O Vale das Estações
3 A Sombra
Após ter desligado a lanterna, Hooligar, se agachou por de trás de um velho móvel, da velha e empoeirada mobilha já esquecida, do lado direito. Os passos estavam cada vez mais altos, Hooligar pode olhar de relance u m vulto negro que estava à sua frente, não sabia se estava escondido, mas prendeu sua respiração, já que era só uma velha mobilha que os distanciava da negra figura encapuzada. A figura finalmente parou, começou a alisar o móvel que estava servindo de esconderijo para Hooligar, o mesmo começou a ficar com uma respiração muito ofegante, e quase como um chiado silenciou-o "Talvezz você essteja messmo com medo de mim...não talvezz você só pensse que esstá...". A figura estava dirigindo-se para ele, e ele sabia. Hooligar continuava imóvel, mas agora estava um pouco mais anestesiado. Figura começou a andar novamente, mas agora para a direção oposta de Hooligar, o que foi um alívio, os ombros de Hooligar logo se descansaram. A figura aproximou-se dum velho quadro, suspenso na parede à frente de onde Hooligar estava, a escuridão proporcionou a Hooligar, uma visão não muito clara do que a figura estava fazendo, mesmo que o escuro prejudica-se sua visão. A figura começou a deslizar violentamente uma pequena e aparentemente afiada adaga, era perceptível que estava escrevendo algo, mas o quê?
Logo após o afastamento da figura, Hooligar levantou-se e esticou as costas, ainda estava um pouco intrigado, assustado, curioso... Ligou novamente sua lanterna, e direcionou a luz para o quadro, pouco a pouco sua vista acostumava-se com a pouco a luz, e então conseguiu ler a mensagem que a a figura escrevera: " Mas uma vez estou aqui, han? Eu sou a Sombra, e você pode achar que estou brincando, mas o viúvo amargurado morrerá hoje...talvez a meia-noite se torne o centro de um pesadelo compartilhado, tome cuidado, ou você será o próximo convidado para morrer. E não adianta negar o convite...". Cada palavra foi digerida por Hooligar, da maneira mais amarga possível. 'Viúvo amargurado...quem será esse...não será Petúnia, será...ROLLKED, é o Rollked!', Hooligar saiu em disparada pelo caminho em que veio, porém com cautela, não queria de jeito algum ter um encontro indesejável com a Sombra, queria ainda estar vivo, para que pudesse salvar a vida de seu amigo.
Estavam todos na sala da biblioteca, o lugar favorito de Rollked em toda a casa, uma enorme sala com seus andares, sendo que o segundo apresentava dezenas de estantes, dos mais diversos livros. A sala era totalmente confortável para Rollked, lhe dava a bela lembrança de sua juventude, onde ficava com seu pai, na majestosa sala. Estavam todos sentados num conjunto de sofás e poltronas que formavam um falho semicírculo perante à grandiosa lareira que iluminava a grande sala. Hooligar chegou as pressas na sala, abriu a porta que que pudesse entrar, e tratou de deixa-las fechadas, não desejava um possível incômodo. Logo quando entrou fora indagado das maneiras mais cômicas pelos que estavam ali presentes. "Estava perdido Mr.Hooligar?" falou inocentemente o jovem e engraçado, Jon, "Tenha modos, Jon! Claramente que o Mr.Hooligar teve um pequeno problema intestinal, nada mais..." falou rigorosamente a mãe do menino, Vitória Staffen. "Não é nada disso, Jon. Muito menos um problema intestinal, Vitória..." "Então nos conte o que é! Estava perdido, o delegado/detetive Mr.Hooligar estava perdido?" falou perplexo e com seu ar cômico, Rollked. "Estive, estive sim, meu caro amigo...e, quero que me escutem com muita atenção e seriedade, podemos não ter outras chances...!" "Oras, nos conte o que é então, Rollked!" Madame Pomfrey elevara um pouco a voz, e isso serviu como deixa para que Hooligar começasse a explicar a história toda. "Bom, começarei a falar, e não quero ser interrompido, seja o motivo que for, após eu ter terminado de falar, vocês poderão se manifestar." "Está bem!" todos quase que ao mesmo tempo disseram, ou simplesmente concordaram com a cabeça. "Bom, eu sai procurando um banheiro, segui as ordens do Rollked, e fui pelo lance direito, porém, tive que pegar a lanterna, o andar daquele lado, era desprovido de luz, mas segui em frente. Pouco a pouco eu escutava uns barulhos, mas pensava ser um pequeno animal, mas logo após de uns três minutos andando, o barulho começou a