O Truque Da Morte
5 O susto
Eu não consegui entender aquilo tudo que Tonny me falou, mas depois a historia toda passou por minha cabeça, mesmo que não fizesse sentido, poderia ser real.
À noite tentei fugir para ir perguntar essa história a meus pais adotivos, mas os seguranças perceberam minha presença e foram atrás de mim. Recebi uma enorme broca da tal coordenadora, mas nem dei à mínima, pois aquele acampamento não poderia trazer bem nenhum ao meu futuro.
Logo cedo as sirenes tocam, é hora da caçada para o café da manhã. Eu peguei apenas uma bandeja para recolher frutas e ovos, não estava com muita fome, mas eu estava acabada, passei a noite inteira sem dormir, pensando nessa história que Tonny falou. Passei a mão por de traz da nuca, senti uma leve pontada de dor, eu deveria culpar Tonny por tudo isso que está acontecendo, principalmente a dor por de trás da nuca.
Chegando na floresta, sozinha, me deparo com uma ruma de galinhas, sorte, eu acho, fui começando a espantá-las para ver se tinha ovos, por incrível que pareça tinha uns três. Como estava sem fome, peguei apenas dois e pisei no ultimo ovo, para não dá chance para o outro grupo, sai correndo para ver quais eram as arvores que tinham, infelizmente não achei nenhuma árvore frutífera, só de folhas secas, estava no outono e não era época das frutas boas.
Achei um lago, bem distante do acampamento, vi se não havia ninguém por perto, e fui tomar banho, lá nos quartos não tem banheiro, e temos que nos virar para fazer nossas necessidades. Der repente a água começa a esfriar, corro para a beira onde deixei minhas roupas, mas tinha apenas a bandeja com os ovos.
-Oh Deus, porque isso sempre tem que acontecer comigo? Sussurrei.
Ouço risos por detrais das árvores secas, risos grossos, de meninos. Corro mas para dentro do lago onde esta, mas escuro e, mas frio.
-Por favor, deixem minhas roupas e vão embora. Gritei, mas ninguém me respondeu.
Passou uns cinco minutos, e a água congelava cada vez mais. Eu já não estava agüentando o frio, quando corri para a beira e me escondi atrás de uma arvore, cobrindo minhas partes intimas. Ouço novamente os risos, um pouco mais perto.
-Por favor. Implorei. –Estou morrendo de frio, deixem minhas roupas, por favor.
-Está morrendo de frio mocinha? Então chegue mais perto, que daremos suas roupas. Falou uma voz estranha do fundo de uma árvore velha. Comecei a chorar.
-Não!Eu prefiro morrer de frio a deixar meninos safados verem minhas partes! Gritei cada vez mais irada.
-Então você não vem? Acho melhor eu ir ai então.
Comecei a soluçar e os passos chegavam cada vez, mas. Gritei por socorro e ninguém apareceu. Sinto uma mão fria tocando minhas costas, não consegui identificar, estava com os olhos embaçados do choro.
-Você quer sua roupa, então toma. Falou. Peguei minha calça e meu casaco jeans, mas rápido possível.
-Obrigado. Chorei. O garoto ainda continuava atrás de mim. –Porque você ainda esta aqui?
-Se você não se trocar na minha frente, eu grito e chamo todos para lhe ver.
-Não! Por favor, não.
-Ou é isso, ou eu que vou vesti-la. Sussurrou no meu ouvido, apertado meus ombros.
Começo a me trocar rapidamente, sem olhar para trás, com medo de quem fosse, poderia ser um maníaco que tinha pulado da cerca, ou então um engraçadinho querendo debochar do meu corpo magro e inocente.
-A deixe! Gritou Tonny descendo ladeira abaixo.
-Quem é você pra dizer o que fazer? Falou o garoto.
-Sou o homem que ira matar você se não deixá-la!
-Homem? Você ta, mas para uma marica.
Tonny saltou sobre o garoto, agora consegui vê-lo, era um garoto ruivo, com uma enorme cicatriz em seu braço, e que começara a socar Tonny com toda sua força.
-Tonny? Gritei.
-Corra, depressa! Tonny falou quase sem ar, por causa dos socos que o garoto ruivo havia dado nele.
Comecei a correr o mas rápido possível colocando a jaqueta sobre meus bustos, me escondi em uma caverna que nunca havia visto antes, e me vesti. Começo a ouvir passos ao lado da caverna poderia ser a coordenadora procurando por nós. Já havia-mos passado da hora da caçada.
-Catarinne, eu sei que você esta aqui. Saia meu docinho, será o melhor para você, ou a coisa vai piorar para o seu lado. Falou a voz do menino ruivo.
Comecei a soluçar, tapei a boca rapidamente para que ele não ouvisse. Der repente, algo me agarra por trás, tento gritar, mas minha boca é tapada rapidamente, olho para ver quem era.
Tonny.
Comecei a chorar em seus braços, sem querer mordi sua mão, e ele faz uma careta de dor.
-Você está bem? Pergunta.
-Não. E encosto minha cabeça sobre seu peito quente, ele começa a alisar minha cabeça, não sei o que aconteceu, mas peguei no sono.
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