O Toque De Recolher
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Percy finalmente havia terminado de arrumar a casa de praia de seu padrasto, Paul Blofis, onde passará as férias de verão. De fato, passar as férias numa cabana velha, com o teto ameaçando cair em cima de sua cabeça e uma madeira que parecia ter mais de dois mil anos, não era uma ideia ideal de férias. Mas seus pais acharam que seria uma ótimo presente, já que Percy havia passando na faculdade de biologia marinha.
Afinal, o que seria melhor que ficar numa cabana perto do mar? Olha, muitas coisas. Mas, Percy admirava a tentativa dos pais em tentar dar um ótimo presente. Pelo menos, tinha um lado bom nisso tudo: privacidade. A palavra que Percy mais admirava e, que não tinha desde que... Nasceu. É ser filho de uma mãe coruja não é nada fácil.
A casa de praia de Paul fica no Queens, Nova York. É muito longe de Manhattan, onde Percy e sua família mora. A casa não era muito grande e, também não era das mais bonitas do Queens, mas dava para aguentar até o começo das aulas. O lado positivo é que tinha alimentos e móveis completo. O lado negativo é que tinha poeira pra todo lado que olhava, móveis, chão, tapete. Enfim, tudo.
Percy levou cerca de três horas para tirar a metade da sujeira da sala. O que, naquela cabana, já era considerado uma grande vitória.
Percy, literalmente, se jogou no sofá exausto, o que fez o sofá soltar uma grande nuvem de fumaça cinza. Quer uma dica? Nunca esqueça de limpar o sofá.
Percy tossiu e disse:
— Eu tenho que lembrar — tossiu novamente. — De limpar isso.
Ele se levantou com um pouco de dificuldade. Percy era muito alérgico a poeira, o que, automaticamente, o transforma alérgico a casa de praia. Entre espirros e tosses, Percy chegou a mala preta dele em cima da cama de Paul e, pegou o item mais importante para ele: a foto da irmã mais nova, Daisy.
Daisy, era a irmã mais nova de Percy e com certeza a pessoa mais importante da vida dele. Ela era parecida com a mãe, Sally, tem cabelos castanhos e cacheados. Tem 12 anos e adora ficar com o irmão. Segundo ela, Percy é o garoto sereia, pelo simples fato dele passar horas na água. É, irmãos são irmãos.
Percy queria que sua pequena irmã estivesse ali, uma empregada seria bem útil. A poeira de fato, estava o incomodando, mau conseguia respirar. Precisava de ar puro o mais rápido possível.
Chegando ao lado de fora da casa, Percy respirou bem fundo, afastando a poeira de seus pulmões. Sentiu a maresia e o vento do mar, aquilo fazia a viagem valer a pena.
Ele olhou ao seu redor, apenas para admirar a beleza do lugar. Era muito raro ter um lugar sem estradadas de cimento e prédios enormes, é bom respirar novos lugares diferentes. Trazia uma certa tranquilidade para ele.
No seu lado direito, tinha uma grande colina cheia de árvores e arbustos. Percy lembrou do que Paul disse sobre essa colina uma vez, quando ele estava impondo as regras da cabana — que claro, não serão compridas. Paul dissera que essa colina era proibida para Percy e que era muito perigoso para crianças.
— Para crianças — murmurou. — Não para homens — deu um de seus famosos sorrisos e adentrou mata a fora.
Não se sabe o que levou essa pequena criança, há fazer essa besteira. Talvez para mostrar a si próprio que era homem o suficiente ou, (provavelmente) ele não possuía um cérebro.
Há poucos minutos, Percy começou a se arrepender de entrar nessa mata. A mata era infestada de insetos e o caminho era, realmente, muito difícil. Claro, que a curiosidade era mais forte que a consciência. Percy não parava de pensar o que poderia ter no topo, talvez um lugar mágico, quem sabe uma entrada secreta para Hogwarts. Ou nada, apenas mais um lugar alto para admirar a vista.
Depois de vários tombos e tropeços, Percy, finalmente chegou ao topo da colina. É claro que não tinha nenhuma passagem para Hogwarts, o que o deixou um poucos decepcionado. Mas a vista não era de se jogar fora. Era um penhasco, afinal das contas, não era grande coisa. Mas podia ficar ali, descansado e tomando fôlego para voltar. Nota-se que ele não é muito bom em esportes.
