O Uivo do Lobo
7 Eu, Isabella… e Mike no cinema
Notas iniciais
Eu, Isabella… e Mike no Cinema.
Por Jacob
MIKE NEWTON ERA UM ADOLESCENTE BEM BABACA, e Jacob teve plena certeza disso assim que o menino loiro saiu do seu carro e atravessou a rua.
Ele não sabia dizer o porque, mas toda aquela situação o fazia se sentir estranhamente errado. Jacob estava feliz é claro !
Ele finalmente tinha conseguido um “encontro” com Isabella: mesmo que os amigos da menina estariam acompanhado.
— Oi, Bella — ele cumprimentou, e então seus olhos se tornaram cautelosos quando ele
olhou pra Jacob. Fazendo com que Bella olhasse brevemente pra Jacob também, tentando ser objetiva.
Ele realmente não parecia nem um pouco estar no segundo ano.
Ele era tão grande — a cabeça de Mike mal alcançava os ombros dele; e Isabella nem queria pensar em como ela ficava ao lado dele, ela pode notar o quanto o amigo vinha se desenvolvendo até o rosto dele parecia mais envelhecido do que estava há um mês atrás.
— Oi, Mike! Você se lembra de Jacob Black?
— Na verdade não — Mike estendeu sua mão.
— Velho amigo da família — ele se apresentou, com um aperto de mãos.
Eles apertaram as mãos com mais força que o necessário. Quando o aperto acabou, Mike
flexionou os dedos.
Os dois se encarando mortalmente até o telefone da cozinha de Bella tocar.
— É melhor eu ir atender, pode ser Charlie — ela disse pra eles, e correu pra dentro se concentrando em manter os pés nos lugar o que evitaria um belo tombo.
Era Ben. Angela estava doente com um problema no estômago, ele não estava a fim de ir sem ela. Ele se desculpou por furar com os amigos e por alguns segundos Isabella se sentiu egotista e aborrecida. Seus pés são da mão devagar como se pudesse evitar que ela chegasse até os dois. Assustador! Apenas ela, Mike e Jacob, juntos durante a noite, como trio — isso ia ser brilhante — ela pensou com um sorriso desgostoso.
Não parecia que Jacob e Mike havia feito grandes progressos na amizade durante a ausência da paixão de ambos. Eles estavam alguns metros distântes, olhando pra longe um do outro enquanto esperavam; a expressão de Mike estava solene, mas a de Jacob estava tão alegre como sempre.
— Ang está doente — ela disse a eles mal humorada. — Ela e Ben não estão vindo.
— Eu acho que essa doença está se espalhando. Austin e Conner também estão de cama hoje. Talvez a gente devesse fazer isso outra hora — Mike sugeriu.
Isabelle entortou a cabeça para o lado esquerdo e semi fechou os olhos, pronta para concordar quando Jacob falou.
— Eu ainda estou a fim. Mas se você preferir ficar, Mike.
— Não, eu vou — Mike interrompeu. — E só estava pensando em Angela e Ben. Vamos lá — ele
começou a se dirigir para o Suburban dele.
— Ei, você se importa se Jacob dirigir? — A menina perguntou corando. — Eu disse que ele podia ele acabou de terminar seu carro. Ele o construiu inteiro, sozinho — ela alardiei como uma mãe orgulhosa cujo filho é o primeiro da sala.
— Tá bom — Mike atirou.
— Ta bom então — Jacob disse, como se isso acertasse tudo. Ele parecia mais confortável que todo mundo.
Mike se sentou no banco de trás do Rabbit com uma expressão de nojo.
Jacob estava brilhante como sempre, tagarelando sem parar fazendo a presença de Mike amuado no banco de trás ser quase como nula.
E então Mike mudou sua estratégia. Ele se inclinou pra frente, descansando o queixo no encosto de ombros do Banco de Isabella, fazendo com que a bochecha dele quase tocava a da jovem Swan.
Quase que no mesmo momento ela se afastou ficando de costas para a janela. Ela parecia preocupada, seus pensamentos sendo levados para uma morena com um olhar torturado, ela não conseguia entender Como toda aquela situação se desenrolou, aquele irritado, estressado e descontrolado homem não era o amigo o que ela tanto amava e isso vinha a perturbando por dias e dias.
Raven não tinha mais sido vista por ela, nem muito menos citada nas suas conversas com o moreno.
— O som dessa coisa não funciona? — Mike perguntou com uma pontada de petulância, interrompendo Jacob no meio de uma frase.
