O Usurpador
15 O Que Está Fazendo Aqui?
Notas iniciais
Tudo o que posso dizer foi que Elena e eu aproveitamos o máximo aquele momento, já que o Stefan não pode aproveitar a vida, deixa que eu faço isso por ele. Elena era absurdamente devota a ele, ele tem a garota dele, e eu sei que eu não terei a minha, mas a dele dá para o gasto. Eu imagino o tédio que ele estava sentindo, implorando pela luz do dia e mergulhando na solidão, pensando na Elena sem tê-la, ou talvez tenha desistido, algo que eu realmente acredito que tenha acontecido, ele é fraco demais para resistir, era uma vez o pobre Stefan... Eu acho.
O silêncio havia se instalado na mansão Salvatore, aliás, não. Eu ainda era capaz de ouvir Katherine cantando Runaway do Galantis, aquela repetição de You and I entra na cabeça e não sai mais, deve ser por isso que tem tempo que ela está cantando.
— Precismos reagir. — disse Elena do meu lado na cama, ela fitava um ponto específico no teto de forma atenciosa.
— Concordo. Precisamos chamar a tropa de choque para fazer a Katherine calar a boca.
— Não é disso que eu estou falando. Nós precisamos viver, sair desse quarto, ver gente... Lembrando que a Katherine não é gente. Está decidido! Vamos ao Grill. — virei os olhos em frustração, admirado pelo o espirito de pobre da Elena. Mystic Falls e uma cidadezinha tão miserável que não tem Bob´s, Starbucks, nem McDonald (droga, eu queria um McLancheFeliz, que Slogan de gente retardado) mas aqui nesse inferno só tem o Grill.Grill? Que mané Grill...
Depois de um tempo, nos vestimos e já estávamos parecendo pessoas normais de novo. Katherine estava sentada na escada, e eu senti uma louca vontade de empurra-la, só para vê-la com a coluna quebrada, só não a empurrei porque lembrei que o Stefan é um cara bonzinho e não faz esse tipo de coisa, me perdoem, eu sei que vocês queriam ver a Katherine tendo uma queda livre, mas o problema é que eu tive que voltar para o meu papel — merecedor de varios Oscar´s, se cuida Di Caprio. Não teve mais graça, porque já falei isso antes.
— Saia da frente se não eu piso em cima — falei enquanto passava por ela, ela encostou para a direita, mas mesmo assim eu não poderia perder a oportunidade de chuta-la. — Vamos Elena, esqueça esse estrupício.
Elena sabiamente me escutou e me obedeceu, a principio achei que fosse minha manipulação natural sobre ela, mas depois comecei a me perguntar se isso foi a hipnoze, admito que ainda não manjo muito bem desses paranauê.
Andamos até a porta de entrada, quando eu a abri, me espantei. Elena e eu estávamos surpresos, e talvez Katherine também estivesse, já que havia parado de cantar quando viu quem estava parado nos observando com um sorrisinho sínico no rosto. Me arrependi amargamente de não tê-lo matado quando tive a chance, eu deveria ter dado um fim nesse filho da mãe. O sorriso dele falava: " Se cuide, colega, vou te atrapalhar, parceiro". Já não basta todos os meus problemas, para piorar cada vez aparece mais.
— O que faz aqui? — perguntei curto e grosso, algo que Elena aparentemente não havia gostado. Ah, qual é? Quer dizer que eu tenho que ser educado com quem eu não gosto? É ruim,hein?.
— Eu vim visitar meus amigos. — talvez eu tenha sentido uma leve ironia na voz aveludada dele, talvez tenha sido só impressão minha. — Posso entrar? — Nem Elena nem eu respondemos, minha atenção estava focada nos pés dele, e ele deu um longo passo para dentro da mansão.
Desgraçado
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