cair no chão senão nos dois iriamos juntos e notei uma alma de dragão que eu estava absorvendo naquele instante, mas não era a do dragão que eu havia acabado de matar, eu olhei para o lado e vi Rina e Yuno, ambas de pé em frente a um dragão que eu estava absorvendo a alma, notei de relance ao ver a shuriken de Rina nas costas do dragão agora morto.
Foi quando o dragão passou voando por mim, ele estava ferido e voava devagar, mas com toda pressa do mundo.
Dragão – Zu'u fen ni mah het... Ni dahsul! Não vou cair aqui... Não hoje!
E ele continuou fugindo.
Serena – Ah não! Não vai não! Strun Ba Quo!
O céu se fechou e imediatamente começou a chover, raios caiam aleatoriamente em volta da vila e eu ergui minha mão, o dragão parou para ficar me observando. Um erro.
Serena – Chidori!
O chidori apareceu na minha mão, unindo um raio a ela. O dragão ficou planado e me observando.
Serena — Dovah... for vau daar... los Kirin! O nome disso é Kirin!
Foi uma das cenas mais estranhas que eu já vi. O dragão desceu do meio das nuvens e ficou encarando o outro dragão, que ao ver aquilo imediatamente começou a rugir para o alto.
Eu abaixei o braço e o dragão desceu de encontro ao outro... Uma forte luz cobriu a vila e depois a explosão. Assim que tudo se acalmou eu vi uma grande cratera no chão a onde o Kirin havia caído.
Alduin – Oi... garoto.
Eu olhei para meu braço e ela estava a esfera vermelha da sacred gear.
Serena – Oh! Alduin!
Alduin – Seu idiota. Você exagerou, você literalmente destruiu a alma do dragão com esse seu golpe.
Serena – Eh?!
Eu olhei em volta e realmente notei que não tinha absorvido a alma do dragão.
Serena – Ah droga!
Alduin – Idiota. Você pode ser forte, mas te falta inteligência...
Serena – Kuzakena! Vai ficar me ofendendo?!
Alduin – Te ofendendo? Ah desculpe, não sabia que sua burrice ainda era novidade para você.
E dito isso ele ficou em silencio e a esfera sumiu da minha mão.
“Que desgraçado! Me xinga e vai embora assim...”
Eu fiquei olhando a paisagem destruída ao meu redor com desanimo enorme.
“Ahhh... acho que já vou indo desse lugar agora que cumpri minha promessa...”
Eu desci até o telhado de uma casa e logo Rina e Yuno estavam do meu lado. Ambas me olharam com sorrisos.
Rina – Você não é a única que mata dragões por aqui!
Serena – Eu notei, vocês duas são mesmo muito fortes!
Rina fez um bico.
Rina – Não sei dizer se isso foi um elogio... ou se você ta tendo me incentivar como fazem com as crianças...
Serena – Nani? Não entendi.
Yuno – E agora Serena?
Eu me espreguicei com tedio.
Serena – Vamos embora... Eu achei que isso seria interessante, mas aqui é tão chato... Já tenho outro anime em mente para irmos, mas primeiro vamos ter que ir para casa. Esse próximo anime requer todos nós dos Assassinos.
Rina – Todos?! Isso ta ficando interessante!
Serena – Sim, vai ser mesmo! E sabe de uma coisa? Nesse próximo anime não vamos andar com os bonzinhos. Vou fazer questão de andar com os vilões!
Yuno – Eh?! Por que?
Serena – Simples. Por que eu quero... E por que... Tem uma pessoa do lado do malvado que eu quero recrutar...
Rina fez um bico.
Rina – Humph! Aposto que é mais uma peituda...
Eu fiquei em silencio afinal ela não estava errada.
Rina – EI! NÃO VAI DIZER NADA?!
Serena – Errrr... N-não é uma peituda!
Rina – MAS ISSO NÃO MUDOU O FATO DE QUE È MULHER! Ah meu kami! Minha namorada é uma pervertida!
Falou ela forçando um choro falso.
Serena – Ei não seja dramática... Vamos embora?
Yuno tinha um olhar triste e se virou para mim.
Yuno – Goshujin-sama... Não vai se despedir dela?
Eu olhei para baixo e vi kelly, ela me olhava com olhos tao tristes... Assim como o resto da vila.
Serena – Não. Vamos, eu já vivi o que tive para viver aqui. Agora para ela vou ser apenas uma lembrança.
Rina – Você é cruel Serena.