— Sim — Jacob respondeu. — Mas Bella não gosta de música.
Isabela encarou Jacob, surpresa. Ela nunca tinha dito isso pra ele, eram esses momentos, simples e sublimes em que ele mostrava quem era: um garoto realmente especial, amoroso, Doce, e o sonho de qualquer garota do mundo.
— Bella? — Mike perguntou, aborrecido.
— Ele está certo — ela respondeu ainda olhando para o perfil sereno de Jacob.
— Como é que você pode não gostar de música? — Mike quis saber.
Eu levou os ombros, deixando o seus pensamentos vagarem pela irritação que a preenchia em ambientes barulhentos- Eu não sei. Só me irrita.
— Hmph — Mike se afastou.
finalmente desistindo, se mantendo calado até que os três chegassem finalmente no cinema, Jacob sentiu frio incomum passando por sua espinha, quando estendeu uma nota amassada de dez dólares a pequena Swan.
— O que é isso? — ela perguntou deixando uma ruguinha de dúvida aparecer entre suas sobrancelhas.
— Eu não sou velho o suficiente pra ver esse — ele a lembrou com sorriso de canto, que fazia as pernas da garota formigarem mas mesmo assim ela riu alto.
—Billy vai me matar se eu te arrastar lá pra dentro?
— Talvez. Eu vou dizer que você estava tentando corromper minha inocência juvenil.
Ela riu silenciosamente, vendo Mike forçando o passo pra se aproximar dos outros dois.
E ali ela quase desejou — com muita força, diga-se de passagem- que Mike tivesse desistído de ir. Ele ainda estava solene- não era uma grande contribuição. Mas também ela não tinha a certeza se eu queria acabar sozinha num encontro com Jake. Isso não ia ajudar em nada.
O filme era exatamente o que esperavam que fosse. Só nos créditos iniciais, quatro pessoas explodiram e uma foi decapitada. A garota na fila da frente deles tapou os olhos com as mãos e escondeu o rosto no peito do namorado. Ele deu uns tapinhas no ombro dela, e ocasionalmente estremecia também. Mike não parecia estar assistindo. O rosto dele estava rígido enquanto ele olhava para a cortina franzida em cima da tela.
Isabella tentava se concentrar nas cores e nos movimentos alheios, preferindo ignorar o filme.
Mas então Jacob começou a rir silenciosamente.
— Que foi? — ela perguntou confusa, quase como um sussurro.
— Oh, fala sério! — ele sussurrou de volta. — O sangue daquele cara voou metros. Quão falso isso parece ser?
Ele gargalhou de novo, enquanto um mastro de uma bandeira espatifava outro homem
numa parede de concreto.
Depois disso, ela finalmente começou a assistir o show, rindo com ele enquanto o desfecho se tornava mais e mais ridículo. Como era que ela ia lutar com as linhas distorcidas do relacionamento confuso deles quando ela gostava tanto de ficar com ele?
Era um sentimento tão enrolado e desproporcional, completamente confuso, ela tinha certeza de os sentimentos de Jacob tinham mudado de alguma forma, Bella não era tão inocente ao ponto de não perceber o jeito que Jacob olhava para Raven, ou como suas bochechas coravam quando ele era pego preocupado com ela. Seria isso o motivo de Isabella se sentir tão pressionada a tomar uma decisão ?
Tanto Jacob quanto Mike usaram os meus descansos de braço dos dois lados. As mãos dos dois descansava levemente, com a palma virada pra cima, numa posição que não parecia muito natural. Como armadilhas de metal pra ursos, abertas e prontas. Jacob tinha o hábito de agarrar a minha mão sempre que tinha a oportunidade, mas alí no escuro do cinema, com Mike olhando, isso teria um significado diferente — e Bella tinha certeza que ele sabia disso. Ela não conseguia acreditar que Mike estava pensando a mesma coisa que Jacob, mas ele colocou a mão exatamente do mesmo jeito.
Ela cruzou os braços com força no peito e esperou com classe que as mãos deles ficassem dormentes.
Mike desistiu primeiro. Lá pro meio do filme, ele puxou seu braço, e se inclinou pra frente pra colocar a cabeça nas mãos. No começo ela pensou que ele estava reagindo á alguma coisa que tinha visto na tela, mas depois ele gemeu.
— Mike, você está bem? — ela sussurrei.
O casal da frente se virou pra olhar pra ele quando ele gemeu de novo.
Bella podia ver um brilho de suor no rosto dele com a luz fraca da tela.
