O Vento Levou

1 Capítulo Único - 0330


Notas iniciais
Minha primeira oneshort, espero que gostem! A fanfic é totalmente narrada pelo Kevin. Agradeço a minha betadora a minha louva deus ♥ sem ela eu não seria nada! A e quero que vocês saibam que quando disse "Mais alto" me refiro ao Kibum ;)
Tenham todos uma otima leitura

O céu estava repleto de estrelas, a lua iluminava toda aquela imensidão escura. Eu a observava atentamente, suspirando e orando lentamente, pressionando uma de minhas mãos contra o peito, pedindo para me desligar da Terra, queria que tudo aquilo acabasse, mas minhas preces foram em vão. Eu ouvia gargalhadas e alguns palavrões e logo voltei meu olhar para eles, eram quatro rapazes, altos e fortes, me cercavam em um beco escuro e sem saída, as únicas coisas que pude ver lá eram latões de lixo e papeis jogados. Estava sozinho e indefeso, sentia que meu fim estava próximo, fechei meus olhos e voltei a orar, pedia para que tudo aquilo fosse apenas um sonho ruim, abri-os novamente, mas ainda me encontrava naquele beco...

-Ei menino, para de fazer essa cara de sonso! – falou um dos rapazes enquanto se aproximava de mim, ele riu e em seguida retirou de seu bolso um canivete, então veio correndo em minha direção, meus olhos se encheram de lágrimas já esperando o pior. Quando de repente um de seus amigos coloca uma das mãos em seu ombro.

-Calma! – ordenou — Menino, qual é o seu nome? – perguntou encarando-me.

- Eu... Chamo-me Kevin Woo, por favor, deixem-me ir embora! – exclamei.

- Calma Kevin, nós vamos apenas nos divertir um pouquinho. – disse sorrindo maliciosamente, todos me encaravam com um brilho depravado no olhar, além das risadas extremamente altas que me assustavam. O mas alto, que por vista era o mais velho, veio para cima de mim e pegou meus pulsos bruscamente, pressionando-os contra a parede, enquanto os outros se aproximavam cada vez mais.

- É melhor a gente tapar a boca dele. – falou um deles com um pano nas mãos, todos acenaram positivamente com a cabeça, então o que havia se pronunciado instantes antes tapou minha boca com o pano, abrindo o zíper de sua calça logo depois. Meus olhos arregalaram-se e minhas lágrimas já tomavam conta do meu rosto, todos os rapazes riam e se divertiam diante ao meu sofrimento. O mais baixo, que ainda estava meio distante, correu em minha direção e rasgou minha blusa com seu canivete, eu sentia dor, pois ele também havia me machucando, olhei para baixo e vi o que restou da minha blusa no chão, toda ensangüentada.

- Nossa que corpinho — zombou o mais baixo enquanto arranhava todo meu peitoral, eu tentava gritar, mas aquele pano não me permitia, a única forma era sofrer em silêncio. Em seguida outro menino se aproximou, deu um sorriso malicioso e abriu o zíper da minha calça. O último, que ainda mantinha distancia aproximou-se e quando chegou perto o bastante, lambeu meu pescoço. Me encontrava numa situação lastimável, quatro rapazes, um segurava meus pulsos no alto de minha cabeça apertando-os, outro apontava o canivete para meu pescoço, um outro se encontrava na minha frente e o último atrás de mim.

-Assim não tem graça. – falou o que estava na frente – Eu preciso escutar os gemidos dele. – disse retirando o pano que cobria minha boca.

-Você tem certeza? Alguém pode escutar. – falou o rapaz que pressionava o canivete sobre meu pescoço.

- São 03:30 da manhã, ninguém anda por aqui, ainda mais neste horário. – respondeu, em seguida voltou seu olhar a mim, retirando suas calças e ficando apenas de roupas íntimas, o que se encontrava atrás de mim fazia barulhos estranhos em meu ouvido, os outros dois riam e faziam piadinhas insanas. Ambos que me cercavam, começaram a distribuir beijos e mordidas sobre meu corpo.

- Ei, solta ele. – ordenou o rapaz que estava atrás, para o que segurava meus pulsos.

- Está bem, só não deixe-o escapar, ainda quero me divertir. – disse soltando-me.

- Ele não vai escapar. – respondeu “abraçando-me” fortemente por trás, mordia meu pescoço bruscamente, eu gritava e pedia para que parassem com aquela brincadeira idiota, mas a única coisa que ouvia eram risadas histéricas. De repente o mais alto me deu um forte soco fazendo-me cair no chão, ralando algumas partes do meu braço.

