(POVLilith)

Meu nome é Lilith e hoje, com meus 15 anos, tenho uma vida que podemos dizer que é um pouco diferente das outras adolescentes da minha idade, mas eu faço isso em nome do meu pai, Escanor Ferrabráz de Lion. Mas, como toda história trágica começa com a muitos anos antes de sua vida atual, a minha não seria diferente.

Meu pai, antes de conhecer minha mãe, era um Cavaleiro Sagrado e, não apenas isso lhe dava uma enorme satisfação, como também participava de uma guilda de Cavaleiros Sagrados chamados Pecados capitais. Meu pai, apesar de temido, também era muito amado pela nação de Lionês, pais ao qual protegia, mas, um dia, as coisas mudaram drasticamente.

Enquanto os Pecados Capitais iam ao encontro do Grande Mestre daquela época, 10 anos atrás, pois haviam sido chamados a uma reunião, descobriram que, além dele ter sido morto, também armaram para todos os Cavaleiros Sagrados ali presentes. Para fugirem dali teriam que lutar, e assim o fizeram, porém, as vidas de cada um mudaram drasticamente.

Como eu dizia, não lembro de quase nada da minha infância antes desse atentado pois, quando meu pai chegou levou me levou para uma cabana no meio da floresta a qual moramos durante mais cinco anos pacíficos e lindos, morávamos só nós dois pois minha mãe falecera durante o meu nascimento o que fez com que meu pai me criasse sozinha. Porém, um dia enquanto tinha ido na vila comprar alguns ingredientes que meu pai havia me pedido, um bando de caçadores de recompensa atacou minha casa destruindo não apenas a minha casa, como acabando com a única pessoa com quem eu ainda me importava.

Quando voltei e o vi daquela maneira sem poder fazer nada chorei tudo o que poderia chorar durante anos e, meu pai vendo meu sofrimento, me pediu em seus últimos suspiros que o vingasse. Com isso ele me deu Serafim, a espada a qual sempre carregava em suas batalhas, alegando que ela sempre me protegeria e, assim, sua alma partiu desse mundo.

Levada pela ira, matei todos aqueles que tiraram meu tão amado pai de mim mas isso não curou a vingança que ainda estava em minha alma, grudada como se fosse uma parte obscura de mim. Com isso acabei virando uma assassina de aluguel, pois eu unia o útil, que seria minha renda, ao agradável, já que com o passar do tempo assassinatos se tornaram para mim uma espécie de brincadeira na qual apenas eu ganhava. Foi então que, durante um jantar na hospedaria em que ficaria, ouvi algo sobre os 7 Pecados Capitais; eu não conhecia a história porque meu pai, enquanto estava vivo, nunca me contara nada de seu trabalho então fiquei curiosa e resolvi perguntar por mais detalhes e foi naquele dia que minha missão começou.

Tudo o que se passava naquela narrativa contada pelo homem, que aparentava ter uma idade avançada, fez sentido, cada palavra que compunha cada frase, tudo! E foi assim que eu descobri que, não só meu pai era o grande Cavaleiro Sagrado Escanor – O Pecado Do Orgulho Do Leão como também quem era minha mãe. Pela história contada a mim, ela era uma fada que abandoara a imortalidade para viver com Escanor e, juntos, tiveram uma filha.

Chocada com o passado de meu pai, resolvi investigar mais pistas e acabei por descobrir do crime que ele foi julgado e condenado (foi ai que entendi o motivo dos caçadores terem o matado). Foi quando minha sede vingança voltou ao saber que seus próprios companheiros o haviam traído e foi por isso que, desde meus 10 anos, eu procuro pelos pecados capitais.

Cidade de Tilindrael, Taberna Veado-Campeiro

-Vocês ouviram o que o rei disse? – Ouvi um homem que aparentava ser bem velho, ele se encontrava em frente ao dono daquela taberna.

Com o passar do tempo aprendi que a melhor maneira de se descobrirem novas pistas em um caso é procurando essas pistas no meio do povo, ou em uma taberna mesmo. Graças a elas eu soube do que aconteceu em Lionês, e fiquei ainda com mais raiva ao saber que ele os havia perdoado ... tarde demais para o único pecado que está morto, pensei. Mas voltei a prestar atenção na conversa que se dava entre o homem e o dono do estabelecimento.

-Sobre perdoar os pecados capitais, sim ouvi. E fez bem, afinal, foram eles que nos salvaram. – Disse o outro homem que aparentava ter entre 35 e 40 anos, com um bigode e cabelos castanhos. Ignorei o que ele disse pensando comigo mesma por que eu tinha voltado a ouvir a conversa, mas logo o homem mais velho respondeu meus pensamentos.

-Não, sobre o Rei Arthur estar com problemas em seu reino e precisar dos Sete Pecados para ajuda-lo, dizem até que um dos pecados já está lá: Merlim, O Pecado Da Gula Do Javali! – Disse o mais velho como se fosse algo feliz de se comemorar, “interessante ...” eu pensei me aproscimando mais um pouco dos dois.

-A sim, e que eles estão procurando o ultimo pecado: Escanor, O Pecado Do Orgulho Do Leão. – Disse se virando para outro cliente que estava pedindo uma da bebida, ou talvez uma comida, eu já não ouvia mais nada. Queria apenas que aquele velhote falasse para onde os Pecados estavam indo.

Como parecia que os dois voltaram a uma conversa chata de velhinhos normais, resolvi usar um pouco da magia que herdei da minha mãe. Entre nos pensamentos do homem de cabelos grisalhos e descobri que, por coincidência ou não, eles estavam indo para um lugar muito próximo daquela cidade. Não esperava a hora de ver a cara daqueles idiotas e faze-los sofrer o que meu pai sofreu sozinho.

