Um dia chuvoso no Rio de Janeiro, de fato. Estaria no clube com Carol e Clara se o clima não estivesse desse jeito. Estava no meu quarto, dentro do apartamento no penúltimo andar, onde morava com minha mãe. Olhando para a janela, escutando o barulhinho da chuva e sentindo o cheiro de grama molhada. Meu iPod tocava Maroon 5, acho. Minha mãe bateu na porta e falou:

— Mi,vou pedir uma pizza. Quer de que?

— Presunto, claro! — exclamei — Você sabe que e o meu sabor predileto!

Ela sorriu e saiu do quarto, fechando a porta. Minha mãe era uma pessoa maravilhosa. Amanda Gomes era o nome dela, era professora, ensinava mitologia grega em algumas escolas. Trabalhava de segunda a sábado no turno da manha, e então logo depois que eu saia da escola, ela almoçava comigo no restaurante da esquina, perto de nosso apartamento.

A música mudou; Alicia Keys — This girl’s on fire. Acho que as musicas estavam bem animadas, considerando o clima.

Acabei de me tocar que ainda não me apresentei: meu nome e Miranda Gomes, sou brasileira, carioca. Tenho 12 anos e como já disse, vivo no Rio de Janeiro. Sempre pergunto a minha mãe sobre meu pai; ela sempre muda de assunto.

— Mi,me ajuda a arrumar a mesa? — falou minha mãe, entrando no quarto — Já pedi a pizza.

Eu fui andando atrás dela, a caminha da cozinha. Abri o armário e dei um grito tão ensurdecedor, que e capaz de até as poucas pessoas que estavam na rua nesse dia terem escutado. Dentro do armário havia uma aranha de uns oitenta centímetros; eu morria de medo de aranhas! A primeira coisa que me veio à cabeça foi pegar a faca esquisita que estava na gaveta para me defender. Eu digo que aquela faca e esquisita por que ela e de bronze, diferentemente das outras que estão na cozinha, que são de aço.

— Acerte-a! — gritou minha mãe quando o monstro tentou me arranhar.

Eu golpeei-a em um pequeno ponto em uma das patas e aconteceu uma coisa bem estranha: a aranha explodiu. Virou pó. Um pó amarelo que parecia areia, só que era mais estranho.

Eu estava assustada, e minha mãe estava séria, como se soubesse pique esta acontecendo. Parecia que ela sabia mesmo, pois disse:

— Miranda, precisamos conversar.

Só pensei que não era boa coisa, pois ela disse o meu nome inteiro. Nos fomos para o sofá da sala de estar, e é claro: sentamos-nos.

— Seu pai... — sua voz falhou — Quando nos conhecemos, ele disse que o nome dele era Marcos. Nós passamos alguns meses namorando, e um dia ele resolveu me contar a verdade, como irei contar a você agora.

Eu afirmei com a cabeça.

— Sabe as historias da mitologia grega, que você lê e eu ensino? Não são mitos, elas são reais. O nome verdadeiro de seu pai era Zeus. — ela continuou

— O deus? — eu disse meio assustada

— Esse mesmo, Mi... — prosseguiu minha mãe — Você nasceu prematura, estava quase morrendo. Seu pai a amava muito, então praticamente obrigou os deuses olimpianos a darem um pouco de poder a você, assim sobreviveria. Eles te deram o poder, e claro... Você é uma semideusa. Mas não é uma semideusa comum. Os semideuses são divididos em quatro quartos: dois quartos mortais, dois quartos imortais. Você e um quarto mortal, três quartos imortais. Seu pai me pediu para que eu só te contasse quando houvesse o primeiro ataque "oficial" de um monstro.

Eu estava meio tonta; era informação demais para um dia só, meus pensamentos estavam fora de ordem... Minha mãe deve ter percebido isso, pois disse:

— Acho que chega por hoje, já te dei informações demais. Por que não liga a televisão e tenta esquecer tudo por um tempo? Eu ponho a mesa!

Eu liguei a televisão, mas não consegui esquecer nada, os pensamentos continuavam fora de ordem, minha cabeça estava girando!

Notas finais
Espero que tenham gostado!
Vou tentar publicar o próximo capítulo o mais rápido possível!