-Mas que droga você esta fazendo? – questionou um deles sem entender a razão de tal ação.

- Assim fica mais fácil. – falou o mais alto sentando-se sobre mim, um dos outros segurava meus pulsos para cima, eu tentava me soltar, mas de nada adiantava.

- Agora tire a calça dele. – ordenou o que estava sentado em mim, um dos três rapazes pegou minhas pernas e tentou tirar minhas calças, porém encontrava dificuldades por conta do cinto que eu ainda trazia vestido – Rápido, nós não temos todo o tempo do mundo. – falou saindo de cima de mim e retirando meu cinto bruscamente.

- Por favor, parem! – gritei.

De repente um som alto e intrigante fez com que todos os rapazes desviassem seus olhares para a entrada do o beco. Era um carro preto que havia freado bruscamente, um homem alto e magro saiu de dentro dele, mas eu não conseguia identificá-lo.

- Soltem-no agora! – exclamou.

- Ou o que? – perguntou um dos rapazes rindo.

- Ou eu te mato. – respondeu retirando uma arma de dentro do casaco

- Há, faça-me o favor, somos quatro! E mesmo assim, você não iria gostar de mexer com a gente, você não sabe do que somos capazes! – falou friamente – Então entre logo no seu carro e nós fingiremos que nunca esteve aqui – disse rindo – E não nos atrapalhe mais, estamos nos divertindo. – falou me encarando novamente, de repente o som alto de um tiro assusta a todos. Por acidente um deles é atingindo.

- Seu desgraçado! – gritou. Os outros três garotos correram em direção ao ferido.

- Kevin! Venha cá – ordenou

Levantei-me rapidamente e corri para perto do homem que segurava a arma, quando estávamos próximos assustei-me ao ver que o conhecia.

- Marumir? – perguntei confuso, encarando-o por alguns instantes.

- Entra no carro agora! — disse ele.

-Mas Kibum, e você? — gritei já dentro do automóvel.

-Então o esse é o seu nome! Seu desgraçado, você vai pagar caro pelo que fez com o nosso amigo! — falou um dos rapazes aproximando-se de Kibum.

-Não se mova. — disse o mais velho apontando a arma para ele.

-Vai ter vingança, neste mesmo lugar eu vou te fazer sofrer como nunca! — falou nervoso enquanto encarava-o.

- Cala a boca! — disse enquanto corria para dentro do veículo, ao sentar-se, ligou o carro e jogou a arma no banco de trás, afundando seu pé no acelerador e correndo dentre as ruas da capital. O silêncio tomou conta do local, a aflição de Marumir me dava arrepios, ele corria desesperadamente, não olhava e nem respeitava nenhum tipo de sinalização e só parou quando chegou ao estacionamento do prédio onde morava.

- Kevin, fala comigo! Você está bem? — perguntou enquanto abria a porta do automóvel para mim.

- Estou bem. — sussurrei, tentei sair de dentro do carro, mas meu corpo estava muito fraco devido aos cortes e hematomas. Então ele vendo a minha situação, pegou-me no colo e me levou até o seu apartamento.

- O que você tem na cabeça? — me questionou enquanto colocava-me em cima de sua cama e sentando-se ao meu lado — Você sabe que é perigoso ficar andando por ai de madrugada!

- Desculpa. — falei abaixando a cabeça.

- Só me prometa que nunca mais irá cometer nenhum tipo de idiotice novamente? — disse acariciando meu rosto gentilmente — Você é muito importante para mim! — sorriu e beijou minha testa, em seguida levantou-se e foi até o banheiro, voltando depois de alguns segundos para o quarto, carregando consigo uma maleta de primeiros socorros — Eu vou cuidar de você. – disse-me abrindo a maleta e colocando-a em cima do criado mudo.

Kibum ficou de pé ao lado da cama, observando-me atentamente, depois de alguns segundos pegou um algodão e começou a limpar meus ferimentos, depois deu alguns pontos no meu peito, onde havia um corte não muito profundo.

- Ai, isso dói. – reclamei.

- Desculpe, mas é necessário. Se não fossem aqueles idiotas, você não estaria assim. — falou erguendo as sobrancelhas, em seguida sentou-se ao meu lado — Mas agora você esta aqui. — sorriu — E a gente nunca mais irá se separar!

