Notas iniciais
Bom dia, flores do dia. Dessa vez eu nem demorei né? 15 dias só uheuehuehuehu Ontem me deu uma puta inspiração e eu escrevi, quase 4.000 palavras nesse capítulo e quase 2.000 do proximo :3 me enchi de orgulho ueheuhuhueu Queria perguntar uma coisa, vocês acham que a mundança de escrita que eu fiz entre o capitulo 22 e o extra foi bom? Ou preferem capítulos menores e do modo como ela o começo da fic?? Me digam Ç.Ç Outro assunto, que eu já havia comentado com a Babydoll sobre comentários e recomendações, e essas coisas sabe ueheuehueu Tipo, eu retornei a ler as fanfics da categoria tt e vi que tem umas fanfics com estrutura muito ruim e com tanto prestígio (um assunto comum, mas) que me dá vontade de enforcar. Tem fanfics que são feeras, mas feras mesmo. Mas tem outras que não. E de tão clichês que são ganham recomendação. Eu fiquei muito brava. sério. Vocês que tem fics o que acham sobre isso?? Sem mais delongas né. Boa leitura.

capitulo 24 — Cadeado

A diferença está em quem vê. Foram muitas as mudanças vividas pelos titãs ao longo daquele ano que se transcorreu. Quarenta longos dias após um retorno mirabolante do jovem grupo se passaram, deixando as marcas do passado como finos riscos imperceptíveis e dolorosos.

Após a descoberta da suposta ameaça de Richard, e uma espécie de descrição que o mesmo forneceu ao grupo, tanto Garfield quando Kory rodavam a cidade em busca do homem mascarado; supunham ser o mesmo que enviava seus capangas a algum tempo atrás.

O dito "Exterminador" estava causando mais transtornos trabalhando em discrição do que se aparecesse pessoalmente. Mandava pessoas de alto calão, de uma tal escola para vilões afim de destruir o recém criado grupo do ex pupilo de Batman. Porém, qual o sentido de tanto mistério por detrás de sua máscara?

Tantas perguntas rondavam o pequeno grupo de super heróis que nem mesmo Robin sabia explicar. Motivos ele tinha? Supostamente não. Conhecia os titãs de algum lugar? Possivelmente não. O grupo se compunha de aberrações excluídas da sociedade, desde robôs, metamorfos, demônios e extraterrestres; ninguém se interessaria por eles, nem que tivessem uma recompensa por suas cabeças.

Então, por que?

Não importava qualquer que fosse a resposta que eles obtivessem, nenhuma se tornava plausível, e a busca pelo Exterminador se tornava, cada vez mais, uma tarefa maçante.

Na pequena casa onde os Titãs se reúnem, o computador principal de Cyborg piscava incessantemente em sua cor vermelho vivo. O pequeno sinal ecoou pelo cômodo em busca de alguém que o ouvisse; mas nada. O apartamento se encontrava vazio, e o pequeno e irritante soar se propagou pelos minutos seguintes.

Do lado de fora, o grupo se encontrava brincando com uma simples guerra de bolas de neve, sugerido por Mutano e Kid Flash. De início ninguém se importou com a brincadeira, mas, de uma hora para outra sem sequer perceberem, já estavam no meio de uma guerra.

Naquela fatídica manhã, a cidade de Gotham já se encontrava tomada pelo branco. Logo após as festas e comemorações, a cidade se encontrava num absoluto sossego; mais um ponto que levasse o grupo de super-heróis a brincarem de uma simples guerra de bola de neve.

Outro ponto que podemos mencionar é o caso de Estelar não conhecer essa brincadeira e se propondo, de antemão, a brincar com o metamorfo.

–Olha, Estelar, você pega um amontoado de neve assim. — falava Mutano demonstrando com um punhado de neve em suas mãos: — Depois amassa elas bem como se estivesse fazendo bolinhos e depois lança em alguém. — terminou ele tacando a bola na alienígena que virou o corpo para o lado risonha:

–Seu... — ameaçou ela pegando um pouco de neve: — Agora é a minha vez. — gritou tacando-lhe a bolinha com tamanha força fazendo o metamorfo cair ao chão com o impacto.

–É, parece que ela está levando bem a sério. — comentou Abelha enquanto observava os dois recomeçarem a fazer as bolas.

