O Unicórnio de Um Coelho

23 Quando pegam o coelho ou o unicórnio no salto.


Notas iniciais
Olá! Como você está? Hoje ira acompanhar um capitulo caprichado, digo, ao estilo prato de macarronada, com almondegas, queijo e umas outras coisas para encher o estomago até o bico ( em relação a quantidade de palavras, banquei o louco). Sinto já informar que pelas minhas teorias imaginatárias-lógicas-expectativadas teremos por volta de dez ou doze capítulos de Jack e Francis até acabar o que tenho a contar, digo, o que nós temos a contar para você, leitor lindo que vem batalhando com a gente a cada obstáculo! Já passamos por tanta coisa juntos... Conheci pessoas/leitores que queria chegar pessoalmente e dizer: “E aí? Oiee! Obrigado por estar comigo naquela historinha que escrevia no Nyah desde 2016!” É provável que também distribuísse abraços e uma pelúcia (Ah! Pensou que loco mandar fazer pelúcia do Jack e do Francis só para isso? Unicórnios e coelhinhos *---*... Mas, eita, que eu teria que ter uma pequena fortuna para dois ou tres pares para já.) Enfim, Boa leitura. (Obs: vou falar do com amor, Simon no final)

Era necessário controlar a respiração e até sua expressão. Jack acompanhava David, andando para fora de vista de Francis e Miriam, como se a intenção dele fosse apenas levá-lo para algum lugar, mas havia uma energia que deixava o moreno em alerta. Aos poucos percebeu que estavam distante dos prédios do colégio, o Audrey rumou para uma mureta, onde se sentou casualmente.

— Vou deixar a conversa reta — disse o rapaz de cabelos castanhos, puxando um cigarro do bolso para a boca e o acendendo distraidamente. — Não mexa; Não chegue perto; Não fale com o Francis.

Atento, Jack o observava. David usou um tom de voz controlado e sua expressão era indefinível, vagando entre a séria e a de incomodo. Os olhos castanhos vieram contra o deles, em ênfase. O coelho forçou um riso torto:

— Mas eu não estou fazendo nada.

David liberou a fumaça numa bufada sem paciência.

— Ah, claro que não. Estou falando sério. Já falei com Samuel, agora é melhor você entender. Ele não pode ser perturbado por idiotas como vocês.

Incompreensão e surpresa penetrou Jack. Estava mesmo ouvindo aquilo justamente daquele que mais o mal tratava Francis? David estava protegendo o irmão? Aquilo era muito estranho. Sustentou seu sorriso dissimulado, cedendo a atuar apenas para ter mais informações, já que era lógico que não ficaria longe de Francis, então ia aproveitar a situação para entender David.

— Mas você sempre fala dele, mexe com ele, só ficamos com vontade de aproveitar também. Você não parecia que ia se importar tanto.
Num salto David saiu de seu lugar e parou bem na frente dele, sério, quase enraivecido.

— Ainda assim ele é filho da minha mãe! E aquele merdinha que parece ser um garoto de ouro tem um problema insuportável, Jack! Qualquer faísca pode acabar com tudo, qualquer desequilíbrio naquela cabeça podre — David o encarava e Jack já estava sério com o que ouvia — vai dar uma montanha de problemas para minha mãe. Eu posso falar e fazer o quiser com ele, porque sei até onde posso ir. — O moreno franziu o cenho, não parecia que David sabia quando parar, e começava a soar uma conversa para deixá-lo assustado em mexer com Fran. — Eu cresci com aquilo sob o mesmo teto! E os dois jumentos como vocês — cutucou o peito de Jack, indicando ele e Samuel — não vão ter que aguentar o resultado! É isso que quero evitar.

O coelho não se moveu, mesmo David parecendo ameaçador o encarando. Depois um curto momento de silencio passou, com David relaxando e tragando profundamente o cigarro, dispersando a fumaça no ar.

— Está bem — Jack concordou em voz neutra e pareceu que o Audrey não levou muita fé.

— É sério, se você me causar mais problemas, esquece os campeonatos de basquete e futsal no meu time, vou dar um jeito de te tirar de tudo e fazer todos os seus podres aparecerem.

Depois de dizer isso seriamente, David livrou-se do resquício do fumo para o meio do gramado e foi embora.

Jack permaneceu no lugar, se perguntando sozinho se David falava a verdade. E se tivesse, qual problema seria esse de Francis? Uma sirene tocou indicando o fim do intervalo. Não daria tempo para voltar a encontrar o unicórnio, tinha natação e já havia faltado muito, estava à beira de ser cortado.

