O Tempo Dirá

30 Paciência é uma virtude


Notas iniciais
Cheguei amores mios *O* Desculpem o atraso. Infelizmente eu estou sem tempo para muitas coisas. Para não pesar na nota, eu fiz um Jornal no site ANIMESPIRIT {SocialSpirit} auto-explicativo para isso. Mas aviso desde de já que a fanfic entrou oficialmente em HIATUS. Sinto, mas não consigo mais ser pontual, nem mensalmente e nem qualquer outra coisa. Os capítulos serão postados quando puderem ser, desculpem por isso. Para ler o jornal, eu deixei o link nas Notas finais. Antes de lerem, agradeço a todos os comentários! Amo ler cada um deles! Realmente adoro!! Seu lindos

CAPITULO 30 — Paciência é uma virtude

O relógio soava meio dia quando um senhor de madeixas loiras com vários fios brancos, e um estranho tampão no olho direito, desceu de seu luxuoso carro em frente à porta de entrada da Mansão Wayne; vestido com um sobretudo marrom e um chapéu de mesma cor, subiu os degraus da entrada sendo recebido por Alfred.

O mordomo o guiou até o escritório de Bruce onde Dick Grayson o aguardava encostado na mesa de mogno no fundo da sala. Alfred os deixou a sós deixando a porta semi aberta.

— A que devo a visita, Senhor... — alongou Richard esquecendo-se brevemente do nome de sua visita.

—Wilson. Slade Wilson. Instrutor Militar integrado recentemente nas industrias Wayne como auxiliar de pesquisas. — afirmou o homem robusto fazendo Richard dar um sobressalto. Slade, seria o mesmo Slade que o ameaçou naquela festa?

Dick o fitou por um tempo num olhar analítico, isso incomodou Slade, mas não evitou de colocar um sorriso sarcástico no rosto:

—O que tanto olha, meu jovem? Se quiser ficar em forma assim, sugiro que se aliste no exercito. Posso fazer um bom trabalho com você. — provocou o homem zombando da massa do rapaz extremamente minúscula se comparada com Slade; podendo muito bem ser chamado de marombado.

Richard rolou os olhos:

—Não é isso. Seu nome só me é familiar. — cuspiu cruzando os braços na altura do peitoral. Wilson riu, e muito.

—Naturalmente. Sou um soldado experiente. Anos de combate e vitórias. Não é para pouco que já tenha ouvido falar de mim. — cutucou mais uma vez Slade. Não podia negar, ele estava se divertindo com aquilo.

—Não é pra menos, com esse monte de fios brancos na cabeça. — murmurou o rapaz pigarreando logo em seguida: — Bom, se está procurando por Bruce receio que terá de voltar outro dia, ou marcar uma reunião pela empresa. Ele saiu à negócios. — explicou.

—Posso saber para onde? — insistiu Slade fazendo Richard arquear a sobrancelha.

—Ele somente não está. Caia fora. — avisou um rapaz de baixa estatura do lado de fora da sala. Como estava de passagem, Wilson não pode vê-lo, mas Dick viu e muito bem.

—Quem era? — perguntou curioso.

—O Damian. — suspirou cansado: — mas como ele mesmo disse, Ele não está. Sugiro que volte em outra hora. — Dick descruzou os braços.

—Pois bem, meu jovem. — Assim o homem se retirou sendo guiado por Alfred que estava a sua espera no corredor.

Richard arfou. Era a primeira vez que deixavam alguém entrar na mansão quando o assunto a se tratar era com Bruce e o mesmo não estava; conversaria bem com a segurança na entrada mais tarde.

Saiu do escritório lentamente parando ao lado de Damian que o fitava de soslaio.

—O que foi, Damian? — perguntou.

—Eu que o digo, Grayson. — resmungou: — Quem era o velhote? — interessou-se o rapazinho. Não parecia ter mais de 8 ou nove anos, mas a arrogância não se equiparava ao pequeno corpo.

—Slade Wilson. Instrutor militar ou auxiliar de pesquisas. Acho que os dois. — respondeu desinteressado.

—Vou pesquisar sobre ele. — afirmou Damian: — Mantenha a boca fechada, Grayson. Não saia dando informações desnecessárias. — assim ele começou a se afastar.

—Claro, claro. — respondeu antes de sobressaltar-se: — Ei, espere ai. — gritou, mas Damian não estava mais lá. Suspirou: — Não acredito que acabei de levar sermão de um pirralho. — praguejou-se.