Serena – Não. Essa é apenas uma das coisas mais comuns de todos os mundos e dimensões. Não existe um mundo que seja gentil conosco, existem pessoas que podem ser gentis conosco... Mas eu não vou ser com ela.
Rina deu um sorrisinho.
Rina – Meu antigo eu concorda com você... na verdade ele diz pra humilhar a Kelly. Mas vem cá... Não seria melhor matar ela do que deixar ela sofrer?
Yuno olhou assustada para Rina.
Yuno – Rina-san!
Rina deu um sorriso para Yuno.
Rina – Não estou dizendo nada demais. Ta na cara que ela gosta da Serena... Gosta não... Ama. Em vez de deixá-la sofrendo porque não mata ela Serena?
Por isso eu gostava da Rina. Eu dei um sorriso.
Serena – Eu poderia matar ela. Mas não. Eu não vou, pois ela vai esquecer-se de mim e vai viver sua vida normalmente. E além disso não tenho interesse de recrutar ela... para mim ela foi... Eu não gosto de dizer isso, mas ela foi apenas mais uma... Eu gosto dela, mas não a esse ponto.
Rina – Sim. Dava pra perceber isso na época de vocês dois.
Serena – Não, não dava. Naquela época eu realmente gostava dela... Agora vamos.
Rina concordou e fez o portal, nós entramos nele e logo nos deparamos com a enfermaria da casa dos Assassinos. Eu demorei para perceber, mas ela estava estranhamente limpa, e na sala da enfermaria os membros estavam reunidos conversando. Eu cumprimentei a todos e reparei em mais uma pessoa ali na mesa.
Yuno – Oh! Rias-san!
Era verdade. A ruiva estava sentada na mesa com sua usual roupa da escola onde estudava. Ela se levantou com um sorriso e veio até mim e me abraçou.
Rias – Okaeri, Serena...
“Os peitos dela... roçando nos meus...”
Era uma sensação divina. Ou deveria dizer... demoníaca?
Serena – Rias... Onde você esteve?
Rias suspirou.
Rias – Na minha cidade. Resolvendo alguns assuntos e encaminhando o clube. Meu irmão vai cuidar dele por um tempo até eu decidir o que vai acontecer. Soube que você vai construir uma mansão?
Serena – Sim. Que tal você trazer seus membros para minha mansão? Não me importo de morarem comigo!
Eu escutei Rina gemendo.
Rina – Ah deus... mais garotas... Ah vou me matar.
Rias – Mesmo? Eu agradeceria!
Ela me abraçou de novo... E eu fiquei excitado.
Serena – A-ah! Não é nada!
Rias ficou me olhando de cima a baixo.
Rias – Fui informada de sua nova aparência... Sinceramente vou sentir saudades da sua antiga aparência.
Serena – O que importa não é a aparência. E sim o que há por dentro!
Rias – Acho que concordo com você.
Eu olhei em volta e vi que Mika não estava ali na mesa.
Serena – Oh? Onde ta a Mika-chan?
Akise – Não sabemos. Ela sumiu por uns tempos, deve estar no quarto dela!
Falou ele com um sorriso.
??? – Okaeri My Lord.
Eu olhei para trás e vi uma coisa interessante. Reynalle tinha voltado, e usava um fraque de mordomo, e um óculos. Dava para ver que ela tinha um relógio de bolso agora. Os peitos dela ficavam muito bem destacados pela roupa visto que elas foram feitas para homem.
Serena – Reynalle! Você voltou!
Eu fui até ela e dei um abraço nela.
Reynalle – My Lord. Também me contaram da sua aparência... E eu não ligo nem um pouco para ela!
Serena – Arigatou!... Eu acho.
Ela se soltou de mim subitamente e ajeitou os óculos.
Reynalle – Goshujin-sama, temos um pequeno problema aqui. Infelizmente agora eu sou um Demonio... pois bem... um dos meus antigos professores morreu e passou seus poderes de demônio para mim. E como deve saber, eu só posso continuar com você agora através de um pacto com você.
Serena – Ah por min ta legal. O que eu tenho que fazer?
Rina – Nani!? Vai simplesmente aceitar isso?
Yuno – Isso mesmo!
Serena – Claro que vou. Não vou perder minhas servas assim.
Reynalle – Muito bem... Mas saiba de uma coisa Goshujin-sama. O único preço de ter uma serva como eu agora... É sua alma.
Eu fiquei pensativo por alguns instantes.
Reynalle – E quando você cumprir o seu objetivo eu vou pessoalmente comer a sua alma. Não que eu desejo isso!