***

A professora de teatro parou tudo e todos, tudo mesmo, e encarou Francis, desgostada:

— Você precisa decorar isso, menino — avisou inflexível. Não era a primeira vez que ela falava essas palavras para ele, mas, naquele momento, preocupou até mesmo seus colegas que queriam o sucesso da apresentação. — Só mais duas semanas. Sei que você já pegou o jeito, mas precisa focar mais imediatamente. Isso — a mulher abriu os braços no alto, indicando o auditório todo — é a coisa mais importante para você agora, tente entender!

— Eu posso ficar no lugar dele! — se apresentou um dos colegas sobre o palco, que já tinha um bom papel de um vendedor que interagia com o personagem principal na metade seguinte da peça original.

— Ora, vamos. — perturbou-se a mulher com o intrometido. O rapaz era bem extrovertido e bom ator, mas ele a perturbava por querer fazer sempre mais. — Se ficar no lugar dele, ele ficará no seu!

— Ah, assim não — e o garoto ficou quieto. Francis também ficou feliz, não queria um papel longo como o dele.

— Francis Audrey, meu querido — disse a mulher, amável. — Você só tem uns dez ou quinze minutos no palco, é o personagem principal em um momento muito importante. Se concentre agora para não errar depois e estragar todo o trabalho de meses que seus colegas e amigos — ela olhou todos no palco, nenhum deles era amigo de Francis, só Miriam — que se empenharam para fazer algo memorável e especial!

— E-entendi — disse o menino, encabulado — Desculpe.

— Não peça a mim! — falou a mulher. — São eles que precisam que você faça direito no começo da peça.

Corando, o menino olhou para os colegas, que assistiam a bronca. Miriam estava no meio, com cara de compreensão e compaixão dele.

— Me... desculpem — falou, mas ninguém precisou dizer algo depois, a professora ficou satisfeita e reiniciou o ensaio geral falando alto.

O unicórnio sabia seu papel, de verdade, estava pronto para surgir logo depois da introdução, andar de um lado para o outro sendo desmerecido por outros personagens e então parava, não aceitando mais aquela situação, falava um breve discurso de inspiração e motivação e ia para o mundo, sumindo atrás de um cenário. Depois disso outro ator entrava, mostrando um amadurecimento e desenvolvimento físico, e continuava toda a aventura principal. Era fácil e o publico ia esquecê-lo fácil. Mas estava preocupado com o que acontecia longe dali, entre David e Jack, um pouco mais porque se o irmão fosse malvado, seu coelho já estava machucado, e poderia não acabar bem.

— Fraaaancis! — era voz de Miriam, vindo de longe, correndo atrás dele depois do ensaio. Ele esperou-a, preocupado que fosse algo importante, e assim que chegou, ela o abraçou forte e soltou: — A professora foi muito má! — e deu outro abraço apertado. — Seu papel é muito difícil! Ter que ouvir todo mundo falando mal de você, te expulsando das coisas, te largando por ultimo e todas as aquelas coisas discriminatória! Ela não entende a profundidade que seu papel exige. E você é muito forte. Muito mesmo! E muito bom como ator! — o soltou, corada e admirada.— Na próxima peça, vou fazer ela te por no papel principal para a apresentação toda!

O garoto sorriu, ela realmente gostava dele.

— Obrigado, Miriam. Mas... Tudo bem. E eu não pretendo o participar de um próximo.

Ela ficou sem expressão por um segundo.

— Como não?! Como vou te ver? Ver o Jack? Como vou te ajudar? Que assuntos nós vamos conversar?

— Acho que você consegue um jeito.

— Mas...

— Miriam, por favor, Shiu... Falta um tempo para isso acabar e... somos amigos, vai ser bom estar com você independentemente.

Emocionada, ela o abraçou de novo, o escondendo no meio de seus cabelos cacheados.

— Jack tem tanta sorte... — murmurou ela, e um súbito pânico surgiu nele. Não por desconfiar da garota, mas de repente era assustador alguém liga-lo a Jack, numa sugestão de que se pertenciam.

— Eu tenho que ir! — separou-se, afetado, e foi se afastando: — Meu padrasto e minha mãe estão esperando. Tchau! Ahn... Fique bem!.

