O Verdadeiro Romance Entre Nós
62 Capítulo 62 - Despedidas
Notas iniciais
POV America
Passara-se um mês após o aniversário de dezessete anos dos gêmeos. Depois que Maxon, impressionantemente, seguiu meu conselho e liberou os gêmeos e Adelaide, as coisas melhoraram, e muito. Ethan aceitou aprender bons modos e ser mais gentil, ele queria se preparar para sua Seleção. Eu conheço meu filho, e sei que por ele e por Adelaide, ele irá mudar. Apenas me preocupo com Katrina. Ela estava se desvencilhando de seus estudos e passando muito tempo com Harry. Pelo menos eles estavam tendo mais descrição, a pedido de Maxon. Apesar de meus filhos mais novos terem aulas com sua governanta, comecei a passar mais tempo com eles. Fazia vários piqueniques com Amberly e Maxon. Tocava várias músicas com Malcolm e Amberly. Eles adoravam tanto quanto os gêmeos. Minha vida com Maxon também mudou. Não brigamos a muito tempo. Acho que ele finalmente percebeu que ele próprio criou uma armadura em volta de si, uma armadura um tanto amarga, ouso dizer. Ele se tornou alguém mais sorridente e presente na vida dos filhos. Como quando os gêmeos nascerem. Claro que eu incluía os irmãos de Adelaide em nossos programas, afinal não seria justo deixá-los de fora. Ethan parara um pouco de se importar com o romance de Katrina e Harry. Pelos menos aparentava.
Estávamos eu, Amberly, Malcolm, Pietro e Romeu fazendo um piquenique no jardim, o que já virara um costume, quando Maxon veio correndo em nossa direção.
– O que aconteceu? – perguntei esbaforida.
– Venha comigo. – disse ele, com um sorriso no rosto. Assenti e pedi licença ás crianças. Caminhamos calmamente até o hall principal.
– Por favor, me diga logo o que aconteceu. – disse a Maxon.
– Acabou. – disse ele simplesmente, sorrindo.
– Como? O que? – perguntei desentendida.
– A guerra. Na Itália. Acabou.
No momento, não entendi bem suas palavras. Meu cérebro estava processando ainda. Até que eu finalmente compreendi e sorri. Pulei em seus braços o abraçando, fazendo-o rir. Beijei seu rosto repetidas vezes até chegar a seus lábios. Sai rodopiando pelo hall, o que só fez Maxon rir mais ainda. A guerra tinha acabado. Nicoletta veria seus filhos novamente. Voltei apressadamente para o lado de Maxon lembrando-me disto.
– E como Nicoletta está?
– Bem. Ela e Alissio já embarcaram em um avião até aqui para pegarem seus filhos de volta. – disse ele, sorrindo infinitamente.
– Temos que avisar as crianças!
– Sim, por isso lhe chamei aqui. Você é melhor para dar notícias felizes do que eu. – disse ele, com um sorrindo tímido no rosto. Aproximei-me e beijei sua bochecha.
– Excelente! Vou avisar primeiro Adelaide e depois os mais jovens. – disse, já saindo do hall.
Dirigi-me até o quarto de Adelaide e dei algumas batidas na porta. Ela logo disse entre e toquei na maçaneta. Abri a porta vagarosamente e lá estava ela, sentada em um sofá ao lado de Ethan, toda sorridente. Ao me ver, ele também sorriu.
– Tenho ótimas notícias! – disse animadamente.
– Jura? Quais, Majestade? – disse Adelaide. Eu insistia para que ela me chamasse de America, mas ela disse que preferia utilizar o tratamento correto.
– Bem...a guerra acabou! – disse. Adelaide congelou por um momento, mas logo em seguida se recuperou e abraçou Ethan.
– Finalmente. – disse ela, com um suspiro.
– E seus pais estão vindo até Illéa para buscá-los. – concluí.
– Isso é ótimo! Finalmente vamos nos reencontrar. – disse Adelaide, já com lágrimas nos olhos.
– Vou avisar seus irmãos. – disse a Adelaide, e ela consentiu.
Voltei até o jardim. Amberly veio correndo até mim e me abraçou.
– Está tudo bem, mamãe? – ela me perguntou.
– Melhor do que bem. Venha, vamos contar a novidade a Pietro e Romeu. – disse e ela assentiu com a cabeça. Ao nos aproximarmos de onde eles ainda estavam na grama, em cima de nossa toalha de piquenique, logo os três se levantaram.
– Está tudo bem, mamãe? – perguntou-me Malcolm. Sorri e consenti com minha cabeça.
– Crianças – disse, chamando Pietro e Romeu com minha mão. – Seus pais estão voltando.
