Notas iniciais
O capitulo dessa semana é pequeno. Mas terá boa repercussão. Espero que gostei e desculpem o traso. Por favor pessoal, comentem, nem que seja um ok.

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Alguns dias antes...

O frio cortava como uma faca. O gelo havia deixado uma crosta sobre a neve. Mas Tryndamare não se importou com isso.

– PROTEÇÃOOOOO!! – Rugiu ele

Muitas das lanças e pedregulhos voaram em sua direção enterrarem-se inofensivamente na neve, sob a luz do amanhecer. Uma flecha atingiu o escudo do homem ao seu lado que segurava por cima da cabeça. Mas nem todas tiveram a mesma sorte. Alguns homens atrás dele soltaram gritos desesperados e caíram na neve inertes.

– EM FORMAÇÃO! – Rosnou ele – MANTENHAM A FORMAÇÃO!

Tryndamare abriu caminho por entre os soldados.

– As espadas! – Berrou

Ouviu-se um som estridente das lâminas sendo desembainhadas. Tryndamare virou-se e encaminhou apressadamente para a linha de frente. Um dos homens estava fora de posição ele agarrou-o pelo cinto jogando-o para ao chão.

– Senhor?

– Em formação soldado! – Rosnou ele – Vá para sua posição!

Na frente do batalhão uma lança passou tão perto que ele sentiu a lufada de ar na sua face. Praguejou e continuou a avançar. Até que tivesse toda a visão. Foi então que ele viu seus inimigos. Não eram humanos...

Trolls criaturas corpulentas, musculosas, tinham longos braços cobertos por um imundo e grosseiro pelo. Os ombros dos Trolls eram puro músculo, a estrutura da parte superior do corpo era semelhante à de um gorila, mas era maior do que qualquer primata. Suas presas se projetavam para fora da boca, eram curvas e hediondamente afiadas. Estavam munidos de porretes, martelos de guerra, machados de lâmina dupla. Tryndamare enfrentara tais feras antes, várias vezes, em suas andanças. Mas algo estava errado. Eles pareciam evitar estas regiões mais populosas onde era massiva a presença de pessoas armadas. Mas agora, eles estão por toda a parte ao longo das montanhas, das florestas e dos prados. Pareciam estar organizados. Nunca tinham demonstrado coordenação nem iniciativa tão precisa, mas então começaram a atacar as fronteiras em grupos grandes e organizados. Alguém parecia comandá-los, mas quem? Eles tinha dominado as fronteiras mais ao norte e liquidado um posto avançado dos Avarosianos. Agora Tryndamare reuniu um batalhão pessoalmente sobre suas ordens para liquidar com os trolls e recuperar a fronteira perdida.

Do outro lado, um grupo de vinte trolls rasgaram o ar frio com seus gritos roucos desafiando a coragem dos avarosianos. O grupo inteiro atacou com gritos selvagens. Tryndamare mal continha o braço trêmulo de empolgação e em seus lábios se esticaram em um sorriso.

– Sigam minha espada!

Um rugido foi emitido pelo grupo de homens e Trolls que corriam para a batalha. Tryndamare tomou a frente e pulou em direção ao combate, mergulhando em meio ao grupo de trolls.

Como era de se esperar os trolls não tinham técnicas, mas lutavam com ferocidade no campo de batalha. Nenhum humano poderia ser imprudente, pois qualquer movimento descuidado podia ser aniquilado pelos poderosos golpes. Nesse ponto, escudos tornaram-se quase inviáveis. O líder dos trolls — que media quase três metros — Bradrog apoderou-se de seu martelo de guerra e com uma força surpreendente, abateu um soldado que foi jogado alguns metros de distância. Tal ato tomou a coragem de alguns homens, eles fraquejariam se não tivessem visto algo.

De relance, um soldado viu Tryndamare com um rosto desfigurado de fúria decapitando um troll com um golpe poderoso. Mas ele percebeu que sua distração foi um erro terrível, um troll agarrou-lhe pela frente o levando ao chão. Ele podia sentir a respiração quente da criatura, e um cheiro podridão vindo de sua boca. Suas fileiras de dentes afiados, amareladas e manchadas de sangue. Foi então que uma lâmina partiu em dois o crânio do monstro. Então ele viu, o rei golpeando com sua espada raivosamente, cortando as feras com assombrosa facilidade. Mas algo o espantou, Tryndamare estava rindo enquanto era banhando pelo sangue, ele ria brandindo sua espada com fúria. Até o troll mais corpulento e violento acovardou-se perante a ferocidade dele. Logo a neve em sua volta não era alva, mas um rio vermelho de sangue. Aquilo não era uma luta... era um massacre.

A batalha prosseguiu por algum tempo, até que Bradrog, fugiu com outros dois trolls restantes.

– Não deixem que fujam! — Gritou um soldado

– NÃO! – rosnou Tryndamare — A luta já terminou.