Sem jeito, ele seguiu seu caminho. O padrasto e mãe só estavam em casa, não o esperando como fez parecer. E a garota ficou compreensiva depois dessa reação, até sorriu de leve por finalmente ter dado um ótimo sinal de que ela e seu sexto sentido já tinha descoberto, e por ela estava tudo bem eles serem mais que amigos, afinal uma futura artista e produtora de Hollywoood tinha que ter amigos diferenciados, e ela os amava juntos, mesmo que tivesse uma leve atração física por Jack, e se existe uma ‘atração de alma’, Francis teria uma pequena chance.

***

Naquela tarde, o coelho chegou um pouco atrasado ao clube, encontrou o vestiário vazio, trocou de roupa e, antes de sair, tomou dois analgésicos que estavam na mochila. Encontrou todos os seus colegas de natação na primeira piscina do lugar, fazendo aquecimentos, enquanto a segunda estava aberta aos sócios para lazer e estava movimentada.

— Sinto por isso, Jack. — disse o treinador, um homem bronzeado, com um apito pendurado no peito e canelas finas. — Sei que ainda não se recuperou completamente, mas você não vai conseguir continuar se não participar dos treinos. O diretor do clube está atento e precisa de garotos com disciplina.

O moreno apenas assentiu, observando os colegas na água. Seu time de natação levava o nome do clube para as competições e as premiações ajudava o lugar a ter dinheiro com aulas na modalidade; eles eram importantes. Apesar de ainda estar incomodado com dores, Jack compreendia que precisava se esforçar, lamentando ter faltado quando estava bom e ser obrigado a estar ali quando não estava, mas fazia aquilo porque gostava da água e também porque sua mãe era muito fã do esporte. Logo deu inicio a um aquecimento gradativo e mergulhou, o treinador começou as primeiras lições com o grupo e o tempo passou.

— Certo! Agora, para finalizar por hoje, vamos fazer uma avaliação de seus tempos. — O coelho estava no banco com os colegas, mal havia acabado de sair da ultima atividade, seu corpo já estava cansado e preguiçoso. — Vamos fazer de duplas para deixar o Robson se recuperar. Tae e John, vocês primeiros.

E, ao ouvir isso, Jack soube que seria o ultimo, enquanto só queria ir para casa e acabar com aquilo, principalmente porque Samuel estava o olhando desde que chegou, havia conseguido o ignorar por completo até ali, mas, cansado, estava o incomodando cada vez mais.

— Finalmente! — gritou Sam com um sorriso e ficando de pé assim que a penúltima dupla terminou e o treinador tinha dito seus comentários aos dois. Ele esteve o tempo todo do outro lado do banco, quieto, e ao fazer isso olhou para Jack, parecia ansioso por aquilo e por ter qualquer atenção do moreno que olhou pela ação súbita.

— Sem cena, Samuel, por favor — disse o treinador, amenizando, e anotando o tempo dos outros numa prancheta. — Mas, vamos, vocês dois, tomem seus lugares.

O rapaz de cabelos platinados obedeceu. Jack hesitou, estranhou e olhou para o homem:

— Posso só ir embora? Meu tempo vai ser ruim mesmo.

— Não, não pode. Temos que saber em que nível de condicionamento você está para iniciarmos um novo preparo físico. Anda logo.

Usando suas forças para ficar alheio aquele que estava no pódio ao lado, Jack tomou sua posição e se concentrou em executar o esporte e só isso, encarando a água.

Preparar! — disse o homem na beira da piscina com o cronometro na mão e Jack sentiu Samuel o olhar, supostamente presunçoso, depois ouviu um murmurar:

— Às vezes eu penso nele...
O moreno o olhou de soslaio, rapidamente e confuso.

Três... o treinador começou a contar, de olho na postura de salto deles.

— Desde que ele se intrometeu entre nós. E me lembro de todas as vezes — Dois — que estive com ele longe de você.

Um!!

Sam riu ao saltar para água em seguida e Jack forçou-se a acompanhar a ação, ignorando as questões que brotaram em sua cabeça o desconcentrando. Por aqueles instantes, envolvido na água fria, ele se dedicou em ser o mais o rápido que podia. Ao alcançar a outra parede, segurou as boias da sua raia e procurou Samuel, que sorriu ao olhá-lo de volta e foi se apoiar na mesma linha flutuante.