–Brincadeiras foram feitas para serem levadas à sério em certos aspectos. — começou Kid Flash acertando-lhe um punhado de neve em sua cabeça.

Em disparada, o rapaz se afastou dela prevendo uma declaração de guerra. Ela sorriu, um sorriso medonho e, resmungando, se agachou no chão pegando certo punhado de neve:

–Agora você me paga. — trovejou Abelha lhe tacando a pequena bola com força, não foi por acaso que ele desviou, e muito menos que tenha acertado o homem de metal. Kid Flash caiu na gargalhada.

–Muito bem, agora é guerra seus pirralhos. — ralhou Cyborg acertando bolinhas para todos os lados acertando em todos do grupo, exceto Kid e Ravena que se mantinha com um escudo.

–Isso não vai ficar assim, cara. — Exclamou Mutano virando um Gorila enorme e esverdeado. Pegando um grande punhado em suas mãos, criando uma enorme bola de neve, tacou em Cyborg que foi soterrado. Mutano retornou à forma normal: — Isso ae.

Por detrás, Estelar tacou-lhe uma grande quantidade de Neve soterrando-o também e, de uma hora para outra, todos fugiam da Estelar que queria colocar todos debaixo da neve.

Após as brincadeiras, resolveram retornar a casa de Cyborg e tomar um chocolate quente para afastar o frio. A única pessoa que nem se importava com a temperatura era a jovem tamaranina que continuava com sua roupa costumeira deixando quase todos seu corpo amostra.

Cyborg, como de costume, sempre vai até sua sala de monitoramento onde se encontram todos os seus aparelhos feitos por ele mesmo, desde seu carregador — sem a falta de outro adjetivo — até máquinas de altíssima precisão.

Encarando um dos monitores, que mantinha sua tela verde, desciam séries de números compondo uma cadeia de nomenclaturas codificadas de forma veloz antes de parar e aparecer na tela um símbolo conhecido vagamente pelos titãs. Um 'H' maiúsculo negro com todo seu fundo em amarelo.

Antes de dar um segundo sequer, Cyborg retornou à sala atordoado proferindo a simples palavra que sempre diz:

–Problemas.

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Do outro lado da cidade, destruindo o pequeno centro de Gotham, a equipe H.I.V.E. se encontrava em meio aos destroços, quebrando e bagunçando o local; os comércios das ruas estavam destruídos, carros tombados e alguns dentro de prédios à vários metros do chão.

Encostada na parede de um dos prédios, Jinx bocejava tediosamente encarando os colegas bagunceiros que criavam todos e quaisquer problemas para chamar a atenção de alguns heróis com os quais gostavam de 'brincar'.

Entretanto, a maga do azar nem sequer se importava com os desejos enfadonhos de seus companheiros, muito menos com a realização delas, somente se importava em terminar logo cada serviço que seu líder, o famoso mascarado dito como Exterminador, lhes impunha.

Não demorou muito e um pequeno estrondo foi escutado pela maga que somente se deu ao trabalho de levantar o olhar ao fundo da rua. O pequeno grupo de super heróis já estavam ali, prontos para enfrentá-los; e lá estava ela, irritada por ter que, mais uma vez, lutar contra os Titãs.

Antes que fosse percebida, resolveu sair dali. Deu meia volta a fim de descer rua abaixo topando com umas madeixas ruivas que conhecia muito bem. Franziu a testa em desagrado:

–O que faz aqui? — cuspiu Jinx cruzando os braços.

–Nossa, está bem mais irritada que nos outros dias. — provocou Kid Flash ignorando totalmente sua pergunta anterior.

–Não respondeu minha pergunta... — começou ela: — Ah, quer saber, não to afim de ouvir. — assim retomou sua caminhada contornando o pequeno herói à passos largos.

Kid não deixou de rir. Olhou de relance para a briga que se iniciava lá atrás e, num suspiro latente, seguiu a pequena maga do azar.

–Pra onde você está indo? — perguntou o ruivo curioso. Jinx se assustou ao sentir seu hálito em seu pescoço. Ela recuou tapando-o com sua mão.

–Pra longe dessa maloca. — respondeu ríspida e grossa retornando seu caminhar, agora apressada.

–Esta me evitando, princesinha? — contestou Kid seguindo-a mais uma vez.

–N-Não. Por que estaria. — gaguejou Jinx desviando o olhar dos do ruivo.

–Porque nem parou para conversar comigo. — disse o rapaz intrigado cruzando os braços.