Começou a andar para fora do corredor parando em frente a um dos quartos da casa. Fitou-o.

—Falando em pirralho. — resmungou seriamente. Jason não saia daquele quarto por nada. Desde que fora adotado pelo Bruce, ele somente se trancava, evitando contato com o resto da familia; sendo ele e Damian.

Bateu na porta duas vezes. Ouviu somente um "entre" antes de abrir a porta.

O quarto estava uma zona. Talvez não tanto quanto o quarto de Garfield, mas o suficiente para ele se sentir incomodado. Jason estava deitado na cama com fones de ouvido. O som estava alto, mas ainda sim não conseguiu identificar o estilo.

Aproximou-se do rapaz sentando-se na beirada da cama. Jason se levantou retirando os fones, agora sim Dick ouviu; era Rock.

—Como está? — perguntou Dick: — Não sai mais desse quarto. — comentou tirando uma arfada pesada do loirinho.

—To bem — disse Jason: — Só não me acostumei a tudo isso. Uma família, empregados, Batman. — sua voz soava pesada, como se tudo aquilo pendesse seu corpo como uma punição.

—Pensei que ficasse feliz em poder ter algum lugar para voltar que não fosse o Orfanato. — Dick fitava a porta. Não achava junto encarar o rapaz, quando o mesmo sequer o fazia.

—O orfanato não é tão ruim assim. Você só não sabe disso. — comentou desligando, por fim, o som.

—Eu já morei em um orfanato. — disse Dick: —Não fiquei tanto tempo quanto você deve ter ficado, já que Bruce logo que adotou. Mas, para mim, foram os piores dias da minha vida. — ele não fraquejava na voz. Ainda que isso lhe trouxesse lembranças de seus pais, já aprendera a superar.

—Você não é o filho do Bruce? — perguntou surpreso. Dick riu.

—Não, esse é o Damian. Eu sou o adotado. — corrigiu-o. Jason sorriu envergonhado.

—Por isso ele é arrogante. — zombou olhando, finalmente, para Dick.

—Não é bem por esse motivo, mas vou relevar. — Dick colocou a mão em um dos ombros de Jason: — Por que não descemos? Alfred está preocupado com você.

—Desculpe — retirando o braço de Dick, Jason inspirou fundo: — antes de poder encará-los, gostaria de pedir uma coisa a você.

Dick arqueou a sobrancelha:

—Se não for algo absurdo.

Jason sorriu negando.

—Eu queria que me treinasse. — disse por fim. Dick desviou o olhar.

—Se sua intenção é ser parceiro do Batman, creio que será meio difícil. — comentou, desta vez bem mais sério do que antes.

—Não. Só quero treinar mesmo. Além do mais, sei que você é o Robin, e o Damian... Bom... — Ele se embolou um pouco.

—Damian é um gênio, sim, mas muito novo. — terminou por ele: — Bruce vai te treinar, e eu ajudarei no que puder. — assim Dick se levantou e caminhou até a porta.

—Obrigado.

—Sobre o manto — começou: —, não se preocupe que logo ele irá vagar. — comentou sem olhá-lo nos olhos.

—Como assim? — perguntou surpreso.

—Desça para almoçar. — ignorando sua pergunta, Dick sai de seu quarto deixando Jason absorto em sua curiosidade.

Richard entrou em seu quarto com um suspiro pesado. Estava ainda tudo escuro. Não abriu a janela, e a algum tempo tem pedido para não entrarem no seu quarto. Não sabia ao certo se ele estava querendo privacidade ou — somente — distancia de todos eles.

Fazia um tempo que já se irritava com Bruce. Ele já imaginava como iria lidar com isso, mas a resposta que ele achou era radical demais.

Ele se virou para a cama e viu uma silueta no escuro. Instantaneamente pensou em Kory abrindo um sorriso.

—Assim você me assusta, Kory. — afirmou ele: — Tem de tomar cuidado, nem todos sabem que minha namorada é tamaraneana.

—Kory?

Dick arregalou os olhos acendendo a luz. Quase caiu para trás; semicerrou seus olhos irritado:

—Koma.

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A escola estava bem movimentada. Por ser intervalo, vários alunos se encontravam na parte de dentro da escola. Ainda que tivesse nevando bem pouco — no resto de inverno que ainda se estendia —, o frio ainda era forte o suficiente para amontoar todos dentro da escola.

