O Usurpador

4 Sem saída


Notas iniciais
Olá!! +1 capítulo pra vocês!! Não esqueçam de comentar, estou de olho e quero saber o que estão achando!! Bjsss e boa leitura!!



Depois da pequena conversa com Vovó Piedade, Paulina resolve ir até seu quarto como sempre e dorme durante o dia todo. Quando anoitece, Lalinha como sempre trás seu jantar para o quarto e resolve conversar com a mesma:

- Dona Paulina, agora que seu Eladio foi viajar o que pretende fazer?

- Eu ainda não sei... Essa viagem dele foi tão repentina... Espero que ele realmente fique um ano fora daqui... Mas de qualquer maneira, eu ja não tenho muita esperança de continuar vivendo... Sinto vergonha de mim mesma, da mulher fraca que sou... - Reflete com o olhar distante sem nem tocar na comida. Lalinha era mais que uma empregada para Paulina, era sua confidente e por isso se sentia tão a vontade de falar com ela.

- Olha senhora, eu sei tudo o que passou e sabe que pode contar comigo, mas não desiste por favor, com certeza vamos achar um jeito da senhora recuperar sua vida... você pode ir à Delegacia e denuncia-lo! É só mostrar as marcas! — Diz a empregada animada com a ideia que acabava de ter.

- NÃO!! Jamais posso fazer isso... o Eladio seria capaz de tudo para me matar... eu sei... não posso fazer isso... tenho vergonha até de sair na rua... — baixa a cabeça desacreditada.

- Ay senhora... — Solta a respiração desanimando-se da mesma forma que se animou segundos atrás. Com Paulina era sempre assim, morria de medo de Eladio e por mais que Lalinha tentasse, Paulina nunca se encorajava a denunciá-lo pelas constantes agressões, físicas e psicológicas. - Bom, ja comprei os seus remédios e qualquer coisa é só me chamar... com licença... — Se retira do quarto e logo encontra-se com Vovó Piedade. - O..oi Vovó...precisa de alguma coisa?? — Pergunta claramente nervosa pelo "flagra".

- Sim... Preciso saber o que Paulina esconde de mim que eu não posso saber! Ela conversa mais com você do que com qualquer pessoa desta casa... Por isso acho melhor serem mais espertas, porque você sabe que nada passa em branco por mim nesta casa! - Vovó nada boba avisa, qualquer detalhe era um motivo a mais de desconfiança para o que estava acontecendo.

A jovem empregada claramente se sentindo sem saída, engole em seco olhando para os lados, e como também ja não aguentava toda a tortura que a patroa sofria, dá um jeito de contornar a situação mas ao mesmo tempo buscando uma solução para a patroa através de Vovó:

- Olha Vovó... o que posso dizer é que ... que... logo nada de estranho vai mais acontecer nesta casa... Sabe... acredito que é só uma fase ruim... Apenas não desista da Dona Paulina, fique ao lado dela o quanto puder! E .. é isso! Com licença! — Saiu rapidamente para seus afazeres deixando Vovó pensativa.

...

Dois dias se passaram e Eladio já tinha o plano todo pensado e perfeito para seu substituto ficar um ano em seu lugar naquela mansão. Ligou para Carlos Daniel e marcou um encontro com o mesmo no hotel onde estava hospedado. Logo o motorista estava lá e foi até o quarto onde encontrou com seu mais novo cliente, que o pediu para sentar em uma das poltronas do luxuoso quarto, fechando a porta em seguida. Eladio se sentou em outra poltrona de frente para Carlos Daniel e tirou o óculos, fazendo-o ver pela primeira vez suas semelhanças:

- Percebeu algo, Carlos Daniel?

O outro olhou com calma e foi percebendo os traços parecidos, ficando um pouco surpreso.

- Bom... o senhor é bem... parecido comigo, só que mais bonito, creio eu. — ri um pouco para quebrar o clima tenso que havia se formado.

- Que bom, porque eu penso em usar isso exatamente ao meu favor! — exclama convencido.

- Como assim?

- Muito simples, Leda deixou uma joia que dei a ela dentro de seu carro enquanto você nos trazia para cá.. ela se esqueceu sabe? E então, com isso penso em te fazer um proposta irrecusável! A menos que queira ser preso...

" — Agora que você entendeu como tudo funciona, é o seguinte: Ligue para o motorista e proponha a troca. Se ele não aceitar, ameace-o!

- E como vou ameaçá-lo?

- Ah meu amorzinho... não se preocupe que eu pensei em tudo! Lembra-se que me deu o colar de esmeraldas? Eu esqueci no carro, sem querer... — Gargalha ela — Mas nada me impede de acusar o motorista de ter me roubado... Entendeu agora?

- Magnifico Leda! Vou ligar agora mesmo para o motorista de quinta e assim ele não terá como negar minha proposta... — Os dois riem comemorando."

- Do que você está falando seu Eladio??! Como assim posso ir preso??! — Levanta começando a se alterar.

- Muita calma meu caro... É bem simples, quero que fique um ano se passando por mim em minha casa, pois estou cansado da rotina que tenho lá, sou casado com uma mulher que com certeza não lhe dará problemas, já que a mesma morre de medo de mim, todos acham que sou o marido perfeito, somos milionários e donos de uma fábrica de Cerâmica na capital, o meu melhor amigo Willy pode te ajudar em algumas coisas, caso tenha mais dúvidas e eu te ajudarei em outras. Enfim, será tudo bem simples se você colaborar, prometo te pagar uma ótima quantia em dinheiro e é isto . — Explica tudo tranquilamente, nem parecia se tratar de um crime.

- Você só pode estar louco se acha que vou aceitar isso!! Eu vou embora daqui agora mesmo!!

- Bom... você que sabe... seria uma pena um homem como você que mal tem onde cair morto, sem família, ser preso por roubo e ainda passar uns bons anos atrás das grades... - Eladio debocha totalmente da situação, pois ele tinha tudo sob controle, investigou a vida de Carlos Daniel nesses dois dias que se passaram e tinha certeza de que seu plano daria certo.

- Foi me investigar?!! Não acredito que foi capaz de tamanha baixeza!!

- Ta ta... vamos acabar logo com isso rapaz, aceita se passar por mim ou prefere a prisão?! — Se levanta ja sem paciência e o encara.



Notas finais
Será que Carlos Daniel vai aceitar de primeira?? Comentemmmm!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.