ficar alto e mais próximo. Foi quando a luz de minha lanterna iluminou uma poça de sangue fresco, quase no mesmo instante, o barulho estava mais alto, então eu soube que alguém estava lá comigo..." Rollked estava com uma dose amais de pânico, do que comparado aos outros, "...logo vi que teria que me esconder, fui para de trás de um velho e empoeirado móvel, e fiquei lá, quieto, com mais medo do que em qualquer outra situação que já passei.". "Era uma figura! Sombra como gosta de ser chamada, como sei? Ela deixou um recado num quadro próximo à mim: ' Mas uma vez estou aqui, han? Eu sou a Sombra, e você pode achar que estou brincando, mas o viúvo amargurado morrerá hoje...talvez a meia-noite se torne o centro de um pesadelo compartilhado, tome cuidado, ou você será o próximo convidado para morrer. E não adianta negar o convite...'.". "Mas é isso, estamos todos reféns de uma Sombra, que procura matar Rollked!".
Todos estavam com um notável cara de espanto, Petúnia começou a chorar, juntamente de Rowenna e Madame Pomfrey, Rollked, porém, estava calmo, calmo demais para quem tinha sido acabado de ser ameaçado, Rollked desfez o então semicírculo de sofás e poltronas e foi até uma pequena estante de livros com capas muito surradas, parou de frente à ela e retirou dela, um enorme livro de tecido, o seu ar velho e a poeira lhe deixavam sorridente, porém com a legitima preocupação que a situação pedia. "Papai, não é hora do Sr. ler, o Sr. corre perigo!" "Ora, Gregórius, meu filho, sempre é hora para lermos, e além do mais, este livro nos dará alguma luz!" Rollked tomou seu lugar numa poltrona bastante antiga, abriu o livro e começou a explicar sua situação. "O nome deste livro é 'Os Encapuzados', tive sorte de consegui-lo, é um dos últimos exemplares... A figura; Sombra, tinha um longo capuz negro, presumo?" "Isso mesmo, isso..., mas como sabe disso...?" "Bom, terei que lhes explicar a história desde o seu principio... Vamos lá! Tudo começou a trinta anos atrás, quando eu tinha por volta dos meus vinte e poucos anos; quando eu era muito jovem. Nessa época, nos faltou comida, estávamos presos em casa, uma tempestade de um inverno muito rigoroso nos prendia em casa. Eu mamãe, papais e sua mãe, não estávamos preparados para isso, porém, não tivemos muitas escolhas, se não, nos distrairmos com o que tínhamos. Foi quando, numa tarde que o frio estava tamanho, meu pai disse que me contaria a história de uma família, Fran Rollked era o nome dessa família, 'Filho, pegue meu livro, ele nos dará as informações de que vamos precisar' 'Este aqui, pai?' 'Esse mesmo, Max!'. E começamos, pouco a pouco meu pai ia me contando, me contava que na época da Santa Inquisição, existiam cerca de dois nomes que não saíam das bocas dos europeus ' Os Encapuzados' e os 'Caçadores', e nossa família era de Caçadores! Pouco a pouco fui descobrindo quem eram Os Encapuzados, eram um grupo gigantesco de vampiros, enquanto a Igreja estava se preocupando com os bruxos, queimando-os, os vampiros foram consolidando cada vez mais seus batalhantes, foram cada vez mais fortificando catacumbas, e aumentando mais e mais seus discípulos( como chamavam suas vítimas que aceitavam viver como vampiro), com isso, os vampiros se auto intitularam de Os Capuzes, e cada vampiro que se recusasse a participar do grupo, assinava um contrato com a morte. Os Encapuzados, já com milhares de discípulos, massacraram numa forma de genocídio todos os Caçadores da Europa, que logo, expandiu-se, e aniquilou todos os Caçadores do mundo. Só restando um só Caçador o Conde Valquirium Fran Rollked, o quadro que a Sombra destruiu era dele! Mas então, quem é essa Sombra? Valquirium, nos últimos anos de sua vida, dedicou-se a caçar o máximo de Encapuzados que ele conseguia. Os Encapuzados não pararam, depois do extermínio, continuaram, e aniquilaram todo o povo bruxo, logo depois, extinguiram os lobisomens, com isso, guardaram o sangue de cada um, bruxa ou lobisomem, e os misturaram, numa solução mortífera, mas não muito para quem já estava morto... Então, numa grande parte de Encapuzados, foi inserido a mistura de sangue, com a mistura, um simples vampiro, se tornava um conde( uma espécie de vampiro, que atinge o de seu poder ), logo se intitularam como os Sombras, e talvez seja um desses que esteja me procurando...".