Ele sentou na beirado do penhasco, o que deixaria sua mãe muito brava. Mas, tudo o que o moreno queria era sentir a adrenalina e a liberdade que sempre quis... Que sempre sonhou. Ao contrário de algumas pessoas, Percy , pela primeira vez, se sentiu orgulhoso de si mesmo. Tinha conseguido subir essa colina enfestada de inseto e estava a ponto de cair de um penhasco.
Aposto que sua mãe ficaria muito orgulhosa.
Ele ficou mais alguns minutos observando as gaivotas mergulhando no mar, há procura de seu alimento. Apenas curtindo a tranquilidade. Pena que acabou assim que, ouviu passos atrás. Poderia ser apenas garotas perdidas, mas não, se tratava de coisa muito mais séria que isso.
Rapidamente, Percy, se levantou e ficou cara a cara com as garotas. A princípio não notou nada de diferente nas garotas, além de terem uma beleza incrivelmente fantástica. Percy nunca viu meninas tão bonitas quanto elas, até Megan Fox não chegava a seus pés.
Percy estava muito ocupado babando que não ousou falar nenhuma palavra.
— Veja o que temos aqui — disse a garota de cabelo castanho. — Ele até que é bem bonitinho.
Se Percy estava babando, agora já deveria ter criando o maior rio do mundo. O rio Amazonas perderia de goleada para ele.
— Que olhos lindos — comentou a segunda. Que mais parecia uma prostituta do que uma garota normal.
As duas se entreolharam sorrindo, como se estivesse planejando alguma coisa.
— Sabia que verde é minha cor favorita? — abaixou para pegar um objeto qualquer no chão, mostrando os seios com seu decote.
Infelizmente, homem é tudo igual. Nessa altura, Percy nem se lembrava do próprio nome ou qualquer coisa banal existente em sua cabeça. A única coisa que conseguia pensar era nas garotas.
A primeira garota olhou a sua amiga, como se pedisse permissão para alguma coisa. A segunda apenas assentiu em aprovação.
A primeira garota olhou fixamente para Percy, como se o avaliasse antes de fazer qualquer movimento. Se num momento a garota estava bonita, a situação mudou.
A garota simplesmente se transformou. Agora possuía dentes afiados, como de vampiros e olhos vermelhos penetrante. Percy, deu um passo para trás, fazendo um pequena pedra cair do penhasco. A única coisa que consegui fazer foi se lamentar por não ter ouvido seu padrasto.
— Calma, filho de Poseidon — A vampira caminhava lentamente em sua direção. — Não vamos te machucar. Só queremos brincar um pouquinho, certo?
E mais uma vez naquele dia, Percy Jackson estava encantado de novo nas empousais , caindo direitinho na sua armadilha certeira. Seu corpo parecia que não reagia, como se estivesse numa espécie de transe.
A empousa estava preste a cravar seus lindos dentinhos no pescoço do moreno, se a voz de um completo desconhecido não escoasse na cabeça de Percy, o fazendo voltar ao mundo real.
A voz era calma e séria, como de seu padrasto. A voz dizia: “ Não a ouça, Percy, elas querem te enganar. Se quer viver, pule do penhasco. A água é a única opção para você viver. Pule.”
Ele não sabia qual era a resposta para seu problema. Fica e seja comido pela vampiras ou pule pro leito de sua morte. Qual seria o melhor? Ou melhor. Qual, supostamente, não acabava em morte?
Percy olhou para o penhasco e analisou o altura e o impacto da queda. Como ele gostaria de ter prestado atenção nas aulas de física. Acho que o caso é como prestar atenção, a professora era repugnante. Na verdade ela era gorda, feita e muito chata. Típica professora de Física.
— Chega de brincar, garotinho — disse a empousa. — Vamos ao que interessa.
A empousa partiu para cima do moreno, como um jacaré abocanha sua presa. O susto fez com que, Percy caísse do penhasco de costa, já estava imaginando a dor do impacto e, simplesmente ela não veio. Foi como se estivesse caído no colchão mais macio do mundo.
Ele estava afundando rapidamente e estava perdendo a consciência. A única coisa que viu foi a água, cada vez mais, escurecer.

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