O Usurpador

19 Saidinha Suspeita


Notas iniciais
Hey galera, boa leitura e espero que gostem.

Quando eu havia voltado para "casa", conversei com o Elijah, ele disse que tinha convencido a Rebekah a esquecer a porcaria da Cura e ficar amiguinha da cunhadinha imprestável, mas eu sabia não poderia confiar plenamente nisso, eu sei pouco sobre a Rebekah, não sei do que ela é capaz, então ele está na minha listinha de problemas, eu estou de olho nessa garota...

— Bom dia Stefan. — ela disse, com um sorriso largo que espunha suas covinhas, admito que isso foi bonitinho... se ela não tivesse querendo tomar algo que é meu! — Como foi sua noite? — transei com a Elena — Espero que sua noite tenha sido boa.

— É... — falei estranhando tanta gentileza e educação direcionado a mim. — A noite foi boa. E a sua? — retribuí a pergunta, mesmo sem sentir interesse nenhum pela resposta, perguntei apenas porque me restava um pouquinho de educação.

— Foi boa. Obrigada.

— Bom dia Rebekah. — Elijah disse em um leve tom sarcástico, ao notar que estava sendo ignorado pela Rebekah, assim como Elena e Katherine, que não haviam sido notadas pela loira.

— Ah, oi... — disse em desanimação. — O que você vai fazer hoje Stefan? — sua desanimação havia ido para o ralo quando se dirigiu a mim,

— Não sei... ficar em casa assistindo algum filme ruim na TV. — dei de ombros.

— Posso te fazer companhia? Há séculos não apreciamos da companhia do outro... — disse de forma pensativa, lembrando de coisas que provavemente o verdadeiro Stefan não se lembrava mais.

— Ok... por mim tudo bem.

— Rebekah, pare de dar em cima dele, ele tem namorada — disse Katherine.

— Que por acaso não é você, então sossega. — Rebekah disse irritadiça, eu quase pude ver seus olhos criando veias avermelhadas, mas por pouco isso não aconteceu. Haha, essa garota é incrível! Em poucos minutos ela já experimentou vários tipos de humor, adoro pessoas bipolares, fáceis de serem irritadas e fácil de serem acalmadas, sempre admirei pessoas com esse tipo de personalidade.

Eu queria poder entender o motivo de tanta atenção da parte da Rebekah, se eu ao menos pudesse ler a mente dessa maldita original... Tudo seria mais fácil, mas eu ainda estou debilitado graças aquela coisa louca que aconteceu, infelizmente.

— Rebekah, Niklaus ligou ontem a noite, e me mandou avisar que se você ousar beber a Katherine ele te mata, e dessa vez será oficial. — a loira rolou os olhos em sinal de falta de interesse nas válidas ameaças do irmão.
Enquanto Rebekah e Elijah conversavam sobre Klaus e o domínio dele sobre sua família, eu fiquei calado pensando em minha vida e que eu precisava manter alguma expectativa para o futuro, já que eu não fazia ideia sobre os meus interesses.

Vida. Fiquei um bom tempo tentando me lembrar da definição dessa palavra na prática, e quando finalmente voltei a sentir o significado disso, me esqueci de todos os meus planos para a minha vida. Passei dois milênios imaginando Amara e eu felizes lá no quinto dos infernos e eu realmente estava disposto a me unir a ela, mas quando eu percebi todo o tempo que eu perdi, eu tinha decidido voltar a viver normalmente, mas isso seria possível? Ninguém pode viver plenamente sozinho, e era assim que eu me sentia sozinho, não tinha família, nem amigos, nem Amara, a quem eu me apegaria? Toda a vida que eu costumava ter ficou para trás e é na vida do Stefan que eu vejo uma chance, mas eu não sei se devo agarrar essa chance.

Ele tem um amor, e eu tenho alguém que me amava. Para e pensa: Elena é igual a Amara, então se eu ficar com a Elena seria uma forma de me agarrar a Amara sem perder a minha vida, pois eu sei que para me encontrar novamente com a Amara eu tenho que me matar, mas eu não quero isso. A vida por amor. Isso me parece uma escolha difícil, mas não é errado que eu queira viver, mesmo que eu deixe a Amara sozinha em uma espécie de inferno particular, o que aos meus olhos parece ser algo cruel de se fazer com alguém que eu amava. E se ela estiver me esperando? E se ela estiver na expectativa que eu beba logo o sangue da Katherine e acabe logo com isso? Mas e se, ela estiver decepcionada comigo por tudo de ruim que eu já fiz desde que voltei? Mas e se ela me quiser mesmo assim? E se ela estiver me odiando? E se em nosso reencontro estivermos nos amando mais? Odeio sentir dúvidas...
Eu não sei o que eu vou fazer daqui um tempo, mas sei o que eu vou fazer hoje : aguarde e confie.

— Tchau gente, vou dar uma saidinha. — falei

— Vai aonde Stefan? — perguntou Elena, com os olhos vidrados na TV, enquanto assistia Bob Esponja com o Jeremy, duas crianças...

— Vou comprar pão. — foi a primeira coisa que surgiu em minha mente, mesmo que isso dê muita pinta de que é mentira, nem me importei.

POV Elijah.

Stefan havia dito que ia comprar pão e na mesma hora Katerina e eu nos entreolhamos desconfiados, ele poderia ter inventado uma desculpa melhorzinha não?

— Bebê, vamos passear? — perguntei olhando Katerina — Mystic Falls realmente me encanta, gosto de andar por aqui para admirar melhor a cidade. — disse, tentando tirar a atenção

Saímos da mansão Salvatore, nos escondendo por todo o caminho enquanto seguíamos o Stefan, estávamos parecendo duas capivaras atrás da moita, eu realmente me sentia um detetive de series policias, isso me lembrava quando Klaus e eu brincávamos de esconde esconde e eu o seguia para saber onde ele iria se esconder. Ri com o pensamento.

A meu ver, Stefan não aparentava fazer nada demais, era só mais uma pessoa andando normalmente pela cidade, ele olhava as vitrines das lojas de forma contempladora, as vezes ele entrava em algumas lojas e perguntava alguma coisa as vendedoras, mas eu infelizmente não conseguia ouvir graças aos sons dos carros. Katerina e eu fomos o caminho inteiro em silêncio, para que ele não desconfiasse de nossa presença na cola dele.

Ele havia entrado em uma loja e havia comprado algo lá, estava em uma sacolinha azul de papel, admito minha curiosidade em saber o que tinha ali, de uma coisa eu sabia : Não era pão.

Notas finais
Comentem, comentários me inspiram e quanto mais eu me inspiro mais eu posto.