Notas iniciais
— Augustus... — disse seu nome ao vê-lo sentado vomitando sangue ao chão. — O que foi isso?
— Uma mulher... — Ele murmura, então me abaixo. — Uma mulher...de cabelo de fogo apareceu, Eu pensei que fosse uma criada nova...ela me deu um chá...e depois... eu sinto que... estou morrendo.
— É a mesma mulher que apareceu para Katherine. — Digo me levantando.
— Tem uma coisa...que você tem que saber sobre a minha Kate — Ele diz então pegando em minha mão — Nunca deixe... ela perder aquela gata... e nunca... a ninguém que ela se apegue.
— Por qual razão?— Questiono mas ele começa a suspirar, parecia estar sem ar, então o ajudei com movimentos nas costas e uma serviçal abanou um leque em sua direção, até que ele voltou a respirar, mas não estava em condições para falar.
Tive que pedir para Héctor que cuidasse das entradas principais do reino, colocando soldados fortemente armados para impedir a entrada pelas zonas rurais e algumas fazendas, também forte escolta nas entradas do castelo, Embora eu estivesse curioso sobre o que ele queria falar sobre minha doce Katherine. Quando então fui para uma varanda, observando parte do reino, eu me concentrava para me desintegrar e viajar até a fronteira como um enxame de morcegos, senti uma mão tocar em meu ombro, em um susto me viro e lá estava ele. A pele negra brilhante, usando um traje de guerra, porém, sem seus cabelos longos.
— Não acredito, raspou a cabeça?
— Ter cortado meus cabelos te surpreende mais do que está aqui?
— Claro que não, você deixou Angeline sozinha! qual seu problema? — Digo o dando um soco no braço, onde ele rebate com um em meu estômago. — Arg!
— Eu vim deixar sua garrafa de sangue, e também soube do que aconteceu, seu inútil. Se vai mesmo se meter nessa confusão eu quero te ajudar.
— Mesmo? E Zayla? — Interrogo e ele bate a mão em meu braço.
— Se houvesse uma invasão em Mirembe, ela iria querer nossa ajuda, então você será o reino de Astrid, e como é do clã, Astrid também é nossa. Um irmão não abandona um irmão.
Palavras gentis de meu eterno amigo e irmão, agora tinhamos um objeto e problema em comum. Salvati era o irmão mais velho, o primeiro filho de Shuri, ele quem deveria ser rei, Mas por conta de não saber controlar seu poder ele não se considera forte o bastante para ser um líder. Estavamos sobre uma colina observando o exército de Heindall se aproximando, estava um pouco longe da entrada da área rural, eram cerca de setecentos homens. agora, valeria a pena matar todos? Virava minha garrafa de sangue enquanto pensava nisso, e ele segurando uma lança.
— O que acha se eu criar um demônio gigante para assusta-los?
— Conhecendo a fama de Guilhermino ele iria mandar um inquisitor para verificar o reino, e queimar mulheres inocentes as acusando de bruxaria. Então, é melhor sujar as mãos com os sangue desses imbecís.
— Que seja então. Altailirys.
Altalirys, criação. então eles que achavam ver apenas dois homens, começaram a ver um número bem maior, um exército bem formado e armado começando a correr contra eles. Pensei então em não me envolver de início, Salvati e eu apneas os viam brigar achando que eram contra meu exército, porém era um contra o outro.
Era um truque simples, fomos então caminhando entre eles, meu poder não duraria para sempre, então participei da batalha queria combater o máximo que pudesse, porém deixando alguns vivos para que fugissem, e pedindo que Heindall se rendesse a esse ataque patético. um homem que não sabia levar um ''não' e queria criar uma guerra por isto. Mas, compensava o banho de sangue, fazia anos que minha pele não era tão bem hidratada.
— Dexará alguns vivos? — Questiona Salvati enficando uma espada ao chão e se escorando na bainha.
— Eles tem que falar o que viram, e eu quero rendição. não vale a pena matar tantos homens assim.
Passei então a caminhar entre boa parte dos corpos, pisando em pequenas poças de sangue que refletiam nelas a grande lua branca ao céu azul escuro como um oceano cheio de estrelas brilhantes, eu só queria chegar logo no palácio e descobrir o que Augustus tinha a me dizer sobre Katherine.
Leonhardt.