O grupinho estava reunido no mesmo lugar ignorando totalmente o frio. O único que faltava era Dick, mas o mesmo estava na casa a pedido de Bruce que sairá a negócios. Pelo visto, precisava dele para cuidar de Damian e Jason.

Gar e Rae conversavam sobre algum assunto que não era ouvido por Tara, mas pelos sorrisos e piadas ela pensou na possibilidade da revelação ter sido um sucesso e Rachel ter aceitado bem. Kory conversava com Lucky e, vez ou outra, bronqueava Tara por não prestar atenção na conversa delas.

Assim que Garfield se levantou para fazer sabe-se lá o que, Tara foi atrás. Precisava saber. Segurou em seu braço fazendo olhá-la curioso.

—Aconteceu algo, Tara? — perguntou preocupado. Ela somente negou.

—Como foi a conversa com a Rae?

Garfield arqueou a sobrancelha.

—Que conversa? — insistiu curioso. Tara se assustou:

—A conversa. Sobre contar que você sabe que a Rachel é a Ravena. — continuou a menina na esperança de lavar logo a mente dele e receber sua resposta.

—A Rachel não é a Ravena, Tara. Da onde você tirou isso? — o mundo de Tara rodou: — Eu sei que as duas são bem frias, mas eu sei a diferença. Acho que você esta se confundindo. — Colocando uma das mãos no ombro dela ele lhe sorriu.

Tara não podia acreditar no que ouviu. Foi ele quem disse isso a ela, e não o contrário. Por que ele não se lembrava? Ela retirou seu braço de perto dela e se afastou, ignorando-o enquanto a chamava.

Olhou odiosamente para Rachel aproximando-se dela.

—Rachel — chamou ela fazendo a mesma levantar o olhar de seu livro: —, vamos no banheiro comigo? — pediu. Rachel suspirou, mas aceitou e foram juntas até o toalete.

Antes de entrarem, ela a para com um olhar odioso. A azulada se assustou, mesmo sem demonstrar.

—O que você fez com o Garfield? — trovejou irritada.

—Como assim? Não fiz nada com ele. — defendeu-se.

—Fez sim. Apagou as memórias dele. — ao dizer isso Rachel arregalou os olhos: — Eu sei que você é uma empata. Sei que está dentro dos Jovens Titãs, e sei também que o Garfield foi conversar ontem com você sobre ele saber sua identidade. Agora me diz, porque ele não se lembra de nada disso? — gritou odiosamente Tara deixando Rachel muda.

Em momento algum, a azulada pensou que a Markov soubesse seu segredo, ou o de Garfield, o que realmente complica sua vida.

—Fique de boca calada. Você não me conhece. Não sabe o que posso fazer e, se sabe mesmo quem eu sou, para o seu bem, é melhor fingir que não sabe. — ameaçou Rachel apertando os olhos.

—Não tenho medo de você. — respondeu Tara.

—Deveria. — os olhos de Rachel ficaram negros fazendo a Markov recuar dois passos antes de sorrir.

Seus olhos ficaram amarelados fazendo tudo tremer. Os armários batiam-se um no outro, o pilar ao lado delas rachava e o chão se balançava fortemente aos pés de Rachel que arregalou os olhos horrorizada. Tara parou voltando ao normal.

—Você...

—Tenho poderes também. E para o seu bem, minha cara, eu não me irritaria. — Tara virou a mesa, ameaçando-a com as mesmas palavras.

Ficaram quietas por alguns segundos antes da loira continuar a falar:

—Você não merece o amor da Garfield. — disse: — Ele é um rapaz amoroso, que morreria por você, que daria tudo para ver seu sorriso. E você, sem piedade, arranca suas memórias. Isso é desumano...

—Essa é a questão — interrompeu Rachel: — Não sou humana.

—E nem confiável. — emendou Tara ainda alterada.

—Fala de mim, mas você é uma pessoa totalmente não confiável. Uma pessoa de má índole. — comentou Rachel. Tara riu abafado.

—É o que sua empatia diz?

—Não, minha intuição.

Elas aquietaram-se. Não tinham mais o que dizer. Tara resfolegava forte retornando ao estado normal; amenizou sua irritação.

Garfield virou o corredor vendo as duas paradas de frente uma para a outra.

—Vocês estão bem? — gritou ele fazendo-as sobressaltarem-se.

—Claro, porque não estaríamos? — perguntou Tara.