Com isso, me levantei e paguei a conta rapidamente fechando ainda mais meu capuz e sai daquele lugar imundo. Quando estava já a uns bons 1000 metros de distância, Serafim começou a zumbir como se dissesse: “Vamos rápido! Estou pronta para a luta!” .

-Nós os encontraremos em breve ... em breve você vai provar do sangue de todos eles Serafim, eu te prometo. – Disse olhando para minha espada sorrindo, eram raras as vezes em que eu sorria, mas eu só o fazia se estava sozinha com a minha espada. – Logo, logo. – Disse por fim, cantarolando e seguindo o caminho pelo qual eu tinha a informação de que os pecados iriam.

(POVAutora)

Quando amanheceu, indo pelo caminho contrário ao de Lilith, se encontravam os cinco Pecados Capitais (pois Merlim falou que precisava ajudar Arthur na proteção de seu reino). Era manhã então o primeiro a acordar geralmente era o Roqui.

-ACORDEM SEU BANDO DE MOLENGAS! – O que fez com que o grito, naquela manhã silenciosa, ecoasse para todos os cantos do bar Chapéu de Javali.

Os que acordavam depois do Roqui, eram Elizabeth e Meliodas, esse último geralmente amarrado por cordas para que não molestasse a princesa durante seu sono. Depois de desamarra-lo como sempre fazia, ela o cumprimentava:

-Bom dia Meliodas. – Disse sorrindo e descendo.

-Bom dia, dormiu bem? – Ele perguntou se aproximando de Elizabeth e apertando seus seios. Continuou depois: — Eu ouvi você sonhar com algo e arfar, só estou vendo se seus batimentos se alteraram. – Disse até Roqui, como sempre, falar para Elizabth algo com “Pode bater nele moça”.

Com isso desceram e, enquanto esperaram Ban e King descerem para o café, cumprimentaram Diane, que, apesar de ter a poção feita por Merlim para ficar em um tamanho humano, só a usava quando achasse necessário (durante a jornada que seguiam em direção ao Reino do Rei Arthur, não há usara nenhuma vez), e ficaram conversando até os dois últimos Pecados presentes descerem. Claro que com King e Ban brigando.

-Seu idiota, eu quase não consigo dormi com seus roncos! – Disse King, que parou de berrar logo ao ver Diane na janela. – Bom dia Diane, Elizabeth, Roqui e Meliodas.

-Se não quiser ouvir, dorme em outro lugar. – Disse Ban, indo em direção a uma garrafa de cerveja.

-Só que não têm sua anta. – Disse King, voltando a briga infantil com Ban.

-Então dorme lá fora com a Dine, babaca. – Disse Ban, fazendo com que o resto dos presentes começassem a rir do rosto corado de King, até mesmo Diane.

Conversa vai, conversa vem e todos ficaram tão desligados do mundo que, quando a mamão Roqui parou, todos caíram de seus lugares com a parada brusca. Com isso, todos saíram para ver o que estava acontecendo já se preparando para uma possível batalha mas se surprienderam em ver uma menina de cabelos avermelhados, com uma roupa que parecia um maio feito tecidos leves e uma espada.

-Quem é você menininha? – Disse Diane se abaixando e olhando para a garota.

-Isso não te interessa gigante, o meu assunto não é com você. – Disse a ignorando, mas, quando viu a marca da serpente que ela carregava na perna, continuou. – Pensando bem, por acaso você seria Diane, O Pecado Da Inveja Da Serpente? – Disse sacando friamente.

-Sim, porquê você quer saber? – Disse Diane se preparando para a batalha logo quando viu a menina sacar sua espada que começou a brilhar em tons de vermelho sangue.

-Nada, só achei que vai ser um pouco mais difícil te matar. – Disse, dessa vez, sorrindo e, com uma velocidade impressionante que fazia parecer um vulto no ar, derrubou Diane com hematomas feios no abdômem e no peito.

Com isso Elizabeth desceu da mamãe Roqui e correu para ajudar Diane enquanto King ia junto para protege-la caso a menina que os estava atacando tentasse algo. Com isso Ban se colocou em posição de ataque, assim como Roqui (ele seria inútil — mas não custava tentar), assim com calma Meliodas perguntou:

-Quem é você? – Disse colocando uma de suas mãos na espada que estava presa as suas costas. Ouvindo a menina responder:

-Sabe que eu tenho muitos nomes? – Disse sorrindo, como se estivesse fazendo uma brincadeira com um amigo, logo continuando. – Me chamam de Troca Almas, Caçadora, o que não deixa de ser verdade pois eu sou uma caçadora de recompensas ... – Disse olhando para Ban.

-Então está aqui pelas nossas cabeças? – Disse Ban, com um sorriso cínico estampado no rosto. Logo falando: — Desculpe te desapontar, mas nossas cabeças não estão mais a venda, o Rei nos perdoou. Agora pode ir embora. – Disse quase rindo mas, ao ver que ela simplesmente o ignorou ele ficou muito mais irritado com a menina do que antes.

-Bom, continuando, recebo muitos nomes e o mais importante, e menos conhecido infelizmente é que eu sou filha de um amigo de vocês. – Disse esperando que eles associassem, mas como o silencio pairou no ar, ela continuou: — Eu sou filha da pessoa que vocês estão procurando ... – Disse andando em passos lentos até os dois Pecados.

-Então você é filha do ... – Começou a dizer Meliodas mas foi cortado pela menina.

-Meu nome é Lilith, filha de Escanor, O Pecado Do Orgulho Do Leão ... – Disse tirando Serafim de sua bainha. – Ou também conhecida como a menina que matou todos os Pecados Capitais. – Disse correndo para atacar Meliodas e Ban.

E assim a uma luta feroz foi travada ...

Continua ... ?

Notas finais
#Comentários XD
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.