Um rio extenso, suas águas eram cristalinas e ficavma abaixo de um precipício, Suas águas frias e frescas me lembravam um pouco das margens do rio Nilo, mas claro que não chegavam nem aos pés daquela maravilhosidade. Enquanto sem roupas eu estava a me banhar, tirando toda impurezas de meu corpo, Fechei meus olhos por alguns instantes lembrando da alegria que era vê-la, seus olhos castanhos, seu sorriso doce de lábios finos, um olhar ingênuo porém de grande coragem, de dizer para um desconhecido que não iria se casar com ele, Ela ainda era a mesma Katherine que eu conheci a três anos atrás, porém com coxas mais fartas, quadris largos e um belo busto. Me perdia em pensamentos impuros ao me lembrar de seu beijo tímido que me dera, um beijo tão ingênuo e desajeitado.
Ah, belo momento que me era interrompido, quando abri meus olhos sentindo um forte cheiro de sangue, sangue que respingava nas águas dos rios, mas esse sangue não era meu e muito menos era atrativo. Me levantei do rio e fui caminhando até a margem, pegando a parte inferior de minhas roupas e me vestido rapidamente Quando forço um pouco minha visão, olho para cima do penhasco qual estava, era um homem alto, de cabelos brancos que estava com um ferimento no ombro, ele estava com um olhar triste e lágrimas escorrendo do rosto. suspirei profundamente até que o vi então saltar. pelos batimentos de seu coração ele estava desistindo de viver.
Pelo odor de seu sangue ele era sem dúvidas um uivante, mas mesmo que fosse um merda eu não poderia permitir que tirasse a vida. Dei passos rápidos mais rápido que um humano comum não poderia ver, então correndo contra o vento subindo naquela imensidão de parede, consegui pegar o corpo dele antes que chegasse na metade do caminho. E em um salto batendo meus pés contra uma rocha, cai ao chão com o corpo do homem em meus ombros, onde então o empurrei ao chão.
Ele não parecia estar bem, meio confuso se sentou olhando para mim, que estava sem camisa, fui então indo para margem pegando uma camisa, pelo menos ela estava limpa junto minhas vestes inferiores.
— Impediu minha queda. — Ele diz me encarando.
— Sim. — Respondo cruzando meus braços.
— Porquê fez isso? — ele questiona.
— Olha se quiser eu te levo lá pra cima e deixo você morrer.
— Você é um vampiro. Você, um vampiro me salvou da morte, de quando eu tentava me matar.
— Você está bem? Estou estranhando seu comportamento pois geralmente as pessoas agradecem. —Digo me aproximando um pouco dele estendendo a mão.
— Quando até minha alcateia me rejeitou, e me caçou eu só vi escolha na morte, e você me salvou. Porque fez isso? — Ele parecia não ter fé em mim, segurou minha mão e se levantou.
— Eu não entendo de alcatéia, mas eu sei que uma família não rejeita ninguém. — Digo me virando de costas. — O que fez ein? Geralmente lobos são anidos por fazer algo medonho.
— É complicado de explicar.
Ele não parecia ser alguém que queria conversar. Mas, eu não era chamado de raposa apenas por conta das madeixas vermelhas, e sim por minha curiosidade. O homem de cabelos brancos teria que me responder. Então caminhei até ele enquanto ele ia caminhando.
— Posso dar um jeito nesse ferimento do seu braço, mas você vai ter que me falar o que houve — Insisto.
— Escuta, é assunto de alcatéia, não tem nada haver com você.
— Ah tem sim.
Diz Salvati encostando a mão no ombro dele e apertando com certa força. Ele estava mais limpo do que eu, ainda não acreditava como ele matou tantas pessoas sem ao menos manchar-se de sangue. Ele sabia conversar melhor que eu, e também convencer alguém.
Fomos então abaixo de algumas árvores onde então ficamos a conversar. O homem então começou a falar sobre si.
— Meu nome é Rowan, Eu sou um lobo branco, minha irmã também. Somos os últimos lobos albinos da alcatéia. Então... Serena, a minha irmã mais nova, foi prometida para o Alfa quando nasceu e na época ele tinha dez anos. então ela sempre viveu sendo preparada para o casamento até o dia que sua ''flor desabrochasse''... — Ele suspira, e eu poderia entender sua angustia.
— Eu te entendo, eu também surtaria se minha sobrinha fosse obrigada a se casar com alguém. mas, continue.
— Bom... O nome dele é Chris, ele é o mais forte da Alcatéia. Eu queria pedir um favor a vocês... mas é pelo desespero. O que eu quero pedir a você é... Ajuda, quero pedir sua ajuda para resgatar a minha irmã. sozinho eu tentei mas não consigo.
— Você quer a minha ajuda para enfrentar uma Alcateia inteira?
— Você enfrentou mil homens de Heindall, Lobsomens não seria dificil.— Diz Salvati me encarando, ele estava mesmo querendo fazer isso?
— Claro que é difícil, o sangue deles agem como ácido em nossa pele.— Digo então me virando para o albino — Vocês são venenosos para nós como nós somos para vocês.