—Teve um leve tremor aqui na escola. Acho que vão nos dispensar. Teve rachaduras por toda a escola. — comentou preocupado.

Rachel olhou de soslaio para Tara que desviou o olhar culpada. Garfield fitou as duas curioso.

—O que estavam fazendo aqui? — totalmente desconfiado, o Logan aproximou-se.

—Somente conversávamos. — respondeu Rachel tranquilamente.

Garfield arqueou a sobrancelha, mas deu de ombros como se dissesse um "Não acredito, mas ok".

—Vamos para frente da escola. Caso nos dispensem é melhor estarmos todos perto. — Afirmou ele.

Rachel assentiu e caminhou a frente dele visivelmente irritada. Tara também passou a seu lado, mas seu braço foi segurado.

—Eu sei que foi você. — comentou o rapaz vendo o olhar da menina desviar-se culpada. Ele suspirou: — Tente se controlar, por favor. — pediu aproximando sua boca do ouvido de Tara. A mesma se arrepiou: — Eu não esqueci de nada.

Assim ele sai deixando Tara paralisada no lugar.

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— Por que você terminou com a Jinx? — esbravejou Karen irritadiça na sala de seu apartamento. Wally somente encarava o teto esparramado em seu sofá.

— Não preciso lhe dizer isso. — cuspiu odiosamente o rapaz sem olhar Karen.

— Precisa sim. Poxa, você falava que estava apaixonado por ela, que pedi-la em namoro foi a coisa mais certa que já vez em toda a sua vida, e chega pra mim e diz que se separaram? — comentou ainda inconformada.

Sem explicações ou sequer um chilique de Lucky, ela não soube de nada sobre isso, nem no dia que aconteceu, e nem na manhã desse.

— Ai eu vi que era um erro e me separei. Somente isso. — resmungou irritado: — Você não tem nada a ver com isso. — Karen suspirou saindo a passos fortes da sala.

— Eu vou voltar pra faculdade. Tranque tudo quando sair. Estou farta de tentar entender sua cabeça. — e saiu, deixando o rapaz absorto em pensamentos.

Suspirando fundo, ele se levantou retirando seu colar do bolso, junto com o par de Jinx. Apertou os olhos nas iniciais antes de abrir um sorriso um tanto estranho.

— Que a missão comece.

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—Realmente nos liberaram mais cedo. — comentou Kory, na rua de casa, para Tara.

— Também, um quase terremoto. — disse Tara com certa amargura na voz, uma vez que foi culpa dela aquele mini terremoto.

— Né. — exclamou a Anders: — Bom, pelo menos to em casa mais cedo e posso arrumar um pouco, está uma zona. — em frente a sua casa, Kory lhe dá um aceno e entra na casa enquanto Tara continua seu caminho.

Kory larga sua bolsa em um canto qualquer entrando diretamente na cozinha. Pegou um pouco de comida para espantar sua fome.

Sentou-se na mesa com uma tigela — com uma comida não identificável — e pôs-se a comer gostosamente.

Não se demorou muito e começou a arrumar a casa. Realmente estava tudo fora do lugar, mas nada do que um pouco de trabalho braçal não resolvesse.

Faltavam algumas horas até Ryan chegar da escola, então ela teria tempo de sobra para arrumar e descansar um pouco. Subiu para seu quarto a fim de trocar de roupa para lavar o banheiro e achou em cima de sua cama um lindo buque de rosas com um cartão entre elas.

Sorridente, Kory foi até a cama pegando o bilhete com seus dentes a mostra; não precisava ler para saber de quem era, entretanto, queria saber a ocasião.

"Algumas rosas para completar sua beleza. Dick"

Ela suspirou sentando-se na cama pegando o buque. As rosas cheiravam bem, e estranhamente o perfume do rapaz estava nelas; não soube se era sua imaginação, mas aquele cheiro a deixava meio tonta.

Ela revirou os olhos caindo ao chão duro da cama desmaiada, inerte.

Uma figura estranha passou pela sua janela escancarada. Pousando no chão ao seu lado olhou ao redor curiosa; remexeu em algumas coisas da garota, desde as gavetas da bancada até o guarda roupa.

Mexeu em sua roupa tamaraniana achando o que tanto procurava. Aquela forma redonda amarela tão familiar para o grupo.

Se virando tristonha, a figura mordeu o lábio.

—Desculpe.

