Aqueles homens logo ouviram os meus gritos e acordaram, e como os corvos são treinados para repetir, começaram a gritar junto comigo. No mesmo instante ascendi as tochas que havia criado e prendido no chão em varias posições, isso daria a impressão de vários homens se aproximando, chamaria a atenção deles.

Nesse momento corri para o lado e depois me abaixei, tomando cuidado para se aproximar de Alice. Ouvi alguns sons e deitei atrás de um grande galho de arvore caído. Eram 4 dos homens que não me viram e correram em direção ao rio. Comecei a ir mais rápido até avistar Alice que estava acordada e amarrada, sendo guardada por um homem.

Se ele fizesse barulho chamaria a atenção dos outros e eu seria pego com certeza, tinha que derrota-lo sem ele reagir. O acampamento tinha barracas afastadas umas das outras, a mais perto de mim era longe de onde estava Alice e o tal homem. No lado de fora da barraca havia armas, mas nunca havia usado nenhuma com exceção de uma, um bastão de caça-feitiço!

Peguei ele silenciosamente e percebi algo diferente, ele tinha uma espécie de botão, que liberaria uma lamina na ponta, igual ao bastão de meu mestre. Nunca tinha usando uma lança antes mas não custava tentar. Era uma clareira iluminada pela lua e o fogo da fogueira, apanhei a pedra mais próxima e atirei ela no ar, formando uma parábola e caindo no outro lado.

O homem se assustou e levantou, ficou olhando para aquela direção e deu um paço a frente, foi a oportunidade perfeita. Me levantei ao mesmo tempo que apertei o botão. O som que a lamina fez foi alto e o homem se virou e me viu, mas naquele momento, o tempo pareceu parar e eu sabia onde mirar. Arremessei o bastão que agora me servira de lança. Não sei como pensei tão rápido, mas se não acertasse a cabeça, ele teria tempo de gritar, por isso mirei na garganta. O bastão parecia viajar lentamente enquanto eu via exatamente o homem botando a mão em sua espada, o que foi inútil.

Quando o bastão atravessou sua garganta, Alice assustou-se mas logo correu na direção oposta ao lago, mas, antes disso, pegou algo do chão. Corri junto ao lado dela sem falar nada, os trapos que vestia já estavam caindo, e, depois de alguns longos minutos sem se falar nada, diminuímos o paço ao subir uma pequena montanha, sugeri que descansássemos. Alice parou e me abraçou, estava escuro agora via apenas sua silhueta como uma sombra nua se aproximando. Senti o corpo dela tremendo, não sabia se era frio ou medo.

Tirei minha capa e cobri o corpo dela e perguntei:

– O que você roubou deles?

– Nada em particular, só algo que nunca havia visto...

Alice abre a mão e mostra um pingente, parecia de prata pura que deixou sua mão ferida, e tinha o formato de um corvo dentro deum circulo.

– O que será isso Tom?

– Vamos perguntar ao meu mestre, ele com certeza sabe.

...

Depois de dias de viajem, chegamos em casa, meu mestre estava muito melhor e sentado em uma cadeira perto do fogo, me perguntou tudo e eu contei, depois mostrei o pingente. Instantaneamente me olhou assustado:

– Meu jovem, tempos difíceis estão por vir. Existe uma cidade grande, onde mais da metade da população da a luz a crianças gêmeas. A probabilidade de gêmeos é pequena, e o sétimo filho de um gêmeo menor ainda! Nesta cidade, a muito tempo, nasceram 7 filhos de uma só mulher, 7 filhos de sétimos filhos. Os filhos dos 7 formaram uma grande sociedade, chamada de os 19 filhos. Os 19 com o mesmo dom que nós temos garoto. Juntos eles formaram um exercito com muito mais homens. Ninguém sabe o certo o que querem no mundo, alguns dizem que gostam do gosto das trevas, por isso guri, são nossos inimigos também!

Notas finais
o que? agora existe um exercito? será que querem matar os caça-feitiço? Tom é homossexual por não se aproveitar de Alice? não perca no próximo episodio, que talvez nunca aconteça.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.