Me levantei do tronco e fiquei andando para os lados, Salvati então de pernas cruzadas bateu com uma lança ao chão e olhou para o albino.
— Eu te ajudo a salvar sua irmã. E o raposa vermelha também vai.
— Ah não, não. — Digo em negação. — Eu não vou me meter nisso.
— Leon, se eu fui capaz de enfrentar um exército inteiro para te ajudar, você vai me ajudar a brincar com alguns cachorros.
— Isso foi um pouco ofensivo, mas eu agradeço a ajuda. — ele dizia passando a mão no ombro.
— Ótimo. Agora vá buscar a menina Melody. — Diz Salvati se encostando em uma árvore de braços cruzados e pernas inclinadas para frente.
— O que? quer envolver a Melody nisso?
— Eles poderiam sentir nosso cheiro a metros dali, vá buscar a menina Melody. Os passaros delas podem nos dizer como achar a irmã dele sem nos por em risco.
Zayla
Zayla
A mais de trezentos anos, o Clã Thaimorn declarou guerra contra um poderoso clã Grande-Alfa de Lobisomens, qual chamamos carinhosamente de ''uivantes'', e nessa guerra, as mais poderosas líderes Shuri, Merilith e seus companheiros foram mortos. O Clã Thaimorn teve parte de sua memória afetada, nem se quer ao acordamos sabíamos de uma guerra, e quem era direito nossos pais, em nossas mentes haviam apenas restado as memórias boas, e o que sabíamos era que deveríamos evitar Arabella e Yhaeska, Arabella era a Dama de Vênus que ajudou a nos criar, e Yhaeska a Bruxa marginal que queria nosso fim. Descobrimos isso com ajuda de uma sereia, Iara. Porém, ela não havia nos dito a razão da guerra, e que se quiséssemos descobrir tudo teriamos que investigar, Mais de trezentos anos se passaram, nem mesmo as fadas abriam o bico, então cabia a nós vampiros descobrirmos tudo através de investigações. Mas, elas que sempre resultavam em batalhas contra os uivantes.
E em tantas investigações causaram pequenas intrigas, e dessas intrigas nosso clã se separou. Uma pequena parte saiu de Mirembe e foram para as terras natais de seus pais quando humanos, e agora em Mirembe restavam poucos, como Eu, a líder. Tupac, Moira, Constance, Leopold, Stenford, Kaztriel e Nefertari.
Em nossa última busca, uma tribo de lobisomens dizia saber a razão da guerra, então mandei minhas melhores em busca dessa informação, Constance e Moira. Elas estavam demorando, Tupac estava nos arredores de nossas terras, para verificar se havia invasores. Nossas terras haviam humanos morando nelas, alguns refugiados de reinos e também de trabalho escravo, por isso então Mirembe era uma terra de paz, e trabalhavamos para manter assim. Enquanto isso, eu estava no Espelho de Acesso, assistindo a idiotice que Salvati e Leonhardt insistiam em fazer, passando a mão sobre minha testa em meio a um suspiro. quando então senti a presença delas, me virei com um sorriso simpático.
— Constance, Moira, demoraram. — Digo ao me virar e olhar para ambas, com as barras de suas saias com manchas de sangue e leves marcas de queimaduras sobre a pele. — O sangue deles tocaram em vocês.
— Infelizmente eu não tenho o mesmo poder que a dama dos ventos. — Dizia Moira se referindo a Constance, que revirou os olhos no mesmo instante.
— E então? — Questiono me referindo a batalha.
— Eles pediram rendição, e disseram que não sabem nada sobre a última guerra entre o clã grande-alfa contra os Thaimorn. — Dizia Constance.
— Entendo, então foi um desperdício de tempo. — Digo em meio a um suspiro.
— Como sempre é. A guerra aconteceu no centro europeu, então é mais fácil de se dizer se houver vestígios será naquela região.— Murmura Moira.
— Então o Reino de Astrid, já que a guerra aconteceu por aquele território antes do dragão Nix surgir. será que existe alguma ligação? — Se questiona Constance..
— Ah, Então vá para Astrid.
— Me dê uma boa razão para ir.
— Seu amado Salvati está lá na companhia de Leonhardt. — Ao falar tais palavras, notei as maçãs de seu rosto tornarem-se rubras.
— S-salvati não gosta de mim...— Ela diz abaixando o olhar entristecida e tímida.
— Nossa nem parece a mulher que explodiu um uivante com um sopro de vento— Diz Moira bocejando.
— Te oriente Constance! Você é a Vampira dos Ventos, não deixe um sentimento te enfraquecer tanto assim, e também nenhum homem pisar em você.
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