- Obrigado por tudo. — falei sorrindo.

- A propósito, você esta com fome? — perguntou, levantando-se e em seguida organizando as coisas que usou.

-Pra falar a verdade estou. — senti que minhas bochechas coraram levemente.

-Você é engraçado. — sorriu — Por que está ficando vermelho? — perguntou encarando-me

-Ah, n-não! Eu não estou vermelho! É só... Calor. — falei gaguejando, eu realmente sentia algo diferente quando estava perto de Kibum, era como se tivesse borboletas no meu estômago.

-A por que você não falou antes! Eu abro a janela. — disse se direcionando a janela, abrindo-a e deixando que o vento gelado entrasse e percorre-se todo o apartamento.

-Obrigado.

-Não tem de que. — sorriu — Kevin você consegue se levantar?

-Acho que sim. — falei enquanto tentava me levantar da cama, mas não conseguia ter muito equilíbrio, então Kibum se aproximou e apoiou meu braço em seu ombro, fomos dando passos pequenos e desequilibrados até a cozinha, e quando chegamos a tal lugar, o mais velho me colocou em uma cadeira e se apoiou na bancada de mármore.

- Você esta com fome? — perguntou novamente encarando-me.

-Talvez. — falei virando meu rosto, sentia que minhas bochechas coraram novamente.

-Talvez? — soltou uma gargalhada — Você é tão engraçado. — falou aproximando-se de mim — Ei cá entre nos, eu sei fazer um miojo de dar água na boca !

-Haha, que coisa hein! — sorri

-Vou te contar o segredo — disse enquanto se aproximava do meu ouvido, sussurrando — Bem, você pega qualquer miojo e deixa-o na água fervendo por 5 minutos, depois você pega o sache e despeja no macarrão instantâneo!

-Nossa! Não acredito nisso, deve ficar muito bom. — falei ironicamente, em seguida um enorme sorriso tomou conta do rosto dele.

-Então, eu vou colocar meus dons culinários em ação! Vou fazer a receita do miojo maravilhoso para você Kevin. — disse enquanto pegava uma panela e a enchia de água, em seguida despejou o macarrão instantâneo e deixou cozinhar, depois de alguns minutos ele me serviu – Prove. — falou entusiasmado.

-Hm... Que delícia. — disse após ter terminado de comer

-Que bom que gostou, quer mais? — perguntou sorrindo.

-Não, muito obrigado! Quem sabe outro dia, ficarei esperando seu convite, para que possamos ficar juntos. — disse sem pensar, pausei e senti que minhas bochechas haviam corado — Não! Não é nada disso do que você esta pensando!

-Não se preocupe, eu... — falou se aproximando — Eu também acho que nós devemos passar mais tempos juntos! — sorriu e pegou na minha mão — Vamos lá na sala?

-Claro. — disse passando meu braço sobre seus ombros. Sorri sozinho, de certa forma eu gostava daquela aproximação com Marumir, quando estava do lado dele sentia-me feliz e completo, chegava a ser complicado esse estranho sentimento, mas eu gostava daquilo e aposto que ele também.

-Porque esta sorrindo?- perguntou fitando-me.

-N-nada. – gaguejei.

-Kevin, sabe a gente podia pensar em morar juntos — falou colocando-me no sofá.

-Q-quê? Como assim?! Só eu e você? — perguntei arregalando os olhos, não acreditava no que havia acabado de escutar.

-Ei calma, só acho que nós deveríamos passar mais tempo juntos, a final somos uma banda. — falou sorrindo e sentando-se ao meu lado.

-A claro, eu também acho. — disse virando minha cabeça de lado.

-Olha pra mim. — falou pegando meu rosto e voltando-o para o dele — Eu preciso te contar uma coisa, que a muito tempo esta entalada em minha garganta — falou engolindo seco — Kevin... Eu... -suas bochechas coraram fortemente — Bem, nem sei como te dizer isso, mas quero que saiba que você é tudo pra mim! — falou mordendo seus lábios inferiores — E que quando estamos perto, algo de diferente acontece comigo, é uma sensação estranha, mas ao mesmo tempo prazerosa, eu sei que isso é diferente, mas...

-Eu sinto o mesmo. — falei interrompendo-o, no mesmo instante um sorriso malicioso tomou conta do rosto do mais velho, ele mordia seus lábios diversas vezes o que me deixava mais nervoso.

