Notas iniciais
Boa leitura

Vocês já foram pegos cantarolando uma musica que você gosta muito em um lugar publico quando queria que ninguém notasse? Isso acontece comigo direto. Acho tão difícil conseguir ouvir uma musica que eu amo e não cantar junto. Será que isso faz de mim alguém anormal? Ou me junta a uma multidão? Não que eu me importe tanto assim, mas às vezes eu penso sobre isso. E será que pensar sobre isso faz de mim o que?

Mas agora chega de pensamentos vagos – ao menos nesse parágrafo – quero dizer porque demorei tanto a retornar a falar com vocês. Eu estava de férias. Isso mesmo de férias. Curtindo um lugarzinho no campo, com boa comida caseira, lendo bons livros, tendo boas conversas com pessoas relevantemente mais velhas e experientes que eu. Anoite podia ver o céu de uma forma que não se vê em meio aos prédios da cidade. Via as estrelas reluzirem tão forte que causavam-me a ilusão de que se esticasse a mão para o céu poderia agarrar uma delas. Vivi tudo isso... Sem sair do meu quarto a maior parte das férias. É, a verdade é que eu passei um mês em casa, o que traduzindo significa que passei quase trinta dias de pijama. O que é quase tão bom quanto a situação ilusória que eu descrevi antes.

E querem saber de uma coisa? Eu dormi como nunca na vida. Não sabia que era tão bom dormir. O que por um lado é legal e por outro é horrível, já que não queria descobrir os prazeres do sono. Eu já era dominada facilmente pela preguiça antes de saber disso. Agora a coisa vai ficar ainda mais feia. Acho que a minha maior aventura nessas férias foi ter batido meu Record, assistir mais de trezentos episódios de um anime em trinta dias. Para mim isso é quase comparativo a volta ao mundo em oitenta dias... Em uma escala menor é claro. E comecei também a jogar um novo jogo online, o que por um lado foi bom, porque acabei me distraindo. E por outro lado foi horrível, porque acabei me distraindo.

Ahh e minha mãe me fez de escrava, mas isso já era de se esperar já que ela faz isso quando está bem... Quando está mal então. Ah é, eu não contei não é mesmo? Vou fazer uma pausa nas férias para citar a minha mãe. Ela é uma grande mulher, grande mesmo tem 1,80 de altura. – Eu nem chego a 1,70, se eu não fosse tão parecida com ela eu diria que sou adotada. Minha mãe tem alguns probleminhas que ela foi levando por muito tempo, ela já teve que operar um joelho quando uma prancha de peças caiu na perna dela. Sem contar que ela tem fibromialgia, uma doença que ataca os ossos causando dores e entre outras coisas atrapalha a memória curta, não em grande escala, mas o bastante pra ela se esquecer onde deixou o isqueiro ou que disse alguma coisa não muito importante. E na época em que ela fez a operação do joelho fez uma tomografia que detectou um desgaste de grau 1 no disco da L5-s1, o que traduzindo significa que ela tinha uma hérnia de disco na coluna, de grau leve. O que ela estava levando bem, até se esforçar demais e essa hérnia se deslocar mais ainda. Provavelmente o que era de grau leve deve ter pulado pro estagio mais pesado. Agora ela está esperando para poder fazer uma ressonância magnética que o médico pediu para identificar melhor a lesão. O que provavelmente vai ser sinônimo de outra cirurgia. Mas com toda a certeza é melhor do que ela ficar como está agora. Ela não consegue ficar muito tempo de pé e sente muitas dores na perna. Mas tudo vai se resolver em breve... Eu espero.

Mas então? Onde eu estava mesmo? Hmmm... Ah é, nas férias! Agora eu vejo todos postando nas redes sociais fotos do mar, de praias e afins, com legendas exatamente assim:

“ #Saudades #Praia”

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E para não fica para trás agora que voltei a trabalhar postei uma com legenda assim:

“#Saudades #MinhaCama”

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Mas as férias me fizeram bem de certo modo. Eu falei com pessoas que não falava a muito tempo, estreitei meus laços com algumas. Me diverti em casa zuando a minha mãe, porque fazê-la rir é o mínimo. Voltei a pensar em escrever mais. Voltei a atualizar minha pagina abandonada no face e ela dobrou de likes repentinamente. Fiz um amigo chorar escrevendo para ele no dia de seu aniversario. E fiquei entediada... Mas contente.

Mas querem saber qual foi o ponto alto das minhas férias?

Fiquei bastante tempo longe de pessoas com as quais convivo quase que diariamente. E nenhuma delas pareceu sentir minha falta. Até que um dia minha mãe estava no computador e me chamou. Ela tem a senha do meu face porque ela entra pra mexer em joguinhos e mandar vidas pra ela mesma.

“— Eu tenho que ir mesmo mãe?”

Foi o que eu perguntei, tinha acabado de me ajeitar no sofá.

“— É que tinha duas mensagens no seu face.... E eu li.”

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A hora que La terminou de falar eu já estava no quarto.

Ninguém pareceu sentir a minha falta. Até que alguém... Alguém em especial me mandou uma mensagem que dizia simplesmente assim:

“Sofieeee

Estou com sdds”

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Esse foi o ponto alto das minhas férias sabem porque? Porque apenas com uma conversa de 5 minutos ele me deu uma razão para me arrumar e sair de casa no dia seguinte apenas para vê-lo.

Ah como eu me sinto boba...

Notas finais
Continua...