O Vampiro Adormecido

4 Sonhos estranhos


“A voz chamava um ser noturno que voava em liberdade pelo céu, a bater as suas asas. Ao ouvir ser chamado, obedeceu e subrevoou sobre o cemitério chegando rapidamente ao castelo assombrado. Aquele castelo era bastante antigo e à sua volta tinha um exagerado nevoeiro que reforçava a ideia de haver fantasmas alí e portanto ninguem se atrevia entrar . Tinha umas escadas de 3 andares, para conseguir chegar à porta principal, cada uma com 7 degraus com o total de 21. As janelas e a porta tinham uma carateristica o arco de volta perfeita. O animal noturno entrou por uma dessas janelas, principalmente aquela que estava aberta e se via uma luz acesa. Descançou sobre o chão, olhando para quem estava a sua frente sentado numa cadeira majestosa.

-Chegaste a tempo! -disse a voz sorrindo, mostrando os seus dentes pontiagudos

O pequeno animal noturno curvou-se fazendo uma venia. O homem da voz levantou-se e passou pelo espelho que não refletiu a sua imagem.Olhou durante uns minutos para o vidro.

-Nunca poderei ver a minha imagem neste espelho –comentou.- Mas há aqueles que poderam ver a sua própria

O pequeno noturno não entendeu o que o seu mestre queria dizer com aquilo. Bateu as asas e começou a voar, aproximando-se do seu mestre. Por fim a voz disse:

-Vamos continuar com o plano.”

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O Hiroshi passou a mão no seu própio cabelo castanho enquanto pensava no que ia fazer ou dizer para o jovem vampiro, endireitou a sua gravata e depois os óculos. Nakuru acabou adormecendo e as vezes falava coisas estranhas e, por isso, o hiroshi não entendia nada.

-Ah! –acordou Nakuru num subersalto e assustado

-Estas bem? –perguntou Hiroshi

-Eu tive um sonho estranho... –respondeu Nakuru quase em sussurro, tinha tido um sonho esquesito e ficou confuso. –Quem era aquela pessoa e aquele morcego? –pensou

Hiroshi mandou o Nakuru voltar a dormir porque tinha cara de quem precisa de descançar. O homem saiu do quarto para deixar o jovem vampiro sucegado, mas esse não conseguia dormir por causa de lembrar-se do que o hiroshi tinha dito.

“-É melhor sugares o meu sangue assim já não sentiras fraco”

Em primeiro lugar: aquele humano era muito amavel; segundo lugar: porque ele estava a deixar o vampiro morder-lhe? Esta pergunta deixava o Nakuru mais confuso.

Voltou a dormir e teve um sonho novamente e desta vez Nakuru entrava no sonho.

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“Estava nevando muito e o vento só ajudava a piorar o tempo.Nakuru andava no meio da neve tremendo de frio e mal conseguia ver. De repente cai e acaba desmaindo alí. O tempo continua pior, cada vez a neve ia tapando o jovem vampiro mas apareceu alguem que o tirou dali. Quando o Nakuru acordou já não estava na neve e sim dentro de um quarto abafado e quentinho. Olhou em redor e viu alguem a entrar, era um rapaz jovem com, aproximadamente, 7 anos, de olhos violeta e cabelos pretos.

-Estas bem? –o rapaz pergunta

Nakuru levantou-se para poder abraçar aquele rapaz pois era o seu amado Yukio”

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Acordou novamente, e levantou-se da cama. Limpou as lágrimas e pegou num pequeno espelho que estava sobre a estante e começa a encara-lo.

-Realmente...Não vejo nada –murmurou Nakuru.

Enquanto Nakuru filosofava sobre os dois sonhos, reparou num caderno preto que estava bem escondido atraz de alguns livros grossos de enciculpédia e decidiu ir ver. O Caderno na verdade era um album de fotografias cheia de fotos bem antigas do hiroshi e mais para o fim tinha umas dele com uma mulher. Nakuru sentiu um aperto no coração, será que aquela jovem era a mulher do hiroshi?

Fechou de força o caderno e voltou a por onde estava, nesse momento transformou-se num pequeno morcego e fugiu pela janela a fora. Notou que ja era noite e como o tempo passou tão rápido que nem reparou. Viu algumas pessoas a sairem de um bar e que pareciam estar a divertir-se. Nakuru não resistiu e voou rapidamente até elas. Afinal não ia conseguir aguentar sem sangue. Prometeu a si mesmo que não iria contar ao hiroshi ou então o humano ia deixar de ser seu amigo.

Desde aquele dia tem havido rumores sobre um vampiro que matava pessoas de noite. Hiroshi descunfiou um pouco do Nakuru porem tinha que ter provas e assim iria ter acerteza. Ainda por cima tem reparado que o jovem vampiro andava a ter sonhos esquesitos e que mechia nas coisas sem premisão.

Numa quarta-feira, Hiroshi, depois de tentar apanhar o Nakuru a fugir de casa, concegue descobrir que realmente era o vampiro. Decide ir falar com ele, ou seja, brigar com ele, não violentamente mas sim de um modo que o Nakuru não ficasse com medo de contar.

-Desculpa –pediu Nakuru depois de ouvir o Hiroshi falar.- Não queria perder a tua amizade então guardei segredo!

O hiroshi suspirou e disse: -Eu sei que tens razões para estares a fazer aquilo mas estás a exagerar, desde que começaste ja morreu quase 20 pessoas.

Nakuru olhou para o chão tentando não encarar o homem à sua frente. Prometeu ao Hiroshi que não ia voltar a fazer e se fizesse não podia ser todos os dias só quando sentir necessidade. Depois desta conversa, Nakuru arranjou coragem e contou que tinha aberto o album de fortografias e perguntou quem era aquela jovem senhora que estava numa foto. Hiroshi ficou incomudado com aquela pergunta e apenas repondeu:

-Era a minha mulher, morreu à dois anos quando ia ter o nosso filho mas ele tambem acabou morrendo –contou o Hiroshi

O jovem vampiro podia jurar que a voz do hiroshi, quando contou aquilo, estava fraca e trémula. Mais uma vez sentiu uma pontada como se uma estaca estivesse atravessado o seu coração.

-Lamento muito, não sabia... –murmurou Nakuru num fio de voz, poderia acabar chorando mas aguentou

Quando saiu daquele compartimento, sentiu o Hiroshi chorar. Não ouviu a voz dele. Era um choro silencioso, aquilo era como uma agulha furando na pele do Nakuru. Poderia abrir a porta e voltar a estar ao lado de seu amigo ou então finjir que não sabe.

A opção do jovem vampiro foi a segunda e então encostou seu corpo na parede premanecendo ali calado,

A escutar o silêncio.

Notas finais
mais um capítulo e desta vez foi maior.
Review??