O Trem da Solidão

1 Capítulo 1 - O Trem da Solidão


Notas iniciais
Boa leitura.

Pov Tiê

Entrei no banheiro e pude sentir o vapor do chuveiro de tanto tempo ligado, entrei na água morna e a deixei escorrer, era um dos melhores dias em Londres, para outros, eu preferia o inverno, mas tinha de ser este dia mesmo, lá tinha o Trem da Solidão, dera este nome por qualquer razão, eu comecei a cantarolar e depois de alguns minutos, eu estava com a toalha enrolada ao corpo, hoje era o dia de ir, hoje era o dia que eu sumiria, coloquei a velha roupa e um casaco cinza, penteei os cabelos pretos enrolados, eu estava para embarcar, minha hora estava chegando, peguei a mala preta e fui em direção a porta.

– Tchau, casinha. — Disse de cara feliz.

Fechei a velha porta, comecei a andar pelo caminho, em busca do meu trem, quando cheguei logo o avistei, demorou alguns minutos, mas lá estava ele. Velho e preto, nada de colorido, entrei e vi o motorista, um velho cobrador, dando lhe o dinheiro entrei no trem e me sentei, estava vazio, eu estava no Trem da Solidão, observava os lados e vi uma única senhora, idosa, com rugas por toda parte, cabelos brancos e não piscava nem uma vez, ela embarcará no Trem da Solidão, e eu também, eu observava o lado de fora, pude sentir o cheiro de perfume de velha, era aqueles perfumes estranhos, me pude apreciar, eu observava cada flor, cada abelha e cada nuvem, eu observava o mundo, eu observava o meu redor, eu estava quieta, em um canto, sozinha, sem ninguém, sem ninguém para amar, sem ninguém para ficar, eu estava triste, eu via meu amor do outro lado, eu via um homem, barba e olhos azuis, azuis tão claros que mais pareciam acinzentados, cabelos enrolados e castanhos , com pelos, de camisa desabotoada, eu via, o que eu via afinal? Eu via a solidão.Eu via a tal de solidão, eu estava chorando, mas baixo, meu coração pingava lágrimas vermelhas, era sangue? Talvez, mas precisava chorar quando se não tem ninguém para amar, talvez no lado de fora, alguém me seguia, mas eu sabia quem, era a solidão, aquele trem era o essencial para mim, mas eu via o retrato de paixão por fora, a velhinha ainda observava o chão, o trem continuava a andar, o motorista quieto como sempre e nunca estava a descansar, eu sai do trem da solidão, me despedindo da velhinha e do motorista e dando tchau a paixão.

"O amor começa quando uma pessoa se sente só e termina quando uma pessoa deseja estar só. "

Ela foi embora sem olhar pra trás, e talvez, sem amar nunca mais.

Notas finais
One - Shot, avisando ^^ Sim, tem continuação " Como se você terminou a fanfic, guria ? " Vocês terão que imaginar o final dessa fanfic, se ela encontrou aquela homem, se ele era namorado dela e virou ex mas eles voltaram, se ela viveu feliz pra sempre sem ele, se ela viveu feliz pra sempre com outro cara, se ela encontrou no caminho um cachorro e o deu o nome d Bob Marley ( Essa ideia é minha ), eu sei lá.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!