-Então você sente essa mesma sensação? — pergunta encarando-me

-Sinto. — falei me aproximando de Kibum, e quando estávamos perto fechei meus olhos esperando algo, mas nada aconteceu, eu ouvia risadas e estranhei, então reabri meus olhos — Mas que coisa! Por que você esta rindo! — gritei já não contendo minhas lágrimas.

-Não chore! — falou acariciando meu rosto gentilmente — É engraçado, eu achava que você jamais corresponderia meus sentimentos, e agora do nada a gente tá tão próximo. — sorriu — Eu estou tão feliz, você não sabe o como eu esperei por este dia! — disse aproximando-se.

-Marumir. — sussurrei, nossos rostos estavam tão perto, que era capaz de escutar a respiração ofegante dele, fechei meus olhos e ele fez o mesmo. Eu sabia que dali em diante tudo mudaria, que a partir daquele momento, Kibum e eu ficaríamos juntos para sempre. Então nossos lábios se encontraram, foi uma explosão de sentimentos, eu passava minhas mãos no cabelo dele, ele por sua fez retirava minha blusa delicadamente, o mesmo pediu permissão para que sua língua entrasse, e eu a concedi, ele explorava cada canto da minha boca, então deitei-me no sofá deixando-o encima de mim. Eu retirei a blusa dele, enquanto os lábios do mais velho percorriam meu pescoço eu sentia que estava preparado para tudo, nossos corpos quentes desejavam a mesma coisa, nós tínhamos os mesmos objetivos e os mesmo desejos...

-Ai meu deus! — disse saindo de cima de mim — O que eu estou fazendo — falou colocando as mãos sobre a cabeça e me encarando

-Você não gosta de mim? Eu fiz algo errado ? — perguntei confuso com os olhos cheios de lágrimas, não sabia o motivo de tanto apavoramento que tomava conta do rosto do mais alto

-Não é isso! Olhe, seus pontos...

-Ai! — gemi interrompendo-o, eu mal havia percebido que meus pontos estavam abrindo.

-Eu vou à farmácia pegar algumas coisas para te ajudar. — pegou uma blusa qualquer e ha vestiu

-Não, fica comigo. — disse pegando em seu pulso, mas o larguei quase de imediato, pois uma forte dor tomou conta do meu corpo.

-Eu volto já. — falou beijando minha testa, em seguida pegou a chave do carro e o celular e saiu correndo do apartamento, eu apenas escutei o som alto do automóvel correndo para a cidade. Suspirei fundo, e levantei-me de mau jeito e fui cambaleando até o banheiro, já nele peguei um pano grande e velho e o enrolei sobre meu peitoral, virei-me para sair do banheiro e me deparei com uma caixa de remédios, então a peguei, e procurei um remédio que amenizasse a dor que estava sentindo, após alguns minutos a dor havia passado. Então voltei para a sala e me sentei no sofá, liguei a TV e deixei em um canal qualquer, eu estava impaciente e nervoso Kibum já estava demorando de mais. Eu encarava a porta diversas vezes esperando que ele a abrisse, ficaria observando-a a madrugada inteira se não fosse o meu celular tocar.

♪ Baby talk talk talk to me

Let me love love love tonight

Baby talk Let me love

Na keudaemaneul yeah

Baby talk talk talk to me

Let me love love love tonight

Baby talk Let me love

Saranghalkke

Baby talk talk talk to me ♪

Levantei-me rapidamente e peguei o meu celular que estava em cima da mesinha de centro, eu olhei no seu retrovisor e o nome do mais velho aparecer, então atendi a chamada.

-Alô, Kibum? — perguntei desesperado — Porque você ainda não voltou pra casa?!

-... – porém nada me é respondido, a única coisa que eu ouvia era a respiração ofegante do mesmo

-Me responda! – gritei enquanto andava impaciente de um lado para o outro da sala – Onde você esta?

-Kevin, promete pra mim que não irá sair de casa por hipótese alguma?!

-Eu não estou te entendendo – falei confuso

-Lembra daqueles caras do beco, então eles armaram uma armadilha pra mim, quando eu estava saindo da farmácia eles cercaram meu carro, a única coisa que pude fazer foi correr... – pausou, eu ouvia vozes ao fundo mas não conseguia compreende-las — ...Me desculpa, eu ... – de repente a ligação cai.