Mike gemeu de novo, e saiu correndo pela porta. Fazendo os dois “ amigos” se levantarem e imediatamente seguirem garoto loiro.
— Não, fique — Bella sussurrou . — Eu vou ver se ele está bem.
Jacob a seguiu do mesmo jeito.
— Você não tem que vir. Faça os seus oito dólares valerem a pena.
Ela insistiu enquanto caminhava pelo corredor.
— Tudo bem. Você pode ficar com eles, Bella. Esse filme não presta. — A voz dele passou de um sussurro pra o seu tom normal enquanto saíamos da sala.
Não havia sinal de Mike no corredor, e ela se sentiu feliz por Jacob estar ali e se disponibilizar a se enfiar no banheiro masculino pra procurá-lo por ela.
Jacob voltou depois de alguns segundos.
— Oh, ele está lá, com certeza — ele disse, revirando os olhos. — Que molenga. Você devia ter chamado por alguém com um estômago mais forte. Alguém que rí daquilo que faz homens mais fracos vomitarem.
— Eu vou manter os olhos abertos pra alguém assim. — ela balançou a cabeça sorrindo
Eles estavam sozinhos no corredor. As duas salas estavam com os filmes na metade, e ele estava deserto — quieto o suficiente pra que fosse possível ouvir a pipoca estourando no balcão de venda no saguão.
Jacob foi se sentar no banco coberto de veludo, dando uns tapinhas no espaço vazio ao lado dele.
— Parecia que ele ainda ia ficar lá dentro por algum tempo — ele disse, esticando as pernas na frente dele enquanto se preparava pra esperar.
Ela lentamente se juntou a ele com um suspiro. Ele parecia estar pensando em cruzar mais algumas linhas. E assim assim que ela se sentou, ele se inclinou pra colocar o braço sobre os ombros dela.
— Jake — ela protestou, saindo de perto. Ele tirou o braço sem parecer nem um pouco aborrecido com a pequena rejeição. Ele avançou e pegou mão pequena com firmeza, passando o outro braço pela cintura fina quando ela tentou se afastar de novo.
Bella corou violentamente- mas de que diabos foi que ele tirou essa confiança toda ?
— Agora, só espere um momento, Bella — ele disse com uma voz calma. — Me diga uma coisa.
— O que? — eu perguntei envergonhada.
— Você gosta de mim, certo?
— Você sabe que eu gosto.
— Mas do que daquele palhaço botando as tripas pra fora lá dentro? — Ele fez um gesto para a porta do banheiro.
— Sim — eu suspirou, balançando a cabeça.
— Mais que os outros caras que você conhece? — Ele estava calmo, sereno — como se a resposta não importasse, ou como se ele já soubesse qual ela seria.
— Mais do que as garotas também — ela apontei.
— Mas isso é tudo — ele disse, e isso não era uma pergunta.
— Eu não sei Jack — ela sussurrou olhando para o chão.
Ele sorriu pra ela — Está tudo bem, sabe. Contanto que você goste mais de mim. E você me ache bonito, mais ou menos. Eu estou preparado pra ser irritadoramente persistente.
— Eu não sei se quando vou poder mudar de ideia — ela disse, apesar de tentar fazer a voz parecer normal, ela própria podia ouvir a tristeza nela.
O rosto dele estava pensativo, não estava mais zombeteiro. — Ainda é o outro, não é?
Engraçado como ele parecia saber que não devia dizer o nome dele — exatamente como no carro em relação á musica.
Ele havia entendido tanta coisa sem que ela precisasse dizer.
— Você não tem que falar sobre isso — ele disse.
Ela balançou a cabeça, agradecida.
— Não fique brava comigo por estar por perto, tá legal? — Jacob deu uns tapinhos nas costas da minha mão. — Porque eu não vou desistir. Eu tenho bastante tempo.
Ela suspirou. — Você não devia perdê-lo comigo — ela disse, apesar de querer que ele perdesse. Especialmente se ele estava disposto a me aceitar do jeito que eu era — bem danificada, desse jeito.
— É isso que eu quero fazer, enquanto você ainda gostar de ficar comigo.
— Eu não consigo imaginar como eu poderia não gostar de estar com você — ela disse honestamente.
Jacob brilhou. — Eu posso viver com isso.
— Você merece mais Jacob — ela avisou, tentando puxar minha mão. Ele a segurou obstinadamente.
— Isso não te incomoda de verdade, incomoda? — ele quis saber, apertando os os seus pequenos dedos.