Os olhos dela ficaram vermelhos e pareciam os de um gato... Só que eu já sabia que aquilo era o verdadeiro poder de um demônio ao estilo kuroshitsuji.
Serena – E se eu pedisse que você fosse minha serva para sempre?
Ela deu um longo sorriso.
Reynalle – Se fosse outro demônio, jamais aceitariam isso. Mas você sabe que eu amo você Willian... E eu faria isso sem pensar. Eu seria sua serva até a eternidade...
Serena – Voce sabe que sou um vampiro?... Que nós somos vampiros... E que não vamos morrer não é mesmo? Você nunca terá minha alma...
Reynalle – Um dos exatos motivos de eu querer isso! Mas é que te servir de modo normal não seria muito... útil. Prefiro te servir usando o pacto pois assim você pode se utilizar de todas as vantagens de se ter uma serva demônio. Eu não quero sua alma... Quero ser sua apenas...
Quando ela disse aquela ultima frase me deu uma súbita vontade de agarra-la ali mesmo e de transar com ela.
Rias – Reynalle... Você acha que mesmo com esse pacto eu deixaria você pegar a alma da Serena?
Os olhos de Reynalle mudaram para seu estado demoníaco.
Reynalle – E quem iria me impedir? Você Rias-o-j-o-u-s-a-m-a?
E ela completou dando um sorrisinho. Rias imediatamente ficou nervosa a ponto de liberar seus poderes, os olhos dela ficaram vermelhos e o poder dela podia ser visto claramente.
Rias – O que quis dizer com isso Datenshi?!
Reynalle – Rias-sama... Eu não sou mais uma Datenshi. Eu realmente me tornei uma demonia...
Serena – Yamete vocês duas! Não quero saber de brigas por... Minha causa. Bom... Reynalle eu vou fazer o pacto sim. O que eu devo fazer?
Xx
Eu me joguei na cama. O pacto exigira muito de min e de Reynalle mas ela garantira que estava bem. Eu olhei para as costas de minha mão esquerda a onde havia um selo de contrato faustaniano. (Contrato)
“Acabei de vender minha alma ao demônio... Espero que eu saiba o que estou fazendo...”
Mika – Oh! Goshijin-sama!
Eu olhei para a porta de meu quarto e quase cai da cama quando a vi.
Serena – QUE ROUPA È ESSA MIKA?!
Falei me referindo ao uniforme que ela usava... (Roupa da Mika)
Mika – Ah? Isso?! Eu me lembrei! Finalmente me lembrei! Lembrei-me de onde eu vim!
Serena – Ah não... Não me diga que...
Ela veio até mim e se sentou na cama, ela tinha um sorriso alegre no rosto.
Mika – Bom... Meu pai era um cientista que trabalhava para o Fuher daquela época... Só que os russos invadiram... e a guerra acabou... E então eles me encontraram e fizeram muitas coisas comigo e acabei perdendo a memoria... E nesse tempo eles fizeram isso comigo e me transformei em uma succubus.
E o rabo dela ficou se mexendo de um lado para o outro na cama. Eu tentei assimilar aquilo.
“O pai dela trabalhava para Hitler... A mais que merda...”
Serena – Seu pai... era um... Nazista...?
Ela concordou com a cabeça.
“Eu não sabia que Morrigan podia interferir no passado... Isso é perigoso ela poderia ter mudado o futuro todo... Mas pelo lado da Mika... ela sofreu bastante...”
Serena – Escuta Mika-chan... por mim ta beleza você andar por ai assim... mas os outros... eles podem não concordar muito com isso sabe?
Mika – Eu não ligo!
Eu suspirei...
“Nessa casa tem cada um... Espera...”
Eu tive uma ideia demoníaca.
Serena – Ei... Mika-chan... A onde você arranjou esse uniforme?
Mika – Isso? Eu mesma fiz! Tive que mexer naquele seu computador para ver algumas referencias!
Serena – Que tal fazer um pra cada membro dos Assassinos?!
Ela me olhou surpresa.
Mika – Mas você disse que os outros...
Serena – Isso é por que o próximo lugar a onde vamos, eu vou brincar um pouquinho de malvada. E esses uniformes são perfeitos pra isso.
“Vamos ver quem se sai melhor como General, Esdeath? Eu ia para o shingeki... Mas mudei de ideia... Ta na hora de testar a força de meus servos. Nada melhor que Akame Ga Kill!”
Pensei com um sorriso.
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