Notas iniciais
Olá! É um titulo metáfora, kkk, é mais alem do que vê. Atenção: aviso de drama. Gente, é mais um passo para o abismo do final (as vezes eu fico triste, as vezes feliz... Eu não me entendo). Quem irá se lembrar de nós? Eu não sei. Mas Jack, Francis e eu, só esperamos não sermos deixados de lado quando não estivermos mais relacionados por capítulos novos e o drama da historias deles. Mas que tudo eu só tenho a agradecer a companhia de quem comenta. Obrigado, é o meu incentivo. [Deby, desde o começo juntos (e não só aqui). Obrigado, te amo *--*.] Boa leitura!

Às cinco horas da manhã de sexta-feira, Kelly e Stan entraram no carro com mecânica revisada e partiram com acenos, sorrisos e algumas malas. Assim que Francis e David fecharam a porta da casa, a realidade de que naquela noite a mãe não voltaria e o marido dela não estaria tirando cochilos no sofá, caiu sobre os irmãos e os dois garotos se olharam.

— É melhor ficar espeto, minhoca — avisou David, indo para as escadas e com a intenção de voltar a dormir. — Se pensar em fazer alguma fofoca para mãe do que eu fizer, você morre antes dela voltar... Aliás, nem pense em correr para tia Margo. Vai ser apenas eu e você. E eu mando nessa casa! — o encarou, apontando o dedo, antes de correr os degraus acima e desaparecer.

Francis apenas suspirou. Seu plano era mesmo só ficar na dele e talvez marcar algum encontro com Jack no apartamento ou aonde o moreno quisesse levá-lo. E, parado ali, girou o cordão no pulso com o pingente que havia ganhado do rapaz, lembrou-se de que passou os dias seguintes dizendo obrigado por mensagens e ligações; aquele gesto o tinha feito muito feliz e o fez se sentir importante, mas o agradecimento que mais o satisfez, foi quando o encontrou no colégio num dos primeiros dias da semana:

Havia um garoto e uma garota falando com Jack na porta da sala dele, falavam de alguma nota que tiraram e tinham expressões preocupadas. Francis simplesmente chegou e o puxou pela mão, levando-o pelo corredor com os poucos alunos que ainda iam à escola depois das ultimas provas do semestre.

Naqueles segundos, o coração do coelho disparou tenso pelos olhares dos alunos que podiam os ver de mãos dadas e pelo medo de aquilo ser suspeito chegar à David ou algum amigo dele, mas também estava confuso do que é que Francis estava fazendo. Logo percebeu que era a primeira vez que andava sentindo o contato da mão do menino na sua, era confortável e o fazia se sentir cúmplice em um sinal de união que fazia todo sentido em ser agradável.

Foi solto quando subiram as escadas e guiado para dentro de uma sala vazia no fim de um corredor sem saída. Era o laboratório de química e biologia, percebeu, e logo foi agarrado e beijado. O peso de Francis foi posto em seus ombros pelos braços que envolveram seu pescoço e o beijo era urgente, carregado de sensações súbitas e movimento, porém muito valido já que não se viam há bastante tempo, e Jack correspondeu empolgado. Enquanto segurava o corpo do mais novo para ficarem próximos, acabou o levando a uma parede, um bom lugar para sustentá-lo já que ele não ficava muito estável de pé. Resolveu separar-se para respirar e seu lábio inferior levou uma mordida leve de Francis ao se afastar. O menino sorriu ao olhá-lo nos olhos, espalhando os dedos em seus cabelos num afago que fez o corpo do coelho formigar.

— Por que tudo isso? — Jack questionou sem necessidade.

— Você me fez importante ao dar algo seu.

— Ah, ainda é sobre aquilo? — lembrou-se. Mas não havia dado seu colar à toa, foi um carinho e uma forma de ser lembrado naquele dia especial e marcante onde toda a família de Francis o assistiu no teatro e iam fazer algo juntos.

— Sim. Mas não só isso... Eu sinto falta sua.

Então Jack simplesmente voltou a beijá-lo, o agarrando de volta. Dessa vez eles não precisaram de bebidas para voltar a uma cena parecida com a do primeiro encontro deles na festa de máscaras, estavam desinibidos graças à relação mais intima que construíram. Logo, o unicórnio se separou quente e buscando ar, mas o moreno prosseguiu sem lhe dar espaço, beijando sua pele onde achasse e o apertando aonde suas mãos alcançassem sobre a camisa ou sobre o jeans. O companheiro de Francis o encobria sem lhe dar saída daquela sensação calorosa e incitante. Subitamente Jack voltou aos lábios do mais novo, mas suas mãos deixaram o corpo. O unicórnio pode sentir facilmente o movimento entre seus corpos, o moreno foi abrir o botão e zíper de sua própria bermuda e deixando-a aberta, estranhou, mas Jack apenas colidiu seu corpo ao dele e abraçou-o forte enquanto se beijavam. O garoto deixou que Jack o usasse como apoio, confiando de que o coelho soubesse que ele não teria coragem de ir longe assim dentro da escola.