— Não — ela suspirou. Realmente, a sensação era boa. A mão dele era muito mais quente do que a dela; e ela estava sempre com frio demais ultimamente.
— E você não se importa com o que ele pensa — Jacob apontou o polegar para a porta do banheiro.
— Eu acho que não.
— Então qual é o problema?
— O problema — eu disse — é que talvez eu nunca esteja pronta para isso
— Bem — ele apertou sua mão na dela. — Isso é problema meu não é?
— Tudo bem — eu balançou a cabeça devagar — Contudo, não se esqueça disso.
— Eu não vou. Agora o pino da minha granada saiu, não foi? — Ele cutucou as costelas dela. Ah fazendo revirar os olhos. Se ele estava com vontade de fazer piada com isso, ele podia fazer.
Ele gargalhou silenciosamente por um minuto enquanto seus dedos rosados traçavam desenhos no lado da mão da amiga.
— É uma cicatriz engraçada que você tem aqui — ele disse de repente, virando sua mão para examiná-la. — Como isso aconteceu?
O dedo indicador da mão livre dele seguia a linha prateada que mal era visível em sua pele pálida.
E ela lhe lançou um olhar zangado. — Você realmente espera que eu me lembre de onde todas as minhas cicatrizes vieram?
— É fria — ele murmurou, pressionando levemente o lugar onde James havia me cortado com seus dentes.
E então Mike cambaleou do banheiro, seu rosto estava cinzento e coberto de suor. Ele
parecia horrível.
— Oh, Mike — ela asfixiei.
— Você se importa se formos mais cedo? — ele sussurrou.
— Não, é claro que não. — Ela livrei a sua mão e fui ajudar Mike a caminhar. Ele parecia prestes a cair.
— O filme foi demais pra você? — Jacob perguntou sem se importar.
O olhar de Mike foi malevolente. Ele murmurou. — Eu já estava enjoado antes das luzes apagarem?
— Porque você não disse nada? — Isabella o repreendeu enquanto eles íamos para a saída. — Eu estava esperando que passasse — ele disse.
— Só um segundo — Jacob disse enquanto eles se aproximavam da porta. Ele caminhou rapidamente para o balcão de vendas.
— Será que eu posso pegar um balde de pipocas vazio? — ele pediu para a vendedora. Ela olhou pra Mike uma vez, e então jogou um balde pra Jacob.
— Leve ele pra fora, por favor — ela implorou. Obviamente era ela que ia limpar o chão.
Bella guiou Mike para o ar frio, molhado. Ele inalou profundamente. Jacob estava bem atrás dos dois. Ele a ajudou a colocar Mike no banco de trás do carro, e o passou o balde com uma cara séria.
— Por favor — foi tudo o que Jacob disse.
Ele abriu as janelas, deixando o ar gelado da noite entrar no carro, esperando que isso ajudasse Mike.
— Com frio de novo? — Jacob perguntou colocando o braço ao redor do ombro de Isabella assim que percebeu que ela estava tremendo.
— Você não?
Ele balançou a cabeça.
— Você deve estar com febre ou alguma coisa assim — ela rosnou. Estava congelando.
Ela tocou os seus dedos na testa dele e a cabeça dele estava quente. — Nossa, Jake — você está fervendo!
— Eu me sinto bem. — Ele levantou os ombros. — Absolutamente normal.
Jacob estava quieto no caminho de volta pra casa, principalmente depois que deixou o garoto doente na frente da sua casa. O silêncio de Jacob incomodava Isabella mais
do que ela gostaria e ela se perguntou se ele estava pensando nas mesmas coisas que ela estava.
No quanto amar Isabella Swan parecia ser destrutivo e uma péssima ideia. Talvez ele estivesse mudando de idéia.
— Eu me convidaria pra entrar, já que voltamos cedo — ele disse enquanto estacionava ao lado da caminhonete. — Mas eu acho que você pode estar certa sobre a febre. Eu estou começando a me sentir um pouco... estranho.
— Ah não, não você também! Você quer que eu te leve até em casa?
— Não — ele balançou a cabeça, as sobrancelhas se juntando. — Eu ainda não estou me sentindo mal. Só... errado. Se eu precisar, eu paro.
— Você me liga assim que chegar? — ela pediu ansiosamente.
— Claro, claro — ele fez uma careta, olhando em frente para a escuridão e mordendo o lábio. Ela abriu a porta pra sair, mas ele segurou meu punho levemente e me segurou lá.
— O que é, Jake? — ela perguntou.
