Depois que acordei, fiquei me perguntando, porque isso ta acontecendo? Meu segundo dia no acampamento e coisas horríveis aconteceram... Tenho medo de que isso tudo piore. Madrugada, hora de todos estarem na cama, eu não conseguia dormir, estava sem sono, pois dormi a tarde toda. Decidi ficar sentada fora da cabana tomando ar fresco, olho para todos os lados para ver se não tem ninguém, apenas a vigia, que se senta do meu lado e começa a conversar comigo.

-Já está quase amanhecendo, acho melhor você ir pra sua cama. –Falou.

Balancei a cabeça, e sem nenhuma objeção fui para minha cama tirar um cochilo.

-Catarinne, acorda! –Falou alguém me balançando. –Acorda!

-O que foi? Resmunguei.

-Já está quase na hora do almoço, pensei que você estava morta. Falou uma menina de cabelos castanhos encaracolados e olhos azuis cor de piscina.

-Eu não estou com fome. Falei baixinho, colocando o travesseiro sobre a cabeça.

-Mas estão lhe procurando na cantina, tal de Danilo. Ela falou sorrindo.

-Danilo? Oh céus, aconteceu alguma coisa com ele? Saltei da cama, pegando minha bota suja de lama.

-Não sei. Ela falou me puxando pelo braço me levando até ele.

Chegando à cantina, todos estão olhando para mim, acho que é porque eu ainda estou de pijama, mas isso não importa, corro até Danilo e o abraço forte.

-O que aconteceu Danilo? Falei desesperada.

-Bom, é que... Eu soube que os meninos do grupo C queriam... Bom, você sabe. Ele falou meio triste.

-Ah, era isso? Abracei Danilo, mas uma vez. –Não se preocupem, eles não fizeram nada de mal a mim.

-Sério mesmo? Ele falou aliviado.

-Sim, é sério. Sorri.

Quando eu olho bem para a cantina, percebo que só há fogões a lenha, e algumas mesas, sem comidas. Acho que esse ano eles estão pegando leve com agente, pois ano passado não havia essa de mesas ou fogões a lenha, nós mesmos que tínhamos que acender uma fogueira, ou comer ao cru.

-O que você trouxe para almoçar? Falou Danilo olhando para minhas mãos vazias.

-Nada, eu nem fui a caçada hoje de manhã. Falei com a mão no estomago.

-Nossa você deve está morrendo de fome. Ele falou sussurrando.

-Nem to. Falei olhando para uma mancha de sangue em sua jaqueta. –O que aconteceu? Apontei para a marca de sangue.

-Ah, isso? Bom, eu tentei ajudar uma garota que foi seqüestrada pelo grupo A. Ele falou olhando para a mancha.

-Oh, ela era de que grupo? Resmunguei.

-Do seu. Ele apontou para mim.

-Mas em falar no seu grupo, onde você estava o dia todo? Ele falou olhando seriamente para mim.

Dei uma gargalhada. –Não está na cara? Botei a mão nos quadris.

Ele sorriu. –Você nunca muda não é? E ele sai andando em direção a um dos fogões.

Quando eu perco Danilo de vista, saio correndo em direção a cabana, para me trocar e dou de cara com Tonny.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.