Entretanto, não demorou a serem interrompidos por vozes no corredor. Jack parou corado e ouvindo com atenção que rumo os estranhos tomavam. Nessa pausa, Francis notou um quadro na parede bem ao lado de seu rosto. O amarelo girassol chamou sua atenção para um par de asas abertas e, logo ao lado desta, estava outra enorme, violeta e azul escuro, as duas criaturas pregadas por alfinetes atrás do vidro do quadro que compunha uma coleção de borboletas. Aquilo o assustou, ativando instantaneamente sua tensão, e ele empurrou Jack, o afastando bruscamente. Foi parar ao lado do moreno que estava confuso e com as calça caídas, mas seu olhar ficou fixo no quadro na parede.

— O que foi Fran? — Jack até o olhou na direção do quadro, mas não era capaz de ver o mesmo fantasma que o menino. —... Você está bem?

A voz do unicórnio travou na garganta, então ele inspirou, se forçando a olhar outra coisa e esquecer o que lembrou:

— É-é... É melhor nós irmos, Jack... Aqui está perigoso alguém aparecer.

O coelho o observou enquanto buscava a calça e a colocava no lugar. Ele quase podia enxergar nos olhos castanhos que Francis tinha um pânico na mente que não era simplesmente explicado pelas vozes que ouviram no corredor – e essas foram embora sem qualquer interesse em chegar ao laboratório. Jack Robinson nem imaginava o que o símbolo de borboletas e insetos espetados disparava na mente de Francis.

***

— Não acredito que está pensando nisso! — escandalizou a jovem mulher de gorro na cabeça e salto alto nos pés, que chegou com algumas compras à casa dos Audreys na noite de sexta. — David, o que minha irmã vai pensar de mim?! Deixar você fazer uma festa na casa dela. Hunf!

— Ela nem vai ficar sabendo, tia! — disse o rapaz, pegando coisas das sacolas e guardando, ajudando-a para ajudar a convencê-la. — Sei que você gosta da idéia, a mãe e a vó vivem contando sobre as festas que você fazia em todos os cantos! É a minha vez de criar história, e você vai ser a pessoa mais legal do acontecimento. Vamos! É só deixar tudo comigo!

A mulher olhou para Francis, que também a ajudava a guardar as compras, mas sem qualquer interesse ou empolgação na proposta.

— Ah, David, seu pirralho! — Margo reclamou, mas falando com carinho. — Eu era jovem e muito bagunceira, mas, me escute, não vale à pena. Isso não nos leva a nada! Agora sossega.

— Como não?! A senhora se tornou a produtora das festas no lugar mais procurado da cidade! Isso tem futuro, sim! Você é a prova!

— Olha, tenho que concordar com esse argumento — a mulher sorriu, indo até a geladeira. E, de repente, Francis e David pegaram a mesma lata quando estavam distraídos. — Nossa! O que tem nesses montes de potes? Deixa! Eu vou ver. — Enquanto a tia explorava os itens, o mais velho encarou a mão que estava debaixo da sua e envolta da lata fincando sério, notou o pulso preso com um cordão e um pingente, mas logo Francis puxou a lata e se afastou para guardá-la no lugar. Contudo, David o observou intrigado, tinha impressão de já ter visto aquele objeto em algum lugar, mas não lembrava.

— Já sei! — a mulher gritou súbita e se virou para o sobrinho mais velho, lançando uma breve olhada para Francis, antes de ter a atenção de David. — Eu posso “fingir” que esqueci que devia cuidar de vocês de sábado para domingo, SE...!

— ‘Se’ o quê? — tinha ganhado o interesse de David.

Se me garantir que aquele amiguinho seu, o de olhos cor do céu, vai vir na festa com certeza!

O sobrinho estranhou por alguns segundos, até chutar:

— O Jack?

O unicórnio olhou o irmão quando ouviu o nome e foi notado pela tia.

— Isso! Esse mesmo!

— Nossa! Você tem interesse nele, tia? — o mais velho estava meio chocado.

— Hum... Talvez? — ela insinuou falsamente, mas o rapaz acreditou desconfiado. — Ele tem o que? Uns dez anos mais novo, um pouco mais? Dá pro gasto — riu desinibida.

— Eca! Que seja — respondeu David indiferente, voltando-se para o resto de compra. — Claro que vou chamar ele. Mas acho que ele tinha uns assuntos para resolver nesse final de semana, sobre um tipo de pré-treinamento militar de férias.

Francis e Margo se olharam, ela viu que o mais novo (cujo já tinha visto bem próximo de Jack) não sabia daquilo.

— Como assim treinamento militar? — a tia perguntou como quem não quer nada além de conversar um pouco.