-Marumir?! – gritei desesperadamente, as lágrimas tomaram conta do meu rosto, passei as mãos sobre meus cabelos deixando-os ainda mais bagunçados, sentei-me no sofá, trouxe ambos os joelhos para perto de mim, os pressionava a cada vez que olhava para a porta. Meu coração doía, eu sabia que Kibum estava em perigo, tudo por minha causa, tudo porque fui fraco. Peguei o celular e taquei-o na parede com toda minha força. Levantei-me correndo e peguei a chave de outro carro dele, desci até o estacionamento, entrei no automóvel e sai pelas ruas escuras e molhadas de Seul a procura do mais velho. Aquela busca iria ser interminável, se eu não lembrasse do que um dos meninos havia dito.

*Flash Back*

[...] -Então o seu nome esse é o seu nome! Seu desgraçado, você vai pagar caro pelo que fez com o nosso amigo! — falou um dos rapazes de aproximando de Kibum.

-Não se mova — disse o mais velho apontando a arma para ele.

-Vai ter vingança, neste mesmo lugar eu vou te fazer sofrer como nunca!- falou nervoso enquanto encarava-o [...]

*Fim do Flash Back*

Lembrado disto, enfiei o meu pé no pedal. Eu corria o mais rápido possível para aquele lugar horrível, não olhava nenhum tipo de sinalização, a única coisa que me importava era a situação do mais alto. Chegando ao beco pressione meu pé contra o freio, o que resultou em um barulho extremamente alto e também havia um pouco de fumaça. Sai correndo de dentro do carro, o beco estava com alguns papeis jogados além da escuridão devido ao horário. Eu o observei atentamente esperando algum sinal, quando me deparo com um corpo jogado perto dos latões de lixo, então corri em direção do mesmo.

-Kibum! — gritei ao ver a situação do referido, sentei-me ao seu lado. Eu o encarava, seu corpo estava todo ensangüentado e cheio de cortes profundos — Meu deus o que fizeram com você! Vou te levar a um hospital... — dizia desesperadamente quando fui interrompido.

- Eu não quero ir para o hospital. — disse baixinho com um sorriso de canto — Quero ficar com você.

-Mas você está muito ferido. — retruquei-o.

-Kevin... — falou levando suas mãos até meu rosto, em seguida ele o puxou gentilmente para perto do seu. Estávamos cada vez mais próximos, e quando menos esperava nossos lábios se tocara, eu o beijava intensamente, não era um beijo qualquer, demonstrava carinho e amor. Nós ficaríamos ali a madrugada inteira se eu não visse as lágrimas que caiam sobre seu rosto. Afastei-me delicadamente e o encarei.

-Porque está chorando? Eu fiz algo de errado? — perguntei confuso.

-Você não fez nada de errado. — deu um sorriso fraco — Eu só não queria que tudo acabasse agora. — falou encarando-me

-Não! Nada vai acabar agora! Eu sempre vou estar aqui com você! Eu te amo e nada do mundo vai nos separar. — disse entrelaçando nossas mãos.

-Eu... — falava quando de repente um pouco de sangue sai pelo canto de sua boca

-Não faça mais esforços. — disse pegando-o no colo, em seguida o coloquei dentro do carro e corri em direção ao hospital mais próximo, chegando lá os médios o levaram para a sala de emergência. Eu fiquei parado observando diversas enfermeiras entrarem na sala onde ele se encontrava, a cada minuto que passava ficava mais desesperado, andava de um lado para o outro, impaciente e nervoso, eu precisava de alguma noticia.

-É melhor você se sentar. — falou um menino qualquer que estava na sala de espera.

-Não! — disse friamente, depois de alguns segundos continuei — Desculpe, eu não quero ser grosso é que eu não estou muito bem.

-Sente-se isso vai melhorar. — falou gentilmente.

Eu o encarei por alguns segundos e logo me sentei. Não parava de pensar no mais velho, tudo o que havia acontecido foi por minha causa. Entrelacei minhas mãos e comecei a orar, pedia para que ele voltasse logo para os meus braços, para que possamos ficar juntos para sempre...

-Qual de vocês é o Kevin? — pergunta um dos médicos.

-Sou eu. — falei rapidamente, então me levantei e encarei o médico — Como ele está?

-Kibum é o nome dele né?

-Sim. — disse ansioso, eu precisava de uma noticia.

-Seu amigo quer te ver, mas vou logo avisando que a situação é muito grave, há vários cortes profundos em diversas regiões do corpo, além dos hematomas, esses problemas estão fazendo com que o coração dele bata muito de vagar e fraco devido à grande perda de sangue.

