Já fazia quase duas semanas que tinha derrotado o flagelo e estava começando a esfriar, sempre que acordava para minhas aulas tinha sempre que botar mais agasalho. Em um dia ensolarado, bem parado e que a Alice tinha ido buscar mais lenha na vila, ouvimos eu e o caça-feitiço o som do seu sino, aquilo significava um trabalho pela frente. De costume o meu mestre sempre me mandava ir até o sino recepcionar o cliente, mais desta vez foi diferente, ele se levantou e ao sair da porta disse.

-Preciso me esticar garoto, fique aqui e quando Alice voltar, vá com ela até o porão e limpe as teias de aranha, precisamos começar a limpar a casa para viajarmos para a minha casa de inverno.- Dito isso eu apenas balancei a cabeça e voltei para a biblioteca para estudar um pouco mais enquanto ele ia. Chegando la eu comecei a ler mais sobre ogros taca-pedras, pareciam realmente muito perigosos e eu não gostaria de enfrentar um por nada nesse mundo. Esse tipo de ogro são os ogros bate-portas que viraram taca-pedras, dependendo seu tamanho, podem atirar pedras do tamanho de grandes porcos e facilmente matar um homem adulto. Depois de um tempo lendo, eu ouvi a porta se abrir e uma voz desconhecida gritou.

-Garoto, venha correndo, seu mestre não esta bem.- Fiquei preocupado, quando desci as escadas, vi algo que me perturbava, meu mestre estava no colo de um homem, desmaiado. Esse estranho era alto, tinha ombros largos e a cara descuidada, eu poderia apostar que se tratava de um ferreiro pela força e os calos nas mãos. Ele deitou meu mestre no sofá e disse.

-Ele foi picado, por um marimbondo de Rushville, são muito poderosos e a vitima sofre uma paralisia que não consegue se mover direito.- Já tinha ouvido falar deste marimbondo, talvez ele tenha picado meu mestre no seu braço, que estava descoberto quando descera e agora estava muito inchado.- Sorte nossa que o inseto não é muito venenoso, a paralisia só causa mal se a vitima sofre de algum problema no coração, o que não é o caso. o que resta é descansar. — Disse o estranho- A proposito, meu nome é Thomas Ward, quem é o senhor? — perguntei.- eu sou Bryan Malkin, ferreiro da cidade de Pride, muito prazer.- Ao dizer isto uma voz suave, de menina, bem familiar em minhas costas diz.- Que bom reencontra-lo Bryan, já faz quase um ano não é mesmo? — Era Alice que voltara, seus sapatos de bico fino, vestido preto e cara de alegria olhando para o senhor Bryan. Achei no minimo estranho ele ter o sobrenome de um dos maiores clãs de feiticeiras de todo condado, seria algum parente de Alice? — Conhece ele Alice?- perguntei. — Conheço muito bem, ele me ajudou uma vez, quando fiquei presa dentro de um foço na cidade de Pride, fiquei na casa dele uma noite, ele é um dos irmãos de minha mãe, mais não gosta de feitiçaria. Porque esta aqui senhor Bryan? — Um ogro taca-pedras esta atormentando meu sitio, acho que se demorar muito ele destrói todo lugar.- Quando ele falou isso, meu mestre com aspecto de dor diz. — Não posso me mexer, pelo que eu vejo, 3 semanas no minimo vou ter que repousar, Tom, garota, Bryan, vocês irão cuidar deste ogro, o Tom com certeza sabe o que fazer, e Bryan é forte o bastante pra ajudar. — Mais não posso fazer isso, um taca pedras é muito forte, li sobre eles e não me sinto seguro enfrentando um. — Respondi com um tom de voz de preocupação. — Não sege mole garoto, uma família esta em perigo, Bryan é um velho cliente e tem duas filhas, não podemos esperar nem mais um dia, esta decidido, vocês três partiram imediatamente.- Meu mestre usou um tom de voz que não pude recusar, então balancei os ombros e subi as escadas em direção ao quarto, quando Alice subiu junto comigo as escadas. — Vai ser bom, você vai gostar de Pride, muitos dizem que é a cidade com as comidas mais deliciosas do condado. — Aquilo não me alegrou nada, pois deveria ficar de jejum em um trabalho como este. Peguei minha mala, meu bastão e minha corrente de prata. Na cozinha, peguei um belo pedaço de queijo para beliscar durante a viajem e partimos. Meu mestre não foi até a porta, ficou na cama dormindo. Saímos pelo portão do terreno e descemos o morro até uma estrada, nela estavam amarrados 2 cavalos, talvez para ser mais rápido, Bryan tenha trazido um meio de locomoção mais veloz, um para ele outro para o senhor Gregory. Ele montou no maior e disse. — Espero que saiba andar de cavalo rapaz, precisaremos ir rápido.- eu já tinha andado de cavalo antes, meu irmão Larry, que era o terceiro mais novo, cria cavalos e sempre quando nos visitava eu andava um pouco. Montei no cavalo e logo em seguida Alice pulou na garupa atras de mim, me abraçando com os braços na minha cintura e o rosto no meu ombro fechando os olhos. — Tenho um pouco de pavor de velocidade, mais nem por isso ande mais devagar Tom. — Dito isso, o senhor Bryan disse. — Tudo bem então, vou ir na frente e vocês vem logo atras de mim, chegaremos la em 3 horas. — Dito isso ele partiu, uma arrancada muito veloz e decidida. Eu bati os pés no cavalo e dei uma batida com o couro no freio nele, nisso o cavalo arrancou em direção ao leste onde o sol ainda não estava muito alto, Alice apertou mais forte minha Cintura e como seu peito estava pressionado contra mim, senti seu coração bater forte. Eu gostava realmente de andar a cavalo e naquela velocidade, com Alice junto comigo, não me sentia feliz assim a muito tempo, mais isso iria acabar muito logo, já que vou ter que enfrentar um terrível Taca-Pedras.

Notas finais
Talvez eu demore pra continuar, talvez não, tudo depende da minha vontade e o tédio, mais se o pessoal gostar não demora.