— O Jack vai seguir carreira militar ano que vem. Primeiro vai para um colégio interno no outro estado, um dos melhores para aprender o básico, e então vai ser transferido para uma unidade especial de treinamento, onde quando se formar e for aceito vai participar de missões apenas no exterior — David contou, mas então sorriu torto. — Aquele filho da mãe tem tudo pronto. Já tem contato com generais e coronéis que estão de olho nele e o ajudando desde o começo do ano. Não duvido nada que ele seja capaz de sumir quando terminar o ensino médio. Jack pode não parecer, mas é bem espertinho, já tem no currículo quatro idiomas para esse futuro, além de alguns cursos que vai o ajudar em muitas coisas.

Margo estava chocada ao ouvir um plano como aquele de um garoto tão novo, mas a tirou deste pensamento ver Francis sair da cozinha subitamente.

***

Era mais de onze horas quando Jack saiu do evento de um Dj que ele desconhecia, foram apenas quatro horas de um trabalho e seu lugar na entrada foi substituído por outro segurança. Estranhou encontrar o telefone com chamadas perdidas, parecia que algo grave tinha acontecido, pois não havia mensagens previas de Francis. Trocou a camisa por uma blusa verde escura comum, pendurou a mochila no ombro e saiu do estabelecimento com o telefone no ouvido, chamando. Quando parecia que a ligação ia cair foi atendido, não disse uma frase, foi interrompido pela pergunta ‘por que não me disse nada?’ E em seguida uma enxurrada de afirmações, perguntas, acusações, frustração e... raiva. Nem mesmo percebeu que parou de andar na calçada, atento ao assunto. Seu sangue não circulava no corpo, sua expressão estava em choque, não era o momento de Francis saber, não devia ser assim, ele não estava pronto para conversar sobre isso e nem tinha preparado o menino. Não fluía nenhum argumento ao ouvi-lo alterado.

— Francis! — interrompeu o menino — Eu vou aí, à sua casa, e nós conversamos.

— Não, eu preciso pensar nisso um pouco. Você não confiou em mim, Jack... Eu tive que descobrir pelo David... Você contou para ele e não para mim! Eu... Eu não quero te ver hoje. Além disso, ele e a tia estão aqui...

— Então vem me encontrar.

— Não! — Gritou o unicórnio alterado, o surpreendendo, depois se fez um minuto de silencio, ouvindo apenas as respirações do menino, como se esforçasse para não ficar nervoso. —... Eu não estou em condições... Vou ficar aqui e... — houve um momento de suspense — me deixe sozinho por enquanto Jack... Por favor.

Logo em seguida a ligação terminou. O unicórnio não o deixou explicar nada, infelizmente cada parte do que ele contou que David disse era verdade e um peso estava instalado no seu peito, assim como um no na garganta que não conseguia engolir. Tentou ligar novamente, para Francis ouvi-lo, mas não foi atendido. Só pode deixar a mensagem dizendo que queria explicar pessoalmente suas razões e mais coisas do que David sabia.

Notas finais
E fim! Espero que tenham gostado da historia. Importante: Estamos diante de um gatilho no próximo que eu, sinceramente, estou muito travado. É algo que já pensei faz tempo para historia, mas agora que chegou o momento estou perturbado demais para postar. O que já fiz parece incerto, ruim e sem sentido, no fundo me sinto mal fazendo isso, mas o negocio é necessário para os capítulos finais... [~sensação de querer fugir daqui~] Fica como aviso que o próximo [que vou juntar todas as forças para superar] eu mesmo posso não estar feliz em fazê-lo, mas é preciso para avançarmos ao fim. .............................................. Obrigado por ler! Não deixe de se manifestar! Nosso tempo juntos está acabando! ............................................. PROPAGANDA: Esse ano, uma fantasia medieval tem inicio com um enredo que envolve feiticeiros e lobos.Mais além disso terá ação, romance(yaoi), surpresas e fugas rondando as curvas dessa historia. Luahn é o filho de uma feiticeira com um lobo selvagem e alfa, um mestiço único no mundo. Ao completar dezoito anos terá acesso a todo seus poderes de feiticeiro e a herança do pai. Porém, a alcateia do alfa não o aceitará vivo e antes que isso aconteça irão matá-lo. Um lobo solitário é escolhido pela feiticeira para proteger o garoto e ganha a habilidade de se transformar em homem. Apesar de relutante diante da personalidade atrevida de Luahn, eles estão juntos para passar por isso e o lobo vai descobrindo o mundo humano. Um historia com reviravoltas e surpresa. O lobo-homem terá desafios tanto de batalhas como para viver e proteger Luahn do mundo e de todos que o querem, porque além de mestiço com animal selvagem o menino tem poder da linhagem feiticeira e há pessoas que a deseja. [O capitulo 6 é meu favorito!] Confira em : https://fanfiction.com.br/historia/774445/O_Lobo-homem_e_o_Feiticeiro_Mestico/ Tem 8 capítulos postados (atualização 15nal) ;D