–Estou ocupada nesse momento. — grunhiu ela retornando seu andar.

–Ocupada com o que? — zombou Kid fazendo-a parar de andar e se virar a ele fumegante.

–Está dizendo que eu não faço nada? — vociferou Jinx visivelmente ofendida. Kid não evitou a gargalhada:

–Não foi isso que eu disse. — começou ele: — só insinuei que o seu trabalho está lá atrás, então, ocupada você realmente não está! -terminou Kid deixando-a sem argumentos plausíveis.

–Tanto faz. Só não estou com pique para enfrentar os titãs hoje. — admitiu a maga do azar dando de ombros.

–Que bom, assim não corro perigo. — ralhou Kid tirando um enorme ponto de interrogação da garota.

–Espera um pouco, você está fazendo parte do grupinho deles? — perguntou ela intrigada. Kid aquiescer duas vezes. Jinx bufou: — Ótimo, mais um.

–Que isso, somos amigos, né! — afirmou o rapaz sem esperar pela resposta dela.

Jinx não pode evitar de corar, e muito, com o comentário do rapaz mais rápido do mundo, pelo menos que ela conhecesse, virou o rosto para o lado tentando disfarçar a vermelhidão de suas bochechas.

Era mais do que óbvio que ele tinha percebido, e mais óbvio ainda que o sorriso malicioso em seu rosto fosse por causa da reação da maga.

–Quer tomar um sorvete? — propôs Kid. Jinx levou um susto de primeira, nunca se imaginou sendo convidada a sair com o herói.

–Você quer ir comigo? Por que? Se esqueceu que sou uma vilã? — relembrou a rosada com um quê de curiosidade.

–Porque eu não vejo maldade de verdade em você. Pra mim, você só está confusa. — explicou o ruivo colocando suas mãos em sua nuca e caminhando rua abaixo.

A maga ficou estática. Pra ela foi uma surpresa, mas bem no fundo imaginava que ele tentasse convertê-la, o que, até agora, não o fez. Essa era a maior questão que intrigava-a totalmente desde o dia que o viu pela primeira vez.

Saindo de seus devaneios, seguiu o rapaz que mantinha um sorriso de orelha a orelha, curiosa e intrigada com o que iria acontecer dali para frente.

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A briga ente os titãs e a equipe H.I.V.E. não durou tanto quanto imaginavam, mas o suficiente para deixá-los exaustos da briga maçante que sempre tinham, pelo menos, uma vez na semana.

Exaustos, e com frio, o grupo acaba por ir até a pizzaria, devido à várias insistências de Mutano. Nesse meio tempo, a única que percebeu a ausência de Kid Flash foi Abelha, companheira a tempos, e grande amiga, que naquele momento resolveu se pronunciar:

–Vocês viram o Kid? — perguntou Abelha curiosa e preocupada. Robin se virou a ela confuso:

–Na verdade não, não o vi durante toda a luta. — respondeu Robin: — Chame no seu comunicador, que eu sabia ele tem um também. — afirmou Robin dando um sorriso de canto e adentrando na pizzaria a fim de fugir do frio.

Com um pouco de raiva da falta de consideração de Robin, Abelha grunhiu levantando voo e saindo à busca do amigo.

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–Ainda não entendo como podem existir pessoas que não tomem sorvete no frio. É ótimo. — respondeu Jinx satisfeita. Kid concordou.

–É mais saboroso. — afirmou ele encarando o vapor que saia de sua respiração.

–Claro. — disse ela: — Agora me responde uma coisa, por que me trouxe aqui? — contestou Jinx ainda sem entender o motivo dele à ter chamado à uma sorveteria. Kid sorriu:

–Oras, não posso chamar uma dama para tomar sorvete comigo? — disse terminando o sorvete e soprando aquele halito gélido ao ar vendo o vapor saindo de sua boca.

Jinx não respondeu, tão pouco se deu ao luxo de entender o que se passava em sua cabeça, e muito menos admitir que havia gostado do convite.

Após terminarem os sorvetes, Jinx insistiu que teria de ir embora e, por várias reclamações por parte de Kid Flash, ela o deixou levá-la até seu esconderijo que, aquela altura, não era mais secreto.