Estavam todos perplexos, assimilando tudo o que Rollked tinha dito, ninguém sabia ao certo o que estava acontecendo ali, e ninguém queria morrer, também. "Mas então, pai, o que esta Sombra quer com o senhor...?" Rowenna estava preocupada e apreensiva, " Ó minha filha, eles, no plural, provável que seja mais que um, eles querem me matar! Assim como mataram seus avós, seus tios...e sua mãe..." um silêncio tomou toda a sala, só se ouvia o som do estalar das toras de madeira, queimando na lareira "Então foram eles que mataram mamãe...?" Gregórius estava quase em lágrimas quando fez sua pergunta, "Ah meu Deus..." Madame levou as mãos ao rosto em sinal de perplexidade. Depois de minutos em silêncio, Hooligar em fim, se pronunciou "Ah, que ótimo, vejamos as probabilidades de sobrevivermos a um ataque de um Conde-Vampiro... Ah, já vi, não existem..." "Ah, existem sim, Mr.Hooligar..." Rollked saiu andando até uma outra estante que estava ao lado da estante de onde ele tirou o seu exemplar de Os Encapuzados, Rollked, estendeu seu braço direito e pôs a mão na lateral da estante, e, puxou-a, abriu- a como uma grande e pesada porta. Ao abrir a estante, um arsenal de armas foi encontrado, e foi tirando..., um arco para Rowenna, um machado de prata, banhado à água benta para Gregórius, uma balestra para Madame Pomfrey, os Staffen se recusaram em pegar em armas, e para Rollked, sua velha e boa espingarda. Hooligar e Stelnsky estavam já com seus revolveres, só então trocaram as capsulas de seus revolveres, para as capsulas dadas por Rollked. "Termos que lutar então, Rollked?" "Sim, Stelnsky, teremos, se quisermos sobreviver, teremos que lutar pelas nossas próprias vidas...".
A pouco já tinham se aproximado das 23:00 horas, uma hora para que a Sombra aparece-se para destruir com o Natal da família Rollked. Estavam todos na sala, o medo também estava lá, a coragem também, mas só para alguns, a medida que a noite ficava mais fria, cada qual estava se preparando do jeito que mais se sentia confortável. Estava tudo um silêncio, quando então, as luzes se apagaram, e todos num transe acordaram de seus transes próprios, a sala estava toda escura, só não estava num breu completou, pois a luz do fogo da lareira iluminava um pouco que fosse da sala.
Quase que no momento seguinte, um barulho, um estrondo, eu diria, fora escutado no andar de cima. " Ele está aqui! Feche a janela, minha filha", Rowenna saiu como uma bala até a janela, mas antes que ela pudesse fecha-la, uma forte ventania adentrou a sala e apagou a lareira, no breu total, Rowenna conseguiu fechar as janelas e ir até o centro da sala, onde todos estavam. Após cinco minutos de pura angústia, as luzes se acenderam, e logo foram vendo o terrível estrago que a escuridão fizera. "ÁAH, JON!? Jon? Meu filho, Jon sumiu" Petúnia estava caindo em lágrimas, quando logo em seguida, foi Madame Pomfrey que gritou e começou a chorar profundamente, Rollked havia sumido também. Por entre choros e desolações, Hooligar tomou liderança e deu uma bofetada na face de Petúnia "NÓS IREMOS ENCONTRAR JON, ESTÁ BEM!? E Rollked, também" "Será que essa criatura entrou na casa?" "Sim, Stelnsky, mas "essa" não, essas! São mais de uma!".
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