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Ofegante se levantou. Com esforço tentou se acalmar, todo aquele sangue e matança despertaram sua fúria. Uma fúria que tentava apaziguar. Era uma faceta que não desejaria mais em sua vida. Antigamente ele entregou-se à sua ira. Seu sangue fervia e sua raiva consumia sua alma. Alimentado por sua fúria e raiva desenfreadas, Tryndamere cortava seu caminho através das tundras, aperfeiçoando a arte do combate ao desafiar os maiores guerreiros de Freljord. Mas seus passos de sangue lhe levaram até Ashe. Com o tempo, seu amor por ela, deu a ele a força do auto-controle. Jurou por seu amor que faria de tudo para controlar e fazer de Freljord um lugar melhor. Ele respirou fundo e cerrou o punho para dissipar a fúria que restava.

– A luta já acabou. A fronteira é nossa novamente.

O soldado assentiu. Um outro soldado se apresentou.

– Docba do décimo sétimo Batalho se apresentando, majestade!

– Reporte – Ordenou Tryndamare

– Senhor, quinze baixas senhor.

– Feridos?

– cinco senhor, dois em estados graves senhor.

– Prepare uma carta de honra e limpe os corpos, é o mínio que podemos fazer pelos familiares.

– Quanto aos corpos dos trolls majestade?

– Queime.

Ele assentiu

– Majestade chegou uma mensagem para a rainha e para o rei.

– Mensagem?

O homem entregou ao rei uma carta e um pacote. Tryndamare analisou por um tempo. Retirou a carta e leu. Suas feições tornaram-se densas, e rugas se formaram em sua testa a medida que prosseguia com a leitura. Ele arrancou o embrulho do pacote e um chifre de gelo verdadeiro, o chifre símbolo da liderança de Sejuani.

– Sua majestade, algum problema?

Tryndamare olhou firme para o soldado

– Quem entregou isso?

– Foi mandado por um homem grande, ele disse que se chamava Hostafar. Vestia uma armadura do clã da garra do inverno e disse que vinha em paz. Que precisava entregar essa mensagem e pacote para o rei ou rainha dos avarosianos.

– Eu irei voltar a Relkstake imediatamente. Faça o que eu mandei!

Com um aceno de cabeça o soldado se retirou. Tryndamare repassava os fatos.

– O chifre de gelo eterno do capacete de Sejuani e agora uma carta solicita uma reunião com os Avarosianos? — Ele repetia os fatos mentalmente como se isso ajudasse aos tornarem mais claros — Uma reunião entre os Avarosianos e os Garras do inverno, uma reunião entre Ashe e Sejuani?

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Os Praglacius. Oculta debaixo do inverno infindável, em um vale longo e profundo no abismo de sombras e trevas. Em sua volta, erguem-se as antigas paredes congeladas de uma Freljord esquecida. O que há muito tempo foi símbolo de um vasto e glorioso império, onde a luz era radiante e banhava nas paredes revelando a cidade em sua total plenitude e esplendor. Agora jaz em uma luz doente mostrando uma cidade perniciosa e império decadente.

Em seu auge, A antiga cidade dos Praglacius foi descrita como uma bela vista, com belos salões. Era uma cidade murada esculpida na rocha viva. Dentro dos muros, havia casas brancas e torres altas. Onde o sol lançava sua luz ao longo dos pátios e ruas, que refletidas, pareciam brilhar. Depois da grande guerra. Onde sua líder, Lissandra foi derrotada e os observadores foram banidos por Anivia. A luz que preenchia a cidade foi substituída pelas trevas e o antigo império sucumbiu ao esmo. Agora apenas suas antigas ruínas revelam o que um dia foi um império glorioso.

Bradrog. O troll que foi expulso das fronteiras alguns dias atrás por Tryndamare. Agora retornou até Lissandra para reportar sua derrota. Ele se curvou e apoiou um dos joelhos no chão. Não havia só respeito em sua foz, mas também temor.

– Me diga Bradrog, eu não te mandei para as fronteiras dos avarosianos. O que faz aqui? – Lissandra estava sentado em seu trono escuro. Ela estendeu o braço e formou uma energia em sua mão direita, distraindo-se com ele, o que causou um enorme desconforto no troll.

Bradrog engoliu seco e sua voz vacilou por um tempo. Lissandra poderia disparar sua potente magia a qualquer instante e reduzir o troll a um bloco de gelo.

– Eu...Eu falhei minha senhora. Os avarosianos nos expulsaram das fronteiras.

Lissandra o encarou com sangue nos olhos, mas logo depois se dissipou em um rosto sereno. A bruxa se levantou de seu trono e estendeu o braço, passando os dedos pela cabeça do troll com ternura. Ele engasgou, nervoso. Ela riu.

– Por mil anos eu fui banida de minha própria terra. Em meu exílio, meu ódio consumiu até as mais longínquas profundezas cavernosas. Em minha solidão o meu rancor me deu poder e tempo para pensar. Bradrog, sabe o que é ser exilada por mil anos?

