O Viajante

1 Prólogo


Notas iniciais
Vai que é tua Carla Patrícia!!

Scorpius abriu os olhos assustado, estava deitado entre lençóis desalinhados e travesseiros virados do avesso. O quarto estava escuro, mas ele conseguia distinguir algumas poucas silhuetas que conhecia bem. Ali estava o guarda-roupa, do outro lado sua mesa de estudos ao lado da porta que dava acesso ao banheiro.

Levantou-se sentiu sua cabeça dolorida e o quarto não parava de girar. Scorpius estava perdido, como poderia estar no quarto de sua casa se antes estava…?

Alguém bateu à porta. Scorpius se apoiou no guarda-roupas e tentou dizer que podiam entrar, mas acabou grunhindo algo ininteligível. Do outro lado da porta, Albus Potter a empurrou com gentileza, trazia uma xícara nas mãos (que Scorpius só conseguiu ver quando o garoto ligou a luz).

— Você está bem? — perguntou Albus. Scorpius fitou o quarto ao seu redor, assustado. Não era possível que estivesse ali, onde estavam Rose e todas as outras pessoas que havia conhecido? Onde estava o salão do castelo e os jardins enormes? Como…? — Eu trouxe um chá para você! — murmurou Albus, ao perceber que Scorpius não o respondeu.

— Como eu vim parar aqui? Onde está Rose?

— Rose? Quem é Rose? — Albus depositou a xícara sobre a mesa de estudos de Scorpius, estava começando a ficar preocupado com o olhar assustado do amigo, não imaginava que um porre poderia trazer uma bad trip* depois de ter dormido.

— Eu não…

— Scorpius, você não se lembra de ontem à noite? — Albus cruzou os braços — Fomos comemorar minha despedida de solteiro, você bebeu um pouco além da conta e apagou, eu te trouxe para casa, te coloquei na cama e você só acordou agora.

— O que?

— Olha, sinceramente, não sei o que você misturou ontem a noite, mas não tinha nenhuma mulher lá.

Scorpius esfregou os olhos, não podia acreditar no que estava ouvindo. Caminhou em direção ao banheiro, atordoado, ignorando os xingamentos de Albus atrás dele. Simplesmente não conseguia acreditar que havia alucinado a existência da mulher que começou a amar.

No banheiro, ele se fitou no espelho, esperava que algo lhe mostrasse que aquilo tudo não passava do mais maluco dos pesadelos. Entretanto, Scorpius estava exatamente do jeito que se esperaria encontrar um homem após a despedida de solteiro de seu melhor amigo ter acontecido: olheiras fundas, cabelo desgrenhado e cheiro de bebida e cigarro nas roupas.

Só uma coisa parecia não se encaixar em Scorpius.

O colar pendurado em seu pescoço, escondido por baixo da camiseta, ele o puxou sem nem mesmo pensar.

Lá estava o anel que Rose havia lhe dado.

Rose era real.