O Túnel do tempo - E O Dragão Dourado
27 Capítulo 27 - Triste Despedida
Notas iniciais
Até que por fim; todas as crianças, inclusive Peter o comilão; conseguiram passar pela Mesa Tentadora. Assim então, recebendo a liberdade da caverna. E eles saíram.
(...)
Assim que os mesmos voltam com todas as crianças salvas; são aplaudidos por todos, pelo Rei, pelas princesas; e até pelos fungos gigantes!
Paty, rapidamente entrega o Diamandai ao Rei com um enorme sorriso. Ele teria acordado, por conta do tremendo ato de coragem que os três tiveram perante esta situação distinta e desconhecida. O qual a recebeu de braços abertos, e a abraçou calorosamente. Enquanto isso, Peter cumprimentava alguns fungos; os ensinando como era o seu "toque de mão especial"; quando é cortado pela princesa Lavínia, que dá um leve soco em seu ombro:
–Ei! — Peter se arma contra ela.
–Calma. — Lavínia lança pela primeira vez, um olhar nada amedrontador para Peter. — Só quero lhe parabenizar. — ela sorri.
–Ah... Sendo assim. — o garoto coça a nuca envergonhado. — Obrigado, nem exigiu tanto esforço; claro. Afinal eu sou tipo mega-forte e blá, blá, blá.
O mesmo iria começar a se gabar; quando Lavínia logo dá um beijo em sua bochecha suavemente. fazendo Peter ficar quieto imediatamente, e um pouco paralisado.
Nisso, Paty nota o tal ato da garota; e sem sequer pedir licença ao Rei; sai batendo o pé na direção dos dois:
–O que significa isso! — pergunta toda nervosa puxando o cabelo de Lavínia para trás.
–Ai! Sua louca! — grita a princesa; chamando a atenção agora também de seu pai, e das pessoas que estavam ali.
–Me desculpa. — diz Paty cínica. — Não tive a intenção. — ela se finge de vitima e faz uma carinha meiga.
–Ah! — Lavínia fica com raiva. — Agora você vai ver garota! — ela levanta o braço para bater em Paty; porém Peter intervém.
–Calma, calma garotas! — ele entra no meio delas com um sorriso ridículo, tentando parecer sensual. — Eu sei que eu sou irresistível. — faz um biquinho, e as duas reviram os olhos. — Mas o papai aqui é só um! Vocês terão que entrar num acordo! — Peter se rende, de mãos para cima; isso fez as duas não acreditarem.
–Seu, seu...! — começa Paty, batendo nele; Lavínia faz o mesmo.
–Garotas, por favor... — insiste o Rei; porém nada adiantava.
(...)
Enquanto isso, Jonah estava conversando com as crianças; quando a princesa Sofi se aproxima dizendo:
–Foi um ato muito corajoso de tua parte. — se aproxima lentamente, com as mãos para trás.
–Ah... — Jonah se levanta; pois conversava agachado com um criança bem pequena. — Obrigado. — estava um pouco tímido.
–Eu que agradeço! — exclama Sofi. — Você ajudara a salvar meu povo! — ela sorria.
Jonah então se aproxima; desviando o olhar para as mãos de princesa; e as segurando delicadamente sobre suas mãos machucadas e sujas. Sofi não parece se importar com tal aparência, pois retribui o olhar que Jonah para as mãos também. Então o mesmo começa a dizer:
–Desde que eu tire um sorriso seu, faço qualquer coisa. — diz verdadeiro, calmo e confiante.
–Então. — fala Sofi antes de levantar o rosto. — Não vá! — uma lágrima escorria pelo lateral de seu rosto; quente e triste.
–Não posso ficar aqui para sempre. — Jonah enxuga a lágrima dela com as pontas de seus dedos, antes que a mesma pudesse cair. — Mesmo que esse fosse o meu desejo.
Sofi então; vendo que não existia mais opção; começa a chorar profundamente. Pois a mesma nunca encontrara um amor de verdade. Logo ela afasta seus cabelos para o lado; e tira seu colar de ouro, com um lindo medalhão de cobre. E diz:
–Isto. — ela tira. — Fica com você. — Sofi o coloca sobre a mão de Jonah delicadamente. — Imploro para que fique com ele. — ela fecha as mãos dele, e o olha firmemente.
–Claro. — ele analisa as mãos dela nas dele. — Eu ficarei. — também olha em seus olhos avermelhados e num tom amendoado.
E antes que pudesse acontecer o tal ato do beijo. O Rei chama a atenção de todos para seu discurso. E ele começa:
–Caros súditos! Gastaria todo o tempo do mundo para agradecer à estes garotos por sua coragem! — Paty, Peter e Jonah se aproximam. — Por terem salvo a Terra do Dragão Dourado! — todos aplaudem.
E ele continua:
–E é com tremenda dor em meu coração; que os deixo partir... — todos cochicham questionando. Até os três, se entreolham confusos. E o rei explica. — Vocês tem que aproveitar esta deixa crianças; enquanto o portal permanece aberto; não saberemos por quanto tempo ele ficará assim.
E então eles entendem; e vão correndo dar um abraço forte no Rei.
–Muito obrigada por esta experiência incrível! — diz Paty.
–Ora, não tem de quer! Obrigado à vocês!
Então, Lavínia se aproxima; e querendo sorrir verdadeiramente; abraça Paty, depois Peter e Jonah; e diz:
–É... vocês farão falta... — ela se distancia um pouco, ao notar que a irmã se aproximava.
–Farão mesmo! — ela abraça à todos fortemente; e chegando na vez de Jonah; diz. — Eu o amo. — quase sussurra no ouvido do mesmo.
–Eu te amo. — Jonah sussurra com os olhos cheios de lágrimas.
O rei, vendo a tristeza dos dois; e que talvez sua filha tenha finalmente encontrado o verdadeiro amor; ele arranja uma opção:
–Sobre o caso de vocês... Bom. — Poalou apanha um saquinho de pano bege do bolço. — Isto, é para você Jonah.
–O que é isso? — ele pega o embrulhinho.
–Derrame sobre a cabeça; e aparecerá no Mundo do Dragão Dourado durante uma hora. — ele explica. — Um parecido pó mágico; das terras distantes.
–Obrigado. — ele sorri e abraça Sofi, com o olhar perante o Rei.
–Temos que ir... — indaga Peter se afastando; com Paty pendurada em seus braços.
Então ele beija sobre a cabeça de Sofi; e se afasta junto com os amigos. Os três acenam e esperam aparecer a sala do museu no portal; e entram imediatamente; sumindo, e fazendo o portal também desaparecer.
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