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Kory se levantou vagarosamente do chão colocando uma de suas mãos na cabeça. Ela latejava forte como várias marteladas pesarosas em seu cérebro.

Ficou de pé fitando a cama onde deveriam estar as rosas. Estava vazia e estranhamente arrumada. Deu de ombros, talvez tivesse imaginado coisas.

A porta da frente bateu e Ryan se vez presente. Ela sobressaltou-se, já era tão tarde assim?

Desceu apressada a escada topando com o rapaz sentado no sofá:

— Já está em casa? — perguntou a mesma, não literalmente, mas fazendo menção da hora.

— Não era para estar? — curioso o rapaz a fitou.

— Acho que perdi um pouco a hora. — respondeu suspirando: — Fomos liberados mais cedo, então resolvi arrumar as coisas. Acho que acabei dormindo e não percebi. — zombou de si mesma.

Ryan riu.

—Deve estar cansada. Eu ajudo você. — admitiu levantando-se e indo até a cozinha: — Pelo visto, não temos almoço, então farei algo. Só relaxe.

Kory riu disso seguindo-o até a cozinha. Ainda que ele pedisse para ela relaxar, só no fato de pensar no rapaz cozinhando não era tranquilizador.

— Queria comentar algo com você — começou Ryan mexendo nos armários: — Ontem, quando eu vi vocês lutando pela primeira vez eu vi algo estranho acontecendo lá. — afirmou a fazendo arquear a sobrancelha.

— Se quer dizer sobre meu modo de lutar, é porque os vilões são humanos, não posso por força total. — deu de ombros indo até outro armário pegando uma tigela que supôs ser aquilo que ele procurava.

— Não era só isso — pegou a tigela dela: — eu vi o Kid e a Jinx brigando num beco. Bem estilo casais, até que começou a ficar meio estranho, tiraram as máscaras e parece que romperam alguma relação. — falou sem mencionar quem eram.

Kory aquiesceu absorvendo a informação.

— Então ele tem alguma relação com a Jinx. Bem que eu suspeitava.

— Eu sei a identidade deles. — Assumiu dando de ombros.

— Não revele a ninguém, e nem à mim. — pediu a garota. Ryan olhou-a de soslaio e riu.

— Mas você os conhece. Essa é a questão.

— Como assim? — indagou curiosa.

— Eram a Lucky e o Wally. — afirmou por fim virando-se a ela.

Kory arregalou os olhos colocando uma das mãos na boca. Foi um baque saber que lutava contra Lucky todo esse tempo, provavelmente a machucava.

— Realmente a Lucky e o Wally terminaram, — comentou: — mas nunca pensei que eu pudesse estar lutando contra ela. Isso vai contra tudo o que penso.

— Eu sei. Mas talvez possa ajudá-la. — comentou cruzando os braços.

— Como seria?

— Contanto a ela quem você é. Não a vejo como ameaça, não se você disser logo de cara o que você é e que pode quebrá-la no meio de disser algo.

Kory ponderou. De fato, ela poderia ajudar a amiga à voltar ao caminho certo, só precisaria confiar nela o tanto que lucky confiou em Kory.

—Esta bem, vou contar à ela.

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— Conseguiu o que eu pedi, Terra? — perguntou Slade num holograma em cima da mesa da menina. A mesma aquiesceu duas vezes.

— Sim, peguei seu comunicador. — afirmou: — Mas como você sabia quem ela era?

Slade riu arrogantemente.

— Era óbvio. — respondeu: —Ela chegou à terra sem máscara, é estranho que mais ninguém tenha percebido a semelhança.

Terra baixou o olhar.

— O que fará com o comunicador? — insistiu.

— Paciência, minha jovem. Tudo no seu tempo. — Assim, o comunicador desligou-se e a mesma se sentou derrotada na cadeira.

Arrancou a máscara que usava na hora do furto, soltando seus cabelos loiros bagunçados. Tara passou a mão em sua testa preocupada.

— Droga, ta tudo dando errado.

Notas finais
Paciência é uma coisa difícil de se existir, mas ela necessita de um espaço nessa fic. O Gar não pode dizer agora que não esqueceu, e nem o Slade sair revelando segredos de seu plano, ou o Wally. Tudo a seu tempo ;) Espero que tenham gostado. E é isso. Até o próximo! Obrigada desde já a quem leu u.u link do jornal: http://socialspirit.com.br/babih15/jornal/2004268/tudo-em-hiatus Beijos e mordidas