— Do que você está falando? — Jack perguntou em meio às respirações, nem ouviu os comentários do treinador sobre seus desempenhos, ao contrario de Sam que voltou seu olhar para o homem na beira da piscina, liberando um sorriso fino e dizendo:

— Fui mais lento porque não pareceu justo fazer isso com o Jack! Ele precisa de incentivo para ficar bom logo. Você é que não ajudar se o criticar nessas circunstancias — argumentou e o homem soltou um grunhido de desaforo:

— Desde quando você é especialista, Samuel? Vamos usar esse tempo dele para melhorar, esse é o incentivo. Você é que desperdiçou a chance de mostrar que melhorou. Saiam dessa água, agora!

— Eu posso tentar de novo! — relutou.

— Claro que não! Já passou do horário. Bem feito! E, Robson, conversamos no próximo treino sobre o que vamos fazer.

O homem foi para sua bolsa próxima do banco, já tinha liberado todos os outros, estava pronto para ir embora. Sam se voltou para Jack, puxando mais algumas boias para mais perto e sorriu olhando-o:

— Sabe aquele menino? O que resolveu se meter entre a gente, cheio de coragem? Eu já estive com ele em minhas mãos, Jack. No entanto, fiquei meio receoso de assustá-lo logo na primeira vez, então o deixei ir, mas depois que nos três nos encontramos de novo, no achado e perdidos, ele praticamente se esconde ou foge de mim... Acho que está tímido porque eu sei que ele é gay, e gosto disso porque posso ajuda-lo bastante.

Jack já sabia de que ele falava de Francis, ficou sério e atento ao jogo de Samuel com aquelas frases, analisando as poucas expressões para decifrar o que ele imaginava à respeito de seu unicórnio e o que queria ao lhe contar aquilo. Sentiu um toque sob a água, deslizando por seu abdômen e se apoiando em sua cintura.

— Ando tendo alguns pensamentos com ele, Jack — Sam sussurrou, encarando-o, fingindo que era um incômodo. — Umas coisas indecentes, sabe, você me conhece...

A vontade era avisar para ele ficar longe, para deixar Francis em paz e não tentar nada, mas Jack não podia dizer aquilo ou faria Samuel ficar mais atiçado por ter alguém o proibindo. Teve que engolir aquele momento com dificuldade e empurrou a mão que o segurava sob a água:

— Isso não tem nada haver comigo — e foi em direção à saída da piscina, pegou uma toalha e se direcionou ao vestiário. Ouviu passos atrás dele e viu Sam o seguindo e o observando fixamente e confiante. Aos passos rápidos, Jack se secou no caminho.

— Aceita uma carona? — Samuel perguntou, encostando o ombro no armário onde as pessoas guardavam suas roupas e observando Jack vestir a roupa por baixo da toalha branca enrolada na cintura.

O moreno ficou sério e irritado:

— Claro que não! E para com isso!

— Parar com o quê? Lembrar-me de algumas coisas quando te vejo assim, seminu e vestindo as roupas com certa pressa...? — Sam buscou toucá-lo, mas ele se afastou e o enfrentou.

— Você é maluco! Me fez apanhar de um bando de desconhecidos sem motivo, finge que não aconteceu nada, finge que eu não disse que acabou e vem querendo me tocar e conversar?!

Sam o encarou nos olhos, mantendo o lábio inferior mordido.

— Ah, Jack... — assumiu uma expressão de pena — Eu não vi isso, fui embora. Sinto muito. Eles são uns idiotas, sinceramente, não sei por que fizeram isso.

O coelho soltou um riso irônico:

— Até parece que vou acreditar! Aquilo tinha dedo seu.

— Claro que não! Eu juro! Eles só devem ter uma... uma ‘certa obsessão’ por mim e não gostaram de ver sua aproximação. Parecia muito que você queria me bater...

O sangue fervia com aquela cara de desentendido, mas Jack sabia que seu corpo estava cansado e Samuel estava mais condicionado fisicamente, ia perder. Além disso, não ia dar explicações, a confusão que Sam fez ao deixar David ir à sala de musica e dar de cara com ele e Francis estava se resolvendo lentamente. Voltou-se ao armário, juntando suas coisas.

— Nossa. O que aconteceu com você? — Sam perguntou, estranhamente soando verdadeiro agora. — Eu juraria que você ia continuar falando até essa sua raivinha minha passar.

— Eu não tenho o que falar com você — respondeu frio, fechando o armário e pronto para ir embora, mas de súbito Samuel o empurrou para contra o armário, uma parte de sua costela já machucada doeu com o impacto.

— Não parece isso — Samuel estava a poucos centímetros dele, irritado, mas controlado, e Jack sabia que se recuasse ou fugisse, ia atiça-lo a perder o controle da raiva e ganharia algum soco, por isso permaneceu imóvel. — Você quer muito me contar algo, mas está guardando para si, Jack. Você está sofrendo e aguentando uma pressão que só está se acumulando em você... O que é?

