O Túnel do tempo - E O Dragão Dourado
14 Capítulo 14 - Ataque visto da sala secreta
Notas iniciais
Eles estavam todos à mesa, e de repente, escutam um grito vindo de fora:
–Atacar! — era Malkar.
O rei se levantou, e olhou pela janela, e todos começaram a fazer o mesmo:
–Malkar? — pergunta Lavínia e Sin ao mesmo tempo, porém não num som de pergunta, e sim de espanto.
–Sim. — diz o rei se afastando. — Sra. Tantibol! . — ele chama, era a governanta.
–Sim meu senhor. — ela diz se curvando.
–Avise o coronel, que estamos sob um ataque surpresa de Malkar! — disse rapidamente, enquanto a governanta se curva, e se retira. — E vocês, vão para o esconderijo. — ele se refere à todos, e olha diretamente para as filhas, que sabiam do que ele falava.
–Mais papai e o senhor? — pergunta Sofi.
–Eu vou ficar bem, agora vão!
O esconderijo, ficava numa parte secreta da casa, em que de lá, eles veriam tudo e todos, mas, ninguém iria vê-los.
Então Lavínia vai na frente, seguida por Sofi, e o restante atrás. Em uma imensa sala, existia um enorme quadro; Lavínia puxou e abaixou um vaso, na prateleira ao lado, e o enorme quadro, se arrastou para o lado, deixando uma passagem escura, como um túnel, à mostra:
–Uou! — disse Peter enquanto Jonah ficava de boca aberta, e Paty assustada.
–Rápido! Entrem! — falava Lavínia, enquanto era Sofi quem estava à frente agora, com uma tocha nas mãos.
Lavínia pegou uma tocha também, e foi logo atrás; o quadro então, se fechou.
Chegando ao final do pequeno túnel, encontraram uma enorme escada. Lavínia liderou novamente. E eles foram subindo as escadas:
–Mais que lugar é esse? — pergunta Paty assustada. — Para onde estamos indo?!
–Estamos indo para esconderijo. — explica Lavínia, mais preocupada em seguir em frente.
–É como uma sala secreta, ficaremos seguros lá. — diz Sofi sorrindo, percebendo que Paty ainda estava assustada.
Então eles chegaram em um cômodo, escuro e estreito, praticamente vazio, com apenas um armário marrom ao fundo da pequena sala:
–Esse é o tal esconderijo? — pergunta Peter. — Desculpa, mais prefiro ficar seguro lá embaixo!
–Aqui não é o esconderijo tonto! — protesta Lavínia.
–Lavínia! — diz Sofi a alertando, enquanto a irmã dava os ombros, e tenta empurrar o armário.
–É... — ela queria pedir ajuda, mais não queria "dar o braço à torcer". -Peter e Jonah, vocês poderiam me ajudar! — fala depois como se fosse óbvio.
–Claro. — fala Jonah indo na direção do armário.
–Lógico! Só com a ajuda de um cara forte como eu vocês conseguiriam empurrar essa coisa. — ele diz mostrando seus quase pequenos músculos. E enquanto ia até lá, dizia. — Mais vou logo avisando, se tivermos que passar por outro túnel...
–Peter vai logo! — Paty o empurrou levemente.
Então os dois empurram, até que não demoram tanto. Atrás do tal armário velho, tinha uma porta de madeira antiga, com uma maçaneta de prata:
–Xi... Agora não sei se vai dar pra abrir isso aqui não... — exclama Peter esfregando a nuca, depois de ter tentado abrir a porta.
–Com licença. — Lavínia vai até ele segurando uma chave, e abrindo a porta. Depois de abrir, ela quase entra, mais antes, fala. — Tonto. — diz com um sorriso malicioso para Peter.
O garoto então ri sarcástico, e continua:
–Não sei né... Esse lugar parece que não necessita de coisas normais, como eu iria saber! — tenta se defender, porém, Lavínia continua andando.
A sala em que entraram agora, era toda de mármore, e também muito grande, só não tão grande quanto as salas de dentro do castelo; era quase totalmente coberta por prateleiras cheias de livros, e também um sofá vermelho, com lindos desenhos bordados à ouro, no fundo da sala, do lado de uma janela, onde poderiam ver tudo o que estava acontecendo do lado de fora.
Paty e as fadinhas, se encaminham até a janela, e veem o ataque, era horrível, parece que dessa vez, Malkar havia trazido todo seu exército.
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