Lissandra abriu a mão e soltou uma magia. A energia mágica explodiu contra o chão espelhado. O troll contorceu-se para recobrar a compostura. Ela repouso a mão sobre seu ombro

– É claro que não sabe. Eu quero uma Freljord unida e forte, Bradrog. Farei de tudo em meu alcance para dá aos freljordianos um lugar descente. Erguerei um império, onde o meu povo não irá mais sofrer com os invernos. Um império que se estenderá por toda Runeterra glorioso e belo. Eu darei fim as batalhas. Conquistarei Noxus e Demacia e os transformarei em uma só nação para terminar as guerras. Mas me diga, Bradrog, como farei isso com falhas?

A rainha cantarolava suavemente, e suas unhas duras arranhavam a pele do Bradrog.

— Você é um lobo em meio às ovelhas, Bradrog. Sua competência em batalha são, formidáveis. Foi Trundle que me indicou você. É certo que aqueles trolls não passavam de guerreiros inúteis. Fracotes. Peões que eu enviei para ver como você se saia. Mas mesmo assim você falhou miseravelmente.

Lissandra colocou a mão sobre a grande cabeça de Bradrog e para o desespero dele uma energia percorreu por seu corpo. Os seus músculos gritaram em agonia ao longo de sua face. A aflição revirou os seus olhos e tomou sua voz em um grito surdo. Seus pensamentos se apagaram quase perdendo a consciência enquanto a eletricidade navegava pelo seu rosto. Seu olho esquerdo se tornou tão alvo como neve. Foi então que percebeu, perdera a visão do olho esquerdo e no meio de seu rosto a marca de uma mão branca.

— Se falhar novamente, troll. Não será a visão a única coisa que perderá.

Bradrog começou a falar, mas logo se calou, sabendo que nada do que ele dissesse seria capaz de mudar. Em vez disso, ele simplesmente baixou a cabeça ao se retirar da sala do trono.

—Que maldade senhora. — Uma grande silhueta saiu da sombras. Trundle fez um pequeno gesto com a cabeça sorrindo como se apreciasse toda aquela cena — Sabia que com aqueles trolls ele não conseguiria resistir.

Lissandra sorriu

—Eu soube que Bradrog, não era de lealdade. Foi por isso que o mandei até as fronteiras dos avarosianos. Precisava de um motivo para castigá-lo, mostrar minha superioridade. O medo gera respeito, Trundle. Algumas lições só podem ser aprendidas com a dor.

Trundle riu.

— Trago noticias. Sejuani se juntou o clã escama do dragão, minha senhora. Helmgrim se aliou a Sejuani. O clã do inverno está mais forte. – informou ele

Lissandra não pareceu se abalar

— Eu ofereci uma aliança, mas ele negou. Então Helmgrim prefere Sejuani. Não importa, ele cairá assim como ela. Apenas preciso colocar Ashe contra Sejuani. Então atacaremos quando estiverem fracos da batalha

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— Um plano excelente. Creio que eu já tenha adiantado muita coisa dele. — Disse uma voz. Uma voz fria.

Lissandra virou-se em direção a voz. Um homem com feições angulares, roupa extravagante e cabelo perfeitamente cuidado. Saiu em meios as sombras. O humano estava parado a alguns metros dela. Tinha entrado no local sem nenhum som. Extraordinário.

— Meu nome é Vladimir. É um prazer conhecê-la. É tão bela e altiva quanto dizem — Sorriu ele educadamente — Peço perdão pela intromissão. Mas gostaria de fazer uma proposta irrecusável.

Lissandra ficou quieta um instante, analisando-o. Ela sorriu com ternura e em um gesto lançou lâminas de gelo. Os projeteis percorreram o trajeto até que atingissem Vladimir em vários pontos. Ele tombou inerte, caindo de peito no chão formando-se poças de sangue. Mas para surpresa de Lissandra e de Trundle o corpo do homem se desfez. se liquefazendo. Até virar uma grande poça de sangue. Não havia mais sinal de carne roupa ou qualquer outra coisa, apenas uma poça de sangue e permaneceu assim durante alguns segundos. Até que de dentro dela uma mão se ergueu para fora e logo o corpo a que ela pertencia. Vladimir saiu no meio do liquido com um sorriso inabalável.

— Interessante — Admirou Lissandra

— Veremos se vai virar poça com o meu porrete! — Rosnou Trundle

Vladimir não se abalou seu sorriso estava firme e sua expressão tranquila, como se debochasse do troll.

— Espere Trundle! — Ordenou ela e Trundle se deteve. — Não vai conseguir vencê-lo assim, não esse homem. Onde eu estava com a cabeça, isso não são modos de um anfitrião tratar uma visita. Diga-me, o que o traz aqui, Vladimir?

— Eu vim ajudar a conquistar Freljord, eu vim para oferecer...O trono de Gelo.

Notas finais
A proxima semana pretendo voltar com Ezreal e mostrar pq chamei essa fic de o trono de gelo.