– Como? – perguntou Pietro, descrente.
– A guerra acabou. Seus pais vêm em Illéa para buscá-los.
Agora eles haviam entendido. Estavam pulando e comemorando. Eles vezes se abraçavam e vezes abraçavam a mim. Logo estávamos todos comemorando, até que chegaram Maxon, Adelaide e Ethan, e a festa só aumentou. Eu e Maxon ríamos da reação de todos. Quando tudo havia acabado, já era noite e hora do jantar. Fomos todos até a sala de jantar. Deve ter sido um dos jantares mais animados que eu já vira. Todos estavam conversando, sobre finalmente estarem seguros e reverem seus pais. Com toda essa felicidade, apenas uma coisa me importunava. Ethan e Adelaide. Ao longo dos anos em que eles ficaram aqui, Ethan e Adelaide havia se aproximado muito. Isso seria um choque para eles, que passavam o dia todo juntos e agora não poderiam mais. Todos terminamos nossos jantares e voltamos a nossos quartos.
Assim que Maxon passou pela porta ele a trancou, assim como fazia toda noite. Fui até o cabideiro, tirei meu vestido e coloquei-o ali. Maxon estava sentado na cama observando atentamente a todos os meus movimentos. Aproximei-me dele e o provoquei um pouco mais. O desejo era evidente em seus olhos. Sorri ao notar que meu marido ainda parecia um mero garoto perto de mim. Puxei-o pela gravata para se aproximar de mim e o beijei. Ele colocou suas mãos em minha cintura. Separei-nos alguns segundos depois, por conta da falta de ar. Retirei calmamente sua gravata e logo em seguida sua camisa. Deliciei-me ao observar seu peitoral, que mesmo depois de anos continuava extremamente definido. Nisto Ethan e Maxon eram iguais, ambos adoravam esportes e tinham um belo peitoral. Passei minha mão de seu ombro até o fecho de sua calça. Sua respiração já estava acelerada. Com um movimento rápido desci seu zíper e retirei seu botão de sua casa, fazendo a calça cair até o chão. Maxon logo se livrou dela e veio ao encontro de meus lábios. Ele me jogou na cama, com os lábios ainda colados aos meus. Seus beijos desceram até meios seios. Com certa dificuldade, ele conseguiu soltar o fecho de meu sutiã. Seus lábios estavam agora em minha barriga. Ele parecia não se esquecer de um centímetro sequer. Com seus dentes, ele desceu minha calcinha até meus pés e a retirou. Eu logo troquei de posição e fiquei em cima dele. Do mesmo jeito que ele havia me provocado, dei o troco na mesma moeda. Beijei todas as suas extremidades até chegar em sua box. Tratei logo de tirá-la e jogá-la e qualquer canto do quarto.
Aquela seria uma longa noite.
Acordei com os beijos molhados de Maxon sendo depositados em meu ombro nu. Virei-me e dei de cara com ele lançando um sorriso bobo para mim.
– Se você soubesse o quão bonita fica com esses cabelos bagunçados...- disse ele.
– Pode crer que eu sei. – disse, já me levantando. – Levante-se! Temos um dia cheio hoje.
– Dê-me mais cinco minutos. – disse ele virando a cara para o travesseiro. Aproximei-me dele e taquei um travesseiro em seu corpo.
– O que aconteceu com você? Você sempre levanta no horário. – disse a ele. Ele se virou para mim com um olhar malicioso.
– Querida, caso não se lembre, o que fizemos ontem me deixou extremamente cansado. E caso não se lembre também, eu já tenho trinta e sete anos!
– Pare com isso! Você está na flor da idade! É só muita frescura.
– Na verdade, é trabalho demais. E com meus maravilhosos quatro filhos, isso só é duplicado. – disse ele passando a mão no cabelo.
– Eu sei. Mas agora, pare de reclamar e levante-se logo! – disse, tentando parecer durona. Ele sorriu e se levantou.
Depois de nos arrumarmos, nos dirigimos até o hall principal. Nossos filhos e os filhos de Nicoletta já estavam lá, aguardando ansiosamente. Aproximamos-nos e no mesmo momento, duas pessoas entraram pelo portão principal. Adelaide saiu correndo. E lá estavam eles, os reis da Itália. Romeu e Pietro também correram até lá para abraçar os pais. Nós apenas ficamos observando, completamente sorridentes. Alguns minutos se passaram até Nicoletta soltar suas crianças e vir até nós. Ela me abraçou primeiro.
– Obrigado. – sussurrou-me chorosa.
– Está tudo bem agora. – lhe respondi.
Ela me soltou e foi abraçar Maxon. Aquele seria um bom dia. Um dia feliz.
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