Estava muito nervosa ao lado de Kid. Desde seu primeiro encontro em sua caçada atrás do rapaz, Jinx não tem parado de pensar nele. Mesmo eles nem sendo amigos como ele mesmo havia dito à minutos atrás, ela se sentia bem a seu lado, muito estranho para uma mulher dita como vilã.

O mesmo valia para o titã, exceto o nervosismo, que sempre se pegava pensando na rosada.Se esta interessado? óbvio, mas não atacaria agora, e muito menos naquele fio de momento que conseguiu tomar dela. Esperaria o melhor momento.

Antes de encontrá-la havia passado em uma joalheria, lá ele viu um lindo colar em forma de cadeado incrustado com pedrinhas brilhantes e delicadas. Naquele exato momento, encarando bem a pequena peça, não evitou de sorrir e se comprometer a comprar o pequeno colar. Para quem? Sua ficante.

Não negou em hipótese alguma que pensou em dá-lo à maga do azar, mas antes de tudo, tinha um sentimento escondido para com Lucky e ele, sendo Wally West, galã e ao mesmo tempo amoroso, decidiu dar à ela de uma vez uma prova, pequena, de seus sentimentos. O que seria melhor do que um presente?

Ele não tinha intenção de usar alianças, nem nada do tipo, e ficar acorrentado a uma pessoa só também nunca foi sua intenção, mas, como sempre tem alguém que lhes atinge, com ela era diferente e, com o conjunto cadeado e chave, comprou-o e decidiu dá-la naquela mesma noite quando a chamasse para o jantar.

O porque dessa explicação? Simples, exemplifica que ele não possui nenhuma intenção boa para com a maga do azar.

Chegaram no esconderijo, Jinx se despediu rapidamente do ruivo subindo mais do que apressada para seu quarto. Naquele dia ela teria um encontro, nada mais nada menos, do que com o Wally.

Antes de mais nada, escolheu suas roupas para sair, como estava frio, decidiu colocar um vestido com uma meia-calça grossa, um casaco de pelos, falso, e botas e um grosso cachecol. Adiantando o serviço, foi tomar um quente e relaxante banho.

Aquele dia seria especial para ela, mesmo não sabendo.

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No parque, enquanto Kid corria em sua velocidade costumeira, Abelha sobrevoava a cidade de Gotham atrás do amigo 'desaparecido'. Passando pelas árvores do parque, viu um volto vermelho e amarelo correndo pela rua e, de antemão, atingi-o com um raio. Dificilmente ele desviaria de um. Assim foi obrigado a frear pelo susto e pelo cheiro de cabelo queimado que estava sentindo.

–Onde você estava? Eu fiquei preocupada. — vociferou Abelha batendo o pé firme no chão.

–Andando por ai. — disse ele passando a mão nos cabelos que saiam fumaça.

–Sei. — falou ela estendendo a palavra em tom malicioso: — se tivesse dito que estava azarando alguma menina eu teria acreditado Wally. — disse ela dando de ombros. O rapaz suspira:

–Qual o sentido de ''identidade secreta'' se fica falando meu nome por ai? — zombou o rapaz rindo largamente.

–Ninguém vai se interessar em saber seu nome verdadeiro. Aliás, não tem um encontro hoje, Kid? — lembrou a garota pensativa. O rapaz assentiu.

–Vou sair com a Lucky. Acho que vou firmar. — comentou ele passando a mão em seus cabelos demonstrando um pouco de nervosismo.

–Você vai firmar? Sério? Isso é ótimo. — gritou Abelha, em um de seus poucos momentos em que consegue aumentar a voz de modo espalhafatoso. Kid rolou os olhos:

–Primeiríssima. Espero que ela se sinta honrada. — zombou com um sorriso tosco. Suspirou logo em seguida continuando: — Bom, sair um pouco da vida de solteiro pode ser uma boa. — terminou ele um pouco corado, bem de leve, mas que pode ser percebido pela amiga titã.

–Aham, sei. — disse ela: — Vê se não a decepciona seu alien. — encerrou ela batendo as asas e saindo do chão: — vou indo, preciso chegar em casa, se nevar do jeito que esta prometendo, minha casa vai ficar pura neve. — disse ela envergonhada.

–Deixou ela aberta de novo? E se alguém entrar?

–No décimo andar? — contestou Abelha recebendo uma bufada de Kid.

–Me convenceu. Vai logo que eu vou me atrasar. — assim ela desaparece juntamente do rapaz mais rápido do mundo, deixando seu rastro pela neve fofa e recém caída na cidade.