— Há algo que eu quero te dizer, Bella... mas eu acho que vai parecer meio meloso.
— Vá em frente.
— É só que, eu sei que você provavelmente está muito infeliz. Eu, talvez isso não ajude em nada, mas eu quero que você saiba que eu vou estar sempre aqui. Eu nunca vou te decepcionar, eu prometo que você pode sempre contar comigo. Uau, isso parece meloso. Mas você sabe disso, não sabe? Que eu nunca, jamais machucaria você?
— É, Jake, eu sei disso. E eu já estou contando com você, provavelmente mais do que você sabe.
Um sorriso se abriu no rosto dele do jeito como um nascer do sol nasce entre as nuvens, enquanto a menina sorria.
Eu realmente acho melhor eu ir pra casa agora, eu não estou me sentindo nada bem — ele disse
Ela saiu rapidamente.
— Me liga! — ela gritei enquanto ele ia embora.
Jacob começou a sentir um formigamento estranho no caminho, ele teve que parar na estrada mais de duas vezes para respirar profundamente. Ele estava enjoado ! Um cheiro doce invadia suas narinas e acertava em cheio seu estômago.
Droga ! Ele não podia ficar doente também ! Mas era quase que impossível não é mesmo ? Jacob nem mesmo se lembrava a última vez que tinha ficado doente, talvez sua mãe ainda estivesse viva quando ela aconteceu.
Billy tinha orgulho disso, como se à saúde do seu menino ser imbatível fosse algo grandioso demais.
Mas de uma coisa Jacob e atava certo, ele não estava bem !
Demorou cerca de quinze minutos a mais do que o comum para que ele chegasse em casa, e depois disso ele passou mais cinco minutos no carro com a cabeça encostada no volante, sua cabeça estava tão confusa.
Ele não entendia porquê mas se sentia errado, ele amava Isabella ! Não amava ?
Ele sentia isso do fundo do seu coração, sentia que deveria a protejer, E não deixar que nunca mais ela se sentisse vazia, ou sozinha. Era fácil a amar, ela era linda, doce, engraçada, o entendia, e nunca pediu que ele fosse alguém diferente do que ele era.
Mas então porque parecia tão errado ele te esperar naquela noite?
Porque cada palavra parecia o rasgar por dentro?
Porque ele sentia tão errado ?
Aquele sentimento parecia insuportável, como se ele estivesse o afogando por dentro, era furo afogamento.
Uma dor fina e irritante que fazia o ar não entrar nos seus pulmões.
— Que merda — ele gruiu
Seus passos e estavam desgovernados, como se estivesse bêbado ou como se tivesse passado tempo demais na cama elástica, suas pernas estavam longas demais para seu corpo. Ele implorou aos deuses para que Billy estivesse dormindo.
Mas assim que ele deu de cara com seu pai com uma das sobrancelhas erguidas ele percebeu que suas preces não tinham sido ouvidas.
— Você esta bem Jacob ?
— Han han — ele respondeu tentando dar passos mais rápidos, o que foi uma péssima ideia, uma tontura horrível o atingiu e ele se apoiou na parede mais próxima
— Jack — Billy gruiu tentando chegar perto do menino que o olhou com um olhar aterrorizado, que fez com ele intendesse imediatamente o que estava acontecendo – filho você precisa se acalmar
— Pai eu não sei o que está acontecendo — a voz torturada do filho fez com que Billy se sentisse culpado por nunca ter conversado com ele sobre esse momento.
— Eu preciso fazer uma ligação Jack — ele sussurrou com os olhos marejados — você pode entrar lá fora, o que acha filho?
— você está me mandando pra fora?
— Filho preciso que você tome um ar — ele ergueu as mãos com calma — Nunca te mandaria para fora
— Pai isso está doente — Jacob choramingou.
— Eu vou ligar para Sam.
— Você está louco ? — Jacob rosnou com força — Eu não quero aquele cara aqui
— você precisa se acalmar Jacob, ele pode te ajudar
— ENTÃO ME DEIXA EM PAZ
— Jacob relaxa. — Billy sussurrou se afastando
— EU NÃO SEI O QUE ESTE ACONTECENDO COMIGO E VOCÊ QUER CHAMAR O SAMUEL ?
— Filho você precisa se acalmar. — Billy sussurrou de novo ouvindo um uivo se aproximar.
Foi tudo muito rápido. Depois de dez minutos Samuel Uley estava na sua sala com Jared e Paul arrastando seu filho transtornado para a floresta.
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