-Eu quero vê-lo! — falei enquanto meus olhos se enchiam de lágrimas.

-É por ali. — disse o medico apontando para esquerda.

-Obrigado. — agradeci e sai correndo, parei em frente à porta e suspirei, depois de alguns segundos eu a abri. Meus olhos se arregalaram ao ver a situação em que ele se encontrava, fui dando pequenos passos até ficar de frente a sua cama.

- Kevin? — sussurrou abrindo os olhos.

- Shiu... Não se esforçe assim, você ainda precisa se recuperar. Então por favor não fique agitado. — falei enquanto acariciava seu rosto — Me desculpe, eu sou um idiota, coloquei você em perigo e não fiz nada para ajudá-lo! Me perdoe. — disse já não contendo minhas lagrimas — Você é tão importante para mim!

-Perdão, o único a pedir desculpas aqui sou eu. — sussurrou — Woo eu deveria ficar mais perto de você, deveria cuidar de você. É assim que as pessoas se amam, cuidando uma das outras! Cof....Cof.

-Para! Por favor Kibum, tá bom o erro é de nós dois, agora pare de se esforçar. — falei desesperado a respiração dele estava muito fraca.

-Não, cof cof.... Meu fim está próximo, eu sinto isso. — disse com os olhos cheios de lagrimas — Só quero ficar perto de você, cof, cof.... Não me deixe mais sozinho, eu preciso de você aqui do meu lado. — Marumir fez um gesto para que eu apoiasse minha cabeça em seu peito, encarei-o por alguns segundos e logo deitei-me ao seu lado — É disso que eu preciso, a única coisa que me faz feliz é você...Cof, cof. — falou acariciando meus cabelos.

- Por favor não se esforçe. — disse já não contendo minhas lágrimas — Podemos ficar juntos para sempre, se você se comportar.

- Nós sempre vamos estar juntos. — sussurrou — Kevin nosso amor vai ser como o vento, você não poderá vê-lo mas irá sentí-lo ... Cof, cof....

- Kibum? — chamei, porém não fui respondido, levantei exasperado e encarei-o, seus batimentos estavam cada vez mais fracos e respirava com dificuldade. Corri até a porta para chamar algum médico, quando uma voz fraca e baixa soa em meus ouvidos, o que me fez virar para observá-lo.

- Kevin, eu te amo. — falou quando seu último suspiro foi dado, o som do aparelho gritava em meu ouvido. As lágrimas tomaram conta de meus olhos, aquilo só poderia ser um pesadelo, o que acabara de acontecer não podia ser real, fechei meus olhos implorando para que esse pesadelo acabasse. Fiquei paralisado enquanto via vários enfermeiros entrarem na sala, eles tentavam reanimá-lo mas nada acontecia.

- Desculpe meu jovem, mas não podemos fazer nada. — falou um médico

Eu caminhei até sua cama e quando cheguei perto o bastante, vi o rosto dele, que agora estava tranqüilo e sem nenhuma expressão dolorosa, deixei que minhas lágrimas caíssem sobre ele, entrelacei nossas mãos pela última vez e dei um beijo em sua testa.

- Você vai avisar mais algum parente? — perguntou a enfermeira, encarei-a por alguns segundos. Aquilo não era real, olhei novamente para o monitor do multiparametro que dizia que o coração dele havia parado. Suspirei lentamente e sai correndo daquela sala. Os médicos gritaram algumas coisas, mas eu não as compreendia, peguei o carro e corri em direção ao parque ao qual Marumir e eu íamos, estacionei o carro em um lugar qualquer, desci e fui até o local onde costumávamos fazer piquenique. Os raios de sol do amanhecer iluminavam aquele lugar, as flores se abriam e os insetos começaram a aparecer. Desmoronei-me em lágrimas e lembranças, as coisas não podiam acabar assim. Eu precisava dele ao meu lado, cai de joelhos no chão pressionei as mãos contra meu peito, fechei meus olhos e levantei minha cabeça, eu orava, implorava e pedia para que o mais velho voltasse para mim de alguma forma. De repente uma brisa leve toma conta do local fazendo com que o aroma das flores predominassem o parque, minhas lágrimas caiam sobre meu rosto e um sorriso surgiu em minha face

- O nosso amor é como o vento, não posso vê-lo, mas posso sentí-lo! Kibum eu te amarei eternamente.

Notas finais
E ai como me sai? Review ?
Obrigado por lerem! Amo vocês leitores >.<!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!