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Já estava anoitecendo quando Jinx saiu de sua casa, ou melhor o esconderijo da H.I.V.E. , e foi rumo ao encontro com o West. Estava bem nervosa, mais que o normal. Geralmente eles não se encontram assim abertamente, normalmente em festas, principalmente open-bar.

Estava cansada de somente se encontrar com o rapaz a fim de ficar um dia e, no resto, se tratarem como desconhecidos. Ela gostava dele, e muito, mas aquilo cansava sua mente de um modo catastrófico. Exatamente por isso que ela, Lucky Spraus, estava com o coração na mão e a esperança no máximo aguardando ansiosa e assustada pelo encontro.

Agora, naquele momento, em frente à um dos restaurantes mais chiques de Gotham, ao lado de um riquinho galanteador, ela depositava suas esperanças que palpitavam e esperneavam por um álibi.

Entrando no local, foi guiada pelo garçom até a mesa reservada ao casal onde Wally a esperava. Estava com uma roupa chique, não poderia negar, mesmo ela sendo de frio se via de longe que o casaco peludo não era falso.

Sentou-se a sua frente nervosa estampando um sorriso de dia a dia.

–Esta linda, Lucky. — falou o rapaz beijando-lhe as costas de sua mão. Ela cora.

–Obrigada Wally. Você também não está nada mal. — zombou ela tentando ser o mais natural possível aderindo à uma pitada de grosseria infalível, a seus olhos. O rapaz riu balançando a cabeça indignado.

–Vamos pedir algo? Mesmo que seja caro, pode pedir, hoje quem paga sou eu. — afirmou o rapaz abrindo o cardápio e dançando seus olhos pelas palavras escritas.

Lucky fez o mesmo. Depois de tanto olhar, no fim, escolheram o mesmo prato, tipo de restaurante francês, coq au vin. Depois disso ficaram em um incômodo e irritante silêncio, ela mexendo em um taça vazia e o rapaz brincando com seu pedaço de pão em cima de seu prato. Nem parecia um galanteador, não?

Depois de alguns longos e demorados minutos, Lucky se pronunciou:

–Eu fiquei surpresa de ter me chamado aqui. — disse ela tentando disfarçar o tom de ansiedade da voz. Wally levantou o olhar encontrando com os olhos púrpura dela, lembrou-se vagamente de Jinx o fazendo arregalar um pouco os olhos.

–O que foi? — perguntou Lucky assustada com a cara de surpresa do rapaz. O mesmo se recompôs pigarreando.

–Nada, lembrei de uma coisa, nem estava realmente te olhando. — disfarçou ele: — Bom, respondendo sua pergunta, quis fazer algo diferente com você. — afirmou ele retomando a brincadeira com seu pedaço de pão.

–Está dando mais atenção a sua comida do que a mim. — resmungou ela baixinho e fazendo prender um riso antes de soltá-lo e se transformar em uma gostosa gargalhada.

De tão contagiosa, Lucky começou a rir junto dele chamando a atenção de alguns clientes ao redor. Riram tanto até suas barrigas doerem os fazendo parar.

Kid limpou uma lágrima que descia por seu rosto retomando a postura.

–Desculpe, eu não aguentei. — falou ele encarando teto e inspirando o máximo de oxigênio que conseguia.

–Tu-Tudo bem. — disse ela ainda um pouco embriagada com o riso : — nem vou perguntar o motivo do riso. — comentou ela bebendo um gole de água para inibir a secura de sua garganta.

A comida chegou em seguida e os dois começaram a conversar descontraídos e zombeteiros durante toda a comilança. Estavam já na sobremesa quando Wally resolveu, de uma vez por todas, dar o pequeno presente à sua mais preciosa 'ficante', palavra a qual ficaria obsoleta em poucos instantes.

Retirando de seu grosso casaco uma caixinha azul de veludo alongada, colocou-a em cima da mesa chamando a atenção da garota que olhou a caixa com tamanha surpresa que chegou a arregalar os olhos e prender a respiração.

