O Troco
1 Capítulo Único
A menina de cabelos castanhos corria pelos corredores de Hogwarts. Seu belo rosto aristocrata estava manchado de lágrimas. Mais uma vez ele a magoou.
Era difícil de entender o "por que?". Claro que inteligencia nunca foi o seu forte, mesmo assim, ela era a menina que todos desejam. A sangue puro de família bem sucedida, a menina que todas as outras invejavam e queria copiar. Ainda assim, Draco teve a audácia de traí-la na frente de todo mundo.
Era o último ano em Hogwarts, ela e Draco estavam noivo. Obvio que não existiu um pedido de casamento formal, porém, isso é o sensato a se fazer. Pansy Parkinson, rica, bela, esnobe, sonserina. Draco Malfoy, rico, belo, esnobe, sonserina. O casamento entre eles dois era o que todos esperavam, principalmente seus pais.
Enquanto Pansy caminhava com passos apresados pelos corredores, enxugando rapidamente as lágrimas de seu rosto, tentando mantém ainda a posse de superioridade, as pessoas á olhavam e cochichavam. O constrangimento que ela sentia estava dando lugar a raiva. Moore, aquela magrela oxigenada, iria pagar caro por dá em cima do seu noivo.
Como eu já tinha dito lá em cima, inteligencia nunca foi o seu forte, porém Pansy não era tão burra ao ponto de crer que Draco era a "vítima" dessa história. Ela tinha consciência que foi o loiro que seduziu Moore, que foi o loiro que não teve o menor pudor ao agarrar a garota na festa de ontem á noite, deixando Pansy humilhada na frente de todo mundo. Mas ela preferia enganar a se mesma do que encara a realidade que Draco Malfoy nunca foi dela de verdade. Também não pense que Pansy é vítima dessa história porque ela não é. Ela não é uma garotinha boba e apaixonada que é traída. Não! Ela só insiste nessa relação destinada ao fracasso porque Draco tem status e ela que estar no topo sendo uma Malfoy. Na verdade ela nunca o amou, sempre foi por interesse.
Pansy ergueu a cabeça e continuou a caminhar olhando para frente. Ela não sabia para ondem estavam indo, apenas continuava a andar. Viu uma escada que dava para uma torre, não sabia que torre era essa, apenas subiu os degraus. Chegando lá em cima viu a sala em formato de uma esfera e uma varanda com uma bela vista. Ela encostou seu corpo na grade da varanda e começou a observar a paisagem.
Nunca tinha percebido como Hogwarts era lindo no outono, talvez pelo fato de só saber admirar sua própria imagem no espelho. Mas naquele dia, quando o sol ainda se preparava para se pôr, Pansy pela primeira fez sorriu ao admira uma coisa que estava além do seu mudinho limitado.
Minutos se passaram, e ela continuava ali parada, até que escutou passos atrás de se. Droga! Quem era o idiota que veio importuna-la?!
De todas as pessoas, ela nunca imaginava que ele estaria ali. Não fazia sentido ser logo ele. Alguém que ela nunca deu muita importância. Alguém que ela somente dirigia as palavras na hora de humilhar.
– Longbottom? — franziu a testa — O que está fazendo aqui?
Ele sentiu seu sangue gela, e o coração começar a bater de forma rápida. Apesar de ser da grifinória, nunca imaginou que teria coragem de vi atrás dela.
– Eu...- engoliu seco antes de continuar — eu vim ver se você está bem.
Pansy soltou uma risada para afirmação do rapaz. Não era uma risada de felicidade ou de "boas vindas", era uma risada de deboche.
– Sério Longbottom? Por que eu não estaria — ela continuava a rir.
– Por causa dos boatos da festa de ontem á noite.
O sorriso arrogante de Pansy vacila por um segundo, mas ela recupera a postura mediatamente.
– As pessoas daqui adoram uma fofoca, princialmente essas invejosas. Elas sabem que eu sou a mais bonita daqui, e por isso tenta me atingir com esses mexericos. Se era só isso que você queria saber, pode se retirar.
Ela volta a observar a paisagem, mas dessa vez na intenção de encerar o assunto. E para mais uma surpresa do dia, invés dele sair com Pansy pediu, Neville se aproxima e encosta-se na grade e começa a olhar para o horizonte junto com ela.
– A vista realmente é linda daqui de cima? — Neville diz tentando começa uma conversa agradável.
–É — foi a única coisa que ela disse depois de alguns segundos em silêncio.
Foi somente uma palavra, na verdade, uma letra, mas era um grande progresso para Pancy, que nunca teve uma conversa amigável com o garoto da grifinória.
Eles continuaram em silêncio, e analisando a situação, Pansy percebeu que não sabia nada sobre aquele garoto que veio ver se ela estava bem. Lembrou que tinha ouvido que ele namorava a Gina, ou será a Luna?
Ela desviu o olhar para ele, e começou a questionar qual seria o real motivo dele está ali perto dela, quase encostando seu braço no dele. Neville sentindo o olhar sobre se, também começou a encara-lá.
– Você namora a Luna Lunática? — perguntou de repente.
– N-não — respondeu tentando ignora a forma ofensiva que ela se referiu a sua amiga.
– A Weasley pobretona?
Neville volta a olhar o horizonte, e balança com a cabeça negativamente, mas ele não estava respondendo a pergunta. Ele estava reprovando o modo de Pansy referi a suas amigas.
– Você sempre tem que ser assim? — ele volta sua atenção para ela.