As respirações se misturavam. Sam o encarava fixamente, tocando-o com as mãos e antebraço para mantê-lo ali, seu toque era frio, mas gerava uma sensação de contraste na pele morna do coelho, e Jack se xingou, olhando para o lado, quando, de repente, percebeu que havia prendido a respiração e soltado, e seu coração acelerava, espalhando um calor pela proximidade de seus corpos. Samuel viu isso e entendeu, pois sorriu, sumindo com sua irritação inicial e parecendo ter descoberto o mistério.

— Eu já suspeitava — Samuel disse maroto, com um sorriso torto. Jack cedeu e o encarou. — Seu novo garoto não consegue atingir suas expectativas, não é? Deve estar passando necessidades, sentindo falta...

Não era mais o medo de ter que brigar com Samuel que manteve Jack imóvel, não era algo que ele conseguisse identificar enquanto relutava para admitir. Sam deslizou os dedos do ombro para o pescoço do moreno, calmo, suave, gentil, um toque que fez Jack lembrar-se do jeito de Francis, depois foram para a nuca e se embrenharam em seus cabelos curto num afago lento. Jack se escondeu, fechando os olhos e ativando uma ignorância da realidade. Sam não era assim, ele sabia, mas Francis era, e ao pensar no unicórnio sua excitação estava na beira de fazer uma loucura, pois não queria continuar meses com apenas toques e serviria qualquer um. Sentiu um beijo leve no rosto, imaginou mais coisas, sem se mover. Notou a outra mão apoiar-se em seu corpo, carinhosa e sútil, o explorando como se fossem inexperientes. E tudo isso só podia levá-lo a um beijo sedento, que veio quando Sam puxou sua nuca e juntou seus lábios, aproveitando daquela oportunidade e proximidade. Jack levou uns instantes para perceber que foi iludido e que seu ponto fraco foi usado em proveito do outro, o empurrou e deu as costas, indo embora irritado.

— Odiei o que fez com seu cabelo! — Sam gritou. — Era bom segurá-lo! E eu não entendo por que está resistindo tanto! — Não recebeu resposta.

Samuel ficou frustrado, no fundo ele gostava de Jack e o queria ter volta, apesar de saber de algumas coisas que estavam acontecendo e entender que os motivos de Jack não o querer mais se resumia a quem ele era e o que fazia, mas Sam não ia mudar.

Notas finais
Olá! Espero que tenham apreciado! Seguinte, um acontecimento: assisti ‘Com amor, Simon’ porque tem um dos atores que sigo, então fiquei meio bobo de descobrir que aquela historia tem algumas pequenas partes em comum com a Unicórnio de um coelho. Mas se você não vê nada de estranho, esclareço: Nunca conheci o Simon antes, nem filme e nem livro, e Francis é representado na capa pelo mesmo ator, aqui Fran esconde que é gay, ele participa de uma peça, ambas as histórias tem um parque de diversões em algum momento e... não, não tem mais, é só isso mesmo. kkk. Enfim, interessante, e já desconfiava o final desde o principio do filme. Como já disse, previsão de 10 á 12 capítulos pela frente. Muitas emoções por aí. Se tiverem alguma curiosidade ou não lembrarem de algo da fic, pode comentar. Se tiverem sugestão de musica, filme, livros, clipes, raça de cachorro, garotas polonesas e etc para inspirar-me, aceito, é só jogar as palavras aqui no meu colo, vulgo esse espaço para comentar aqui em baixo. Se tu é fantasma (hehe), eu tenho uma coisa que eu queria te entregar e contar. É serio! Provavelmente eu tenho alguma palavra de carinho e até apoio para lhe dar independente do seu dia, do que tá lhe acontecendo, dos seus medos que tem, e você está perdendo. Deb e Lika sabem como eu sinto amor em poder responder e em vencer preguiças para poder estar aqui... pertinho, ter a chance de dar um toque de felicidade com alguma de minhas maluquices. Enfim: Sejam felizes (acabou minhas férias) nos vemos em seis meses (mentira porque estou inspirado), não deixem de recomendar (ah, se pensar que não é importante, é sim, porque eu sou sentimental e só quero receber amor), comentem (faça esse ser que lhes escreve, apesar dos desaforos da vida, feliz)! Bjos! Sinta-se livre para me ajudar a divulgar se possível, só agradeço! ;D