Com um sorriso doce e terno, Wally começou com seu pequenino discurso:

–Antes de tudo, acho que quer saber o porque de eu tê-la chamado aqui hoje: -começou ele: -Bom, não é a primeira vez que eu fico sem palavras quando estou perto de você. Estava nervoso hoje, de um modo que nunca tinha ficado antes com nenhuma outra garota, portanto, acredito que tudo o que direi agora não será ao vento. : — deu uma pequena pausa e continuou: — Realmente, quando estou com você eu me sinto na lua, você é risonha, conta piadas, é irônica, alegre, resumindo, tudo que eu nunca havia visto em nenhuma outra garota com quem eu ficava. — disse ele com um sorriso lindo e caloroso.

Lucky estava sem palavras.

–Acho que estou enrolando demais isso, então, simplificando tudo, Lucky, quer namorar comigo? — pediu o rapaz segurando a mão da garota com a sua que estava livre. Ela, com lágrimas depositada em seus olhos aceitou.

Na pequena caixinha tinha um cadeado, e nele as iniciais W.W. indicando o nome de seu mais novo amante. E de seu lado uma chave, a chave com a qual o rapaz ficaria com as iniciais L.S.

E assim nasceu mais um amor dentro do time titânico. Mas até quando um herói e uma vilã se entenderão?

E quando descobrirem seus segredos mais obscuros, como farão? Bom, quem disse que vida de super heróis e vilões é fácil.

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–Garfield. — chamou Tara ao ver o rapaz chegando em sua casa, a qual era de frente para a Markov. Sim, uma ex no seu mesmo prédio, ele não pensou nesse detalhe enquanto ainda estavam namorando.

–Diga. — falou o rapaz de seu modo mais doce, afinal, se sua namorada aceitava a garota, porque ele não poderia o fazer?

–Vem aqui rapidinho, quero te perguntar uma coisa. — falou ela abrindo a porta de sua casa e o convidando para entrar. Ele pensou um pouco e decidiu entrar.

Das outras vezes a casa da garota era alegre e cheia de cor e brilhos, mas, naquele momento, só o que se via era o marrom das caixas de mudança empilhadas.

–Ainda não desfez as caixas? — perguntou Garfield curioso.

–Não tive tempo de desfazê-las ainda. Tenho andado muito atarefada. — afirmou ela sentando-se em seu sofá cheio de coisas.

–Bom, o que quer? — disse de vez o rapaz, se sentia desconfortável ali.

–Quero saber quando vai contar à Rachel seu segredo. — jogou Tara o fazendo engasgar com a própria saliva.

–Que segredo?

–Que você é um metamorfo. — disse ela por vez. Garfield suspirou.

–Eu não posso contar à ela. — afirmou ele.

–Por que não? Você me contou. — lembrou a Markov cruzando os braços e ficando de pé.

–Era diferente. Tinha acabado de sofrer o acidente, com o vírus no laboratório, estava vulnerável, precisava de alguém para desabafar. — admitiu o Logan passando a mão nos cabelos desdenhados.

–Ela tem o direito de saber.

–Eu sei. Ela é a pessoa que tem direito a saber de tudo sobre mim, tudo mesmo, mas... : — falou ele: — ...não quero que ela saiba que eu sou uma aberração. — terminou ele sentando-se no sofá com a cabeça entre os joelhos.

–Ei... — sussurrou Tara agachando-se à sua frente: — Ela não vai se importar em saber. E você não é uma aberração. Ela te ama. — disse ela o fazendo olhá-la.

–Será?

–Ela já te disse, não? — perguntou Tara recebendo um aceno negativo do Logan: — bom, ela ainda o fará, dá para ver que ela te ama muito.

–Bom, eu vou contar a ela, mas não hoje, e nem amanhã, mas vou. — assim ele se levanta.: — vou indo. Seria bom se você contasse a Kory que você controla pedras, ou sei lá o que. — zombou ele abrindo a porta da casa.

–Não, não, não, não! — resmungou: — Ela não é minha namorada. — grunhiu Tara.

–Mas é sua melhor amiga. — cuspiu ele a fazendo ficar muda e vermelha de raiva. Pegou um bichinho de pelúcia e tacou nele.

–Sai daqui. — falou ela risonha.

Ele saiu, também com um sorriso no rosto, e com uma determinação imensa: contar seu segredo.

~To be continued~

Notas finais
Desculpem o texto que eu coloquei lá em cima, mas me deu uma raiva >< uehueheuheuhueeu Desabafei, e agora quero saber: gostaram? Muitos erros? Preciso melhorar em algo?? Enfim, agradeço que tenham lido. Até o próximo ;)