– Assim como? Só estou tentando puxa assunto — era difícil saber se ela estava sendo sincera ou cínica.
– Entendo. As vezes eu me pergunto: O que você viu nele? Porque estar com alguém que só te humilha? Mas vejo que o que dizem por ai é verdade. Vocês dois se merecem.
Neville se vira para ir embora, deixando Pansy pra trás de boca aberta. Ela nunca imaginou escuta uma coisa dessa, principalmente vinda de Neville. Não demorou muito para tomar uma atitude contra a isso. Nunca permitiria que alguém a desafiasse e virasse as costa logo em seguida sem uma devida resposta.
– Não finja que sabe de tudo, porque você não sabe — Neville volta a encará-la — Não finja que você me conhece, porque você não me conhece — ela caminha em direção a ele apontado-lhe o dedo — E nem tente me dá lição de moral que você não é ninguém para isso.
– Você tem razão! — a afirmação surpreendeu Pansy — Eu não sou ninguém para dá lição de moral a senhorita Parkinson. Só que você está errada em uma coisa. Eu lhe conheço!
A conversa estava tomando o rumo improvável, e pra falar a verdade, Pansy estava curiosa sobre isso
– Eu sei que sua flores preferida são rosas vermelhas — ele continuou — Sei que você gosta de morder os lábios pois sabe o quanto fica sexy ao fazer isso. Sei que gosta de enrola o cabelo com o dedo quando fica entediada. Sei que se recusa a parecer uma menina frágil na frente dos outros, e fingi que não gosta de romance, mas Romeu e Julieta e seu livro trouxa preferido.
Pansy estava totalmente perdida. Não sabia como ele á conhecia tanto.
– Eu vi você ler esse livro em baixo de uma árvore. Como também vi você sai correndo para que ninguém visse que você estava chorando, outra vez, por causa do Malfoy.
Pansy não sabia que resposta dar para aquelas afirmações. Estava odiando aquilo. Odiava ficar sem reação, com a guarda abaixada, e principalmente, odiava aquela sensação de "conforto" por saber que existe alguém que conheça tanto ela. Quer disser, nem seus pais sabiam que Romeu e Julieta era seu livro preferido, ou como ela ama rosas vermelhas.
– Desculpe-me. Eu realmente não devia ter vindo aqui.
Neville se prepara novamente pra ir embora, só que ao virar as costa ele sente alguém puxa seu sobretudo.
– Espere. Como sabe tanto sobre mim?
– Eu...eu a observo — confessou e sentiu seu rosto esquentar — Eu gosto de te observa.
Ele estava vermelho com um tomate, e o mais estranho é que Pansy achou fofo aquele jeitinhos envergonhada dele. Ela já saiu com alguns garotos antes do Draco, e nenhum deles ficavam vermelhos. Ela nunca iria dizer isso em voz alta, mas esse modo de Neville alternar entre iniciativa e timidez poderia ser bastante charmoso.
As bochechas de Neville ficaram ainda mais vermelhas quando Pansy abril um sorriso. Era difícil para ele saber o que aquela garota estava pensando. Parecia que ela sofria de transtorno bipolar, um segundos atrás estava gritando com ele, e agora está sorrindo. Podia ser um sorriso de deboche. Mas não parecia ser um sorriso de deboche.
– Você acha sexy quando eu mordo os lábios? — perguntou dengosa.
Aquilo realmente pegou Neville de surpresa.
– Sim — respondeu de uma vez para não perder a coragem.
Aquele era o momento certo. Draco a humilhou na frente de todos quando beijou aquela songamonga, e era a vez dela dá o troco. Claro que não seria um "troco" a altura, pois o que iria a acontecer ali, ficaria ali. Não seria na frente de todos, mas mesmo assim Pansy queria prova aquele gosto. Ela se aproximou como uma gata preste a pegar sua presa. Cruzou pulsos atrás da nunca de Neville, o puxando para perto. Ele por sua vez, ainda um pouco sem jeito, colocou as mãos, levemente, na cintura da garota.
– Então me beije — pediu.
Neville encostou seu nariz no dela, e seu coração estava disparado. Não dava para acredita no que estava preste acontecer. Ele encostou seus lábios no dela, e Pansy nunca imaginou que alguém poderia ter a proeza de transforma um selinho numa coisa prazerosa. Os beijos para ela, sempre foram pré-liminares do sexo, mas aquele era diferente. Apenas um selinho, um doce selinho. Contudo ela não se contentaria somente com aquilo, então abril a boca no pedido silencioso, que ele aprofundasse o beijo. E assim ele fez.
Nunca recebera um beijo tao carinhoso, calmo, e sem malicia. Um beijo onde a linguás dançavam, e não guerrilhavam. Depois de alguns segundos, Neville cerou o beijo com a certeza que aquela lembrança ficaria por muito tempo em sua mente. O silêncio voltou a reina no ambiente. Não sabiam o que dizer. Eles eram diferentes, de casas, pensamento, condutas diferentes.
– Longbottom — foi Pansy que quebrou o silêncio
– Sim — respondeu com a voz baixa
– O Sol já esta se pondo e eu preciso ir
– Sim — no momento era a única coisa que ele sabia dizer.
Ela saiu dos braços dele e desceu as escadas, porém no meio do caminho parou e levou a mão até seus lábios, relembrando o beijo de segundos atrás, e pela primeira vez a duvida caiu entre se. Será que, realmente, aquele beijo era somente uma pequena vingança?
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